The Journey: Into the Darkside

15 Cap. XV - "Controle e persuasão"


Notas iniciais
Este é o sétimo e penúltimo episódio do segundo arco de The Journey: Into the Darkside. Neste ponto da história, muitos aspectos de como a rede de tráfico de mutantes funciona já foram esclarecidos e ordenados pela Diana Fudiangan para criar meios de ataque a esses sistemas, como forma de os desmantelar. Um deles envolve um dos pesquisadores mais notáveis sobre o assunto "metágene" e sua manipulação, contratado pela própria rede tão combatida pelos agentes para desenvolver formas de controle sobre o poder mutante... Henrich Petrovich, o pai de Alecsandra. Ela, vivendo uma vida normal agora livre das influências emocionais do pai, acadêmica do primeiro ano de Arquitetura na Universidade de Birdstown, namorada do seu colega de trabalho, Karslie Imota, astuta super-agente de campo dos Twelve. Mal esperava o como a missão que Diana lhe delega lhe obrigaria a revisitar o seu passado, seus traumas, com uma pergunta... Como a Alecsandra de hoje lideraria com uma versão de si mesma do passado? Ou alguém que passa pelos mesmos problemas.

O episódio começa mostrando uma fumaça bem densa dentro de um banheiro, integrado a um quarto de hotel em algum lugar desconhecido dos Estados Unidos. Alguém estava tomando um banho quente, uma mulher, esfregando os seus cabelos pretos tingidos de vermelhos nas pontas com calma e tranquilidade. Dentro daquele box havia um espelho, e quando ela termina de se enxaguar e abre os olhos vê o seu corpo refletido. Fisicamente, ela era magra. Seu abdômen era trincado, músculos definidos não exagerados, algo que naturalmente faria invejar qualquer mulher. Mas, todo o seu lado direito estava marcado com cicatrizes de eletrocussão, queimaduras, e ao perceber isso sua expressão de contentamento se transforma em insegurança. Ela até tenta fazer um biquinho, empinar sua bunda, tentar se sentir feminina e atraente. Mas, não consegue, sentindo repulsa por si mesma.

Hannah Petrovich então veste um roupão e vai, plena, para frente de um laptop e solicita uma chamada de vídeo pelo Skype para ninguém menos que seu pai, Henrich Petrovich. Ela aguarda, e com demora ele a atende, se desculpando por a fazer esperar. Hannah pergunta como ele estava, e Henrich diz que estava bem. Agora que a Nova Atlântida estava comprometida, seus empregadores estavam procurando um lugar para o realocar, um laboratório. Ele estava aproveitando para revisar suas pesquisas, já que de oito cobaias apenas uma sobreviveu e com os poderes base espelhados de Arthur: a aerocinese. Mostrando que ainda faltava muito para ele evoluir. Hannah pergunta se ele falava de Annie Marrie, e ele diz que sim. Hannah pergunta onde essa menina estava, e Henrich diz que alguns agentes vigiavam a casa de familiares na esperança dela retornar, mas não a encontraram. Ele queria a recuperar, retomar as pesquisas com ela, mas acreditava que agora ela pertencia às forças do inimigo. Hannah então diz que ele não precisava de mais cobaias, porque ela valia por um exército. Ele diz que aquilo não era sobre ela, tinha interesses em jogo.

Ele então pergunta como ela estava sob mentoria do Executor, e Hannah se orgulha de terem matado um alvo no Irã há uma semana considerado profundamente perigoso. Ela mesma conseguiu realizar o feito de o envolver em um salto para morte. Aqui, ela é parabenizada pelo pai, mas sente superficialidade. Neste momento, o próprio Executor entra no quarto e diz para Hannah que eles tinham que sair imediatamente. Então, ele vê Henrich na tela do computador e o cumprimenta. Henrich diz ao Executor que depois queria conversar com ele em particular. Hannah estranha, mas logo em seguida é beijada por seu amante, confirmando que os dois estavam em um relacionamento. Henrich diz que tinha de desligar, e Hannah consente. Logo depois, ela percebe o Executor tirando sua roupa e ela pergunta se eles não iam fugir. O assassino ri e diz que ele gostava de viver a vida no limite, ela diz que também. Logo, eles começam a se beijar e vão para a cama. Hannah olha para si mesma no espelho, e depois se concentra para começarem a transar.

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A cena muda para a casa dos Imota em Brownsville, onde Karslie estava trazendo suas coisas de volta para seu quarto depois que sua mãe, Martha, convenceu seu pai a o aceitar de volta. Karslie estava colocando suas roupas no guarda-roupa, enquanto Alex estava deitada na cama conversando com a mãe dele, que estava na porta. Ela diz que reconhecia que eles viviam em violência doméstica, e diz que mesmo que Frank, seu marido, estivesse protegido em meio a sua gangue, os Hidden Face, ela poderia sim se divorciar dele e tentar uma vida separada. Karslie diz que já tentou ter essa conversa “um milhão de vezes”, Courtney então até tentou agredir o próprio Frank. Martha lembra com pesar o como foi difícil para ela implorar por atendimento médico mesmo sem dinheiro, a levando com o braço quebrado e dizendo que ela caiu de bicicleta. Courtney, a irmã mais velha de Karslie, tinha 15 anos na época. Hoje ela já tem 34.

Martha explica que ela e Frank, que na verdade se chama Fransciscko, fugiram da Ucrânia no início dos anos 90 em meio a uma crise no país, uma guerra civil, que despertava incertezas para os ucranianos. Fransciscko era um antigo combatente do exército, com participação na KGB nos tempos da União Soviética, e construiu essa oportunidade de imigrar para os Estados Unidos em um sonho de viverem uma vida diferente. O famoso estilo de vida próspero e feliz daquele país. A verdade é que ali eles eram apátridas, não tinham direitos, viviam marginalizados e Frank viu seu potencial empregado no submundo do crime.

Ela nunca o enfrentou porque entendia ele, e sabia que não tinha condições de viver ali sem ele, e sua família na Ucrânia vivia em um lugar onde nem ela sabia. Alex comenta com Karslie que eles tinham o poder de descobrir isso, mas Martha não queria. Ela fez um voto de amar Frank na alegria ou na tristeza, e tinha esperanças que ele voltasse a ser o homem que ele era na juventude. Alex lamenta sua impotência de fazer algo por ela. Saindo da casa, Alecsandra comenta que achou a história de sua família bastante rica, e Karslie diz que ela não sabia nem da metade. Mas, não tinha como mudar aquilo. Ele contribuía dando sustento para a casa e sua mãe, para não depender de seu pai e ter seus prazeres. Só isso. Como Frank vivia em missões para os Hidden Face, raramente parava em casa, então não era algo tão ruim quanto ela pensava. Alex diz que ainda era ruim, e que eles deveriam encontrar uma forma de alugar uma casa para eles. Eles tinham dinheiro, podiam fazer isso.

Neste momento, ela recebe uma ligação do Arthur e diz precisar atender.

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Paralelamente aquele momento, Diana estava conversando com Howard Dutchmann em seu escritório. Ele estava a reprendendo por ter lhe feito dar um milhão de dólares para o Ódio sem receber informações úteis para identificar quem estava manipulando os eventos que estava os fazendo “levar cada dia mais marteladas”. Diana diz que ele foi sincero, ela sabia disso, e que mesmo sem uma definição saber que há um inimigo oculto já ajuda a ter clareza do quê fazer. Dutchmann diz que ela ainda estava andando no escuro, e a chama para lhe mostrar uma coisa. Na tela de um computador, ela vê um homem completamente perdido nas ruas de Nova York, andando entre os carros, desaparecendo, e reaparecendo em lugares aleatórios.

Diana o identifica como um mutante, mas Howard diz para ela olhar mais de perto. Toda a vez que ele some, elementos estranhos aparecem ao redor dele. Algo complexo acontecia ali que eles não compreendiam. Ele pede para ela ir encontrar Arthur, porque Connor havia o designado a conter a ameaça. Diana vai até a sala especial dos super-agentes, onde se depara com Arthur fazendo um briefing com Alecsandra e Rodney. Diana diz que não sabia que Arthur tinha saído do hospital, e ele revela que saiu naquele mesmo dia, mais cedo. Ela estranha que Connor não tenha aceitado seu atestado médico, mas como era uma missão pública, era ele quem tinha que ir.

Alex lembra Arthur que a batalha contra Ódio fez com que ele fraturasse o osso da escápula, nas costas, e que ele não estava em condições de conduzir aquela missão. Arthur diz que conseguia, que não estava sentindo muita dor. Diana afirma com força que era um osso quebrado, mas Arthur a ignora. Ela pelo menos o aconselha a procurar qualquer recurso mágico que Jhonatan tinha a oferecer. Então, revela porquê estava ali: o mutante era mais perigoso do que parecia, Arthur devia tomar cuidado. O plano era simples: Arthur iria distrair o jovem, enquanto Alex e Rodney o atingiriam com um dardo tranquilizante e o levariam para longe das ruas.

Chegando lá, o homem estava completamente desorientado e as pessoas fugiam dele. O motivo? Tudo o quê ele tocava virava pó. Arthur aparece, nos céus, e pergunta para ele o quê estava acontecendo. O rapaz diz, em tom enigmático, que eles não iriam o matar naquele dia, não iria deixar aquilo acontecer. Arthur diz que ele não pretendia o matar, mas o jovem estava certo disso. Ele começa a disparar raios nele, que o faz se afastar. O ambiente, então, começa a se distorcer e Arthur vê a situação mesmo em meio ao apocalipse enfrentando Satanás. Arthur fica completamente perplexo com aquilo, e é acertado por um raio. Quando cai no chão, se retorce de dor. Ao olhar para suas mãos, vê rugas que não reconhecia. De repente, começa a se sentir mais frágil e percebe que não podia mais sair dali. Sua coluna estava travada, seu ombro deslocado.

O jovem se aproximava sombriamente, e quando Alex e Rodney chegam, Arthur descobre a verdade: Arthur havia envelhecido. Mais distorções podiam ser percebidas no ambiente, e os três conseguem ver pessoas nas ruas amontoadas em filas para pedirem alimento a instituição de caridade durante a grande depressão, nos anos 30. Tudo estava confuso, mas Alex deduz a verdade. Aquele mutante tinha o poder de controlar o tempo, mas estava claramente fora de controle. Ele diz que não ia morrer naquele dia, mas Alex diz que ele não ia morrer. O homem apresenta seu nome, Victor, e diz que confiava nela. Mas, que um homem mau veio com ela, e depois já demonstra sinais de desconfiança. Rodney vai prestar assistência a Arthur, e Alex afirma que ia ficar tudo bem. Que devia ser difícil enxergar o passado, o presente e o futuro ao mesmo tempo. Mas, iam encontrar uma maneira de resolver isso juntos. Victor diz: “você não vai me matar”. Neste momento, ele irrompe em uma explosão e ela vai para longe.

Quando se olha no reflexo de um arranha céu, Alex não acreditava no que via. Ela estava com 14 anos, e imediatamente tem um flashback de uma relação sexual consentida que teve com seu pai nessa época. Ela se perturbou. Victor exclama que eles não iam o matar. Alex, mais vulnerável por conta do corpo mais frágil, diz que eles iam dar um jeito e que ele só estava assustado, não ia morrer. Victor pergunta se ela prometia, e ela diz que sim. Neste momento, Victor é baleado na nuca e cai sem vida no chão. Alecsandra estava surpresa e chocada, e os efeitos dos poderes de Victor são revertidos. Arthur ainda estava ferido, mas sei ombro não estava mais deslocado.

Quando se aproxima dele, sem roupas, sem pelos ou cabelo, ela consegue ver com clareza um dos chips de Ezequiel Flayer em seu pescoço. Ela o recolhe para análise, enquanto no alto de um prédio, como um snapper, é possível ver a figura do Executor. Com sua clássica máscara de hóquei ensanguentada.

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Isabelle rastreia o chip para encontrar uma central de comando, mas descobre que o chip nem sequer estava ativado. Quem o colocou apenas queria que eles soubessem que ele estava no controle. Mesmo assim, ainda um sinal enviava coordenadas para um lugar na cordilheira dos Andes, de alta altitude. Sugerindo que pelo ar rarefeito, não era qualquer um que conseguia sobreviver lá. Diana comenta que deveriam usar máscaras de oxigênio, mas Isa diz que não sabia que tipo de limitação elas trariam dependendo do quê fossem encontrar. As únicas pessoas que poderiam explorar aquela base eram pessoas que manipulavam o ar. Como Arthur estava fraco, Alecsandra era a única opção.

Diana sugere a Annie Marie, mas Alex afirma que ela não tinha treinamento militar nenhum. Porém, Isa não descarta a possibilidade de ser uma pista falsa, já que os dados do satélite dos Twelve não detectaram nenhuma atividade humana lá. Parecia que ninguém estava lá. Diana então diz que, com o equipamento adequado, todos conseguem. Mas, do jeito que estavam sendo manipulados, era incerto afirmar que era seguro. A dúvida paira sobre eles, e isso os leva até a base do Kayman. Lá, Annie Marie fica incrédula com o pedido da Diana. Ela era tudo, menos uma agente de espionagem. Se houvesse uma luta, sobreviveria no máximo três minutos. Diana diz que não estava lhe pedindo para se colocar em risco, se houvesse um confronto, ela usaria o equipamento que eles tem e se teleportaria em segurança. Mas, basicamente, elas eram as únicas pessoas no mundo capazes de levar o ar com elas em lugares onde não teria nenhum.

Annie estava se sentindo insegura, e Alex diz que conseguiria cumprir aquele fardo sozinha. Não estava ali para imprimir nenhuma dor a ninguém. Karslie a lembra que Annie ainda não lhe deu nenhuma resposta em definitivo, e apesar de com medo, ela concorda em ajudar se lembrando como ela também se arriscou para a salvar da plataforma Nova Atlântida, e como essa missão poderia culminar em eles resgatarem novos mutantes. Isso a faria uma heroína, e ela gosta da ideia. Isabelle diz que é quase impossível ter algum mutante cativo ali, mas a intenção era louvável.

Annie pergunta quando essa missão seria, e Diana diz que eles só precisam confirmar os detalhes certos, saber que não era nenhum tipo de perda de tempo ou armadilha, e aí retornavam para ela. Alex elogia a coragem e o desenvolvimento da nova amiga, e ela agradece.

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Em um novo quarto de hotel, Hannah comenta com orgulho o como que o Executor manipulou muito bem os acontecimentos recentes. Ele diz que expor as vulnerabilidades de Arthur em um ambiente mais publico serviria para o desacreditar ainda mais frente a comunidade criminosa internacional, e valorizar o seu trabalho. Seu plano, porém, nunca foi o Arthur. Hannah brilha os olhos enquanto diz que era sua meia-irmã, Alecsandra. Executor diz que ela terá a oportunidade perfeita de matá-la na missão que se seguirá, mas ele precisava de um incentivo para fazer outra pessoa sair da toca.

Ele tira sua máscara demonstrando preocupação se a armadura de Isabelle, a NIA, suportava a pressão de altas altitudes e poderia manter seu suprimento de oxigênio. Pensando quantas armas ela carrega em seu arsenal. Hannah ri, perguntando se ele queria matar a Isabelle Rebirck. Ele diz que não queria atrapalhos, que mobilizou recursos difíceis de se acessar ao resguardar para si uma base no topo das montanhas dos Andes, e que esperava sério suficiente para cumprir seu objetivo: assassinar Annie Marie Lebronck.

Hannah o chama de “o homem mais inteligente que ela conhece”, e ele diz que ela é a melhor aprendiz que ele já teve. Ela não queria ser só sua aprendiz, queria ser sua mulher. Ele, com um olhar sinistro, diz que ela já sabe o quê era preciso fazer para isso. O episódio termina com eles apagando a luz do quarto e se preparando para transar na cama.