The Keepers of The Universe

8 Capítulo 8 - Antiquis


Notas iniciais
Mais um capítulo hoje porque sim. Espero que gostem.

– A gente não pode apenas voltar no tempo pra alguns minutos atrás e rasgar ele em pedaços? – Dean perguntava.

Não gostava da ideia de irem encontrar Crowley, e duvidava de que podiam. Quem sabe onde ele estaria no momento? Crowley era perigoso, e, se ele tinha alguma coisa a ver com as manchas e as terras-flutuantes-aparentemente-naves-antigas-disfarçadas, a coisa não podia piorar.

– O que? – Sherlock quase parecia indignado – Isso poderia criar uma desorganização total no tempo, não podemos voltar e mudar o passado. Imagine se você visse você mesmo, seria um desastre. Vamos encontrar esse Crowley, ele obviamente tem informações sobre o que está acontecendo aqui.

O Doutor parou o que estava fazendo e virou para trás, olhando para Sherlock.

– Eu gosto de você. – Disse, com as sobrancelhas erguidas.

Sherlock apenas piscou os olhos, indiferente. Orgulhoso como sempre, John notara.

– Você não o conhece – Castiel contradisse – Não é seguro procurá-lo.

– Não é seguro estar vivo! – Justin bufou – Sherlock está certo, ele deve saber de algo. Vamos lá perguntar.

Dean praticamente gargalhou – Vamos lá perguntar? Garoto, não estamos falando de uma visita aos seus pais, estamos falando de uma visita ao Rei do Inferno! Será que ninguém escuta nada aqui?

– Dean, acalme-se – Castiel avançou um passo em direção ao amigo.

– Só estou tentando nos manter vivos até o café da manhã!

– Nós estamos indo lá, fim de papo! – Sam disse. – Desculpe, Dean. Sherlock está certo, temos que descobrir o que está acontecendo.

Dean bufou, se dando por vencido.

– Sam, coloque suas mãos ali – O Doutor apontou para um tipo de depósito com uma substância que parecia borracha, ou talvez até plástico. – Certo, vamos usar suas memórias para tentar descobrir onde Crowley está. Isso parece bem errado, mas pode dar certo. Então, tente pensar nele, e não desvie sua atenção para mais nada.

Sam se concentrou, pensando nas vezes em que Crowley os ajudara, os atrapalhara. Terno preto, barba por fazer, sorriso sarcástico, tudo o que conseguia lembrar sobre o Rei do Inferno, até que escutou um barulho.

Vinha de fora da nave, um estrondo, como algo realmente pesado caindo em cima de um metal. Ele abriu os olhos, olhando para a porta da nave.

– Não, Não! Continue concentrado! – O Doutor correu em direção ao Winchester, movendo os braços enquanto falava – Não desvie sua atenção.

Sam fechou os olhos novamente, mas o barulho se repetiu, e se repetiu. Bufou, frustrado, notando que a Tardis estava, novamente, se movendo no espaço e tempo. Manteve suas mãos firmes onde estavam, conseguindo ficar em pé durante a viagem. A nave finalmente parou.

– Alguma ideia do que vamos achar aí fora? – John perguntou.

– Obviamente, algo ligado ao barulho. Essa substância aparentemente nos liga ao que quer que estejamos pensando. No caso, Sam escutou o barulho, o que, eu suponho, sejam as espaçonaves caindo em cima de carros. – Sherlock respondeu, indiferente, como sempre. Aproximou-se da porta, olhando para trás para ter certeza de que não o impediriam de fazer o que quer que ele pensasse em fazer.

Então, Sherlock abriu a porta, observando o escuro à sua frente. O barulho de algo se movendo. A vaga luz da Tardis iluminava uma parte do local. O solo era arenoso, mas parecia ser artificial, de algum modo. As paredes eram feitas de uma pedra escura.

– O que é isso? – Shila sussurrou, como se fosse perigoso falar alto.

De certo modo, eles sabiam que não estavam sozinhos. Era perigoso falar alto.

– Estamos dentro de uma das naves – Sherlock afirmou.

John avançou um passo na direção de Holmes – Sherlock!

Sherlock já estava fora da Tardis, circulando o local. Dean foi o próximo a sair, segurando uma lanterna numa mão e a arma apoiada logo no antebraço.

– Oh, pelo amor de Deus... – O Senhor do Tempo revirou os olhos.

– Que? – Dean perguntou.

– Abaixe essa arma. Isso é ridículo – O Doutor bufou.

– Ah, porque uma chave de fenda é realmente muito útil – Dean franziu as sobrancelhas, num tom sarcástico.

– É sônica! – O Doutor disse, algo parecido com um sussurro e um grito ao mesmo tempo.

Não havia mais nada no cômodo. Nem mesmo uma porta.

– Tem que ter uma porta. Isso não pode... não pode... – John questionava.

– Talvez esteja disfarçada – Millah deu de ombros – Essa nave toda é um disfarce, não me surpreenderia se fosse, por dentro, um mistério.

– Isso... isso é interessante – O Doutor disse, com o ouvido grudado numa parede de rochas. – Acontece que isso não é um disfarce, isso é uma casca – Ele bateu duas vezes com o punho na parede – Perceberam?

– Perceber o que? – Sam perguntou.

– O óbvio! – O Doutor sorriu.

– Que seria...? – Dean cerrou os olhos.

– Não ecoou. – O Senhor do Tempo sorriu mais ainda.

De costas para o Senhor do Tempo, Sherlock sorria, balançando a cabeça negativamente – É claro...

– Desculpe, eu perdi alguma coisa? – Sam deu de ombros – Ainda não entendi.

– É óbvio, não ecoou! Um lugar tão grande como este, com nada além de uma simples caixa telefônica, isso deveria acontecer. A não se, é claro, se ela não estiver tão vazia assim. – O Doutor correu de volta para a Tardis, dessa vez, escalando até o topo. – O que me leva a crer que... Urgh... Ai...

Quando finalmente estava no topo, esticou o braço o máximo que pode, até que encostou em um metal. Imediatamente, o disfarce foi encerrado. A partir do lugar onde o Doutor tocara, até o resto todo da nave, ela começou a se revelar. Era enorme, em forma triangular, com algumas regiões enferrujadas. Realmente, parecia ser antiga.

– Oh... – O Doutor olhou para cima, boquiaberto – Você é linda...

Ele pulou, agarrando-se em uma alavanca, puxando consigo uma escada, enquanto caía de pé no chão próximo aos outros.

– Então... O que estamos esperando? – Ele sorriu, subindo os degraus da escada.

***

– O que é isso... – John olhou ao seu redor.

– Uma nave abandonada – O Doutor descobriu. – Hm, bem, não tem energia nenhuma.

Os dedos do Doutor tocaram as escritas em uma parede próxima. Alguns símbolos desconhecidos.

– Isso, supostamente, não era para acontecer.

– Como assim? – Dean perguntou, fitando a parede.

– A Tardis – Sherlock respondeu pelo Senhor do Tempo – Era para traduzir as escritas, mas não o está fazendo. Porque talvez seja bem mais antigo do que nós pensamos.

Abriram uma porta perto dali, dando para outro cômodo não muito diferente do passado. Com algumas estantes empoeiradas e bugigangas que eles não sabiam o que eram. Abriram mais uma porta, e outra, e mais outra, até finalmente chegarem a um corredor.

John deu dois passos para fora do cômodo anterior, em direção do corredor. O olhar de Sherlock caiu num dispositivo perto do chão, que se repetia pelo corredor, com um pequeno buraco onde uma luz azul brilhava.

– John! – Sherlock puxou o homem pelo casaco, segurando seu braço com a outra mão para que ele não caísse no chão com o surpreso desequilíbrio.

– Sherl... Por que diabos você fez isso? – Ele arregalou os olhos e se virou para o amigo, que ainda o segurava pelo casaco e pelo braço.

– Ali – Sherlock apontou para um dos dispositivos. Pegou uma simples tábua de madeira e jogou em direção ao corredor. Desintegrada. Dean engoliu em seco.

– Ok, como... como vamos passar por aí... – O Doutor andava de um lado para o outro.

– Quebrar aquela coisa não iria ajudar? – Dean perguntou.

– Quebrar aquela coisa – Sherlock repetiu – iria aumentar essa luz azul, consequentemente, aumentando a potência de qualquer que seja a força disso, consequentemente piorando as coisas para nós.

– Valeu a tentativa... – Dean deu de ombros.

– Nós teremos sim que quebrar um dispositivo, vasculhar seu interior, e eu usarei a minha chave de fenda para tentar achar a potência correta e desativar os outros, mas nós precisaremos saber exatamente para onde cara uma das luzes aponta – O Doutor murmurava, com uma mão no queixo e os olhos cerrados – Isso se der certo, porque existe uma grande chance de isso dar erra...

Sam, que estava mexendo em algumas caixas perto dali, apertara um botão vermelho de trás de um baú, desativando, assim, as luzes azuis.

– Ou... nós podemos tentar achar um botão vermelho e apertá-lo. – O Doutor deu de ombros, avançando pelo corredor.

No fim do corredor havia uma porta negra. Era diferente de todo o ambiente. Ela não estava empoeirada, não estava quebrada, e não havia lascas de madeira saindo de algumas regiões. A maçaneta de ouro puro brilhava.

John olhou para os lados. Por fim, acabou estendendo o braço e tocando a maçaneta, abrindo a porta lentamente. Quando a luz do corredor invadia a escuridão do cômodo, foi possível ver uma criatura amarrada com correntes de um metal forte nos pés e nas mãos, mantendo-a esticada. A cabeça pendia sobre o peito.

A coisa levantou a cabeça. Era, praticamente, esquelético. Devia ter passado sua vida inteira ali, mas tinha a aparência de uma garotinha, porém com a pele toda azul e os cabelos e olhos brilhosos, literalmente.

– Olá...? – O Doutor se aproximava, até estar há alguns passos da criatura. – Eu sou o Doutor.

– Doutor... – A criatura repetiu.

– Você tem um nome? – O Doutor inclinou levemente sua cabeça.

– Antiquis – Ela respondeu.

Dean trocou um olhar com John.

– Os Keepers. – Antiquis murmurou – Eles estão voltando.

– Desculpe? – Justin franziu as sobrancelhas.

A garota voltou seu olhar rapidamente para Justin, que voltou um passo para a porta.

– Sim.

– Sim o que? – Dean perguntou.

– Existe uma maneira de matá-los – Ela disse, dessa vez olhando para o Winchester.

– N-nós não perguntamos isso – Sam disse.

– Mas ela pensou – O olhar da criatura caiu sobre Millah.

– É Crowley. – Antiquis disse.

– O que? O que tem Crowley? – John perguntou.

– Ele a tem – Ela disse.

– Ok, isso é inútil – Dean concluiu.

– O que Crowley tem? – O Doutor perguntou.

– A Primeira Lâmina.

Sam franziu as sobrancelhas. O Doutor e Sherlock trocaram olhares, provavelmente tirando as mesmas conclusões.

– Sim – Ela respondeu seus pensamentos – Ela pode matá-los. Mas há consequências, sim.

– Que consequências? – O Doutor perguntou.

– Sim, é por causa disso – O olhar da garota caiu em Sherlock.

– O que? – John perguntou.

– É por causa da lâmina que eles o seguem. Mas isso é temporário, ele é apenas um demônio, eles são Keepers, eles são muitos, e eles estão voltando.

Dean e Sam trocaram olhares. Aquela garota não estava falando coisa com coisa. Além disso, ela era azul. Por que eles deveriam confiar em uma criatura azul? Dean tinha certeza de que ela estava apenas delirando.

– Mas você sabe exatamente como fazer isso – A criatura olhou para Millah, mais uma vez lendo seus pensamentos. Millah desviou o olhar da criatura, um pouco chocada.

– O que? – Sam perguntou.

– Vocês devem ir – Ela disse – Eles estão voltando.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.