Notas iniciais
Este é o sétimo e penúltimo episódio do arco um, que apresenta todo o novo mundo de The Journey após a derrota de Satanás em uma batalha direta com Arthur Luczien, rendendo consequências concretas, como sua fama e destruição de parte de Nova York, como adjacentes, inspiradas em todo o poder que Arthur exibiu em seu máximo: o poder que os mutantes conseguiam alcançar. Com uma rede de tráfico de mutantes construída no submundo, é Diana Fudiangan quem dá os primeiros passos para, de forma extraoficial, conseguir evitar que os seus sejam massacrados ou escravizados entre os mais desumanos.

O som estava estridente, haviam filas que seguiam a extensão de quilômetros. Muitos jovens ansiosos enquanto um guarda selecionava quem iria e quem não iria entrar no mais aguardado festival musical nos Estados Unidos: Coachellla. Indio, CA. Uma moça de cerca de 19 anos, loira e muito bonita, se aproxima da fila com sua legião de seguranças e mostra sua pulseira VIP, sendo autorizada a entrar. Ela entra em sua gabine, repleta de bebidas alcoólicas, refrigerantes e petiscos, e comenta com seus homens que o seu pai nunca o deixava aproveitar algo do gênero. Eles a avisam que estarão a cuidando da porta. Ela, emocionada e ansiosa com o show que estava por vir, apenas o ignora.

Poucos minutos depois, um rapaz sobe ao palco para anunciar que o festival estava aberto. Todos comemoram. Ele comenta sobre o cronograma do evento, e enquanto fazia isso homens armados invadiam o palco. Eles imediatamente pegam o rapaz como refém, lhe apontando um rifle e gerando uma histeria coletiva. O estádio onde estavam estava cheio, todos querendo fugir e vendo as saídas obstruídas pelo pessoal daquele grupo terrorista, que logo pega o microfone e anuncia que os palestinos estavam cansados de serem desfavorecidos nas propostas diplomáticas feitas entre Estados Unidos e Israel, se sentindo pouco relevantes e desejosos de mostrar aos E.U.A. como eles atacam os cidadãos palestinos da mesma forma que Israel através de um ato simbólico. A explosão do estádio onde viria acontecer o Coachellla.

Todos já em pânico, seu pessoal instala as bombas e dá ao seu líder um detonador. De repente, dos céus, Arthur surge voando dizendo que a programação do festival esse ano precisava de melhorias. O povo o ovaciona. Todos os homens daquele grupo terrorista miram suas armas contra Arthur, e ele se desvia delas, girando com este vento e as devolvendo para eles. Atingindo a perna, os deixando imóveis. Então, ele usa seus poderes para fazer levitar os fuzis e metralhadoras, jogando-os para longe. Ele parte para um embate físico com os terroristas no palco, quando o líder descobre que as balas que Arthur redirecionou cortaram o fio que ligava o detonador às bombas. Rapidamente, ele é obrigado a ouvir que "é assim que se faz música de verdade", enquanto é espancado até desacordar e todos comemoram o fim daquele ataque dos palestinos.

Arthur, discretamente, aciona seu comunicador na orelha e diz que "o ponto I" foi resolvido, mas o "II" era o mais importante. Alecsandra diz que sabia disso, pois estavam já no quarto onde a herdeira Elizabeth Frindersbass havia reservado para ver o show, e todos os seus seguranças estavam caídos. Arthur sugere para que eles corram, e Alex já está na saída de lá indo para o estacionamento. Assim que ela chega, é recebida por tiros da equipe de Edgar von Dabler, um empresário poderoso na área do minério que via o pai da Elizabeth como seu grande concorrente neste mercado. A missão de Alecsandra e Karslie era clara: impedir esse sequestro com fins financeiros de acontecer.

Alex usa seus poderes e gera uma ventania que faz cair o revólver dos homens de Edgar. Karslie provoca um leve terremoto, que os faz ficarem tontos e mais fáceis de serem abatidos no soco. Edgar já estava dentro do carro com Elizabeth, e quando eles vão saindo, Karslie ergue uma parede de pedras na frente do carro, fazendo-o bater e tornar inoperável. Como estava mais próxima, após ter finalizado com os demais guardas, Alex corre para tentar salvar Elizabeth antes que seus inimigos recobrem sua plenitude, mas é ela mesma feita refém por Edgar quem ordena que se Karslie não prosseguisse com sua operação, poderia ter a chance de ter sua "amiga" de volta.

Notando que todos os homens de Edgar estavam caído, e só dois ao lado dela. Armados, mas com uma potencial aliada com poderes muito além de armas. Elizabeth faz uma escolha, e investe contra Edgar lhe derrubando, assim como sua arma. Alex derrota os últimos guardas com chutes cronometrados e, assim, anuncia a prisão do mal-feitor. Elizabeth está eufórica com sua salvadora, e queria tirar uma selfie com ela para mostrar isso ao mundo. Afinal, via em Alex uma "mulher forte e empoderada". Algo que ela assente com certo ardor. A foto, não. Ela não poderia ser exposta. Contudo, Elizabeth conclui que estava muito feliz em ver mutantes fazendo do mundo um lugar melhor. Um alinhamento ao discurso de Arthur na ONU, dias antes.


-- // --

Algumas horas depois, Alecsandra e Karslie estavam como um casal visitando a casa de sua amiga, Diana, que fica em Chicago na periferia. Eles estavam na área externa, cercada dos outros vizinhos, e conversavam sobre a última missão. Já que desde ela, Alex estava muito desanimada, triste e em conflitos internos com ela mesma. A própria admite que ter sido feita refém pelo Edgar, precisando de algum para lhe salvar, lembrava quando Stork foi contratado para matá-la, ela corria e no final, se não fosse ele e Arthur, ela teria morrido. Ou seja, não conseguia lidar com a posição de estar vulnerável.

Karslie consola sua namorada, a lembra do quanto ela já fez, é capaz de fazer, e que daria muito mais trabalho para o Stork nos tempos de hoje. Isabelle aparece com seu namorado, Leonard, e pede a presença dos dois para o briefing de uma missão. Na sala de estar, Diana mostra em seu notebook dados de transferências bancárias milionárias para servir como capital de giro, e os movimentos do dia-a-dia deste, destinado a uma comunidade de reabilitação de narcóticos. Isso era improvável, impossível.

Na visão de Diana, aquele centro era, na verdade, um campo de pesquisas onde os mutantes já traficados e filtrados eram "armazenados" para estudo e posterior liberação. O centro era numa região rural da Inglaterra, o local não parecia muito protegido. Mesmo assim, eles deveriam ser cautelosos e entrar em uma missão de reconhecimento, mas posterior ação quando for necessário. Para isso, eles queriam que Karslie e Alex fizessem isso no dia seguinte. Pergunta sobre a agenda deles, e eles topam. Com Alecsandra realmente querendo provar que dava conta de todo o tipo de serviço. Karslie percebe as inseguras de sua namorada.

Então, ficou decidido os detalhes. Só faltava mesmo eles irem lá e agirem. Naquela mesma hora, no próprio centro de pesquisa de mutantes na Inglaterra, um homem acorda dentro de um tubo com uma máscara de oxigênio na boca, mergulhado em um líquido morno similar a água. Ele estranha toda essa situação, de não conseguir se mexer direito, mas a pesquisadora logo entra em sua sala, avisada sobre as mudanças de seus sinais vitais. A médica era a Helena Delavieira, conhecida no mundo do crime como entre as agências de inteligência, como a ex-assistente do fatídico dr. Lukasto.

Ela pergunta para Haj, o mutante que não conseguiu escapar da prisão na Angola, se ele está bem. De uma forma carinhosa e humana. Haj diz que sim, mas ainda estava tentando se acostumar aquela vida. Ele pede, desesperadamente a sua supervisora, que ela encontre a "cura" necessária para ele poder ir embora. Porque quer ver sua família, seu irmão pequeno crescer, e agora está impedido. Helena diz que está trabalhando o mais duro que pode para estudá-lo e entender suas transformações, mas enquanto elas forem instáveis ele é um perigo para todos e a si mesmo. Helena diz que vai induzir o sono em Haj de novo, e ele apenas pede que ela consiga. Ela promete tentar.

Fora da sala, a dra. Delavieira conversa com o dr. Silvester sobre o caso de Haj, carinhosamente apelidado de "Plasmus". Ela diz que a criatura mede 3,4m e é composta por uma substância roxo avermelhado que em muitas semelhanças, parece se aproximar mais da lava vulcânica recém-despertada. Literalmente, tudo o que a criatura toca morre. O sistema nervoso, contudo, evolui para um estado com uma série de erros onde a consciência muitas vezes falha no uso de Plasmus, lhe transformando em um monstro destrutivo e feroz. Helena alega que com o poder de Plasmus, qualquer exército terá qualquer guerra garantida. Assim, sendo ele o ativo mais caro que sua organização conseguirá prover. A chance de todos serem ricos.

Ele só precisava ficar calmo e relaxado até que ela encontrasse melhores formas de colocar Haj sob controle.


-- // --

Finalmente, é a noite onde a dupla invade as instalações. Eles, nos primeiros minutos onde tentam invadir a entrada do centro, percebem uma quantidade de guardas muito maior do que estavam preparados. Karslie sugere uma retirada estratégica, mas Alex ainda estava querendo provar que consiga o impossível e sugere que ela entre sozinha naquela instalação, mapeie pontos de importância, e se una novamente com Karslie para os explorar com as luzes do prédio desligadas. Parecia um bom plano, Karslie só orienta que Alex não se coloque em perigo apenas para mostrar que não tem medo do perigo.

A cena segue a invasão de Alex pela instalação, desacordando os guardas um por um e os deixando amontoados no almoxarifado, tão logo, trancados lá. Quando ela alcança a sala de segurança, ela passa as informações de lá para a Isabelle, que fazia o suporte remoto, e descobre que era o próprio Stork que era o chefe de segurança da operação. Ela então estremece, pasma com quem irá ter de enfrentar. Mesmo assim, ela desliga a força de lá, enquanto deixa a Isa mapeando a base, e parte nocautear o resto dos guardas.

As ações fazem Stork perceber que foram invadidos e recomendar aos seus associados fuga. Helena se impressiona, pois acreditava que a localização daquele lugar era ultrassecreta, mas assente ordenando a Silvester que conseguisse transportar o pod em que ele está para um dos pontos de saída, que ela ia conseguir transporte. Silvester diz que seria mais difícil fazer isso sem energia, mas iria pedir ajuda dos seus estagiários e em 15min estaria lá. Helena sai, e Stork vai a sala de segurança determinar a origem do invasor.

Por descuido de um dos estagiários, Haj acorda e pergunta o quê estava havendo. Eles dizem que iriam o transportar para um lugar melhor, sem mais detalhes, e Raj entra em pânico sobre como isso anda acontecendo com ele muito desde quando foi sequestrado na Índia. Ele pede para falar com a dra. Delavieira, mas ela estava ocupado. A ansiedade leva Haj ao descontrole e, a contragosto, eles liberam o Plasmus.

Alex foge para o outro lado da instalação usando os dutos de ar, enquanto Isa a adverte que alguns experimentos estavam sendo evacuados pela saída leste agora que sabem de invasores. Algo grande estava acontecendo ali. Alex orienta Karslie os interceptar. Neste momento, tiros são dados na tubulação e, caindo no chão, ela se vê de frente com o próprio Stork. Ele se lembra dela, e não de uma forma positiva. Considera a única pessoa quem ele foi contratado para matar, e não conseguiu matar. Seu ego, seu orgulho, sua dignidade, ficaram feridos com isso, assim como sua moral e a de seu serviço. Stork reconhece que Alex amadureceu bastante desde quando a conheceu, na Turquia, mas se ela era o problema e tinham uma humilhação mal resolvida ali, do passado, envolvida... Ela iria morrer naquela noite.

Alex fingia, mas estava apavorada no âmago de sua crise de ansiedade. Enfrentar Stork, o homem que lhe desferiu uma dura facada no peito e quase disferiu um tiro na sua nuca para finalizar, estava ali na sua frente querendo matá-la. Ele dá alguns tiros que a faz se proteger atrás de uma coluna, até que nota tubos de oxigênio passando sobre eles, e ao redor deles. Neste momento, ela tem a ideia de aumentar a pressão desses canos com seus poderes, até estourarem, e quando acontece, Stork fuja seu gatilho.

Uma grande explosão acontece que danifica a própria integridade da base, forçando a evacuação ser emergencial. Karslie, que estava terminando de derrubar os agentes de segurança, pergunta a Alex o quê aconteceu. Ela estava machucada e até um pouco sangrando, mas estava bem. Stork, no entanto, estava sob escombros. Ela torcia o melhor para ele. De repente, na saída leste, todos se apavoram quando vêem Plasmus descoordenado, gritando de maneira ameaçadora.

Helena Delavieira chega para conter Plasmus, mas é reconhecida por Karslie. Ela tenta conversar com Haj, o lembrar de sua família e que estava ali para encontrarem a solução para justos o permitir ter uma vida normal. Indignado com as mentiras, Karslie sabia que não. Que eles só queriam o controlar, e se ele queria alguma coisa tinha de se libertar disso. Helena pergunta a Karslie o quê ele estava fazendo. Então, o monstro se levanta e lhe dá um doloroso tapa que deixa a marca no rosto de Helena. Mais guardas aparecem e tentam controlar Plasmus, mas são dizimados.

Plasmus volta sua atenção para Karslie, mas ele continua repetindo que não era seu inimigo. Sabe do sofrimento que o levou ali, e que estava ali para ajudar. Percebendo que Karslie era um rosto conhecido, Haj volta ao nornal, nu e desacordado nos braços de Karslie. Alex enfim chega ali para ver se estavam todos bem, vê corpos carbonizados no chão e um homem sem roupas em cima de seu namorado. "O quê?", ela diz. Numa expressão bem exagerada. Ele diz que tinha muito o quê contar.

No escritório de Howard Dutchmann, o próprio conversa com Haj sobre sua família, sua nacionalidade, sua compreensão do inglês e o nível de controle de seus poderes. Logo após a conversa, Diana e Karslie escutam que os poderes de Haj o tornam instável e que realmente ele precisava de um suporte técnico e médico para ter um prognóstico. Ele estava disposto a oferecer isso, contudo. Howard também conta que ele perguntou muito da Helena Delavieira, quem Karslie conhecia e percebe que adotou um papel ambíguo com Haj: ela gostava dele, ou apenas estava tentando controlá-lo?

O episódio termina com Dutchmann comentando que se ela o amasse, o ajudaria a fugir e a estar mais próximo da família. Naquela rede de tráfico, eles vêem armas, não pessoas. Se Helena era exceção, com muitas dúvidas, talvez.