Cause you only live forever in the light you make

Porque você só vive para sempre na luz que você faz

When we were young we used to say

Quando éramos jovens costumávamos dizer

That you only hear the music when your heart begins to break

Que você só ouve música quando seu coração começa a quebrar

Now we are the kids from yesterday

Agora nós somos as crianças de ontem

We are the kids from yesterday (x3). Today, today.

Nós somos as crianças de ontem (x3). Hoje, hoje


Fui acordado com um cutucão na perna e o som de uma voz de alguém que eu conhecia: Alec. Esfreguei os olhos e vi Alec me olhando e Spencer rindo que nem um louco.

– Que horas são? – Perguntei.

– Quase seis da tarde. – Alec respondeu.

– Caramba, dormi demais. E sonhei demais também.

– Spencer, o quarto de hospedes é a segunda porta naquele corredor ali. – Alec apontou o caminho ao nosso amigo. Ele foi ate lá com sua mala e nos deixou a sós.

Beijei Alec e ele me abraçou de forma doce. Retribui o abraço e ficamos ali assim, já que Spencer ia acomodar as coisas dele no quarto de hospedes.

– Tinha me esquecido que ele vinha hoje para passar um tempo com a gente.

– Não tem problema. E com o que você estava sonhando?

– Se eu contar você nem vai acreditar.

– Então me conta pra ver se eu posso ou não acreditar. – Disse todo sorridente.

– Lembra do colégio, do nosso inicio de namoro, da ajuda do Spencer, da nossa fuga?

– Lembro.

– É com isso que eu sonhei.

– Se não tivéssemos começado tudo isso, não estaríamos aqui agora.

– Nem me diga. Já se passaram tantos anos que...

– Joshua, não diz mais nada. – E me beijou de surpresa.

– O que deu em você pra querer me beijar desse jeito? – Perguntei quando nos desgrudamos.

– Saudades de você. Joshua, faz o jantar pra gente?

– Com você pedindo eu faço qualquer coisa.

– É para pensar no duplo sentido? – Ele perguntou encabulado.

– Só se você quiser. – Respondi.

– Você não toma jeito.

– Vou preparar o nosso jantar. O Spencer ainda está no quarto?

Alec ia abrindo a boca para dizer alguma coisa, foi quando Spencer apareceu. Cumprimentamo-nos. Ele e Alec ficaram conversando na cozinha e me fazendo companhia enquanto eu cozinhava.

– Spencer, e nossos pais? – Perguntei.

– Seus pais Joshua, dizem que aceitam seu namoro com o Alec e o seu pai disse o mesmo Alec, que aceita o Joshua.

Alec e eu trocamos olhares e sabíamos que se ambos os lados estavam concordando, só poderia significar duas coisas: primeira; que alguma coisa muito estranha estava acontecendo, se eles estivessem sendo verdadeiros em nos aceitar isso seria muito bom, e segundo; ambos os lados poderiam estar mentindo, dizendo que nos aceita e por trás de toda essa mentira eles poderiam estar planejando alguma coisa. Alec e eu acreditávamos mais na segunda hipótese.

– Spencer seja sincero conosco, você acha que eles estão sendo sinceros quando dizem que nos aceitam? – Alec perguntou.

– Não. Acho que desde a fuga de vocês há seis anos, a única coisa que pode dizer é que eles superaram a relação de vocês, mas não que aceitaram. Acho que vou tomar um banho, onde é o banheiro?

– A porta de frente com o quarto onde você esta. – Alec respondeu.

Smith saiu deixando-nos a sós. Acho que a única coisa que nossos pais realmente sentiam era saudades de nós. Alec encolheu-se mais um pouco na cadeira. Inquieto.

– Vamos esquecer esse assunto Alec, como eles podem nos amar se não aceitam como somos? Sei que são nossos pais, mas seis anos se passaram e eles ainda não entenderam que nos amamos. Não podemos fazer nada.

– Eu sei, mas...

– Alec esquece esse assunto, não vale a pena ficar sofrendo por isso. – Falei enquanto cortava um tomate.

– Sofrer não me faz bem.

– Por isso que estou falando para você esquecer. Eu sei como você fica quando algo te incomoda.

– Joshua, vou tomar um banho no nosso quarto.

– Está tudo bem? – Perguntei.

– Está. Só vou tomar meu banho e já que volto.

Ele saiu meio que não aceitando o que eu tinha dito. Continuei cortando mais alguns tomates. Fiz uns petiscos já que nosso jantar iria demorar um pouco. Alec voltou logo e preparou um suco de laranja pra gente. Spencer ainda estava no banho.

– A demora do Spencer no banheiro me lembra você.

– Acho que ele roubou esse habito de mim.

– O que vocês estavam falando de mim? – Spencer surgiu do nada, pegando a conversa com meio caminho andado.

– Eu estava comentando com o Joshua, que a sua demora no banho me lembrou da demora dele.

– O Joshua passa horas dentro do banho, e eu alguns minutos.

– Fiz petiscos pra gente.

Comemos e bebemos um pouco do suco do Alec, que tinha ficado muito bom. Minutos depois nossa janta ficou pronta. Tinha feito lasanha. Alec, eu e Spencer conversamos sobre coisas do passado e Alec e eu explicávamos ao Smith o que estávamos querendo no futuro. Spencer se retirou quando não tivemos mais assunto.

Alec foi se deitar e ficou a minha espera enquanto eu tomava um banho rápido. Quando sai, seus olhos me encaravam como se estivessem pedindo por sexo.

– Você está querendo o que eu estou pensando? – Perguntei enquanto secava o cabelo com a tolha.

– Acho que sim, por quê?

– Porque seria estranho a gente transando com o Spencer aqui em casa. Não que eu esteja negando sexo, mas acho que podemos fazer quando ele for embora ou quando ele for andar pela cidade. Que foi? Do que você esta rindo?

– Seria estranho mesmo. Imagina ele ouvindo seus gemidos no momento de êxtase.

– Não fode Alec, o pior seria ele ouvindo os seus gemidos pedindo por mais.

Deitei-me na cama, puxando o edredom por cima da gente. Ele encostou seu corpo contra o meu, de modo que suas costas ficassem encostadas no meu peito.

– Joshua, eu tive pensando em uma coisa.

– E o que você pensou? – Perguntei deslizando meus dedos por seus cabelos.

– Sobre nossos pais. Sobre eles não nos aceitarem, e acho que você tem razão. Quando fui tomar meu banho, pensei melhor nas palavras que você havia dito. Acho melhor esquecermos isso para sempre.

– E porque diz isso Alec?

– Porque se nossos pais nos amassem de verdade eles nos aceitariam como somos. Acho que o amor deles nem se compara com o tamanho do amor que sinto por ti.

– E você nem pode imaginar o tamanho do meu amor por ti.

Minha mão alisava seu corpo e nossas bocas procuravam por um gosto insaciável. Pressionei seu corpo contra o meu com um pouco mais de força e fiquei sussurrando palavras ao seu ouvido. Com minha mão dentro de sua peça de roupa intima, masturbei-o ate ele colocar seu liquido para fora, acabei colocando o meu também poucos segundos depois. Beijei-o carinhosamente e demoradamente antes de adormecermos.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!