The Keepers of The Universe

6 Capítulo 6 - Em 3002


Notas iniciais
Como eu demorei pra caramba pra postar o capítulo 4, e ele ficou menor que os outros, decidi postar mais um hoje. Espero que gostem.

Entraram na segunda cabana, sentando no chão mesmo. Shila explicou que estavam com poucos suprimentos, por isso, não iria oferecer nada para os recém-chegados. Uma pena, Dean estava morrendo de fome.

– Pelo jeito, vocês não sabem mesmo o que está acontecendo – Shila sentou-se ao lado de Millah. Sam deu de ombros, o que Shila entendeu como um pedido de explicações. – Há cerca de três anos, uma doença se espalhou pela Terra.

– Uh, essa foi uma fase difícil. Eu já estive aqui, resolvi visitar na data em que a doença se espalhou. Não foi uma decisão tão boa... – O Doutor interrompeu, mas viu que Shila o fuzilava com o olhar. Parecia gostar de contar as histórias sem interrupções. – Hm... continue.

– Não parecia fazer muito efeito nas pessoas, apenas em certos animais como os corvos. Até que, um dia, os mortos começaram a andar pela Terra. As pessoas que morriam, retornavam como coisas repugnantes, sem emoções.

– E bem fedidas – Um garoto, provavelmente Justin, entrara na barraca. Vestia uma blusa social, rasgada e suja, e jeans na mesma situação. Parecia ter a mesma idade de Shila.

– É... Então, quando a maioria da população mundial morreu e se tornou essas coisas, nós, os sobreviventes, tentamos nos esconder. Estamos só passando a noite aqui. As coisas não andam fáceis, não vemos uma cidade há dias, e, como eu já disse, os suprimentos estão acabando.

– Você está dizendo – John começou – Que estamos em um apocalipse zumbi?

– John, por favor? – Sherlock bufou.

– Bem, na verdade John está certo – Justin coçou a nuca. – Eu costumava jogar alguns jogos sobre zumbis quando era menor. É algo parecido, só que pior.

Shila, de repente, pôs sua mão na boca do companheiro, e o dedo indicador da mão esquerda, em sua própria boca, para manter o silêncio. Todos começaram a escutar barulhos. Eram estranhos, como pessoas doentes tentando respirar, mas sem sucesso. Shila desembainhou sua espada, e deu a Justin uma das facas. A outra, jogou para Sam.

A garota saiu da barraca. Justin pegou uma adaga de suas coisas e deu para Millah, Dean sacou sua arma, assim como John e Sherlock, Cas buscou uma lâmina dentro de seu sobretudo, e o Doutor pegou sua chave de fenda sônica. Justin olhou para o homem e fez uma careta de discórdia.

– O que você acha que vai conseguir fazer com uma chave de fenda? – Sussurrou.

– Ela costuma fazer tudo. Menos em madeira. Tenho que arrumar alguma coisa pra a madeira... – O Doutor sussurrou de volta.

– É uma horda enorme! – Shila entrou sussurrando. – Vamos, corram!

– Entrem na Tardis, todos vocês – O Doutor disse.

– Tardis? – Justin perguntou, correndo.

– A Cabine Telefônica! – Sherlock gritou de volta.

A horda estava perto. Eram criaturas horríveis, com a pele em estado de decomposição e a cor esverdeada. Os olhos, vermelhos, isso quando tinham olhos. A maioria tinha membros faltando, e regiões do corpo em que quase não se via mais carne.

Shila enfiou sua faca na cabeça de um dos zumbis. Sam foi obrigado a fazer o mesmo. Já estavam bem próximos quando chegaram à Tardis.

– Entrem! Vamos – Dean puxava todos para dentro.

Tentaram fechar as portas, contudo, várias daquelas coisas colocaram braços para dentro, tateando a porta da Tardis. Um dos braços dos zumbis agarrou Sherlock, puxando-o com mais força do que ele imaginava que aquelas criaturas teriam. Millah passou sua lâmina pela carne da criatura morta, o braço, caindo dentro da nave. Os outros passaram a imitá-la, livrando a porta até conseguirem fechá-la.

Sujo de sangue, suado e arfando, Sherlock já estava cansado daquele dia. Maravilhado, claro, mas cansado. Com certeza, nunca viajara tanto, e estava faminto.

– Precisamos comer – Disse – Você tem isso na sua nave?

– Não... vamos à uma lanchonete.

– L-lanchonete? – Justin perguntou.

Ainda conseguiam ouvir as criaturas bufando e gemendo do lado de fora, e sair daquele lugar numa caixa telefônica lhe parecia impossível. Principalmente porque ela não se movia. Mas, pensando melhor, a coisa era maior do lado de dentro que do lado de fora.

– Espera... – Shila cerrou os olhos – Isso aqui é uma máquina do tempo?

O Doutor apenas sorriu. Shila riu, andando pela nave, girando ao redor de si mesma.

– Isso quer dizer que podemos ir onde tudo ainda era... normal? – Justin perguntou.

– Onde vocês moravam? – Perguntou Sherlock.

– Londres – O garoto respondeu.

– Doutor... – Sherlock fez um gesto de cabeça, parecia se comunicar secretamente com o Doutor.

– Sugiro que se segurem em algum lugar. – Dean começou, se agarrando no velho corrimão.

– Hã? Por qu...

Antes que Justin pudesse continuar sua pergunta, a Tardis guinchou e balançou pela milésima vez naquele dia. Justin, Shila, e Castiel foram lançados ao chão, e a nave se moveu mais uma vez no tempo e espaço.

Notas finais
Participação especial de "The Walking Dead" na história, haha. Andei assistindo a série e tive vontade de colocar um capítulo meio dedicado à isso...