The Journey: Into the Darkside
25 Cap. XXV - "Legado"
Notas iniciais
O dia amanheceu de luto no município de Birdstown, no sudoeste do estado da Califórnia nos Estados Unidos. Um verdadeiro evento estava acontecendo no lado de fora do cemitério municipal Horácio Gregório, que reunia uma aglomeração de pessoas não só moradoras daquela cidade, mas vindas de todas as partes do país que acompanhando as notícias queriam prestar condolências a um herói caído. A mídia também se fazia presente, mas não somente a partir de jornais e emissoras locais. Grandes nomes dos noticiários norte-americanos, como William Ruppenfield, acompanhavam as movimentações de tudo o quê se seguia.
Conforme o próprio William recapitulava para os seus telespectadores, olhando para a câmara de seu canal, a morte de Arthur Luczien foi confirmada oficialmente um dia antes, na sexta-feira, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ele, quem dividia opiniões sobre sua participação voluntária na segurança global, servindo a agenda de causas humanitárias em prol dos indivíduos mutantes e usando seus poderes supostamente para fazer o bem, se via em uma situação delicada dentro da opinião pública após sua intervenção em Boston “resultar” na morte de um homem em surto. Afastado por pelo menos dois meses dos holofotes, William afirmou ser agora de conhecimento público que o seu foco estava na sua redenção, antevendo e trabalhando para solucionar uma eventual crise terrorista que seria deflagrada no Japão, envolvendo extremistas.
Uma equipe de agentes de segurança designada para proteger a usina Kashiwazaki-Kariwa conseguiu perceber alterações incomuns no fluxo dos ventos da região, que foram causadas por Arthur, servindo como um alerta de que estavam sendo invadidos por tais mencionados terroristas, o que lhes deu tempo de se preparar e repelir o pior. Naquela noite, contudo, Arthur perde sua vida. Como um recado para qualquer um que quisesse combatê-los em território japonês, os que se identificaram como Nihan no Keisho-sha (NIKEI) enviaram para a ONU sua cabeça decepada, notícia que instaurou caos e pânico entre os japoneses, que enfim se perceberam enfrentando uma guerra silenciosa. O primeiro ministro japonês, Shigeru Ishiba, que relacionou os NIKEI ao desastre de Takahama, anunciou que o combate as suas ações seriam uma prioridade para as forças de autodefesa do país.
Assim, Arthur acabaria por ser compreendido como um herói de nobres intenções que estava ali sendo velado como tal.
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Se esgueirando entre a multidão, com uma roupa nem um pouco chamativa na cor preta e óculos escuros, estava Diana Fudiangan. Como se sabe, uma amiga bem próxima de Arthur, quem consegue passar facilmente pela entrada do cemitério que estava sendo controlada por guardas locais, para evitar tumultos e preservar a ordem no interior daquele lugar. Diana é uma mulher forte quem já presenciou muitas coisas em sua vida, e conhece muito bem os extremos que podem existir nos lugares mais inóspitos do submundo. Porém, seu olhar era de abatimento. Para quem já viu muitos aliados pereceram na sua frente, já trabalhou entre assassinos, já tirou a vida de muitos, perder um amigo nessas condições parecia para ela algo novo. Ela observava como o cemitério, ainda assim, estava cheio de pessoas enlutadas e procurava por um canto onde pudesse encontrar rostos conhecidos.
Uma árvore que parecia mais velha do que tudo ali, que conseguia chamar mais a atenção que as montanhas Santa Ynez ao fundo, separava um caminho de pedras de muitas lápides. Diana decide seguir pelo trajeto que estava menos frequentado, onde vê o nome de muitos dos que já se foram até chegar a um túmulo diferenciado, quase como uma construção romana com duas colunas e um teto que a fazia ele parecer uma casa. Em frente a ele, Karslie Imota. Alguém quem ela não poderia ignorar. Assim que se percebem, ambos se cumprimentam e desabafam como era duro lidar com essa perda. Karslie argumenta que era como se ele estivesse há anos remando em um lago profundo, e que só agora percebeu que se não tomasse cuidado e caísse na água, podia se afogar.
Diana fica instigada, lhe pede para explicar a metáfora. Karslie argumenta que tudo o quê faziam na equipe sempre envolvia um grande risco: estavam lidando com criminosos de alto calibre, lugares ermos, contavam geralmente apenas com recursos físicos e de seus próprios poderes. Ele mesmo já havia sofrido um atentado uma vez, o quê o motivou a se afastar da liderança. Mas, desde o começo, era como se eles sempre no final conseguissem se safar de tudo, vencerem. Havia um otimismo de que tudo daria certo. Mas, agora. Era impossível não notar como Arthur sofreu por agir de uma maneira mais destacada contra esse mundo. Ele a lembra que mataram a namorada dele, a Bridgette Torres, e ele não pôde nem sequer declarar a história real de sua morte. Não conseguindo nem sequer não receber maus olhados, de se sentir a causa da morte dela para a família.
Diana reconhece que o mundo sabia ser cruel quando queria, mas também diz que via Arthur como alguém teimoso, também. Ele sabia que precisava de ajuda, sabia que não estava sozinho, mas escolheu um caminho solitário. “Nós tentamos tudo o que estava ao nosso alcance”, tentava a confortar. “Mas, não foi o suficiente”. Diz ela, com um toque de rancor e tristeza. Antes de Arthur morrer, uma discussão levantada por Ronald Coparsini revelou que Diana contribuiu com as missões pessoais de Arthur lhe revelando informações sigilosas sem que ninguém soubesse. Foi ela, ainda, quem o fez voltar brevemente para a equipe. Pois, ainda mantinha contato com ele. Sabendo disso, Karslie pergunta a Diana se ela se culpa por ter fracassado com ele. Afinal, sabia que ela realmente tentou lhe fornecer apoio. De uma forma instigante, ela desabafa que lhe disse que o NIKEI eram mais perigosos do que ele, que Mistério não era aquele cuja alcunha era X, e se sentia irritada por ter sido ignorada e ele ter morrido por isso.
De repente, Karslie recebe uma mensagem em seu celular. Ao a ver, descobre que sua namorada, Alecsandra Petrovich, estava precisando dele perto do túmulo de Arthur e da família Luczien. Diana aproveita para perguntar como estava a Alex. Ele diz que não era fácil enterrar depois irmãos no mesmo ano, e que ela está se esforçando para estar bem. Só não está sendo fácil. Ele então pede licença e vai a atender. Quando saí, Diana olha para os arredores com um olhar pensativo. Logo, decide olhar o seu celular quando vê também uma mensagem de um número desconhecido que dizia: “está dentro”. Ela não parece muito feliz com o quê lê, mas ergue a cabeça e segue.
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Algum tempo depois, todos se reúnem para o enterro. Era claro que não só parentes e amigos estavam presentes, mas também pessoas influentes e importantes para vários dos assuntos que a figura pública de Arthur representava. Desde líderes de organizações em prol dos mutantes, até políticos e mesmo o prefeito da cidade. A realidade é que ele estava caindo como um herói, aclamado do lado de fora do cemitério como uma celebridade. Um padre da catedral da cidade rezava uma missa e fazia declarações bonitas sobre todas as boas razões e intenções que Arthur tinha, e todos aqueles que eram mais próximos dele estavam visivelmente abalados. Até mesmo Gabriela Zaspin, sua ex-namorada, tinha essa atitude. O choque pela brutalidade de sua morte também ecoava pelas muitas vozes que comentavam essa morte.
Antes de enterrarem o caixão, Alecsandra decide subir um degrau frente a todos e fazer uma homenagem a seu irmão, mesmo sabendo que não o era como irmão de sangue. Ela diz que conheceu Arthur em um momento difícil de sua vida, onde estava questionando tudo sobre sua vida, incluindo quem ela era. Uma alma generosa e empática, muito acolhedora e humana, foi quem ela conheceu por detrás doa bastidores. Alguém que a ajudou, e desde então sempre esteve a seu lado. Mesmo quando os seus problemas eram realmente maiores que os dela. Ela sentia muito por sua morte, porque sabia que ele não merecia ela. Mais que isso, sabia que quem ele realmente procurava ser para todos era apenas uma fração de toda a bondade que ele realmente tinha.
Alex diz que ele ensinou uma lição que não deveria se perder ali, naquele dia. A lição era que deveriam fazer a diferença para fazer o mundo melhor com tudo o quê tinha. Ela mesma argumenta que ele não era japonês, nem tinha negócios no Japão, mas morreu protegendo milhares de um colapso em uma usina nuclear que iria ser causado pelos NIKEI. Isso é uma lição de altruísmo puro, e que no que depender dela nunca será esquecido. Todos aplaudem calorosamente, e ela é vista pelos olhares da mãe de Arthur, Claire Luczien, quem ela olha com ternura. Ao descer e voltar ao seu lugar, ela abraça Karslie com força e começa a chorar. Ele, sem se mexer, apenas a acolhe como quem reconhece a dor que ela estava sentindo.
Neste momento, o caixão é posto na cova e os coveiros o enterram. Algo que é visto por todos ali. Uma hora se passou, e apenas aqueles que são membros da equipe e a Diana estavam ali, conversando, de frente para aquela lápide. Ronald, como se esperava, não compareceu ao enterro. A conversa entre amigos estava mais tímida, dessa vez. Isabelle Rebirck, uma mulher muito loquaz, claro, estava falando sem parar. Mas, haviam pessoas que nem sequer abriram a boca. Um deles era Jhonatan Felps... Não que isso fosse uma novidade, mas neste momento parecia que ele realmente estava abalado demais com a perda para querer se fazer presente neste momento deletério para todos.
Alex estava apenas abraçada a Karslie, como quem parecia especialmente fragilizada. Diana até dizia algo, vez ou outra, mas também era mais observadora do que falante. Assim, tudo parecia como Karslie, Leonard e Isa comentavam sobre como a popularidade e reputação de Arthur mudou e até mesmo melhorou com a notícia de sua morte. Rodney Accotach estava um pouco mais afastado de todos, sentindo o peso daquele momento e vendo o buraco no chão recém-tapado pelos trabalhadores do cemitério. Claramente, ele estava reflexivo e, então, em um rompante, resolve chamar a atenção de todos com uma pergunta: “e agora?”.
Isa lhe pede para ser mais específico. Rodney diz que eles estavam todos ali para enterrar um amigo que, querendo ou não, já havia feito algo de bom para eles em algum momento da vida deles. Ele mesmo lembra de quando estava enfrentando o crime organizando em sua cidade natal no Canadá, Smallocean, é que apenas conseguiu fazer justiça ao homem que matou sua família e comandava todo o tráfico de armas de dentro do gabinete do prefeito quando Arthur e a Alessandra o ajudaram. Com certeza, outras histórias semelhantes poderiam ser ditas. A questão é... Deixariam a morte de Arthur acontecer como apenas um acontecimento do cotidiano? O quê fariam a respeito? Alex parecia prestar mais atenção no que estava sendo dito, e Diana se prontifica em dizer que os NIKEI eram relativamente perigosos demais para eles e eram um assunto do ministério de defesa japonês. Isa pergunta como ela sabe que era demais para eles, e Diana apenas diz que sabe. Reafirmando que a própria morte de Arthur provava isso, e que deveriam deixar que essa crise se resolva sozinha.
Karslie aponta que notou como que Diana parecia enfática em querer os repelir do NIKEI, e perguntou se ela tinha medo deles. Brincando que para quem já fez parte e enfrentou a liga da morte, eles deviam ser “brincadeira de criança”. Diana diz que não sente medo deles, mas afirma que lidar com eles não é tão fácil como lidar com criminosos que no fundo são apenas dependentes de armas de fogo. Que os membros do NIKEI eram treinados para serem letais, e o quê ela realmente tinha medo era que eles tivessem mais baixas tentando. Alex então resolve se manifestar, dizendo que já enfrentaram membros do NIKEI e sabia que era bem difícil brigar com eles. Mas, Rodney tinha razão. A morte de Arthur não podia ser deixada em vão.
“O verdadeiro problema de tudo é o Mistério”, diz Diana. “Quem é Mistério?”, questiona Isabelle. Ela diz que iriam pesquisar, mas Isa argumenta que nem Connor e os Twelve sabem muita coisa sobre ele. Em compensação, os NIKEI são mais conhecidos, um problema emergente, e foi da lâmina do X que realmente Arthur morreu. “Talvez a solução seja aprender como realmente se derruba um NIKEI”, diz Rodney. Diana resolve ir para um ultimato, e diz que a verdade é que Arthur se suicidou indo para uma luta que não podia vencer e não queria ver isso se repetir. “Vamos estar todos juntos dessa vez”, diz Isa. “Não é o suficiente, vai por mim”. Responde Diana, sendo sucedida por Karslie, que estava curioso em como as Forças de Autodefesa do Japão conseguiriam repelir os NIKEI melhor do que eles.
Mudando de assunto, Alex pergunta a Diana quanto tempo ela tinha acesso a uma forma de comunicação com o Arthur, através do número secreto que ela deu a ele. Relutante em admitir que manteve segredos de todos, ela admite que pelo menos um mês antes de sua morte já tinha um contato com ele em mãos. Alecsandra então resolve se abrir, dizendo que ficou muito chateada quando descobriu que entre eles, na equipe, se mantinham segredos uns dos outros. E como que, assim, a confiança entre eles acabava se tornando frágil. Diana sabia o quanto a Alex estava preocupada com o sumiço do irmão, mesmo assim desprezou isso apenas para manter este contato privado a tão somente ela mesma. “Os fins não justificam os meios, Diana”. Ela se desculpa por isso, mas admite que pretendia fazer com que ele retornasse ao convívio de todos e tudo acabasse por ali mesmo. O quê aconteceria se... Bem, o próprio Arthur não tivesse outros planos.
“Você sempre sabe de mais coisas do que você fala, Diana. Então, me diz, por favor com sinceridade, porque você não quer mesmo que voltemos nossa atenção aos NIKEI?”, diz Alecsandra. Sua amiga fica muda por alguns segundos, e então diz que não quer os ver mortos. Contudo, entende quando sua voz não quer ser ouvida naquele momento. “Só estou cansada de segredos, Diana. Talvez, se eu tivesse conseguido falar com ele, meu irmão estivesse aqui agora. Mas, ele não está”, diz Alex. “Estamos dando socos em pontas de faca, meu conselho para vocês é voltarem sua atenção ao que realmente pode ser útil “, fecha Diana, que resolve sair dali naquele mesmo instante.
Todos percebem a tensão que se formou ali, e Rodney diz que não queria ter causado nenhuma briga. Alex diz que não foi uma briga, mas que não queria falar sobre isso. Apenas concorda que a lição que seu irmão quis ensinar deve prevalecer sobre sua morte. “Se a gente fosse fazer uma coisa, tenho de dar uma razão a Diana aqui... O quê faríamos?”. Karslie diz que não sabe, mas deveriam procurar saber.
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Agora, de noite, ainda em Birdstown. A cena muda para o apartamento de Arthur, que agora com sua morte é habitado unicamente por sua irmã, Alecsandra. Ela estava deitada no sofá debaixo das cobertas visivelmente entristecida, com seu namorado do lado ainda lhe prestando apoio emocional. Ambos estavam com o rosto virado para a televisão assistindo The Saturday Night Live, com Karslie fazendo comentários sobre como a vestimenta de determinado ator soava engraçada comparado a um dos papéis que ele já teve em sua vida. Amuada, ela apenas ri e concorda. Parando por um segundo para respirar, fechando os olhos em uma típica expressão melancólica, ela resolve fazer uma pergunta para Karslie: “promete que não vai me abandonar?”.
Ele, obviamente, diz que não iria. Porém, ela revela que escutou a mesma coisa do Arthur horas antes da sua morte, sendo que ele fez até uma promessa sobre isso. Karslie diz que não irá, e é outra promessa que não vai quebrar. Alex, então, revela que anda se sentindo estranha nos últimos dias e acredita que poderia ser sintomas de sua antiga depressão voltando. No fundo, ela admite que se vê sozinha e até abandonada na vida e verdadeiramente precisa de alguém para lhe provar o contrário. Ele diz que estará do seu lado e até propõe uma licença dos Twelve para poderem lidar com sua saúde mental. Ela se recusa, pois acredita que é somente através das possibilidades que os Twelve trazem que eles tem chance de honrar o seu irmão caído.
Neste momento, ele percebe que está recebendo uma ligação. Era Isabelle. Atendendo, ela diz que enviou um e-mail para ele e a Alecsandra e estava aguardando a confirmação do recebimento deles há horas, e quê não podia aguardar mais. Karslie pergunta o quê de tão importante era para ela precisar ligar naquela hora. Isa diz que não se tratava de nenhuma urgência, mas sim de algo que tinha poucos dias para poder dar uma resposta. Karslie estranha, e ela diz estrar tratando da operação Kontorōru o torimodosu, orquestrada pelo Ministério de Defesa japonês contra a evolução dos planos do NIKEI. Instigando-o a querer saber mais, ela o informa que o ministro da defesa japonês, Koizumi Shinjiru, designou um comandante das forças de autodefesa do país, Tsuyoshi Uesugi, para criar todo um esquadrão voltado a reconhecer os próximos passos deste grupo terrorista e agir. Claro, envolvendo desde pesquisadores da área da segurança nacional, até oficiais que atuam nesta própria área. Um dos agentes de campo mais intrigantes era o mutante de nome Satochi Koboyoshi, codinome Daxam. Ele parecia ter um papel proeminente nas missões em campo, ter contatos até com o crime organizado, e sua ficha diz que ele tem uma história pessoal com eles. Ela também diz que o Japão está evitando ao máximo solicitar ajuda aos Estados Unidos para provar que consegue resolver seus assuntos sozinho.
A expressão de Karslie mostrava curiosidade e que ele estava cutucado com a ideia que sabia que a amiga estava propondo. Isa então é clara e revela que, manipulando os sistemas dos Twelve, conseguiria os oferecer como uma ajuda voluntária extraoficial. Efetivamente, se colocando no tabuleiro do jogo de combate aos NIKEI. Ela disse para eles considerarem a proposta caso queiram, como Rodney falou, “vingar o Arthur”. Sugerindo para eles pensarem, pois só teria como fazer isso antes do desenvolvimento da própria operação japonesa, que ainda está em fase inicial e talvez suscetível de receber ajuda. Karslie agradece as atualizações, diz que vão pensar e desliga. Alex então o pergunta o quê era, e ele responde: “aparentemente, uma oportunidade de derrubarmos o X”.
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A cena então muda para um misterioso vale, repleto de colinas e vegetação densa, e no seu alto uma construção que lembra bem uma casa de aspecto arquitetônico do Japão clássico. Em um quarto amplo, tradicional, e repleto de papéis com o kanji “yuu” colado na parede, um homem anda de um lado para o outro aflito. Ele, claramente de etnia japonesa, um homem já mais velho com o corpo definido, expressão séria e austera. Duas katanas estão penduradas, estas bem familiares, e sua armadura vestida em um modelo mostram com clareza quem ele é: o tão falado X. De repente, alguém bate em sua porta e ele manda entrar.
Um homem que parecia um guarda libera a passagem para alguém bem conhecida. Era a própria Diana Fudiangan, que caminha até ele de cabeça erguida, mas também com uma expressão pouco conhecida para ela nos olhos de medo. Ele a encara de uma forma sombria e ela faz o mesmo. De repente, ambos estão de frente um para o outro. O tempo passa como se estivesse congelado, então ele a abraça e diz: “estou muito contente que você voltou para nós” em japonês. Assim, o capítulo termina.
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