The Kid

9 Eu preciso mudar isso POV Oliver


Notas iniciais
Pois bem, gente! Continuação do POV Oliver! É mais curtinho porque quero ir logo para a parte mais feliz da estória!! Txã, Txã, Txã !!! Estou muito feliz com os comentários e mais ainda por ter conseguido passar pra vocês tudo que Oliver estava sentindo! Super empolgada com o episódio de ontem, com certeza vocês também estão, né? Boa Leitura!! Bjos! "É cabível deixar que a dor, Ensina nos atos o tempo de paz. Muitas vezes me fiz professor Grosseiro insensato, mas volto atrás. Tenho sido tão duro contigo, Nós somos amigos ao meu entender. Nossos sonhos estão destruídos, Feri fui ferido aumentando o sofrer. E ao me arrepender depois de tanto chorar, me liguei que você é o meu próprio ser Lenitivo, o meu cantar. Se a vida não se acabou, Ainda resta uma chance pro amor, Dê essa chance pro amor Eu vou amar você, Nada vai destruir esse amor, enquanto eu viver. Vou tentar apagar toda a dor, Se eu notar e acabar tudo por um triz, Desejo que tu sejas feliz."

POV Oliver — Continuação.

Os dias foram se passando e as broncas de Dig só aumentavam. Como se não já bastasse, Thea e Roy resolveram se juntar a esse novo time que eu não vou dar nome, Felicity com certeza já teria dado um... sempre tão inteligente e divertida. Sempre que me encontro sozinho me flagro pensando nela, e foi em um momento de solidão que resolvi respirar um pouco de ar no lado de fora da boate, para minha surpresa, ela chegou mais cedo. Linda... Ouvir Felicity agradecendo por não ter a companhia de Palmer realmente melhorou meu dia, mas nada se compara a quase nos beijarmos depois que a impedi de cair. Se não fosse aquele entregador, ele tinha mesmo que chegar naquela hora e ainda ficar insistindo? Já nervoso por mais uma vez algo ter dado errado entre nós, entrei na cave não muito feliz. Vê-la saindo com um grande sorriso no rosto pra falar com alguém no telefone me deixou um pouco desmotivado, então achei melhor sair pra ronda, não esperava que ela me visse antes de sair, não queria que notasse minha decepção. Fui rude com ela, mas eu realmente não estava no meu melhor, tudo dando errado e o que era para ser mais simples, beijar a mulher que amo, estava se tornando uma missão quase impossível e se tem algo que me irrita é não resolver algo que julgo importante. Fiquei meio perdido em meus pensamentos e só notei quando sua doce e preocupada voz me chamou atenção pelo comunicador, não sei como ela consegue, mas sempre sorrio quando escuto sua voz. Pedi que ela me deixasse falar com Diggle e ela assentiu.

– Dig? Felicity ainda está aí?

– Não Oliver, ela já foi.

– Bom, preciso de sua ajuda, mas não é com essa missão do Arqueiro...

– E é com o quê, então?

– Diggle, quero tentar com Felicity, quero fazer o certo por ela e por mim... essa situação não está dando mais...

– Poxa cara, pensei que nunca ía ouvir isso... então, está pretendendo fazer o quê?

– Não sei ainda mas, posso contar com você?

– Claro Oliver, sempre!

– Obrigado, Jonh... agora, vá pra casa... não há mais nada a fazer.

– Falou, qualquer coisa avisa.

– Pode deixar.

Eu precisava me abrir com alguém e sabia que meu amigo era o cara certo, com certeza, na primeira oportunidade Dig vai facilitar as coisas entre nós. Passei o dia inteiro treinando em como me declarar, não quero que as palavras saiam em sentido errado nem quero que ela note meu desespero, quero que ela saiba o quanto a amo e que pode sempre contar comigo. Liguei pra ela e perguntei se vinha para a cave a noite, ela confirmou, mas se manteve preocupada. Quando ela chegou, eu percebi que vinha com Thea, e eu já havia falado com Thea sobre a conversa que pretendia ter com Felicity, ela deve ter percebido e por isso voltou pra boate no mesmo instante. Gosto tanto quando Felicity pronuncia meu nome, é como se naquele momento eu fosse dela, como se não fosse nem Oliver Queen nem o Arqueiro, apenas Oliver, por isso a deixei chamar algumas vezes. Ela notou meu silêncio e começou a atropelar as palavras com a rapidez de pensamentos que só aquele cérebro brilhante tem, me levantei e fui em sua direção, eu precisava tocá-la, senti-la, beijá-la... todo esse tempo distante, era isso que estava me deixando tão desnorteado, Felicity é meu remédio, minha luz, meu chão. Toquei sua cintura e depois seu braço, beijei sua testa e fiz carinho em sua bochecha, tocar a pela dela é sem dúvida algo que me relaxa, mas que ao mesmo tempo me acelera, preciso dela. Fiquei aproveitando aquele momento de carinho e silêncio, seu cheiro e sua pele são convites fortes, eu estava preparado para me declarar, mas de repente ela se assustou quando o celular tocou, Felicity não recebe muitas ligações, ela não conhece muitas pessoas então, quem seria e aquela hora? Não sei, mas se tratava de algo muito bom, pois ela sorria como nunca e precisou sair, claro que fiquei chateado, mais uma vez quis me abrir, mais uma vez falhei. Felicity me conhece como ninguém, notou meu aborrecimento, mas não quis ser rude quando disse que nada a prendia aqui, por que de fato, eu realmente sou incapaz de tê-la, definitivamente, alguém tão fraco assim nem merece uma mulher como Felicity.

Bem rápido ela voltou pra Cave e seu sorriso estava maior, abraçou Dig e puxou a orelha de Roy, moleque manhoso fez a maior careta, e depois cobrou dela algo que devia dizer a Thea. A Thea? Elas vivem se falando? Fiquei curioso e ela pareceu nervosa, Dig quis desconversar, Roy estava nervoso e eu percebi logo que estava mesmo sobrando nessa conversa, ela ainda tentou me dizer mas eu realmente não quero força-la a mais nada, se não fosse assim, eu saberia junto com os outros. Mas vê-la triste quando me disse aquelas palavras insinuando que eu não ligava pra ela, isso sim me deixou revoltado. Como pode? Se ao menos ela soubesse o quanto que dedico do meu dia pensando nela... Ela saiu com sua tristeza e deixou um Dig com ódio:

– Oliver você sabe que o que fez foi extremamente idiota, não sabe? Você foi um completo babaca com ela!

– Diggle, ficar repetindo isso não resolve as coisas...

– É, até porque se resolvesse alguma coisa que falo, você e ela com certeza estariam felizes e juntos, não é mesmo?

Suspirei frustrado lembrando das várias vezes que tivemos essa conversa e como Dig insistia em não ver o meu lado.

– Felicity merece alguém melhor, Dig. Alguém que a ama por completo, que possa ser todo dela, sem implicações ou condições.... alguém que se dedica plenamente a fazê-la feliz.

– Claro, alguém como, não sei... Ray Palmer? Por que ele sim parece estar disposto a mover céus e terra por ela. É realmente uma pena que ela tenha desistido dele, não é? Pobre Felicity, nunca será feliz...

Ok, Dig sabe mesmo atingir bem na ferida. Precisava tocar no nome daquele cara? Olhei pra ele com olhar de reprovação, mas na certeza que para ele aquilo não significava nada. Certo, fiquei feliz por saber que ela não estava mais com ele, mas sentia em mim que aquilo podia ser passageiro e logo ela cederia novamente as investidas daquele cara.

– Jonh, não adianta. Toda vez que tento falar com Felicity algo ou alguém atrapalha... estou ficando farto disso, talvez seja melhor assim. Ela está feliz, ela sorri muito ultimamente, e vai que eu trago a tristeza pra ela de volta? Vai que mais tarde algo pior acontece e ela não me perdoa e eu a perco de vez? Uma coisa é aceitar meu jeito de ser e meus defeitos como amigo, outra muito diferente é aceitar como...

– Namorado?

– É...

– E você duvida da capacidade de Felicity em lhe aceitar do jeito que você é? Por que eu não duvido, afinal, foi conhecendo o seu pior lado que ela sozinha acreditou no herói que você é hoje... Pense nisso, cara.

Diggle saiu e me deixou toneladas de peso na consciência, a noite passou devagar e eu não consegui dormir. Quando o dia amanheceu, resolvi que era hora de conversar com Felicity e em algum lugar onde nada e nem ninguém pudesse nos atrapalhar. Pensei em pedir pra ela desligar o celular e íamos até uma casinha que tem em jardim, no final da cidade, antes servia para casais de namorados, foi lá que meus pais se conheceram. Liguei várias vezes pra Felicity e ela não me atendeu, em alguns momentos, acho que chegou a desligar o telefone, mas eu estava decidido a não desistir. A tarde, já sem paciência, rastreie seu celular e vi que ela estava no centro, peguei minha moto e sai em disparada, consegui encontra-la em um semáforo e ela realmente não estava feliz em me ver. Melhor que eu tivesse aceitado a sua recusa pelo telefone, ouvir Felicity dizendo que seria tudo pra mim, mas que eu não era nada pra ela, me doeu de um jeito que nem sei como suportei, como ela pode pensar que só a quero no time pelo seu talento? Por Deus, Felicity podia perder todas as habilidades e eu ainda não desgrudaria dela... Não a quero triste, ao contrário, abrir mão da felicidade ao lado dela exatamente pra que ela fosse feliz, e nesse momento me vieram as palavras de Diggle, aquilo devia ser escolha dela, mas quando voltei ao presente, ela já estava quase me expulsando do carro dela. E mais uma vez, eu falhei, eu disse as palavras erradas, na hora errada e nem posso culpar alguém de ter atrapalhado, a culpa é só minha. Sai andando sem direção, precisava pensar. Acho que Felicity avisou a Diggle e ele apareceu, não falei nada, apenas aceitei sua presença enquanto ele me levava pra Cave e depois voltava pra pegar minha moto. Não consegui me concentrar, nenhum apareceu na Cave e aquelas palavras de Felicity só me torturavam ainda mais, resolvi ir até a casa dela, eu sei que devia ligar mas claro que ela não ia atender, resolvi que falaria tudo de uma vez, sem enrolação, sem tempo de ser impedido.

Quando cheguei a sua casa, notei vozes do lado de dentro e pensei que fosse a TV, várias vezes fiquei olhando ela assistindo até tarde e às vezes até adormecendo no sofá. Quando ela abriu a porta realmente estava surpresa em me ver e como havia prometido pra mim mesmo, entrei falando tudo sem parar, sem olhar pra nenhum lugar que não fosse aqueles lindos olhos. Só que algo, quer dizer, alguém tirou minha atenção, eram passos rápidos e uma cabeleira loira que corria para a sala e logo em seguida pude ouvir a risada de Thea, foi quando vi todos reunidos em sua sala, mas quem era aquela pequena?

– Mamãe, tem é eie? (Mamãe, quem é ele?).

Não esperei a resposta de Felicity, sai de lá como alguém que busca o ar, fiquei um tempo parado em frente a sua casa tentando absorver tudo aquilo, foi então que me lembrei que aquela garotinha era a que ela resgatou naquela missão, será que era isso que ela queria me dizer? Era isso que todos já sabiam menos eu e pela minha reação, dá pra entender porque ela não me contou. Ando distante, não tenho direito algum de cobrar nada dela. Preciso resolver isso, agora com certeza as coisas só vão piorar entre a gente...

– Dig?

– Oliver, eu realmente não estou afim de falar com você agora.

– Dig, preciso daquela ajuda que me prometeu e preciso agora.

– Ok, Oliver. Eu também estou precisando falar com você.

– Te espero na Cave.

Diggle estava realmente chateado e não importa o que ele me diga desde que depois ele me ajude a resolver as coisas com Felicity... Lembrei da garotinha, além de parecer fisicamente com Felicity, é tão curiosa como ela... sorri sem perceber, essa garotinha é sem dúvida o motivo de tanta Felicidade!

Notas finais
E aí, Gostaram? Preparem-se para as próximas emoções. Comentem! Bjos! P.S.: A música da introdução é "Enquanto Eu Viver - Claudinho e Buchecha"