The Journey: Into the Darkside
18 Cap. XVIII - "Caí um herói"
Notas iniciais
O episódio começa em uma avenida movimentada no centro de Vancouver, no Canadá, durante uma noite tão fria que fazia todos ali estarem com os sacos reforçados. Com um capuz na cabeça, Arthur caminhava com uma aura melancólica profundamente abalado com todos os eventos recentes. Ele, quem dedicou a sua vida para se tornar um símbolo de inspiração e resistência para os mutantes do mundo, um super-agente eficaz e funcional para sua organização, dos Twelve, se encontrava em um momento onde ambas as estruturas ameaçavam ruir. Seu superior e autoridade máxima, Connor Frances Giuseppe, havia o desligado oficialmente após dois grandes fracassos, uma missão em Boston e sua investigação em Dublin, que provou que ele estava apenas sendo manipulado por um misterioso agente da Aliança, a rede de apoio internacional do crime organizado, conhecido pelo dúbio codinome de Mistério. A carga que ele estava suportando até então, todas as expectativas e responsabilidades que carregava, mostrando que foram em vão nas consequências de seus atos estava sendo um peso difícil de se elaborar. Seu rosto mostrava hematomas, um olho roxo ainda mal cicatrizado de seu confronto com o “Sexteto do Terror”, mas mais disfarçado, e um osso trincado nas costas. Mas, a verdade é que ele estava realmente ferido em seu interior, onde era invisível.
Ele pega seu celular e abre um aplicativo de mensagens, onde revela uma série de pessoas, amigos, que tentavam falar com ele e não conseguiram. Arthur só queria conversar com sua namorada, Bridgette Torres, mas suas mensagens não foram visualizadas há pelo menos um dia e isso o forçou a querer ir lá, no seu apartamento, procurar apoio. Neste momento, um homem da rua reconhece Arthur mesmo sob sua pesada roupa, e imediatamente o julga pelo o quê aconteceu em Boston: a morte de Thomas Grisgown, um jovem esquizofrênico quem era uma ameaça real para as pessoas que estavam lá, mas foi assassinado de uma forma que o mundo encarou como imprudência de Arthur. O homem pergunta se ele se achava superior aos outros só porque era mutante, e Arthur se nega, dizendo que só procurava fazer o seu melhor. O outro, então, diz que sabia que ele só se importava com as aparências e a verdade era que seu heroísmo era fachada das grandes mídias, e que o ocorrido em Boston, como na ONU, provava sua incompetência. Arthur vira de costas, e o rapaz joga uma garrafa de cerveja nele e diz que isso provava o quão incompetente ele era, gerando aplausos de alguns e críticas de outros. Arthur abaixa a cabeça e voa para longe, sendo chamado de covarde.
A verdade é que ele sabia que jornalistas, comunicadores, influencers que nunca se simpatizaram com os mutantes estavam usando sua falha para corroer a opinião pública contra ele, inclusive com fake news. Sem os Twelve para tentar conter o estrago, ele estava sozinho. Ou ao menos se via assim. Quando chega no apartamento de Bridgette, uma surpresa: o lugar estava revirado. Ele entra, em pânico, e a procura por todo o lugar não a encontrando. Ele se pergunta se era roubo, mas nada estava faltando, até que chega no banheiro e vê uma mensagem no espelho escrita com o batom vermelho alaranjado que a garota sempre usava. Um número de telefone. Tão somente isso. Ele liga para esse número, e uma voz familiar era escutada. Enoque, dos Hidden Face, era quem estava do outro lado da linha.
Ele diz que Arthur havia sido avisado muitas vezes, mas ele e seus amigos não se refrearam e continuaram investindo contra a rede de tráfico de mutantes. Agora, era hora do preço. Arthur desabafa que já pagou muito alto por tentar fazer o bem, estava cansado e implorava que Enoque deixasse Bridgette bem e salva. Ele podia ouvir os gritos dela do outro lado, e o sequestrador não estava convencido. Arthur promete que nunca mais faria algo contra nenhum criminoso se lhe permitissem ter uma vida normal outra vez, então Enoque lhe passava um endereço para fazerem essas negociação “como homens”. No dia seguinte, às 20h. Arthur anota, profundamente abalado com tudo aquilo.
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O episódio então passa a atenção para a base dos Twelve, em Nova York, no outro dia. Fazia três dias que Arthur havia sido destituído de seu papel como líder da super-equipe, e como estavam sem líder, a equipe estava temporariamente inativa. Eles estavam ali apenas para cumprir horas em seu banco de horas, e na verdade o clima não estava nem um pouco bom entre eles. Alex fazia freneticamente ligações para Arthur em seu celular, mas o telefone estava fora de área e, por aplicativos, ela não era atendida. Ela estava verdadeiramente preocupada com ele, pois como moravam juntos, ela sabia que o irmão não retornou para casa desde que foi demitido. Karslie acreditava que ele estava na casa da namorada, e Alex comenta que ela era outra que não atendia, e estava com mau pressentimento.
Karslie então pergunta a todos os presentes o quê realmente aconteceu após a missão de Boston, onde ele acreditava que uma falha técnica ocasionou a morte de Thomas Grisgown. Alecsandra diz que sua antiga psicóloga e mentora, Beatrice Oliveira, da base do Kayman, sabia que o evento de Boston foi o cúmulo para o os Twelve realizarem um julgamento para atestaram se Arthur realmente estava apto a ser o líder da equipe e um agente vinculado aos Twelve, ou não. Karslie se surpreende, pois sabia que seu amigo era alguém que estava sempre a disposição dos Twelve, especialmente de Connor, para suas missões mais difíceis. Muitas que enfrentava sozinho, ao ponto de ser um workaholic, até. Alex então complementa, dizendo que Charles Schwoppen o defendeu e a decisão final foi apenas uma advertência, um aviso. Isso não seria o suficiente para lhe gerar uma expulsão.
Diana Fudiangan ouvia a conversa afastada, como quem tinha uma opinião muito embasada sobre o assunto, mas no fundo queria ficar quieta por se sentir culpada pelo o quê aconteceu. Ronald Coparsini, também na roda, diz que ouviu nos corredores que o problema sempre esteve no fato de Arthur ser um herói público, enquanto os Twelve eram uma organização secreta. Alex diz que ele era um herói público contra o próprio desejo, e sabia onde Ronald queria chegar, dizendo que se ele quisesse ter fama tentasse pelos próprios meios, ele também tinha poderes. Apesar de se sentir atacado, Ronald diz que vai que Arthur tentava fazer o certo, mas também tinha vaidade nisso e isso com certeza criou um atrito entre ele e Connor. Diana enfim se posiciona, dizendo que era verdade que Arthur e Connor não se davam bem, mas a imagem pública dele só serviu até o momento para lhe colocar um alvo. Ele não era uma celebridade, não tinha uma conta de divulgação pessoal em Instagram, não dava entrevistas, nenhum luxo como Ronald fazia parecer. Ele apenas era conhecido, e graças a isso a Aliança estava mirando nele para o desestabilizar, enquanto sabia que no fundo eles queriam fazer isso com ela. Mas, diferente de Arthur, ela não tinha o quê perder.
Ronald se silencia, e Isabelle Rebirck revela que era verdade. Ela diz que Arthur a procurou após a morte de Thomas Grisgown com um androide que era um perfeito simulacro dele, controlado em uma base em Dublin, na Irlanda. Karslie diz que se lembrava que ela disse isso, e Alex então afirma que a mesma pessoa que mandou o androide podia ter matado Thomas. Ela questionou se a amiga o mostrou a Connor, ele poderia ser reintegrado. Isa diz que é impossível marcar uma reunião com Connor, fazer contato com ele. Se ele não quer ser chamado, não o é. A questão, como lembra Diana, era: onde está Arthur? Alex até sugere rastrear seu telefone, e então Isa fala que iria tentar isso, mas no fundo, deveriam respeitar que o amigo sabia o quê estava fazendo.
Neste momento, um emissário de Connor aparece na sala dos super-agentes e diz que o próprio queria conversar com Diana. Todos ficam surpresos, e ela diz que já estava indo. Alex pede para Diana mencionar o androide, e tentar encontrar uma maneira de colocar Arthur no time. Ela diz que iria tentar, e vai ao encontro do superior instigada com o quê ele queria dela.
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A cena então corta e vai para o apartamento de Bridgette, revelando que Arthur passou a noite lá e estava muito apreensivo. Ele olha para o alto de seu armário de madeira e vê várias fotos da moça emolduradas em quadros. Em uma delas, ela estava ao lado de sua mãe em Ontário, também no Canadá, em uma praia, quando ela tinha apenas 17 anos em seu primeiro campeonato de surfe. A garota se mostrava como uma jovem de beleza única, pele bronzeada e o cabelo loiro geralmente preso em um rabo de cavalo com duas longas mechas soltas na frente. Uma expressão relaxa, magnética e confiante. Além de uma pinta acima do lábio superior, à direita, bem característica.
Em outra foto, Arthur e Bridgette parecem estar em uma praia em Sidney, Austrália, com ambos estando com trajes de banho – Arthur só de bermuda, Bridgette de biquíni – fazendo expressões engraçadas e irônicas. Ele pega seu celular e assiste a um vídeo dos dois em um ambiente público, parecia ser um parque, onde trocavam brincadeiras e carícias e ela fazia uma reclamação de como sentia falta do namorado, que estava distante por conta do trabalho, mas ele promete que sempre estaria presente para o quê importava. Comentando para si, Arthur diz que entendeu a lição a duras penas, agora seria presente para o quê realmente era importante.
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Diana entra no escritório de Connor, um lugar fascinante com um aquário enorme criando uma atmosfera relaxante só fundo. Ele pede para ela fechar a porta, e se sentar. Ela assim o faz, perguntando o porquê da conversa. Connor então pega um relatório, e o apresenta para Diana. Confusa, ela o lê e percebe que é um mapeamento de suas ações independentes desde a missão na Somália, há quase três meses. Ela pergunta como, e ele diz que eles estavam na maior e melhor agência de espionagem do mundo, seria quase que uma humilhação se ele não tivesse acesso, ou mesmo descoberto que Diana coordenava missões extraoficiais com os recursos dos Twelve, e seus colegas de equipe.
Diana pergunta a quanto tempo ele sabia, e Connor sorri e diz que desde quando Arthur simulou um soco no abdômen de Rodney para lhe entregar um pendrive com informações sigilosas sobre a rede de tráfico de mutantes. Ela fica abismada, pois enfim descobre que no fundo estava sendo manipulada não somente pelos seus inimigos, mas por todo o conjunto do contexto de onde estava. Diana então pergunta porquê Connor nunca disse nada ou interviu nestas operações extraoficiais, e pergunta se ela teria um julgamento como Arthur teve. Connor admite que seu pai, Patrick, era um entusiasta do metágene porque via nele um potencial para transformar o mundo, de indivíduos capazes e prontos para a nova era. Mas, infelizmente, seu pai não estava mais ali. Estava internado com AVC sem chances de melhoras, por conta de algo que ele credita ter sido uma missão extraoficial de Jhonatan Felps.
Ele não queria ser como seu pai, de permitir que sua agência se perdesse no pensamento de que deveriam se focar exclusivamente no tema dos mutantes, mesmo sabendo da importância que eles andavam tendo como armas entre organizações e governos inimigos. Porém, ele quis fazer a vontade de seu pai, e manteve a super-equipe ativa. Diana então diz que ele queria que os mutantes estivessem fora dos Twelve, e Connor diz que não, mas queria que eles e sua causa não controlassem as decisões dos Twelve. Que o interesse deles estava em preservar a ordem mundial, e que temas como exclusão, exploração e discriminação dos mutantes não eram com eles. Mesmo assim, sabia que eles precisavam de apoio também dos Twelve e, por isso, permitia ações extraoficiais como as de Diana e de Howard, como se estivesse se cegando voluntariamente. Isso precisava ser balanceado.
Mas, ele começou a perceber que Diana estava começando a perder o controle da situação. O pior momento foi quando ela transferiu dos recursos dos Twelve um milhão de dólares para conseguir informações do assassino Ódio, algo que ele se surpreendeu como ela achou que ele não iria notar. Aí, ele sentia que precisava agir. Quando o incidente de Boston aconteceu, ele queria remover o único agente que, graças a sua condição de celebridade, poderia comprometer décadas de trabalho mantendo os Twelve como uma agência influente, mas secreta, vinculada a ONU. Ou, ao menos servir para o controlar. Diana pergunta se Connor fez algo com Arthur, e ele diz que sim: o expulsou, após perceber que Arthur sempre iria insistir em ser uma carta fora do baralho. Diana então diz que ela é uma carta fora do baralho, e sabendo disso Connor propõe um acordo.
Ele estava procurando fazer reformas internas, e pretendia dar a Diana a liberdade que ela nunca encontrou em suas missões, já que agora teria apoio institucional, com a condição de que as ações sejam revisadas por ele antes de serem feitas. No entanto, mesmo sabendo que Arthur foi apenas manipulado pelo Mistério, ele deveria estar fora para poder manter aquele lugar de volta às origens. “Mistério?”, Diana pergunta. Connor havia se entregado, onde revela que seu objetivo pessoal como líder dos Twelve era caçar e prender Mistério, um dos homens mais procurados e perigosos do mundo. Foi ele o responsável pelos incidentes de Boston e Dublin. Diana diz que Arthur não poderia lidar com tudo o quê passava sozinho, já que sabia que ele estava sendo alvo de ódio em escala mundial por críticos dos mutantes. Connor diz que ele fez suas escolhas, assim como ele fez as dele.
Ele queria uma resposta da Diana, de sua proposta dela ser a nova líder do grupo. Mesmo sendo tudo o quê ela podia querer, ela pede um tempo para pensar e se retira. Ela percebe, porém, um olhar frio e sério que se mantinha na expressão de Connor.
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Próximo do final do dia, a cena passa para Nova Jersey, onde em frente ao prédio que Isabelle morava, estava um caminhão de mudança com homens levando suas coisas. Em um raro momento, ela é vista sem estar usando sua armadura, a NIA, o quê lhe proporcionava uma diferença de altura considerável. Esta estava adormecida no formato de um relógio. Ela assistia aquilo só lado de seu namorado, Leonard, e parecia feliz com tudo o quê estava acontecendo, apesar das tragédias que vinha os assombrando. Ela estava dando um passo em seu relacionamento, e isso lhe fazia se sentir uma mulher mais madura.
Isa comenta com Leonard que não era exatamente uma chefe de cozinha, e se esperava que saísse dela uma torta cremosa ou um pudim açucarado iria morrer de fome antes da próxima semana. Leonard diz que estranhava aquilo, porque para ele a gastronomia poderia ser encarada como a engenharia, só que de alimentos. Ciente de que os poderes de Isa lhe davam habilidade de aprendizado avançado sobre todos os tipos de tecnologia, inclusive alimentícia. Rebirck ri da teoria que Leonard estava criando, e conclui que era muito mais fácil para ele fazer o purê de batatas explodir do que ser gostoso. Ela então pergunta ao namorado sobre a expectativa de futuro que eles carregavam juntos, o lembrando de como os tempos andavam incertos, e às vezes parecia que eles enfrentavam sempre algo maior que ele mesmo.
Leonard diz que não importava, seja qual futuro viesse, eles já estavam juntos de qualquer forma, e morar juntos apenas iria simplificar o processo. Até ajudando a evitar problemas de deslocamento para se verem quando estiverem fora dos Twelve. Isa pergunta se nos dias mais difíceis ele iria cuidar dela, fazer carinho em sua barriga para a fazer se sentir melhor. Leonard então pergunta se ele era um gato. Ela diz que sim, desajeitada. Leonard então diz que iria se esforçar para ser o melhor namorado que conseguia, mesmo com o jeito dele. Isa diz que então ia se sentir abraçada por uma calculadora, enquanto Leonard apenas ri e diz que era uma calculadora viciada em um logaritmo.
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Enfim, chega às 20h. Arthur caminha até um prédio abandonado, ainda e Toronto, que era o endereço que Enoque lhe passou por telefone. Ele bate na porta e é recebido por um rapaz que pergunta o quê era. Ele se apresenta e é convidado a entrar. Chegando naquela garagem, ele se vê encarado por pelo menos quinze homens dizendo que seu chefe estava o aguardando no teto daquele prédio e o mostrando as escadarias. Quando Arthur vai até lá, ele percebe que o rapaz ia tentar lhe balear pelas costas e então pula para longe de sua mira, começando uma briga com os homens a qual Arthur pena para vencer.
Chegando no teto, no prédio do lado, Arthur vê Enoque com Bridgette com um saco em sua cabeça. Ele pergunta a Arthur que garantias ele teria de que seus aliados não iriam mais ser incomodados pela sua presença, e Arthur diz que sua palavra. Enoque ri, e diz que precisava de algo concreto e que, se ele não lhe apresentasse, manteria Bridgette cativa para sempre. Arthur então argumenta que ele já entendia como funcionava o submundo do crime, sabia que era visado, e que eles conseguiram: ele estava desiludido. Ele saberia simplesmente porque ele sumiria desse cenário. Apenas queria viver uma vida mais pacífica com sua namorada, e ser esquecido como o herói que foi. Enoque diz que não estava convencido, e joga Bridgette daquele prédio.
Arthur pula para a salvar, e neste momento Enoque lhe dá um tiro certeiro que atravessa seu tórax, mas aparentemente não o mata. Se esforçando, ele consegue “salvar” Bridgette e os dois caem em uma árvore que estava ali. Enoque desaparece sem deixar rastros, deixando Arthur apreensivo. Quando ele retira o saco de Bridgette, uma surpresa: ela já estava morta. Havia sido envenenada com cianeto. O episódio se encerra com Arthur, com ela no colo, chorando e lamentando sua morte em uma chuva que se inicia.
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