The Journey: Into the Darkside

12 Cap. XII - "Acerto de contas"


Notas iniciais
Este é o quarto episódio do segundo arco de The Journey: Into the Darkside. Neste ponto da história, muitos aspectos de como a rede de tráfico de mutantes funciona já foram esclarecidos e ordenados pela Diana Fudiangan para criar meios de ataque a esses sistemas, como forma de os desmantelar. Um deles envolve um dos pesquisadores mais notáveis sobre o assunto "metágene" e sua manipulação, contratado pela própria rede tão combatida pelos agentes para desenvolver formas de controle sobre o poder mutante... Henrich Petrovich, o pai de Alecsandra. Ela, vivendo uma vida normal agora livre das influências emocionais do pai, acadêmica do primeiro ano de Arquitetura na Universidade de Birdstown, namorada do seu colega de trabalho, Karslie Imota, astuta super-agente de campo dos Twelve. Mal esperava o como a missão que Diana lhe delega lhe obrigaria a revisitar o seu passado, seus traumas, com uma pergunta... Como a Alecsandra de hoje lideraria com uma versão de si mesma do passado? Ou alguém que passa pelos mesmos problemas.

Sexta-feira, último dia do expediente de muitos trabalhadores com e sem carteira de trabalho, ou algum tipo de vínculo trabalhista, e também da maioria dos agentes do Twelve que não fossem alocados para missões nos finais-de-semana. Uma intensa movimentação entre agentes indo até as plataformas de teletransporte da base de Nova York estava acontecendo, ao ponto de haver fila. Eles iam de lá para próximos de suas casas terem uma vida além daquilo. Leonard estava sentado em uma cadeira lá, esperando, pensando sobre suas experiências com Jhonatan no começo da semana, em Alasca. Ele ainda sentia certo ressentimento dele e seu jeito egoísta de ser, como ele o olhava. Mas, uma coisa enigmática ele lhe disse: “ela gostaria sob qualquer circunstância”.

Neste momento, surge Isabelle Rebirck em um estado que era raro de ver em seu ambiente de trabalho: sem a NIA. O que mostrava coisas como os detalhes do corpo de Isa que mostram que ela é uma mulher. Pequena, de 1,58m. Mas com traços marcados e delicados o suficiente para deixar Leonard nervoso. Ela diz que precisava pegar suas coisas em sua sala, e já iria voltar. Leonard diz um “sim”, e aguarda. Quando Isa chega, ela comenta que estava feliz que chegou o final de semana e que mal poderia esperar para poder dormir o dia inteiro. Leonard pergunta se a Diana não lhe deu nenhuma ideia diferente, mas Isa foi categórica ao dizer que depois que foi obrigada a ir numa farmácia comprar três testes de gravidez por causa de uma missão dela, ela queria tirar férias de lá por um mês.

O estranhamento que ele teve ao ouvir isso foi tanto que ele perguntou se ela estava grávida. Isa disse que não, e não, não transou com ninguém. Aliás, nem sabia se transou e era melhor não falar sobre isso. Leonard consente, enquanto ambos entram nas plataformas com destino a New Jersey. Lá, entram no carro de Leonard, e ele vai dirigindo por um caminho que Isa estranha. “Amor, não era por ali?”. Como se estivesse segurando uma bomba nuclear no pescoço, ele diz que não. Que queria lhe fazer uma surpresa. Ela fica animada, e acredita que se tratava de um restaurante ou bar novo que fossem visitar. Leonard disse que não, mas gostou da ideia. Percebendo como seu namorado estava, Isa riu e ele não entendeu porquê. “Só faltava você me dizer, depois desses anos todos que é homossexual”. Leonard exclama que não, então “diga logo”, falou Isa.

Pronto. Leonard diz que desde quando o conheceu em seus tempos de faculdade, na Universidade de New Journey, sua vida mudou completamente. Ele carregava uma timidez que era forte e maior que ele, da infância, e ela foi a única pessoa que conseguiu o fazer se abrir, fazer seu valor aparecer. Ele não tinha como não ser grato por isso, e mostrar como ele poderia ser um bom namorado. Mas, eles já namoravam há quase um ano, estava em tempo de evoluir essa relação. Ele queria algo especial, e comenta que eles dividem uma vida trabalhando pros Twelve, em cargos diferentes, e que deveriam dividir um pouco mais do que isso.

O carro para, e Isa vê iluminada pelo por-do-sol a fachada do restaurante Hitoshimo’s Dinner. Ela olha para ele com uma cara tão única que o envergonharia se alguém visse. Mas, Leonard propõe que eles morassem juntos. Isa fica confusa, por um lado ela acha a ideia ótima, mas por outro... Moral num restaurante de comida japonesa na periferia? Leonard diz que já está planejando há algum tempo, e falou com o Sr. Hitoshimo para ele separar as chaves do imóvel que fica nos fundos. Isabelle estava incrédula, se fosse pra ser, seria num lugar moderno, no centro. Mas, ele diz que ela não iria se arrepender.

-- // --

No noticiário das 20h, uma notícia urgente. O empresário, filho de Michael Stillwell, herdeiro de uma empresa no ramo da tecnologia com mais de 45 unidades no país, a StillwellTech, Gregory Stillwell, morreu na noite anterior vítima de latrocínio. Assalto seguido de morte. Ele estava em uma de suas unidades quando criminosos armados derrubaram a equipe de segurança, os matando, e roubou muitos produtos e dinheiro ali situado.

Arthur estava assistindo esse noticiário no apartamento de sua namorada, em Vancouver, deitado ao lado dela na cama sem sua camiseta. Bridgette comenta que não adiantava ter dinheiro se a pessoa não iria ter paz. Arthur, porém, estava indignado porque sabia que não era verdade. Ele comenta que Diana esteve envolvida em uma missão em Beverly Hills poucos dias antes, que foi atacada por forças paralelas às de Stillwell, e quando as deixou Gregory estava vivo. Bridgette, então, comenta que as notícias da TV então não eram exatamente como se apresentavam. Arthur diz que sim, no ao vivo era diferente.

Mesmo assim, Diana lhe ligaria depois para falar sobre isso. Naquele momento, tudo o que ele estava querendo saber era do campeonato que ela irá participar daqui duas semanas. Bridgette trabalha como surfista profissional, uma atleta. Ela comenta que estava ansiosa, porque nunca esteve em uma disputa tão importante, a maioria eram disputas regionais onde todo mundo já conhece todo mundo, vira um negócio meio familiar. Ali não, era ela sozinha frente o Canadá inteiro. Arthur insiste, ela não está sozinha. “Então, por favor, esteja lá”, diz ela. Ele promete que sim.

De repente, seu telefone toca e era a Diana. Ele não queria atender para continuar conversando com Bridgette, mas ela diz que assim como o trabalho dela era se equilibrar numa prancha em alto mar, o dele era se preparar para ameaças em nível mundial. Então, se eles quiserem ter esse relacionamento teria de ser respeitando esse jeito. Arthur agradece e atende Diana. Sua expressão leve se transforma em preocupação mórbida, e Bridgette estranha e pergunta a notícia. Ela diz que houve ia explosão, não se sabe se com ou sem mortos, numa chácara de sua família. Onde seus avós moram em Birdtown, CA. Ele precisava ir lá, e Bridgette entende e o deseja boa sorte.

-- // --

Arthur, usando de teletransporte e seu vôo natural, chega rapidamente até a chácara e nota tudo em chamas, incluindo a casa de madeira onde todos moravam. Isso foi destruidor, pois foi ali que ele cresceu desde a infância até a adolescência. Ele entra na casa e, apesar dos pertences se deteriorando, ninguém parecia afetado. Tudo o quê ocorreu foi uma destruição. Como a explosão aconteceu? Fogão? Ela estava mais intensa longe da casa, como se só tivesse chegado lá agora, o fogo. Tudo leva a crer de que tenha sido um incêndio criminoso.

Distraído olhando as chamas, um homem diz: “por favor, olhe para cá”. Arthur vira seu rosto para olhá-lo e recebe uma porrada através de um tiro sônico vindo de um traje de alta tecnologia, já bem conhecido por ele. Um traje capaz de gerar pulsos sônicos de grande intensidade e os condensar a tiros, para gerar maior impacto e coerção. Arthur se levanta e vê que o autor daquele crime era Ramón Gutierrez, mais conhecido pelo seu codinome: Shocker. Das sombras, mais elementos começam a surgir. Primeiro, o Demolidor. Depois, o Abutre. Aí surge a Helena Delaviera, a ex-assistente do Dr. Lukasto, que trabalhava com ele na Universidade de Michigan e mais recentemente colaborou em pesquisas dentro da própria rede de tráfico de mutantes que combatem. Geoffrey Stain, um homem chefe de uma pequena organização criminosa que tentou se aproveitar de Arthur enquanto ele ainda tentava controlar seus poderes. O sexto era Brad, um novato com o poder de se liquifazer de diversos modos.

Aquelas figuras todas reunidas naquele espaço importante para Arthur, alguns sendo desafetos pessoais diretos e antigos, como Geofrey, só podia fazer uma impressão: aquele era um acerto de contas. Ele estava cercado, sozinho, pego desprevenido. Shocker começa a falar, mostrando em comportamento que era o chefe daquela operação. A verdade é que eles sabiam da identidade de Arthur desde quando ele se tornou uma celebridade e agente oficial da ONU por usar seus poderes para impedir que Satanás concluísse o apocalipse. Ou seja, sabiam que ele era filho de mãe solteira, namorava uma atleta canadense e tinha um apartamento em Birdstown, centro. A questão é que para tudo existem limites, e eles só devem ser cruzados quando não há mais outra saída.

Ramon diz que sabe que tanto ele, como seus amigos, se acham invulneráveis. Que podem fazer o quê pensam, invadir onde querem e não haverá consequências, mas existem coisas maiores do que eles que pesam. Se ele sentia ressentimento de quando Arthur, Karslie e Leonard desmantelaram sua rede de tráfico de drogas e o levaram para cadeia? Sim, estava. Mas estava tentando ser imparcial para dar o recado que seus superiores querem lhe dar: ele, e seus amigos, irritaram homens poderosos e da próxima vez que eles tentarem intervir no crime organizado internacional ele será morto.

Helena parecia especialmente irritada com Arthur, visto que a missão de seu grupo resultou na perda de seu único experimento em mutantes derrubando as chances que ela estava construindo para sua carreira. Geoffrey, ouvindo as palavras de Helena, vai além e diz que ele devia a ele sua carreira com os Twelve porque foi graças algo que ele fez que ele balançou. Arthur escuta as acusações em choque. Ele, seus avós, estavam sendo punidos por ele fazer o bem. Sendo que em um grupo de mutantes poderosos, ele se via verdadeiramente impotente.

Arthur afirma que os Twelve vão o defender em qualquer ato contra eles, mas eles tinham planos de fugir caso isso aconteça. Além do quê, existiam muitos ainda que queriam fazer o mesmo Todos olham, encarando, um Arthur assustado. Demolidor diz que eles falam muito e que precisam de ação. Shocker concorda, e programa seu pulso para produzir uma intensa onda sonora que descoordena o mutante por alguns minutos. Nessa, Demolidor o ataca com muitos golpes, tão fortes como se estivesse apanhando de concreto. Helena usa seus poderes telecinéticos para impedir que Arthur reaja aos golpes, e Geoffrey apenas cuspe encima do rapaz, machucado.

Schocker reitera que ele foi avisado e o sexteto sai, deixando Arthur ferido fisicamente e emocionalmente.

-- // --

Na casa de Karslie, em Brownsville, está havendo um clima bem gostoso e acolhedor. Alex está sendo o centro das atenções da conversa que se fez na mesa de jantar, contando sobre como sua mãe fazia o peru assado nos natais, quando ela era pequena, e como seu pai sempre comia a parte errada sem perceber. Courtney Imota, irmã mais velha de Karslie, diz que nunca se interessou em preparar um peru até ter se casado e o Ashter, seu marido, vir de longa tradição de perus defumados no natal, então ela tinha que aprender. Alecsandra pergunta para Martha, a mãe de Karslie, sobre como eram os perus de natal na Ucrânia, já que eles vieram de lá. Martha diz que simplesmente não haviam perus, enquanto começa a falar de pratos natalinos típicos na Ucrânia.

Karslie estava em uma ligação e retorna a mesa, pedindo para Alex o acompanhar. Ele diz que Arthur recebeu um ataque pessoal em Birdsville, estando em um hospital. Isso a faz ficar preocupada, e ele conta que está bem, mas muito machucado. O pior não é isso, mas o porquê isso aconteceu. Criminosos associados a Aliança estavam simplesmente se juntando para um acerto de contas, se aproveitando que agora Arthur era uma figura pública. Uma vulnerabilidade perigosa que eles precisam lidar.

Alex diz que vai se despedir de sua família, que adorou a sua mãe e vai querer ainda bater altos papos com sua irmã, e Karslie diz que elas são a parte boa da família. Agora, se olhar pelo seu pai e seu irmão, você fica com medo de olhar para eles e já “pegar um encosto”. Alecsandra ri e diz que eles são dois “desgraçados com problemas com o pai “, que “não por acaso foram feitos um para o outro”. Eles se beijam e ela vai fazer isso, enquanto ele vai a seu quarto arrumar as coisas dos dois para sair. Após ter dito os “tchaus” para mãe e irmã, Alex passa brevemente pelo pai, Frank Imota, que o cumprimenta.

Eles ficam se olhando por alguns segundos, sem palavras, sem saber o que iam dizer, apenas se estranhando e apenas mantendo a cordialidade. Courtney repara que Alex se aproximou de Frank e corre avisar a mãe. Para descontrair, ele diz que aquilo que ele estava comendo era uma torta de frango com requeijão, e se ela quisesse mais era só pegar na geladeira. Alex agradece, mas diz não estar mais com fome. Frank a pede para sentar, e ela senta. Depois, olha bem nos olhos dela e pergunta se ela já sabia, sem dizer o quê. Que ele era criminoso, que operava numa organização criminosa do Texas? Ela apenas diz que sim. Frank ri e diz que “seu filho, desde moleque, sempre foi alguém muito molenga, muito mimimi. Agora que já sabe que ele era mais do quê ele pensava, enche de orgulho ver a mulher que ele laçou”.

Alex defende o namorado, dizendo que muito provavelmente mesmo antes ele já era muito fortez talvez só Frank que não via. Mudando de assunto, o sonho resolve perguntar dos netos. Se seriam superpoderosos também. Alex diz que não pretende ter filhos por agora, então, provavelmente Frank não teria netinhos tão cedo. Ele então começa a rir, e pede para ela não contar a ninguém enquanto toma sua cerveja pela garrafa. “Se os genes frouxos de Karslie fossem substituídos pelos dele, as chances de ter filhos superiores aumenta?”.

Alex não acredita no que estava ouvindo, e diz que ele estava sugerindo transar com ela, sendo o pai de seu namorado. Frank diz que ela estava sendo escandalosa, e estava falando apenas para fins reprodutivos. “As outras roçadas de Maria mole são todas dele”. Sua preocupação era que “seus netos tinham de ser homens, não Karslies”. Alex diz que não estava gostando daquela conversa e iria embora, mas Frank a segura pela mão e diz que eles ainda não terminaram de conversar. Um flash da mão de seu próprio pai, Henrich, passando pelo seu corpo vêm a memória e como reflexo ela dá um tapa em Frank.

Puxando uma espingarda do sofá, ele se levanta perguntando se ela teve a ousadia de bater nele nas dependências da sua casa, que banca com o seu dinheiro, e é onde funcionam suas leis. Courtney corre para ajudar Alex, mas ele a manda sair dali por saber que ela própria “não teve culhão para lidar com o peso de seu sobrenome”; uma forma de dizer que ela saiu de casa cedo por conta dele. Karslie surge com os pertences dos dois, e não acredita que Frank protagoniza uma briga com sua namorada, que é chamada de “exaltada” e ofendida, com ele dizendo que ela se esconde em seus poderes ao ponto em que também esquece de seu lugar como mulher.

Karslie percebe que Frank puxou a espingarda contra Alecsandra e, “covardia por covardia”, ele entorta o cano dela usando algumas pedras da decoração da casa. Martha assiste aquilo com muito desgosto, quando vê pai e filho prestes a brigarem. Alex diz para irem embora e acabar com aquilo, e Frank diz que não teriam para onde voltar. Pelo menos, não o Karslie. Martha implora para que não, mas ele aumenta a voz e questiona se ela vai o defender de novo. Que seu filho “se transformou em uma moça” graças aos seus mimos. E o casal pega suas coisas e saí.

No lado de fora, Courtney diz que Karslie pode dormir na sua casa até que tudo se resolvesse. Alex nota que a gritaria entre Frank e Martha dava para ouvir na vizinhança inteira, como nenhum vizinho denunciou ele a política ainda. Courtney diz que por medo, até a polícia tem medo dos Hidden Face, organização onde Frank trabalha. É uma violência doméstica que todos fingem que não vê, e sobra para os filhos resolverem. Menos o David, que “é o retrato do pai, só que mais burro”. Como define Courtney, o irmão do meio. Alex então diz que está chocada que foi com essa dinâmica familiar que ele cresceu, o Karslie, e que era muito pior do que ela imaginava.

Como Alex havia dito: os dois estavam ferrados em relação ao pai. Ela diz que eles deveriam procurar uma casa para morarem...

-- // --

Era já de manhã, e Arthur estava em sua casa com vários hematomas pelo corpo, alguns cortes, e profundamente abalado. Depois das ameaças que recebeu, ele não sabia mais o quê deveria ser feito. Quê não poderia ocorrer para ele não voltar a ser atacado e morto. Era como viver sob medo constate. Qualquer missão tanto da equipe oficial como da extraoficial resultaria em motivo para um ataque. A verdade é que seus opressores deveriam ser abatidos para o peso da ameaça acabar, mas ele não sabe nem aonde eles estão. Por sorte, ele tinha a Diana para conversar, que gosta da ideia, mas diz que deveriam montar um time e fazer isso juntos. Arthur diz que não, que era algo pessoal e que ele precisava daquilo para impor o respeito que depois o protegeria.

Isabelle estava em off naquele domingo porque estava desfrutando dos prazeres com o namorado no fim-de-semana, então, Diana se voluntária para encontrar aquele sexteto. Sua ideia era simples. O membro menos perigoso, menos preparado, cujas operações ocorrem justamente nas redondezas, em Birdtown, era Geoffrey. O primeiro criminoso que tirou proveito dos poderes do Arthur para sua organização, o quê levou a chamar atenção das autoridades, eles serem presos e o próprio Arthur ingressar nos Twelve. Ciente deste histórico, Diana vai até o escritório dele, em um bairro periférico da cidade e despacha facilmente seus capangas.

Geoffrey estava com medo, mas afirma que estavam mais perto de serem aliados só que inimigos para tentar a fazer não vingar o Arthur nele. Diana diz que ele tem razão, e queria que chamassem seus colegas para uma “emboscada” às 22h na av. Greenville. Geoffrey diz que os enganar era uma sentença de morte. Diana esmaga com sua mão a mesa na frente dela, e diz que ela era uma sentença de morte. Geoffrey obedece, mesmo contra sua vontade. Saindo de lá, Diana pede para o Arthur se preparar, porque estava feito. Ela iria com ele, mas por fim o Arthur foi categórico de que gostaria de fazer aquilo sozinho.

No horário previsto, um a um eles se reúnem num canto, tipo uma praça, com um poste iluminando. A avenida estava desértica, ninguém passando ou vendo. Shocker achava muito estranha aquela situação, especialmente porque o próprio Geoffrey, que convocou a emboscada alegando que Arthur tinha respondido a ameaça com mais ações contra a Aliança nas cidades vizinhas, suspeita. Helena afirma que, na pior das hipóteses, eles poderiam o matar e dizer a seu empregador que foi um acidente. Shocker suspeitava mesmo de cilada.

Arthur então se revela, e confirma que era uma cilada. Voando, imponente. Shocker então o chama de “burro” de ter preferido a morte a os deixar em paz, mas Arthur refaz a frase, dizendo que não haveria paz em deixar que os superiores do sexteto promover a morte. Detonador elogia a poesia de Arthur, mas que estava cansado de seus jogos psicológicos e exige que o ataquem. Todos concordam. Então, Arthur resolve voar para longe e é seguido por eles, com Detonador o chamando de covarde por fugir. O Abutre usa o seu traje tecnológico para voar, e assim alcança Arthur, que cai violentamente no chão.

Abutre ativa suas garras venenosas e diz que vai ganhar o maior prêmio por ser ele quem vai tirar a vida de Arthur, mas ele é mais esperto, pega uma haste de metal caída no chão e a prende no aparelho que Abutre usa para voar. O resultado é um voo impreciso, descontrolado, que o prede nos céus. É aqui que Brad chega, comentando que o “mano” Arthur fez as escolhas erradas e agora iria pagar por elas. Ele usa seu poder de se transformar em uma substância líquida, mas densa, como lama ou areia, para envolver Arthur em si mesmo e tentar o asfixiar. Ele foge de lá, e é empurrado por Brad para uma sorveteria. Arthur pensa rápido e retira canos específicos dos refrigeradores, fazendo a temperatura dali descer e o corpo de Brad congelar.

Mal dá tempo para respirar e o Demolidor, e seu corpo com músculos tão fortes como o concreto, destruir as paredes a sua frente e perseguir Arthur. Ele até destrói a formação congelada que era Brad no caminho, podendo ter matado ele ou não. Arthur nota que o peso do Demolidor o fazia ser mais lento, e isso o permitia ser rápido o suficiente para o levar a um canteiro de obras, onde ele entra amassando várias vigas de aço. Arthur tentava entrar no guindaste e o aterrar em uma pilha de vigas. Mas, ele é alcançado e jogado agressivamente contra uma parede, que quebra. Neste momento, Arthur está sagrando no rosto e ombros.

Demolidor diz que não gosta de espertinhos, mas sabe fazer um bom trabalho com eles quando precisa. Num último esforço, caído no chão e machucado, Arthur usa seus poderes para mover a alavanca que liberava concreto da betoneira, bem onde o Demolidor estava. Arthur usa seus poderes para fazer a massa secar mais rápido, e Demolidor se vê preso temporariamente. Assim que vai fugir, Arthur percebe que perdeu o controle de seus movimentos e Helena surge, sorrindo. Ela diz que se lembra quando ele e seus amigos se infiltraram entre os alunos da universidade e achou aquela coisa divertida, mas o dia de hoje só estava provando uma coisa. Os que mais se divertem neste jogo têm algum poder mutante.

Helena força Arthur a tentar se asfixiar, um gesto que ela faz em homenagem ao seu tutor, o dr. Lukasto, que se transformou numa besta desenfreada. Shocker aparece, vê Arthur e ataca usando seus pulsos elétricos. O efeito sônico afeta também Helena, que perde a concentração e liberta Arthur. Este corre para o lado oposto da garota, para frente, e aguarda receber um tiro de Shocker. Ele o dá, e ele usa seus poderes para mover o fluxo do som e acertar a Helena, que não aguenta o disparo e desmaia. Só sobrou praticamente Arthur e Ramón. Detonador até tentava se soltar, mas sua força ainda era insuficiente. Abutre estava voando como louco pelos céus de Birdstown sem controle nenhum. A luta final estava ali

Shocker prepara seu pulso na frequência máxima e o solta em Arthur, que não pode fazer nada além de colocar as mãos na orelha e resistir ao som. Ele sente prazer naquilo que estava fazendo, uma sensação de justiça feita dentro da perspectiva de seu submundo. Arthur gritava de dor, suas mãos sangravam o machucado de seus tímpanos, e ele lentamente não suporta ficar de pé, estando em posição fetal. O quê Shocker não esperava era que as fortes vibrações do seu som fizeram com quê um outdoor se desprendesse e caísse sobre ele.

O episódio termina com Arthur desmaiado e muito ferido caído naquela avenida com pontos destruídos pela luta, e seus inimigos caídos em volta. Detonador já desistiu de tentar sair de sua prisão de concreto, e Abutre ainda está voando sem saber onde está, nem para onde ir. A polícia chega para averiguar o quê aconteceu, e se impressiona com o quê vê. Diana assiste a tudo, através dos satélites dos Twelve. Alex e Karslie também estão lá, preocupados, embora também cheios com seus próprios problemas. Com a Alecsandra um pouco mais aflita pelo Arthur que os demais. Diana está pensativa sobre que ponto sua missão chegou.