The Kill

9 Capítulo 9 - Aí complica, né?


Notas iniciais
Sem Mais...

"_Isso não explica você querendo que eu mate o Dean!

_Taylor, que droga. Não vai ter como esconder mais isso..."

_Isso o que? — ela disse ficando de pé.

Max não respondeu apenas puxou sua cintura colando seus corpos. Taylor se assustou e colocou suas mãos no ombro dele. Ele fechou seus olhos e se aproximou de Taylor a distância era minima mas pegou a menina de surpresa sentindo seus lábios em contato com os dele. Como um choque ela se separou de seu corpo e foi até sua penteadeira, intrigada. Ainda em silêncio, via pelo reflexo do espelho, Max se sentar na cama e apoiar a cabeça nas mãos. Ele bufou, se levantou e saiu do quarto.

_O que foi isso? — ela parecia confusa encarando a porta aberta e olhando para um ponto qualquer no carpete ela imaginava que o próprio Max, que a conhecia a poucos dias, tinha acabado de beijá-la!

Bem, resumindo... Uma noite em que ela perderia o sono mais uma vez.

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2:56 da manhã

Max continuava sentado no mesmo sofá desde o momento em que havia beijado-a pensando em como era idiota com uma cara de idiota tento pensamentos idiotas. De cinco em cinco minutos bufava e resmungava algo.

_Eu sou um imbecil! — chutou a mesa de centro.

_E eu concordo. — Lince entrava na sala com uma faca em mãos e se aproximava de Max com ódio. — Tinha que beijá-la agora, Max? Quer complicar a minha vida inteira?

_Cala a boca, Lince! — ele disse dando de ombros e se levantou do sofá. Lince segurou seu punho e apontou a faca para seu pra braço.

_Olha aqui, você fica aí agarrando a Taylor e ela não vai querer cumprir com o combinado.

_Que combinado? Você está obrigando-a a fazer isso. Além do mais, ela não vai fazer mesmo.

_Como?

_Ela vai sair dessa casa... — Max recebeu um soco o que o deixou muito irritado. Ele jogou Lince no chão e acabou levando um corte na perna ainda que coberta pela calça. Com a perna que não sangrava, Max começou a chutar Lince que gritava de dor. Em um descuido conseguiu se levantar e enfiou a faca em seu ombro. Estático, começou a sangrar olhando Lince sorrir. Aquela dor insuportável aumentou a medida que ele tirava o objeto do local. — Cretino. — dizia vendo Lince se afastar e ir até o quarto da garota, o outro o seguiu e se deparou com um quarto vazio e gritos vindo do banheiro. De repente os gritos cessaram, Max abriu a porta e não tinha nada lá. "Como?" se perguntou. Com seu ombro machucado andou até os outros cômodos da casa sem achar a garota. Mais um grito. Última tentativa, ele foi para o quintal. Lá ele encontrou a menina se debatendo no colo de Lince que se aproximava de um quartinho escuro e pequeno sob a escada de madeira que levava até a casa. Ele entrou e o viu segurando os cabelos de Taylor enquanto ela chorava. Lince mantinha apontada uma faca em seu rosto.

_Não faz isso Lince! Você não precisava de uma garota? Agora que tem vai matá-la?

_Não tem problema, eu arranjo outra.

_Para Lince — Max dizia vendo a ponta da faca perfurar levemente a bochecha dela. Por impulso Max chutou a barriga de Lince e puxou a garota que caiu no chão. Ela sentia o sangue escorrer mas se preocupava com o machucado que Max tinha no ombro. Lince desmaiou e os dois entraram na casa e seguiram até o quarto de Taylor. Ela se sentou na cama vendo que Max estava agachado em sua frente com uma das mãos em seu rosto perfurado.

_Isso está doendo, né? — ele disse fazendo careta olhando o rosto dela. — Não se preocupa, vai cicatrizar rápido.

_Max, o que houve com seu ombro? — ela perguntou baixo vendo sua camisa totalmente suja de sangue.

_Não se preocupa, eu vou ficar bem dessa vez. — riu e Taylor o acompanhou — Precisamos trazer Lince para dentro.

_Mas quando acordar vai nos matar! — ela disse irritada com a estupidez dele.

_Não se o matarmos primeiro. — ele sorriu — E acho melhor você fazer isso pra treinar, né? — Taylor parecia horrorizada com a ideia. Ele se sentou ao seu lado — Olha, eu vou estar aqui caso algo dê errado. Não se preocupa, é só colocar em prática o que ele vem te falando desde de manhã.

_Mas, Max, ele não vai suspeitar?

_Claro que não — o garoto parecia se divertir com isso — Se ele não suspeitava que a própria namorada dormia com outro toda noite... — os dois riram.

_Quando iremos fazer isso?

_Hm, amanhã você está disponível? — ele riu fingindo uma daquelas cantadas ridículas.

_É acho que sim.