The Journey: Into the Darkside

28 Cap. XXVIII - "Cabo de Guerra"


Notas iniciais
Este é o quarto episódio do quarto arco de The Journey: Into The Darskide. Arthur Luczien, desde quando descobriu os seus poderes em um incidente traumático na infância, sentia que tinha graças a eles um propósito, de que não deveria os desperdiçar, mas o usar por razões altruístas. Com os aliados certos, se tornou um herói com notoriedade mundial e, pelo infortúnio dos inimigos que fez, encontrou sua queda em um luto mal resolvido de sua namorada, Bridgette Torres. Assassinada, e ainda usada em um jogo psicológico contra ele. O sangue do rapaz pinga sobre Nova York, na sede da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), uma decapitação vinda da lâmina de um guerreiro perigoso e misterioso que é o líder de um sinuoso clã chamado Nihan no Keisho-sha (NIKEI) Sua morte desperta muitos sentimentos na sociedade, e os mais profundos estão em seus amigos. O que farão diante da morte, desta morte? Vingança? Justiça? Como ficaram os NIKEI após a fatídica batalha do "X" contra Arthur? Agora, cada um tem uma atitude diferente diante deste acontecimento, caminhos que nem sempre estão muito alinhados uns com os outros.

Uma semana se passou desde o ataque organizado pelo clã terrorista japonês Nihan no Keisho-sha (NIKEI) a base militar norte-americana em Kyotango: o Sítio de Comunicações Kijogomisaki. Agora vivendo uma manhã calma e amena, os cidadãos de Quioto, antes tomados pelo susto e o medo de estarem ao lado de um inimigo misterioso e perigoso, já estavam tomando coragem para seguirem suas rotinas normalmente. A rua Pontocho, secular e muito movimentada no dia-a-dia, apesar de um pouco mais sossegada do que seu costume, também já estava atraindo mais turistas, que estavam animados para conhecerem mais de seus estabelecimentos, vendo a beleza que muitos dos seus edifícios antigos possuíam. Hospedados em um hotel nas redondezas, Karslie Imota e Rodney Accotach estavam em um canto por lá, sentados, vendo os transeuntes passarem deslumbrados e conversando sobre as maravilhas da culinária japonesa.

Com um andar boêmio, cabeça abaixada e uma reconhecível jaqueta vermelha, Satochi Koboyoshi (o inconfundível Daxam) se aproximava dos dois, os avisando que gostaria de conversar com eles em particular. Um aceno para que fossem até o quarto que o governo japonês estava disponibilizando para eles. Lá, se deparam com Isabelle Reebirck, entretida encima da cama com um maçarico nas mãos soldando algo que parecia ser uma arma metálica que estava em suas mãos. Satochi comenta que, vendo isso, entendia porque os funcionários daquele lugar haviam lhe notificado sobre reclamações relacionadas a fumaça. Isa diz que estava tentando controlar isso, mas sua criação já estava pronta. Ele a pergunta o que era aquela pistola, com a jovem respondendo que era uma adaptação do canhão de plasma de sua armadura destruída, a NIA, mas agora portátil. Que ela montou a partir do original, que estava intacto.

Karslie pergunta Daxam sobre o quê ele queria falar com eles, com o próprio introduzindo que desde o incidente mais recente o governo dos Estados Unidos começou a pressionar mais o japonês por uma solução ao conflito com os NIKEI. Algo que eles já sabiam. Em busca de uma solução, eles identificaram uma organização criminosa que potencialmente estaria oferecendo serviços de locomoção e logística aos NIKEI, para favorecer o deslocamento de tropas. Os Taigazu fu-yuri. Alguns contatos infiltrados e até possíveis delatores foram acionados, e uma informação foi obtida: os NIKEI estavam planejando algo grande, mais ousado e que promoveria ainda mais reboliços para o país. Suspeitas indicavam que se relacionava a ilha de Okinawa e a conexão era óbvia: dar sequência aos ataques a bases norte-americanas. Eles precisavam agir, e o tenente Tsuyoshi Uesugi entrou em contato com oficiais responsáveis pelas instalações da região e recomendou estado de alerta e uma evacuação imediata. A maior parte acatou, com as Forças de Autodefesa do Japão fornecendo homens para apoiar seus aliados.

Impressionado, Karslie pergunta se já fazia muito tempo que isso aconteceu. Satochi diz que dois dias, e que projeções especulação que o “dia D” seria na noite do dia seguinte, onde foram alocados para protegerem dois acampamentos militares: o Foster e o Kinser. Ou seja, teriam que se dividir para, em duplas, abarcarem a demanda proposta. Com uma expressão um tanto “esperando oposição”, Karslie pontua que era impossível agirem assim porque Isa estava fora de combate. Ela disse que já tiveram essa conversa, reconhece que estava mais vulnerável sem seu traje, mas não poderia simplesmente se sentir tão inútil nessa missão. Ela o lembra, primeiro, que ele já fez muitas atitudes arriscadas e perigosas. Apenas para pontuar que seu canhão de plasma sempre foi sua arma mais poderosa, e mesmo menos potente a pistola ainda era letal. Ainda reaproveitou o campo de força da NIA em um bracelete que também o gera. Daxam reconhece que ela poderia, sim, ser um alvo fácil.

Karslie pergunta a opinião de seu namorado sobre isso, o Leonard Charlott, apenas para ela lhe retrucar que não precisa da opinião de ninguém. Rodney intervém em favor de Isabelle, lembrando a todos que sua pele enquanto está transformado é resistente as lâminas dos seus inimigos, e isso o dava uma vantagem formidável. Isso, aliado a sua velocidade, lhe possibilitaria estar na retaguarda da moça o tempo todo, a protegendo. Assim, os demais assentem em ele fazer dupla com ela, e Daxam pede para arrumarem suas coisas porque partirão em breve.

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Já na ilha de Okinawa, um caminhão de carnes trafegava entre os demais veículos na importante Rota Nacional 58. No interior do seu contêiner, vários dos homens e mulheres que irão lutar pelos NIKEI estavam aguardando chegarem ao seu programado destino, entre muitas armas tradicionais como katanas espalhadas ao redor deles. Hayato Takahashi estava conversando com sua irmã, que estava em pé apoiada em uma das paredes, Kanako Takahashi, sobre como essa operação iria mudar os rumos estratégicos de seu clã daqui para frente. Ele a lembra, com orgulho, sobre como seu líder Takeshi Takahashi já se recuperou de seus ferimentos e vai pessoalmente comandar tropas contra a Base Aérea de Kadena. Kanako diz que o ideal de um soldado NIKEI é ser valente, mas sobretudo leal, e que o zelo pela sua família e seu clã era parte fundamental para qualquer um dar o seu melhor pela vitória que há de vir.

Ela repete que sente prazer em torturar e matar lentamente pessoas cujas intenções estão em desacordo com eles, independente de se suas peles são duras ou macias. Neste momento, se revela que do outro lado, na cabine do caminhão, estava Haruka Takahashi sendo obrigada a escutar sua prima lhe alfinetando por trás durante a viagem. Sua expressão, vendo a paisagem pela janela, era de certa dose de angústia e não determinação. Neste momento, ela vira para o motorista perguntando se faltava muito tempo para chegarem. Ele diz que sim, pelo menos duas horas, mas seria um tempo para se prepararem para o grande feito dessa noite. Ela diz que não está tão impressionada com o que virá, mas preocupada se as ambições de seu pai não estão indo além de suas capacidades. Kanako diz, por trás, que a lealdade a seu clã era a chave para a vitória. Se repetindo. O rapaz, de nome Hiroshi Takahashi, afirma que confia que Takeshi tem uma direção por trás de todas as ações.

Ele então admite que se sente feliz por estar em sua presença, e que sempre teve muita estima de que a poderosa filha do líder, do vale de Iya, seria forte o suficiente para os garantir a reconquista do Japão. Ele se apresenta como vindo do dojo de Hakone, Kanagawa, e Haruka diz que ele não precisava se sentir tão honrado porque no fundo ela não era nada demais. “Você que pensa isso”, ele diz, afirmando que sua filha aspira em muito ser como ela. Mostrando como ela era vista como um ídolo dentro dos NIKEI. Haruka agradece, e pergunta a Hiroshi o quê era o clã para ele. “Tudo o que eu conheço”, ele responde. Dizendo que, honrando o código samurai que aprendeu a valorizar desde pequeno, daria a vida por eles. Haruka lhe pergunta se ele nunca pensou em nenhum outro destino, vendo que ele era alguém que já percorreu todo o Japão, e ele diz que não. Se sentia orgulhoso de fazer parte deste capítulo da história do país.

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Acampamento Foster. Ginowan, ilha de Okinawa. A cena muda já com um salto temporal para a noite da prometida invasão do clã terrorista às instalações norte-americanas. Imensa, mesmo com os quartéis e alojamentos vazios, recursos transportados, era claro que ali não estava abandonado. Em cada canto homens faziam a vigilância para garantir que ninguém sem a devida autorização conseguisse entrar, com um foco especial para os portões de cada metro quadrado daquele lugar. O quê, bem, é muita coisa. Junto aos militares, Satochi caminha pelas proximidades do Escritório de Campo da Área de Okinawa com o olhar cintilante, perspicaz, analisando cada brecha possível para alguém poder estar escondido. Pronto para a ação como alguém que carrega um enorme furor em seu peito. Toda essa atenção não fez Karslie passar despercebido, surgindo atrás dele.

Ele diz que já se passaram duas horas e nada, mas Satochi afirma que deveria ser paciente porque sabe muito bem que os NIKEI sempre esperam os melhores momentos para “mostrar suas garras”, não duvidando que atacassem de madrugada quando estivessem cansados. Karslie, então, brinca que deveria esperar por uma noite bem longa. Antes que o colega lhe mande voltar a sua posição, ele resolve querer conversar e destrinchar mais sua história pessoal com esse clã. Daxam o lembra que contou sobre a destruição de sua cidade natal, a vila de Awa, e Karslie diz que sim. “Mas, e depois? Como você se tornou o caçador deles com é hoje?”. O colega diz que foram anos muito difíceis depois que vagou sozinho como único sobrevivente daquele massacre, com assistentes sociais não acreditando que aquilo foi obra de “samurais malvados”. Ele fugiu de orfanatos e viveu nas ruas de Tokushima até aprender a controlar seus poderes e seguir com seu plano de vingança.

“Você entende como isso não é superficial para mim?”, ele pontua. “Eu sei que não é, mas isso me deixou curioso. Você é o maior especialista dos NIKEI que existe. Como eram eles antes dessa guerra começar?”. Satochi diz que antes era um desafio encontrar um de seus dojos, eles sempre foram isolados do mundo. Apenas poucos sabiam onde eles estavam, e viviam principalmente para manutenção de seu estilo de vida. Não interagiam com o meio externo. “O quê fez eles mudarem?”, pergunta Karslie. Daxam diz que não sabe, mas sabe que eles querem desestabilizar o país. Agora, para quê é um mistério. Isso ninguém sabe. Neste momento, algo estranho acontece e Karslie observa. Ele pergunta se haviam militares patrulhando nas proximidades, e Satochi diz que agora não. “Sinto pés leves e rápidos andando esgueirados por detrás desses prédios. É diferente dos militares, eles são sempre pesados e duros”.

Daxam olha para Karslie estranhado, mas ele o lembra que seus poderes lhe fazem conectado a terra e sentia o chão em até 200m perto dele. Os passos não eram longe e ele pede para investigarem. Eles vão. De repente, descobrem um homem trajado com uma armadura samurai preta, com kanjis “yuu” vermelhos, e rosto tampado por algo como um capacete preto, estilo ninja. Ele estava armando um explosivo por detrás daquele edifício. Ao ser percebido, ele desembainha sua katana e parte para os atacar. Satochi dispara um relâmpago que é desviado, mas Karslie o surpreende prendendo seus pés no chão e envolvendo seus punhos com rocha o dá um soco que o faz desmaiar. Daxam avisa que o acampamento Foster está comprometido e estão planejando detonar bombas, então um alarme soa e os militares e agentes de segurança japoneses revistam todos os cantos na esperança de encontrar e matar seus invasores. Eles então se revelam e, se escondendo detrás dos prédios para terem alguma vantagem sobre as armas de fogo, enfrentam seus adversários começando um duelo.

A luta acontecia mais evidente perto dos alojamentos, e Daxam e Karslie correm para se aproximar deles. Muitos mortos, dos dois lados. Num instante, um guerreiro NIKEI embosca Satochi, tentando o prender pelas pernas com seu nunchako, apenas para ser eletrocutado por uma onda de eletricidade que ele fez. Com katanas, vários tentam os matar. Satochi dispara relâmpagos, mas só alguns deles são pegos. Karslie tenta os desarmar, e sem suas lâminas se vêem envolvidos em um combate corpo-a-corpo com Daxam. Os últimos em pé vêem o chão sob o pé deles elevado pela concentração de Karslie, que os coloca em uma altura considerável apenas para os fazer cair, derrubando a plataforma neles. É aí que ele percebe que estes estão se sacrificando para os demais recuarem, instruindo Daxam sobre isso e falando para ficarem nos explosivos.

Era tarde demais, pelo menos metade do acampamento Foster vai abaixo com o acionar de um detonador. Um grande incêndio se inicia, e todos se dividem entre perseguir seus agressores e socorrer os feridos. Daxam olha para tudo se sentindo em derrota, mas Karslie diz que terão uma outra chance. Neste momento, Isabelle os chama pelo rádio e pede a presença dos dois para algo importante.

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Paralelamente, em Urasoe, o ataque já estava acontecendo no acampamento Kinser e ele foi muito menos discreto do que o no Foster. Toda a luz naquela instalação havia sido desligada por conta de uma sabotagem orquestrada nas caixas de força e, um por um, os militares estavam sendo assassinados por inimigos que vinham em silêncio no escuro e lhes cortavam a garganta. Mesmo com o equipamento adequado, como visores de visão noturna, eles não estavam conseguindo localizar seus alvos a tempo e lentamente estavam sendo dizimados. O rádio também não estava funcionando muito bem, havia uma interferência, e isso dificultava demais uma ação coordenada. Apenas Rodney conseguia se comunicar com Isabelle, porque utilizavam de uma frequência diferente, própria dos mais sofisticados Twelve. Isa havia sido astuta de perceber que eles não iriam se contentar em matar todos ali, e que provavelmente iriam encontrar um meio de destruir aquele lugar.

Encontrando um dos guerreiros NIKEI enquanto ele armava uma bomba, ela se escondeu até ele prosseguir e resolveu tentar a desarmar. Dentro de um armazém que servia de depósito de munições para os marinheiros norte-americanos. Enquanto isso, Rodney gozava de como estava em vantagem naquela situação. Nem era pela proximidade do acampamento das águas do Mar da China Meridional, mas sim porque sua forma monstro enxergava no escuro e conseguia sentir o cheiro com melhor faro de seus inimigos. Então, logicamente, ele estava os perseguindo enquanto ninguém mais conseguia e, brutalmente, acabando com suas ameaças. Infelizmente, aquele lugar era muito amplo para ele ser suficiente contra todos. Num instante, ele recebe um aviso de Isa sobre os explosivos e como não conseguiam se comunicar com os militares, teriam que os encontrar eles mesmos.

Apenas com a lanterna de seu celular, ela reconhece como era quase impossível vencerem os NIKEI, pois ela mesma estava com dificuldades para fazer isso ela mesma. É neste momento que ela percebe que alguém a viu com tal luz acessa e a apaga, mas já é tarde: sua posição foi comprometida. Ela se afasta dali e se esconde entre caixotes enquanto escuta leves passos se aproximando e, bem, não pareciam de uma pessoa só não. Isa tenta não se mexer enquanto calcula o melhor a se fazer, reconhecendo que um tiro de sua pistola, que ela segura com força, a revelaria e garantiria morte certa. Uma aflição ímpar a invade, quando ela reconhece que Haruka poderia estar certa e ela é quase como inútil em campo sem sua armadura, apenas uma mulher indefesa. Num conflito entre se arrepender por sua coragem e continuar tentando. O reflexo da Lua é refletido por uma katana que se aproximava, e Isa cogita usar seu teletransporte para se salvar.

Mas, isto garantiria o fracasso e ainda deixaria Rodney sozinho. Ela precisava ser forte. Neste momento, algo estranho acontece. Mesmo no escuro, ela percebe que estava enxergando e numa perspectiva diferente. Não era o que estava na frente dela, era o armazém todo. Todo os três terroristas que a procuravam. Vendo seu adversário se aproximando, ela mira sua pistola nele e atira um tiro de plasma que o faz desmaiar, em convulsão. O clarão faz os demais correrem para lá, mas ela atira em caixas acima deles que caem sobre eles e os aterram. Incapacitados, ela percebe que os venceu, mas não entende como. Usando sua lanterna, ela percebe que estava vendo através das câmaras de monitoramento de lá que, aliás, estavam desativadas pela falta da energia elétrica. Isso a deixa ainda mais abismada, mas indo até o explosivo sente um impulso de tocar nele, o sente e o desativa com um pensamento.

Entendendo se tratar de uma extensão de seu poder, ela resolve ir mais longe e rastreia o detonador conectado a este e todos os explosivos. Emocionada e animada, ela chama Rodney para irem até um lugar um pouco além das fronteiras do acampamento Kinser. Ela passa as coordenadas e os dois se teletransportam para lá usando seu equipamento Twelve. De frente um caminhão, eles veem um único membro dos NIKEI esperando os demais. Este, quando os vê, trata de os atacar. Mas, é logo incapacitado por Rodney que o derruba no chão. Isa encontra o detonador e o destrói, tornando as bombas inertes. Logo, ela percebe que esse era o meio de fuga e exige saber do japonês caído para onde iriam. Ele diz que prefere perder a vida a trair os NIKEI, e Rodney diz que assim será abrindo sua larga boca, ainda em sua forma monstruosa anfíbia, e arrancando sua orelha. Isa, aqui, fica em choque com o que vê.

O inimigo grita de dor, e Rodney diz que o faria sofrer até a morte com raiva e furor. O NIKEI se assusta e afirma que vão a Okinawa, mas não revela onde. Rodney exige, mas ele cuspe nele. Então, ele o ataca mais uma vez, o mutilando. Isa procura no caminhão por algo que pudesse indicar onde eles iriam, e encontra seu celular. O rastreando, ela localiza um lugar em Okinawa onde alguém esteve em uma chamada com ele, recentemente, podendo ser o para onde iriam. Ela então avisa o amigo que já tinha a informação que precisavam, e Rodney executa o rapaz extremista. Isa comenta sobre o excesso de violência que ele havia usado, com ele apenas dizendo que era assim que resolvia as coisas em Smallocean, sua cidade natal. Isa entra em contato com Karslie e Daxam e os avisa do que foi descoberto.

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Bem distantes do caos sanguinário que se estabeleceu no sombrio acampamento Kinser, em Urasoe, o quarteto se reúne nas coordenadas compartilhadas por Isabelle usando um recurso próprio dos agentes da Twelve: os teletransportadores embutidos em seus braceletes. Com Daxam acompanhando Karslie, mais próximo fisicamente dele, para poder também estar lá. Eles estavam em uma área industrial localizada na região leste do município de Okinawa, bem próxima de sua divisa com Uruma. Karslie observa que estavam no pátio do que parecia ser uma transportadora, imensa em tamanho, com vários portões que davam acesso às suas enormes garagens. Ainda em funcionamento, aliás, mesmo pelo horário mais tardio que se encontravam. Satochi indaga Isa sobre os métodos que usou para os direcionar ali, e ela diz que não sabia explicar muito bem, mas acreditava que por conta de seus poderes que lhe davam afinidade com a tecnologia, estava começando a sentir e ler sinais mais sutis como ondas telefônicas. Com uma pista relevante os trazendo para lá.

Sentindo peso na consciência por ter deixado o Kinser da maneira como estava, Rodney expõe a Daxam das dificuldades enfrentadas lá pelos militares norte-americanos. Que, basicamente, estavam em desvantagem e morrendo mesmo melhor armados. Contatando seus superiores, ele os orienta a prestarem apoio àquele acampamento. Karslie, então, orienta que eles se escondam atrás de alguns contêineres de lá, apenas para depois recomendar que invadissem aquele lugar para identificar se estavam realmente no ponto de encontro dos membros da NIKEI após seus atentados múltiplos ou não. Com todos concordando, eles vão a lateral daquele edifício e, apoiados em uma grande lixeira, tentam subir no telhado. Com Rodney e Karslie servindo de escada para Satochi e Isa subirem. Daxam retira uma das telhas de alumínio e inicia seu reconhecimento do interior da transportadora. Ele percebe muitos caminhões sendo carregados com caixotes, e o traje dos funcionários evocava armaduras samurais confirmando as suspeitas.

Isa pergunta qual era o plano. Pela sua previsão, a maior parte das tropas estava naquele momento em rodovias a caminho dali. Então, eram só aquele pessoal que tinham de enfrentar naquele momento. Que, aliás, não parecia muito extraordinário. Com a exceção de um. Satochi reconhece aquele que coordenava a todos como Kenji Takahashi, um senhor de um dos dojos da NIKEI que fica nas redondezas, mas não podia precisar aonde. Um homem alto e calvo com uma longa barba grisalha expressão séria. Alguém dito como um excelente artista marcial acima de tudo. Se eles desmantelassem aquele ponto de encontro, eles arrumariam outro. Então, o que eles precisam não é acabar com aquele lugar e sim das informações que estão ali sobre para onde eles vão depois. Isa acredita que os computadores da transportadora carregam tais informações e que poderia os hackear, mas não podia fazer isso exposta.

Ele então diz que precisavam de uma distração e que fariam isso, dando abertura para ela chegar até a sala da administração de lá e baixar os dados em seu microcomputador, que também fica em seu bracelete. Ela só teria que ser furtiva. Eles descem do telhado e se preparam. Rodney se transforma em um monstro, novamente, e ele e Rodney se aproximam de um dos portões e os arromba. Surpresos pelo inesperado, os membros do NIKEI puxam suas katanas e partem para uma represália. Daxam corre e eletrifica o chão, o que faz vários tomarem um choque e caírem. Karslie levanta uma muralha de pedra que os faz perderem a visão, dando a brecha para a Isa entrar. A luta ali continua, com Satochi desarmando vários homens e os enfrentando corporalmente até Kenji se aproximar dele. Este pergunta se estava diante do lendário Daxam que há muito tempo perturba a tranquilidade de seus aliados, e este confirma. Kenji diz que seus relâmpagos não o assustam e será um prazer entregar sua cabeça com um troféu. Ao invés disso, poderia dar a ele a chance de um duelo honroso onde o vencedor poderia prosseguir com seus intentos. Toda a ação ao redor para ao perceberem o que estava havendo.

Satochi diz que estaria facilitando sem usar os seus poderes, mas Kenji adverte que a maior ruína de um guerreiro é achar que sua arma é mais mortífera do que ele. Daxam aceita e os dois se cumprimentam, antes de avançarem um no outro. Karslie e Rodney se vêem obrigados a assistir aquela disputa, incrédulos. A distração, porém, foi perfeita. Isa chega aonde queria e percebe que antes de chegar ao computador da transportadora podia sentir ele fluindo, o ligando com a mente e ficando boba com si mesma. Sem usar o cabo USB característico para transferência de dados, ela os baixa em seu microcomputador usando seus recém-descobertos poderes. Do lado de fora, Satochi está tentando de diversas formas tirar Kenji de sua base, mas seus pés estavam firmes no chão e ele por diversas vezes o repele. Ainda assim, ele continua insistindo, até seu adversário forçar dois de seus dedos em sua garganta o debilitando. Percebendo uma derrota, Daxam se levanta apenas para encarar o sorriso de seu inimigo. Isa avisa que eles já podiam ir, mas ele estava obstinado em vencer. Ele avança novamente, desferindo vários socos que são desviados até ser derrubado nas pernas e cair. Kenji, então, prepara para quebrar seu pescoço. Karslie, percebendo isso, faz um pequeno terremoto que desestabiliza aquela luta e faz Daxam derrubar o adversário.

Naquele instante, Karslie se aproxima dele e, o puxando, permite que os quatro sejam teletransportados dali. Sem entender o que aconteceu, Kenji se levanta e ordena a seus homens investigar cada canto daquele lugar. Sendo que teria de avisar Takeshi sobre que aquele lugar estava comprometido.

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Birdstown, Califórnia. Estados Unidos. Com 14 horas de diferença, era o início da tarde do dia anterior para Alecsandra, que estava naquele momento saboreando um momento de descontração e conforto deitada em seu sofá no apartamento de seu finado irmão, Arthur Luczien. Ela estava mexendo em seu celular, com fones de ouvido, assistindo alguns reels aleatórios, com roupa folgada e até algumas manchas de comida. Na mesa, a frente, estavam alguns doces que ela estava deglutindo sem moderação após seu almoço com a televisão também ligada. O chão estava sujo, bastante louça acumulada na pia da cozinha interligada a sala, e muitas embalagens de comida espalhadas pela casa. Ela, porém, estava apenas entretida em seu aparelho eletrônico e nem se importava com aquilo. Naquele momento, uma notificação de um aplicativo de mensagens aparece, e ela ignora. Um entre vários ignorados. Pouco tempo depois, alguém bate na porta. Ela, desajeitada, se levanta e vai atender.

Ao abrir, ela percebe que era sua amiga de faculdade, Evelyn Bellamy. Alex se desculpa pela maneira como estava vestida, argumentando que acreditava ser o entregador que sempre lhe faz entregas que havia lhe trazido uma sobremesa. Evelyn diz que não reparava em como ela estava vestida, mas diz que precisava aparecer pessoalmente em sua casa já que faziam dias que ela não respondia suas mensagens. Ela expõe que suas amigas estavam ficando preocupadas que ela não estava frequentando mais as aulas. Com Alex argumentando que estava doente, mas era visível pelo seu tom de voz em embaraçado que não. Evelyn, então, pergunta a ela a quanto tempo ela não saía de casa. Com Alex dizendo que não muito tempo, e a questionando o porquê do inquérito. Uma amiga em comum que era vizinha dela havia comentado que estava quase fazendo uma semana que não percebia ela saindo do prédio, com a garota reclamando sobre sua privacidade.

Evelyn sabia da morte de seu irmão adotivo, assim como sabia de outras perdas que Alex viveu, como de Hannah ou Annie Marie. Isso nunca era fácil e poderia abalar facilmente uma pessoa. Ela pergunta de seu namorado, Karslie, com ela afirmando que ele viajou a trabalho e sendo logo lembrada que isso significa que ela ficou sozinha lidando com seu luto. A expressão da Alecsandra era de alguém acuada, porém reconhecendo que estava triste. Evelyn diz que não gostava da ideia de ver sua amiga daquele jeito, que também já teve depressão e sabe como tudo é uma areia movediça e que se ela não lutar seria levada junto para o abismo. Alex agradece as preocupações, reconhece que estava sendo um momento difícil, mas não era para tanto. Iria ficar bem. Ela oferece sua ajuda para suportar este momento e pergunta se ela queria conversar. Alex diz que queria, mas não sobre isso, e a convida para conversarem sobre fofocas da universidade.

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Estação Aérea da Marinha dos Estados Unidos Futenma. Haruka estava diante de uma extensa pista de pouso que havia sido devastada por conta de seus poderes de geocinese, totalmente deformada e tornada inoperante. Por detrás dela, um forte incêndio sugeria a detonação efetiva dos explosivos instalados aí pelos NIKEI, e ela caminha estoicamente entre diversos cadáveres. Um deles ela reconhecendo como sendo do Hiroshi Takahashi, quem ela olha com uma expressão de aflição e misericórdia. Kanako surge detrás dela e diz que já terminaram ali, que teriam que se reagrupar e seguir para o ponto de encontro. Cumprindo o protocolo, ela pega seu celular e avisa seu pai sobre o feito. Na Base Aérea de Kadena, Takeshi estava terminando de assassinar um oficial de alta patente com uma de suas lâminas. Eventualmente, ele termina e contempla o silêncio da morte.

Isamu Takahashi avisa Takeshi sobre o sucesso de novembro dos quatorze ataques planejados, segundo a notificação dos responsáveis por chefiá-los, mas aponta que Kenji alertou sobre o conhecimento inimigo do ponto de encontro determinado. Este sugere que outro seja traçado. Isamu, então, diz que um carro estava o aguardando do lado de fora para o levar a uma reunião com seu colaborador em Okinawa, que já estava lhe aguardando. Ele pede a dois de seus soldados o acompanhar e partem para este encontro. Em um lugar secreto, uma sala de pouca iluminação, Takeshi caminha até uma figura conhecida sentada em uma cadeira com uma maleta sobre a mesa a sua frente. Era Juan Sebastian Gutiérrez, um conhecido cientista do submundo do crime internacional muito associado a Aliança. Takeshi pergunta se ele trouxe o combinado, e ele explica que sim: o soro Evergreen. Capaz de emular perfeitamente os efeitos do metágene de uma forma mais controlada, agora capaz de manter a sapiência de seu usuário e de efeito permanente.

O líder dos NIKEI agradece, mas levanta sua lâmina sobre o pescoço de Juan. Seus seguranças se preparam para puxar seus revólveres, mas este se recusa mandando abaixarem. Takeshi pergunta se ele estava tentando fazer jogos ou executar algum estratagema sobre ele. Juan diz que não. Então, ele o questiona sobre o preço do soro proposto, basicamente um presente, em quantidade suficiente para todas as suas tropas. “Ninguém é tão bom sem ter algo em troca”, diz ele. Juan esclarece que sim. Ele quer com os NIKEI e seu objetivo de conquistar o Japão ter uma projeção internacional da eficácia de seu soro, para atrair novos compradores, que veriam seu sucesso como algo que pode ser adquirido. Com seu exercício parecendo ser muito mais bem treinado que qualquer outro de rebeldes ao redor do mundo. Além disso, com eles sob o controle do Japão, poderiam ser aliados e, quando precisarem, trocarem favores.

Takeshi pergunta dos efeitos do soro. Juan diz que foi sintetizado pelos melhores do ramo e, apesar do primeiro dia ser atribulado, amplificam as capacidades humanas para o além do imaginado. Algo que ele iria precisar, já que provavelmente depois de hoje ele entraria para a lista de procurados da Interpol. Juan abre a maleta e Takeshi a olha, reflexivo. O soro Evergreen seria o futuro de sua revolução?