Notas iniciais
Juro que paro com esse negócio de postar uma one-shot por dia. É só que deu um surto de imaginação aqui, sacas? -q
Eu reino nas one-shots, é.
Vou ficar quieta antes que eu apanhe '-'
Enjoy!
31 de Outubro. Dia em que todas as crianças saem de porta em porta para ganhar doces ou, vez ou outra, aprontar alguma travessura. Todas menos Frank Iero. Esta criança de oito anos ficou em casa, pois todos os seus amigos estavam viajando. O que era mais agoniante era saber que não poderia sair não só no Halloween, mas também no dia do seu próprio aniversário. Claro que sua mãe tentou animá-lo com um bolo e tudo o mais, mas não era a mesma coisa do que comemorar seu aniversário lá fora. Frank bufou, entediado, encarando a parede. Afinal, não havia muito mais o que fazer.
Enquanto isso, sua mãe se encontrava na sala, vendo TV, pensando no que podia fazer para animar o filho. Foi quando, de repente, bateram na porta. Ela abriu-a e viu uma pequena figura vestida normalmente – uma das poucas vestidas assim nesse dia tão importante para as crianças – que segurava um embrulho em uma mão e, na outra, carregava um pote em forma de abóbora, cheio de doces.
–Doce ou travessura, tia Linda?
Linda Iero sorriu e bagunçou gentilmente os cabelos da figura mais nova.
–Olá, Gerard!
–Ele está aí?
–Está lá em cima. Por que não vai lá falar com ele? Já tentei de tudo para animá-lo mas não consegui. Talvez você tenha mais sorte do que eu...
–Claro. – o menor deu de ombros e entrou na casa. Subiu as escadas de dois em dois degraus e bateu na porta. Ao ouvir um entre, Gerard girou a maçaneta e sorriu para o – melhor – amigo.
–Oi Frankie! – exclamou ele.
–Gee! Pensei que estivesse viajando!
Ele deu de ombros.
–E estava mesmo. Mas voltei mais cedo! Trouxe isso pra você. – Gerard estendeu o pote de doces e o embrulho. Frankie sorriu infantilmente.
–Ah, não precisava!
–Precisava sim! Parabéns, Frankie!
–Obrigado. Ei, o que é isso? – perguntou Frank, abrindo o embrulho.
–Soube que você gosta de carrinho. Comprei um pra você.
Os olhinhos cor de avelã de Frankie brilharam ao ver o carrinho movido a controle remoto.
–Ah, muito obrigado, Gerard!
–Não tem de que. Ei, vamos comer os doces? – perguntou Gerard, animado.
Os dois passaram a maior parte do dia comendo doces e falando sobre coisas “importantes”, como músicas, desenhos, etc. No fim do dia, Gerard perguntou uma coisa meio constrangedora:
–Frankie, posso fazer uma pergunta?
–Pode. – disse o outro, com os dedos sujos de açúcar.
–Você me ama?
O outro quase engasgou com os doces.
–C-como é?!
–É que eu acho que eu amo você. – disse o outro, escondendo o rosto atrás de uma revista em quadrinhos. Frank arqueou as sobrancelhas e tirou gentilmente a revista das mãos do amigo.
–Sério?
O outro fez que sim, sentindo sua face esquentar.
–Mas... Eu pensei que meninos tivessem que namorar com meninas... – ele franziu a testa.
–É... Nunca parei pra pensar nisso...
–Ei, podemos perguntar pra minha mãe! – disse o mais baixo, levantando rapidamente e correndo escada abaixo. Gerard permaneceu sentado, com as perninhas cruzadas.
–Mamãe! Mamãe!
–O que foi, querido? – perguntou Linda, que trabalhava em seu computador, bebericando uma xícara de café.
–Meninos podem namorar com meninos?
A mais velha quase derramou o líquido no teclado.
–Como assim?!
–Só curiosidade...
–Er... Podem sim, querido... – respondeu ela, incerta.
–Ah... Obrigado, mãe! – disse Frank, correndo escada acima.
–E aí? – perguntou Gerard.
–Ela disse que podem.
–Então nós... Nós gostamos de garotos? – ele fez uma careta de pensamento.
–Acho que sim...
–Mas eu ouvi falar que quando as pessoas se gostam, elas se beijam...
Frank olhou para o amigo, engatinhou até ele e lhe deu um beijo na bochecha.
–Será que agora nós somos... Namorados? – perguntou o menor, franzindo a testa.
–Não sei... Só sei que eu te amo, Frankie! Muito! – Gerard abraçou Frank.
–Eu também te amo, Gee!
–X-
Anos depois...
–Você, Gerard Arthur Way, aceita Frank Iero como seu legítimo esposo?
–Sim.
–E você, Frank Anthony Thomas Iero Jr, aceita Gerard Way como seu legítimo... Er... Esposo?
–Sim.
–Bom, podem se beijar.
Gerard puxou Frankie delicadamente e o beijou longamente, após se separarem, Gerard sussurrou no ouvido de Frank:
–Só sei que eu te amo, Frankie! Muito!
Frank riu baixinho e beijou Gerard mais uma vez.
Notas finais
Eu nem estava pensando em postar isso, cara -q Mas eu postei porque...
...
Porque eu tenho problemas. É um bom argumento? Não? Então esquece.
Mais uma vez, tenho que aprender a calar a boca.
Bom. Beijos.
Fale com o autor