The Invasive.
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Peregrina...
Nina seguiu Skandar com os olhos enquanto Henry estava emburrado, Canção da Noite me olhava, esperando a próxima ordem, Hanna se escondia atrás deles timidamente. Eu tenho tanta pena dela, queria que o mundo não tivesse sido dominado só para ver como ela seria... Eu nunca a vi sorrir de verdade, espero que ela se sinta melhor aqui. Ian distribuiu para eles uma foice, menos Hanna, e chamou para mais ao meio do campo de trigo, segui-os ao lado da pequena garota sem muita pressa, a aula seria mais do Ian do que minha. Só espero que as garotas não olhem ele como se fosse um produto, aquilo me chateia tanto... Mel diz ser ciúmes mas eu não acredito nisso, Ian afirmou que só se interessava por mim e eu acreditava em suas palavras.
— Segurem do lado certo a foice, para não terem problemas depois que começarem a cortar... — Ele demonstra como deveria segurar, sem apertar demais. Henry e Nina tem facilidade ao copiarem, trocam até uma piada humana, eu não entendi e achei meio violenta. Canção da Noite assim como eu, não gostou muito do comentário e teve dificuldade para segurar, Henry dizia para segurar como se fosse " A morte" e quisesse arrancar a cabeça de alguém... Até sei que cabeça ele queria arrancar. A aula começa a ficar difícil e cansativa quando eles começam a cortar, na posição certa, cada um fica em um canto do lugar, com Ian no centro para observarem. Me sinto inútil ao lado de Hanna, parada assistindo o suor descendo pela testa deles, Henry tirou a blusa, deixando esposto seu corpo magrelo mas com músculos se formando; Nina prendia o cabelo em um coque e amarrara a parte inferior da blusa para tentar se refrescar; Canção da Noite, por sua vez, era a mais esforçada e que mais observava os movimentos de Ian, sempre buscando a perfeição... Notava-se isso em sua expressão, precisaria de outro banho. — Hanna, descobri o que podemos fazer! — Digo empolgada ao me lembrar de uma coisa essencial. Ela me olha com aqueles olhos ligeiramente curiosos e segue meus passos, ninguém presta anteção na nossa partida. Caminhamos em silêncio, com passos largos pelo corredores escuros da caverna, até chegar a Cozinha, onde peço para ela pegar as garrafas de plástico que achamos em uma incursão, enchendo de água cada uma delas, pude notar que Hanna estava feliz em ser útil. Ela seria uma boa Alma, penso com um sorriso pequeno. É incrível como alguns humanos podem ser tão puros quanto Almas. — Quer apostar uma corrida? — Pergunto, lembrando de uma das ideias de Mel para animar Jamie. Hanna assentiu com a cabeça, segurando uma garrafa em cada mão e se posicionou ao meu lado, ambas prontas para correr. — Um, dois... — Hanna dizia timidamente, olhando as garrafas em minhas mãos. — Três! No começo da nossa corrida, achei que ia precisar atrasar os passos para que Hanna vencesse, entretanto me surpreendeu com a facilidade em correr, parecendo um borrão na escuridão passando por mim e com apenas o som minguado de seus pés no chão. No final das contas, eu gostaria de estar em uma hospedeira como a Melanie para acompanhá-la, mas acabei perdendo a corrida. Chegando no campo, mostrei um sorriso meigo para a pequena, vendo-a arfar e recuperar o fôlego, com um sorriso vitorioso, mas pequeno. — Meus parabéns! Você é rápida... — Consegui dizer por fim, respirando com dificuldade. — Obrigada... Eu... Gostava... De Correr. — Seus olhos se iluminaram com a lembrança, mas apagaram no mesmo instante, a lembrança ainda doía. — Hm... — Entortei a boca, pensando em como ajudaria ela a se distrair. — Por que não estrega para a Canção da Noite e pra Nina a água? — Sugeri delicadamente, passando minha mão em seu cabelo, dessa vez ela não se assustou. — Tudo bem... — Suspirou e foi andando pelo campo até a Alma, que agradeçeu com um sorriso bondoso e virou a garrafa assim que conseguiu abrí-la. Nina estava concentrada demais para notar Hanna, que chamou seu nome duas vezes e assim que viu a água, seus braços caíram e agarraram a garrafa de jeito selvagem, deixando a foice cair e virou-se para saborear a água. É nesses pequenos detalhes que notamos a diferência entre as pessoas, é interessante. Vou caminhando até Henry , tomando cuidado para não atrapalhar. — Henry ? Ele virou o rosto para olhar meu rosto, com a testa totalmente melada de suor e o cabelo espetado. — Bom trabalho. — Entrego a garrafa como um gesto de desculpas por Melanie e realmente, ele foi o que melhor cortou o trigo. Henry exibiu um sorriso pequeno, ficando ereto e agarrando a garrafa com as duas mãos, abriu-a sem pressa e tomou um grande gole. Quando me virei para entregar a Ian a última garrafa, ele tocou meu ombro. — Obrigado, Peg. — De nada, Henry. Pela primeira vez, notei que talvez a ironia e o sarcasmo de Henry, poderia ser apenas uma máscara que esconde um segundo Tristan. Fico feliz por ouvir aquilo e vou até meu amor, parando ao lado dele e observando sua expressão concentrada no trabalho, continua a mesma que eu via quando ele trabalhava no corpo de Melanie, mas agora conseguia ver mais do que um humano trabalhando. Não tinha uma voz dizendo que era algo errado, eu poderia observá-lo o dia todo e não me cansaria. Seus olhos ergueram e um sorriso se formou em seus lábios, ele ficou reto e selou nossos lábios. Senti o gosto salgado de seu suor e afastei o rosto, rindo baixo.
— Acho que você está com sede, devia beber alguma coisa... — Mostro a garrafa para ele. Sua mão tocou meu rosto e ele olhou profundamente em meus olhos, a sensação de olhar nos seus olhos nunca muda, é incrível. — Eu não preciso de água para acabar com a minha seca. — Piscou e nos beijamos rapidamente, rindo em seguida. — Eu sei, não foi uma boa cantada. — Ele pega a garrafa e abre, tomando goles grandes como todos fizeram. — Hora do Almoço. — Avisa uma voz que percorre pelo ambiente, ela não é fina como antes mas também não está grave como a de um homem. Jamie aparece correndo e com um sorriso largo no rosto. — Vamos.. Jared disse que o cardápio de hoje vai ser o melhor do mês! Todos soltam suas foices e vão andando em direção a Jamie, como se estivessem perdido meia vida fazendo aquilo. — Ei! — Exclamou Ian e todos se viraram. — Vocês precisam guardar as ferramentas. — Ergueu uma sobrancelha e Nina e Henry resmungaram. Canção da Noite já tinha ido e pediu desculpas , seguindo Hanna e Jamie para a cozinha. Esperei Ian organizar a colheita e ajudei no que pude, várias vezes ele cismou não precisar de ajuda mas acabava cedendo, dizendo baixo " Que teimosia..." Com um sorriso no rosto. No final das contas, fomos de mãos dadas até a cozinha, conversando sobre a nossa aula, quem se destacou dos três e suas habilidades. — Nina é boa para colher. — Hanna é rápida e pode entregar as águas. — Canção da Noite sabe cortar bem. — Henry também. — Eles pegaram rápido a coisa, né? — Ian disse por fim, com o braço em meus ombros quando chegamos a boca da cozinha, todos os humanos estavam presentes, incluindo os visitantes. — Também com um professor desses, acho que qualquer um coseguiria. — Respondo, dando um beijo em seu rosto. Ele riu e negou com a cabeça. Melanie se aproximou de nós e encarou Ian por um breve momento, o que não entendi, depois se virou para mim. — Desculpa quebrar o clima, mas preciso roubar sua namorada. Sem uma resposta, Mel agarrou minha mão e arrastou-me com ela até o canto mais vazio do local, quase ninguém reparou em nós duas já que estavam todos concentrados no que estava sendo preparado, e pelo cheiro, era algo muito delicioso. — O que foi, Mel? Deu alguma coisa errada? — Bem, eu... Tive um problema... — Emily? — Não! Ela ficou mais calma agora, seja lá o que eu disse. — Ela deu de ombros, continuando. — Acho que devíamos ter enviado outra pessoa para fora da caverna, não o Tobias. Franzi a testa de maneira confusa. Como assim, enviado para fora? E quem? Resolvo perguntar primeiro antes de tirar minhas conclusões. — Quem você acha? — Tristan.
Notas finais
Espero que estejam gostando, mesmo. Desculpe se tiver alguns erros, prometo que ficarei mais atenta e comentem o que estão achando! Eu gostaria de saber *-*
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