The Journey: Into the Darkside

26 Cap. XXVI - "Redefinindo Alianças"


Notas iniciais
Este é o segundo episódio do quarto arco de The Journey: Into The Darskide. Arthur Luczien, desde quando descobriu os seus poderes em um incidente traumático na infância, sentia que tinha graças a eles um propósito, de que não deveria os desperdiçar, mas o usar por razões altruístas. Com os aliados certos, se tornou um herói com notoriedade mundial e, pelo infortúnio dos inimigos que fez, encontrou sua queda em um luto mal resolvido de sua namorada, Bridgette Torres. Assassinada, e ainda usada em um jogo psicológico contra ele. O sangue do rapaz pinga sobre Nova York, na sede da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), uma decapitação vinda da lâmina de um guerreiro perigoso e misterioso que é o líder de um sinuoso clã chamado Nihan no Keisho-sha (NIKEI) Sua morte desperta muitos sentimentos na sociedade, e os mais profundos estão em seus amigos. O que farão diante da morte, desta morte? Vingança? Justiça? Como ficaram os NIKEI após a fatídica batalha do "X" contra Arthur? Agora, cada um tem uma atitude diferente diante deste acontecimento, caminhos que nem sempre estão muito alinhados uns com os outros.

O som da queda da água é simplesmente impossível de não se perceber, de se ignorar. A cena se abre com uma família de cervos comendo a grama que havia crescido próxima a um grande conjunto de árvores silvestres, de frente ao célebre monte Wakakusa, no interior de uma floresta intocada dentro do parque de Nara, no município homônimo. Poucos metros de distância, uma cachoeira, e perto dela um grupo de artistas marciais pareciam realizar sua coreografia como um treinamento para algo importante que estão se preparando, que ainda estava por vir. Sua mestra, aquela quem coordenava a todos e respirava calma e tranquilamente aquele ar puro de natureza, destacada em cima de uma rocha, era um rosto conhecido: Kanako. Por associação, era certo que eles então eram um esquadrão do clã Nihan no Keisho-sha (NIKEI), que assombrava o Japão nas últimas semanas com sua ameaça terrorista por objetivos não esclarecidos.

Kanako tão logo professa a seus alunos que o segredo para conseguirem sucesso em qualquer empreitada que desejassem era estar conectados ao aqui-e-agora. Seus oponentes certamente estariam presos em suas mentes embarcadas no medo do desconhecido, ansiedades do mundo moderno ou vontades descoordenadas. Essa era a vantagem que teriam contra as amedrontadoras armas de fogo que carregam, uma vez que sob o olhar certo tudo poderia ser uma arma. Seus corpos eram suas armas, e que deveriam estar acordados o suficiente para saberem usar. De repente, seus olhos cirúrgicos como um bisturi se direcionam para a copa das árvores, onde ela manda todos se abaixarem. Um relâmpago cai na direção do grupo, ferindo alguns e deixando outros atentos. Kanako diz que seu expectador estava escondido e que era dever deles o dar as boas-vindas, com todos pegando shorukens e atirando para o céu, para que pudessem cair em todo o espaço aberto dos arredores.

Vários galhos são cortados no processo, e de fato um homem cai sobre a grama. Kanako o observa com atenção, claramente mostrando desconhecer quem ele era. Uma jaqueta vermelha irreverente, uma camiseta branca amarrotada, cabelos pretos bagunçados e uma perturbadora cicatriz em seu rosto. Abaixado, para não ser percebido. “Creio que você estava procurando a morte”, diz Kanako em sua língua nativa, o japonês. “Somos velhos amigos há muito tempo”, ele responde, erguendo a cabeça para mostrar olhos brilhantes na cor azul. Com um movimento dos braços, ele ergue uma onda de eletricidade contra seus oponentes que derruba quem não a esperava, mas é desviada pela maioria. Kanako ergue sua katana e vai em direção dele, que se desvia de todos os golpes com uma agilidade impressionante. Ele, então, desfere um soco no abdômen de sua adversária que a desconcerta, pela precisão, enquanto a desequilibra derrubando suas pernas e a fazendo cair.

Neste entretempo, os demais membros da NIKEI se aproximam com suas lâminas prontos para o assassinar. Ele olha para elas e emana uma corrente elétrica que faz todos levarem um choque por tocá-las, e de repente solta uma bomba de fumaça. Kanako dispersa ela com sua katana, apenas para ver que seu inimigo não estava ali. Ela manda todos investigarem as redondezas, e enquanto eles obedecem ela olha para o nada com profunda raiva por ter se sentido superada.

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Em outra parte do mundo... Birdstown, aproximadamente 14h30min da tarde. Alecsandra estava mexendo em seu armário dentro de seu quarto no apartamento de seu finado irmão, Arthur. Ela não conseguia escolher entre um top e uma blusa ou uma camiseta preta básica. Seu namorado, Karslie, estava na cama com uma bolsa camuflada nas costas deixando bem claro de que ele pretendia ir viajar. Ele apenas dizia para ela escolher a roupa que lhe deixava mais confortável. Alex, então, diz que sentirá a falta dele por perto. Mesmo que o planejado seja ele se afastar por apenas alguns dias. Karslie se desculpa por isso, que não quer não estar presente para ela em um momento que ele sabe que ela precisa, e que irá manter contato sempre. “Você está indo por uma boa causa, não posso reclamar disso. Só me prometa que irá retornar vivo dessa missão”, ela diz. “Claro”, conclui Karslie.

Alex então o lembra que o certo seria ela ir junto com eles, pois para a tarefa que estão se designando precisariam de toda a ajuda disponível. Porém, ela não se sente bem o suficiente para isso. Karslie pede para ela não se cobrar, porque realmente precisa de um tempo para si, e que até então sempre fez o seu melhor em tudo. Ela fala que ele está apenas tentando a animar, ri, e diz que funcionou. Quando estão prontos, eles usam o microcomputador que geralmente carregam em seu antebraço direito para se teleportar para um lugar específico: a casa de Leonard Charlott e Isabelle Reebirck em Trenton, Nova Jersey. Assim que chegam lá, abrem a porta e dão de cara com todos os seus colegas de trabalho / amigos ali os esperando. Leonard comenta com Isa que colocar o seu teleportador naquele armário deu para ele uma vibe típica de Harry Potter.

Alex pergunta se estavam atrasados, e Isa diz que todos estavam adiantados. Diana, como não fazia mais parte da equipe, ainda rejeitando propostas recentes para voltar, não havia comparecido. Além de Jhonatan Felps que, de tão sumido, ninguém tentava mais o chamar. Karslie pergunta se realmente o pressuposto de tal iniciativa estava estabelecido, e Isa diz que sim. Há um dia, através do uso indevido dos sistemas dos Twelve, entrou em contato com o general chefe do Estado Maior Conjunto do Japão, Yoshihide Yoshida, propondo sua ajuda como um meio para acabar com a crise de segurança no país. Ele, no começo, estava bem receoso, não parecendo querer aceitar a ajuda, mas quando soube que se tratava de três agentes de campo mutantes com poderes especiais, ele mudou de ideia e passou o contato do comandante Masato Takesato, que coordenava a logística da operação Kontatoru o torimodosu. Ele os designou oficialmente como parceiros do agente de campo Satochi Koboyoshi.

“Quem é o felizardo?”, pergunta Rodney Accotach. Isabelle então diz que sua ficha não é muito completa. Se sabe que ele é um homem japonês de 29 anos que possui uma história entrelaçada de uma forma não explicada com os NIKEI, além de poderes mutantes relacionados a relâmpagos e trovões. Ele próprio se voluntariou a operação quando soube de seu desenvolvimento, e é tido como de grande competência entre os seus. Alex brinca que vão estar muito bem acompanhados. Isa então diz que, para Satochi, serão apenas eles três já que ele não tem a compreensão da existência da agência de proteção global secreta Twelve. No caso, uma equipe formada por ela, Karslie e Rodney. Leonard a chama a atenção, e então ela se lembra de algo. Os inimigos que vão enfrentar dependem de armas baseadas em objetos cortantes, então nada mais inteligente do que reforçar seus trajes ainda mais. Karslie a lembra que o seu traje furtivo é feito de kevlar, e é desconfortável em certos momentos. Ela pede a ele desculpas, mas precisou o engrossar um pouco para sua segurança e lhe dá a tal versão, para seu leve desgosto.

Rodney diz para se apressarem, para poderem conhecer seu novo aliado já que uma reunião foi marcada com ele beira rio Kamo, no bairro Gion de Kyoto, em alguns minutos. Ele levanta sua bolsa e parte em direção ao teleportador, enquanto os demais se despedem. Isa beija Leonard e pede para ele não colocar fogo na casa tentando cozinhar sem ela, apenas para ser lembrada que ele já conseguiria conter o incêndio no controle atual de seus poderes. Alex e Karslie acabam sendo um casal mais meloso, com ela triste pela partida, o agarrando com firmeza e ele pedindo que ela ficasse bem. Eles se beijam e se despedem. Assim, o trio parte para Kyoto.

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Ruas levemente estreitas feitas com pedra, muitos estabelecimentos já fechados entre bares e restaurantes ainda abertos, algumas cerejeiras derrubando suas lindas folhas róseas que seguiam viagem para longe pelos ventos agitados daquela noite. É nesse cenário que os três jovens são materializados, longe de qualquer olhar desavisado em uma madrugada tranquila. Karslie olha para o céu e vê a Lua em sua fase crescente, então olha para seus amigos e diz que não há nada que confunde mais alguém do que o jetleg. Isa concorda, mas alerta que não tinha horário melhor para poderem conhecer a pessoa que estavam buscando. Eles caminham tranquilamente por um trajeto ornamentado da cidade, indo até alguns bancos colocados beira o rio Kamo, este que corta toda Kyoto. “Onde está o nosso traficante?”, pergunta Karslie. Isa diz que não sabia, mas o ponto de encontro era ali.

Rodney segura a barra de segurança e observa os peixes nadando livremente naquelas águas, dizendo que é muito tentador também nadar nelas. Karslie alerta que aquele era um mar muito exposto para toda cidade, e o embaraço que seria para os moradores verem um monstro escamoso se esgueirando por ele poderia ser de grande repercussão, talvez criando uma lenda urbana ou virando uma reportagem. Rodney, se sentindo um pouco mal pelo comentário, diz que apenas estava brincando, e que em sua cidade em Toronto ele conseguia nadar tranquilamente pelos parques sem ser notado. Karslie, então, diz que sabia que sim, mas que como estavam em uma missão que sugeria discrição era bom lembrar disso diante qualquer opção de lazer como essa. De repente, um homem de sobretudo bege se aproxima do trio e pergunta se aquela garota, que inevitavelmente chamava atenção por ser baixinha entre dois homens altos, era a Isabelle. Ela diz que sim, então ele a entrega uma pasta e pede para eles o seguirem.

Em seu carro, o homem se apresenta como o encarregado das Forças de Autodefesa do Japão de os receber, e os levar a quem lhes teria tutoria durante todas as ações que seriam mobilizadas no dia seguinte em Kyoto. Além, claro, de seus alojamentos. Rodney pergunta porque o próprio Satochi, quem o homem o corrige dizendo para o chamar apenas de Daxam, não poderia ter vindo junto a ele para se apresentar formalmente. Sendo respondido com: “Enquanto conversamos, Daxam tem seus assuntos para resolver”. O carro para em frente a rua Pintocho, em um trecho que não conseguiria passar. Ele pede para todos descerem e escolta o trio entre muitas atrações turísticas para um hotel, onde ele diz ao responsável para lhes dar a chave para seu quarto e então se retira. Subindo as escadas, na ausência de elevadores, eles vão até o terceiro andar e procuram pela porta que guarda onde iriam se estabelecer. Karslie pergunta a Isa se estavam sendo sequestrados, em tom de brincadeira, e ela diz apenas para confiarem.

Ao chegarem, observam um espaço minúsculo, bem apertado, mas com três camas e um banheiro decente. Em uma cadeira, um homem de óculos escuros os aguardava. “Vocês devem ser os norte-americanos”, ele diz. Rodney pergunta se ele era o Daxam, ainda corrigindo que ele próprio era canadense, e ele confirma que sim. “Não é muito comum que três agentes superpoderosos se voluntariem a ajudar crises terroristas em países vizinhos, o quê vocês querem aqui?”, diz Satochi sem cerimônias ou cordialidades. Isa responde que querem ajudar, porque podem ajudar. Daxam responde que não e que os membros do NIKEI costumam ser silenciosos e letais, perigosos demais até mesmo para mutantes. Ainda dizendo que esperava mais do trio quando Takesato lhe incumbiu de os gerir. “Nitidamente, ele não entende sobre o que realmente precisamos na linha de frente”, diz ele.

Karslie afirma que já tiveram a oportunidade de lutar contra o clã NIKEI e, mesmo com dificuldades, sobreviveram para contar a história. Rodney e Isa olha para ele, como que lembrando que somente ele, dali, fez esse feito. Ele diz que são treinados e acredita serem capazes de ser de valiosa ajuda para a causa de Satochi. “Me recuso a acreditar que estão aqui apenas por ajudar”, diz ele. Isa concorda que eles tem um motivo pessoal, sim, mas reconhecem que independente disso acabam estando no mesmo barco e por isso somarem forças seria a tática mais inteligente para vencer. “Se vocês passarem de amanhã, eu acredito em vocês”, diz ele. Daxam então explica que os serviços de inteligência do Japão e seus contatos no submundo confirmaram que os NIKEI vão atacar na madrugada de amanhã em uma base norte-americana de Kyoto, e eles são quem estava designados a os barrar quando os ataques começarem.

Os documentos entregues a Isa explicam os detalhes. Karslie diz que ele vai descobrir em campo o quão valiosos serão eles para essa guerra no Japão. Daxam diz que espera que sim, porque seus últimos parceiros estão debaixo da terra nesse momento, abrindo a porta e saindo. Alguns segundos depois, o trio comenta o quê acabaram de ver. Com Rodney julgando que Satochi era uma pessoa um tanto dura, difícil e até arrogante em sua primeira impressão. Karslie argumenta que sentiu algo diferente, especialmente no tom de voz. Era como se ele fosse mesmo amargo, mas não por má índole ou algo do gênero, mas alguém que já sofreu muito. Isa argumenta que algo que os Twelve lhes ensinou era que veículos institucionais sempre tendem a ser pouco calorosos, mas essa era a oportunidade de conseguirem interromper os NIKEI de uma vez por todas. Karslie lembra que a Diana havia avisado que esse clã era por deveras perigoso, e o próprio Daxam parecia exalar demais isso em suas palavras.

“Está pensando em recuar?”, diz Rodney. “Não. Apenas estou pensando que seria ingenuidade os subestimar”, apontou ele. Isa diz que fez melhorias em sua armadura, a NIA, instalando uma IA cujo sensor poderia estudar e prever os movimentos dos NIKEI. Eles eram guerreiros marciais lutando contra oficiais de alta patente, não haveria chance lógica de realmente vencerem essa luta. Isa acreditava que não deviam ser muitos e, encontrando as brechas certas, poderiam ser derrubados. Todos. “Um plano engenhoso, Isa, só acho que você não pode se apegar unicamente a ele”, diz Karslie. “Não precisamos de pessimismo”, retruca Isa. Ele responde que se algo der errado, ela precisa estar pronta para executar qualquer plano B. Rodney pega seu celular para espairecer de toda essa conversa.

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A cena volta para onde tinha parado no capítulo anterior, que temporalmente parece ter ocorrido poucos minutos depois da chegada do trio a Kyoto. Agora, Diana estava frente a frente com o líder de toda a NIKEI, um homem imponente cujo corpo o mostra também ferido de sua mais recente batalha com Arthur – quem ele matou. Neste momento, eles haviam acabado de se abraçar, e ele agradeceu por a ter de volta em suas instalações. O misterioso homem, conhecido pela alcunha de X, pergunta a Diana como havia sido sua viagem de volta para lá. Ela, com os olhos até revelando certa incredulidade daquilo que estava vivendo, diz que foi bem mais simples e tranquila só que ele esperava. “Já fazem treze anos, treze anos que não tenho o prazer de testemunhar o seu olhar de quem não se amedronta por nada. Não pense que não sinto saudades dos seus olhos, nem que não senti por todos esses anos, minha filha”, disse ele.

Sim, este era de fato o pai de Diana Fudiangan. Ou, como assim ela desejou ser chamada quando construiu sua vida no ocidente. Ela demonstra surpresa com o que escutou de X, mas disse que cumpriu o seu desígnio neste tempo em que esteve isolada e se tornou uma das assassinas mais temidas do mundo. “Daisuke sempre me manteve ciente de suas histórias, e lhe garanto que sempre as escutei com orgulho”, diz ele. “Ainda assim, tem uma parte de suas aventuras que creio que você iria me manter em segredo. Porém, não sou alguém quem se esconde as coisas. Era seu o amigo quem tirei a vida?”, confrontou sua filha. Diana, com uma expressão de espanto, afirma que sim. “Se lhe conforta, é graças a ele que demorou mais do que deveria para honrar o nosso clã e seguir com o próximo passo de meu plano. Sua morte, assim, se tornou necessária. Espero que não tenha problemas com isso”.

Diana parecia engolir algo quando disse que sentia pelo seu amigo, mas entendia o sentido de sua existência dentro de sua família e seu clã. X então pergunta se ela veio, não para o enfrentar pela morte de Arthur, mas sim para finalmente assumir o seu lugar de direito nos NIKEI. Ela diz que sim, e que não podia mais recuar disso. X sorri, afirmando que sabia exatamente como ela poderia ser útil a causa de seu clã. Há semanas, informantes alegam que as forças do atual governo japonês se mobilizam para os vigiar, e que pretendem os encurralar agora em Kyoto. Com seus melhores homens, melhores armas. Sua missão seria comandar o esquadrão que, ao invés de fugir da luta, iria se impor como guerreiros os eliminando rápida e eficazmente. Ela diz que faria isso por ele, e o X questiona sua antiga afiliação com os Twelve. “Sangue sempre vai ser algo que pesa mais”, responde ela. Satisfeito, ele ordena a seus homens que a dê naquela base um dos melhores quartos, enquanto lhe exige algo novo e inesperado. Que responda apenas por ser verdadeiro nome: Haruka Takahashi.

No momento que ia sair, Kanako chega para notificar o X das interferências de Satochi em vários ataques coordenados prévios ao que iriam fazer em Kyoto. Ela vê Haruka ali e se espanta, dizendo que acreditava que nunca mais veria sua prima viva de novo. O pai dela, de nome Takeshi, diz que tiveram o prazer de receberem sua primogênita de volta ao clã. Também afirmando que delegou a ela, e não a Kanako, a tarefa de liderar o ataque no dia seguinte. A mulher ficou desconcertada, mas agradeceu a atualização. Quando as duas se retiram daquele cômodo ao mesmo tempo, Kanako puxa sua katana contra o pescoço de Haruka e diz saber exatamente quem era ela. Quem ela havia se tornado quando se mudou para os Estados Unidos. Os guardas se preparam para defender a filha de Takeshi, mas ela diz que não tinha problemas. Para Kanako, ela diz que não estava mais com Twelve e, por dentro, sua causa sempre foi em prol dos NIKEI. Ela não acredita, porém, e diz que ficará de olho em qualquer sinal de traição.

Haruka então apenas olha ela saindo, enquanto para em si reflexiva.

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A cena então segue para a tão aguardada noite, onde toda uma guarnição de agentes das forças de autodefesa do Japão se mobilizaram para protegerem prédios históricos, templos, universidade, e todos os lugares que poderiam ser importantes e eventualmente alvos de um atentado terrorista. Todos estavam vigilantes, e Satochi em especial estava preparado para aparecer em qualquer lugar que os NIKEI confirmassem presença na cidade pronto para os deter. Em consequência, trazendo para a batalha Isabelle, Rodney e Karslie que estavam ansiosos em receber a notícia de que o combate começou. As expectativas estavam bem altas, especialmente das possibilidades de que poderiam morrer. Entre os três, Isa parecia a mais calma, calibrando a sua armadura para que se tornasse mais acurada para agir no meio da batalha contra os terroristas japoneses. Karslie, ainda, abria seu celular para ver mensagens recentes de Alecsandra, vendo sua foto como um consolo.

De repente, um terremoto de grande magnitude inesperadamente forte atinge toda a prefeitura de Kyoto, acordando e deixando todos em pânico desequilibrados com aquilo, principalmente porque o evento fez com que muitos acidentes e danos se espalhassem pelas cidades, obrigando aqueles que estavam prontos para combater os NIKEI a abandonarem seus postos e serem úteis as necessidades da situação. Karslie achou estranho como esse terremoto foi conveniente e resolve usar seus poderes de geocinese para tentar o entender melhor, quando, após comparar coordenadas em seu microcomputador, percebe que ele teve como ponto inicial a sub-base Kyogamisaki, que serve como um complexo militar em Kyōtango à 117km dali, e poderia muito bem ser o alvo. Ele avisa Satochi da descoberta, que confirma de outras fontes que “era lá a ação” e os dirige para o local. Usando do teleporte que já tinham acesso graças suas posições nos Twelve, o trio vai para lá onde estava ocorrendo um “ banho de sangue”.

Vários membros da NIKEI estavam desviando-se de balas de armamentos pesados, enquanto outros se aproveitavam da distração e executavam seus agressores. Apesar de em menor número, a estratégia funciona e eles estavam conseguindo exterminar grande parte dos militares estadunidenses presentes no local e os agentes das forças de autodefesa. Assim que são percebidos, Karslie, com um “pisão” faz surgir diversas falhas geológicas do chão que se transformam em muretas e atordoam seus adversários, os fazendo tropeçar e cair. Ele cobre seus punhos com rocha e parte para derrubá-los, enquanto Isa aciona sua IA no visor da NIA e consegue equilibrar sua luta com os terroristas japoneses, se protegendo dos golpes na hora certa e os retrucando. Rodney se transforma em sua forma monstruosa, cuja pele é mais forte que as lâminas, o tornando imune às katanas e conseguido retribuir os ataques recebidos com violência.

Com esforço, eles estavam permitindo que os seus aliados se reerguessem e retornassem sua vantagem. Kanako observa isso de longe, sorri, e mostra a sua prima – que estava soterrando militares com seus poderes – a presença de seus antigos amigos ali. Ela os vê com choque, ao mesmo tempo, fúria por não terem a escutado. Kanako afirma que sabia que eles eram antigos colegas de trabalho, e exige como prova de lealdade aos NIKEI que Haruka matasse eles. Assustando-a, de repente, um forte trovão é ouvido. O som propulsor de uma aeronave de propriedade do Estado denunciam a presença de um novo combatente naquele campo de batalha. Era Daxam, que desceu por uma corda e disparou uma forte rajada de energia em vários dos operativos dos NIKEI que ainda estavam de pé, os fazendo desmaiar. Isa olha para ele, achando incrível a extensão dos seus poderes. Karslie o avisa que alguns membros do clã tentavam o emboscar pelas costas.

Daxam desvia dos ataques, conseguindo desarmar um dos seus adversários e entrando em um embate físico com ele, apenas para o fazer ser esfaqueado pela lâmina de seu colega, quem usa seus poderes para eletrificar. Inesperadamente, outro terremoto começa fazendo todos os que estavam em pé tremerem, muitos perderem seu apoio e caírem, e criando uma abertura em potencial entre as tropas das forças de autodefesa japonesas, que estavam aturdidas demais com o estrondo para atirarem. Nisso, Kanako surge das sombras e corta a garganta de todos os homens que encontrava, que estavam posicionados na linha inimiga. Sua proficiência como assassina tornava quase impossível desviar dela, deixando claro que ali era onde precisavam de ajuda. Surgindo de um pedestal de pedra criado por ela mesma, Haruka surge de forma imponente chamando a atenção de todos. Mesmo que usando uma distinta armadura samurai preta e vermelha, com um kanji “yuu” no peito, sua presença alegra Karslie, que a vê como o apoio que estavam precisando.

Os membros da NIKEI que estavam desafiando Isabelle e Rodney naquele momento decidem abandonar a luta, migrando para Daxam, que naquele momento estava já enfrentando três de uma vez. Eles se juntam com Karslie, e estranham que Haruka não estava sendo atacada ali mesmo sendo a maior ameaça presente. Ou Diana, nome como estão familiarizados. Ela, envergonhada e entristecida pela posição que precisará tomar, admoesta seus amigos por terem ignorado seu conselho. Rodney pergunta sobre as vestes dela, e Isa sobre o que ela fazia ali. Haruka apenas diz para irem embora, como era o melhor a ser feito. “Não vamos embora, você não entendeu. Não desistimos nunca”, disse Isa. “Vocês não estão entendendo”, replica Haruka. “O quê você está esperando? Está com pena de matar seus amigos? Talvez o NIKEI não seja o seu lugar, Haruka”, diz Kanako. Surpreendendo a todos, especialmente pelo nome como ela é chamada. Karslie, profundamente perturbado, pergunta a ela se está junto ao inimigo. Apenas sendo respondido com um “sim”.

“Vão embora, abandonem o Japão. Ou, então, eu vou ter que matar vocês”, diz ela cabisbaixa. Todos estavam perturbados, mas Karslie estava ainda mais, afinal, dentre todos ele era o que era mais íntimo dela. Isabelle chama Haruka de “hipócrita”, porque durante um bom tempo ela os impedia de formarem uma equipe paralela aos Twelve os desestimulando, dizendo que não eram o suficiente, mas na primeira oportunidade em que lutam com algo desafiador, ao invés de lutar pelo bem ela se desvia para outro lado. Haruka se defende, diz que o que está fazendo ali é complicado e pede que vão. Isa então a confronta, dizendo que não vão. Era nítido que Karslie, neste ponto, estava pensativo sobre o quê estava fazendo ali. Satochi, percebendo o trio conversando com sua oponente, os olha confuso e curioso. Uma briga estava prestes a se firmar.

Neste instante, Isabelle ativa seus propulsores e boa pelo céu. Rodney, como monstro, parte para cima de Haruka, a desferindo muitos socos e arranhões. Ela se permite ser golpeada, até parar e dizer a ele que não poderia a vencer, pois era sabido que ela era virtualmente invulnerável. Pedindo para ele recuar. Karslie pede desculpas, surge por detrás dela e os dois rapazes a seguram pelo braço. Isa ativa seu canhão de plasma e mira no peito de Haruka, abrindo um buraco em sua armadura e a fazendo sentir dor. Então, ela consegue se libertar dos dois os jogando para longe, e levanta um bloco de concreto do chão com seus poderes o mirando direto em sua amiga. Ela o destrói com um tiro, e mira vários projéteis de energia em Haruka, que desvia. Rodney usa toda sua força para afastar sua oponente, mas ela se prova mais forte e o dá um soco no estômago que o faz cuspir saliva. Então, ela o afasta de perto com um chute, o fazendo rolar e destranformar.

Rodney ainda tenta se levantar, e nesse momento Karslie surge com seus punhos revestidos com rocha, tentando golpear sua ex-namorada. Haruka usa os seus poderes similares para “abrir” esse revestimento, e colocando as mãos sobre os punhos do rapaz o olha nos olhos e diz que ele precisava confiar nela. Deixando-o confuso, ela o esbofeteia ao ponto dele voar e cair longe de onde estava naquele pátio. Em suas costas, Isa mira mais um feixe de plasma, a fazendo gritar de dor. Afinal, mesmo com músculos mais resistentes que uma humana qualquer, plasma ainda é insanamente quente. Ela arremessa outro bloco de concreto em Isa, que desvia, porém Haruka usa seus poderes para o fazer voltar e fazer Isa vir ao chão. Uma vez nele, ela a prende em rocha. Isabelle a encara com destemor, mas sua amiga a diz: “você não entende. Sem sua NIA, qualquer membro do NIKEI pode te matar em segundos”. Neste instante, ela usa sua força para atravessar a armadura pessoal de Isa, conseguindo a desmontar e puxar sua amiga pelo collant que usava por baixo dela.

Rodney retorna como monstro mais uma vez e consegue desviar a atenção de Haruka, que deixa Isa cair no chão desarmada. Porém, mesmo em seu melhor, ele é superado e com um soco cai inconsciente em sua forma humana. Haruka olha para Karslie, que estava de pé olhando para ela sem saber o quê fazer. Kanako diz que mataram todos os que conseguiram encontrar e seus homens vão incendiar a base. Satochi assiste isso impotente, pois mesmo chegando a assassinar seus inimigos, ainda era o alvo preferido dos NIKEI ali. Ela, então, ordena a sua prima que os mate. Para provar sua lealdade aos NIKEI. Haruka, quem parecia estar quebrada por dentro com tudo o que estava acontecendo, olha para seus amigos caídos. Isa a olhando assustada, como quem sabe que está indefesa, e Karslie perdido esperando que ela seja quem ele realmente espera que ela é. Kanako grita com ela, então, dizendo que se ela não matasse ela iria. Com raiva, Haruka disse que não. Não iria fazer essa provação sem sentido, porque era óbvio que se importava com eles. Mas, a vitória dessa noite e tudo o que fez provam seu alinhamento.

Ela então confronta Kanako, se proclamando filha do grande Takeshi e estando numa posição hierárquica privilegiada nos NIKEI, como segunda em comando. Ou seja, as acusações de Kanako não terão peso contra ela, e em uma controvérsia envolvendo sua permanência nos Twelve, é certo que no final seu pai estaria só seu lado. Kanako escuta impotente e com raiva enquanto Haruka ordena aos membros do NIKEI, já com o fogo se espalhando, que recuem. Karslie parece chocado em descobrir que sua antiga aliada era a filha do assassino de seu amigo. Os terroristas desaparecem, mesmo tendo suas baixas, e Daxam se aproxima perguntando o quê aconteceu ali. “Eu não sei”, diz Karslie.