Notas iniciais
OI PESSSSSOOOOOAAAALLLLL *voz chorosa* Nem acredito que faz tanto tempo desde a última vez que nos vimos, foi em tempos remotos, do mês de Março, eu era um escritora tão- Tá, chega. ENTÃO! Gente, finalmente voltei! Achavam que tinham visto o melhor de mim? Que eu tinha abandonado a fic? ERRADO Podem ter passado 80 dias sem capítulo novo, mas eu não desisto tão fácil. Como já expliquei mil vezes por mil razões eu ando escrevendo muito pouco, e também preciso elaborar bastante o que escrever, por isso que demorou tanto pra sair um cap. novo. (Pra vocês terem noção, o último cap. que eu tenho salvo no laptop eu comecei a escrever no dia 22 de fevereiro, sendo que esse aqui que estou postando comecei no dia 28 de janeiro) Não é tão grande, mas é bem importante. E também vou tentar trazer mais capítulos em breve. Só que daqui uma semana já começam as provas do 2º período e estou cheia de trabalhos :/ Então posso ficar bastante tempo fora (mas vou tentar não repetir o que houve dessa vez). Foi o maior Hiatus desde que eu comecei a fic (foi até maior que o intervalo entre Ano 1 e 2), e espero que não se repita. Mas saibam que se fosse o caso de eu desistir da fic eu avisaria, então fiquem tranquilos. Mas vamos continuar fortes! Nesse capítulo: Ana se depara com outro oponente na Fortaleza...

—Sorte de principiante. – comentou Bruinir, assim que acertei o alvo bem no meio.

—Bem, acredito que eu vou ter essa sorte em todos os outros desafios então. – respondi.

Tudo começou de manhã.

Era meu segundo dia na fortaleza, e um tempo depois do desjejum, surgiu a proposta para fazermos alguma coisa.

Com alguma coisa eu realmente não esperava que eles estivessem falando de uma disputa com armas. Sim, fomos até o campo de treinamento para que eu pudesse “expor” minhas incríveis habilidades.

Foi ideia do meio-elfo, que estava curioso para saber como eu que salvei o príncipe, e não o contrário. Legolas insistiu que eu era mais forte do que aparentava (o que não deixa de ser verdade) e por isso parecia um tanto duvidável que eu tinha sido a sua salvação. Foi quando Bruinir disse que duvidava de tal coisa que eu decidi me pronunciar. Ele ia ver quem era bom de verdade com uma arma.

—Desafio? Eu só falei para você acertar um alvo com uma flecha.

—Poderia acertar de olhos vendados.

—Por acaso está tentando provar alguma coisa?

—Sim, e isso seria que eu sou melhor do que você. – disse, com um sorriso irônico.

Se acalma Ana, vai acabar gerando uma legião de elfos enfurecidos desse jeito.

—Bem, agora é você que está me desafiando.

—Claramente.

Então, eu coloquei um pano no meu rosto, impedindo a minha visão. Peguei o arco e mirei. O objetivo era acertar o alvo, alguns metros na minha frente. Era para lá que eu tinha que mirar.

Mas senti uma certa insegurança. Aquele leve formigamento me dizendo para ficar alerta, como se algo a mais estivesse vindo.

Senti que algo viria pela minha esquerda. Um pequeno corte no vento. Ainda com o arco levantado, virei na direção de onde senti aquela presença.

O estranho era que, dessa vez, meus instintos estavam gritando mais fortes do que o normal. Era como se eu pudesse escolher o que sentir do ambiente. Uma voz específica, uma respiração, os passos de alguém. Eu conseguia apagar todo o resto e só prestar atenção naquela coisa específica.

Nesse caso era essa tal coisa cortando o ar.

Então, atirei a flecha, confiando cegamente (em todos os sentidos) na minha intuição.

Uma vez que tirei a venda, só vi um Legolas ofegante segurando uma flecha que estava pronta para acertar Bruinir.

—Não precisa me machucar para provar alguma coisa.

—Bruinir, menos. Você que atirou na direção dela.

—E ela conseguiu sentir isso mesmo de olhos vendados. E desse jeito atravessou a minha flecha com a dela. Realmente, impressionante.

—Você poderia ter machucado ela.

—Eu sabia que você estaria lá caso aquela flecha chegasse perto demais.

Os dois se olharam, de modo conflitante. Por alguns segundos parecia que iria acontecer uma briga. Bruinir possuía um olhar irônico, enquanto o príncipe mantinha o semblante sério.

—Provei o bastante, por acaso? – cortei o clima.

—Sim. Você tem uma pontaria melhor do que qualquer humano que eu já tenha conhecido.

—Bom saber.

—Mas ainda não vimos como você luta! – ele comentou. – Algum voluntário?

Então, no meio do grupo, Elegessil levantou uma mão.

Até aquele momento, eu mal tinha percebido a presença da elfa no local. Só alguns tinham vindo para os campos de treinamento dentro da fortaleza, e eu nem tinha notado ela no meio.

Pelo visto ela também estava com um traje de luta. Com um par de espadas élficas nas costas, ela me olhava com um olhar desafiante.

Parecia que ela queria uma revanche pela minha vitória anterior. Se não tinha ganhado com as palavras, ganharia com a espada, não é?

—Por acaso quer lutar comigo?

—Seria um prazer. – ela disse, séria e firme, já sacando o par de lâminas.

Saquei a minha espada e me coloquei em posição de combate.

—Tem alguma regra? – perguntei.

—Melhor de sete cortes. – informou Bruinir.

—Está bem.

A elfa rapidamente se jogou na minha direção. Com um movimento ágil, utilizou as duas lâminas e fez um corte com cada uma abaixo de meu busto. Parte da minha blusa foi cortada fora (não estava com o colete de metal) e dois cortes superficiais marcavam a minha pele, deixando cair um pouco de sangue.

—Ei! – disse, estampando vergonha no rosto.

—Dois cortes já! Mais dois e a vitória é minha! – ela comentou.

—Tch.

Bloqueei o golpe seguinte instintivamente. Não deixaria que ela ganhasse tão fácil. Desviei do próximo e fiz uma investida pelo lado, finalmente fazendo um corte no braço dela.

—Um ponto para mim! – exclamei.

—Não pense que isso vai ser o bastante!

Ela fez uma investida por baixo, visando danificar minhas pernas. Mas eu instintivamente segurei suas lâminas com meu pé, exercendo força sobre elas.

Elegessil me olhou em choque, procurando saber o que eu faria a seguir.

Com um pé, empurrei o corpo dela para trás em um chute e fiz um corte no mesmo local que ela tinha feito em mim, causando o mesmo dano.

—Parece que o jogo virou, não é?

Ela me olhou irritada, já que eu tinha lhe causado a mesma humilhação, só que de um jeito bem mais impactante. Ela provavelmente não deixaria barato depois daquela.

Estávamos empatadas, e os próximos golpes decidiriam quem seria o vencedor. Nenhum elfo me faria de fraca, disso eu estava certa.

Ela rapidamente se levantou, já se colocando em posição de combate. Uma espada para defender e outra para atacar, enquanto eu tinha que equilibrar isso tudo em uma lâmina só.

Corri na direção dela, pronta para o ataque. Mas, inesperadamente, ela pulou sobre mim, aterrissando atrás. Virei o mais rápido que pude, mas não consegui evitar que ela fizesse um corte na minha lateral. Mas antes que ela pudesse fazer outro, a empurrei para trás e rapidamente fiz um corte no ombro dela, nem dando a ela tempo de reagir.

Nos afastamos mais uma vez. Agora era decisivo. Mais um corte e a vitória seria dela. Eu precisava agir.

Começamos a atacar uma a outra, em uma sequência infinita de golpes e ninguém nunca acertava. Depois de um tempo comecei a pensar.

Talvez se eu usasse magia, a disputa acabaria logo e eu ganharia. Foi então que as palavras de Kryn ecoaram em minha mente:

—Você não pode mostrá-los o seu verdadeiro poder.

Mas...ela não precisava necessariamente perceber que eu estava usando magia, certo?

Sim. Ela não precisava saber.

Comecei a formar uma estratégia na minha mente. O jeito perfeito de ganhar sem que ela percebesse os meus truques. Afinal, não é minha culpa se eu sou melhor, não é?

Não precisava nem mostrar tudo que era capaz. Na verdade, não podia.

Eu era a minha única amiga. Se realmente queria ficar forte, não podia confiar em ninguém. A vantagem vem sobre aquele que esconde, não aquele que mostra, as suas cartas na manga.

Então não podia me dar o luxo de deixar eles saberem sobre os meus poderes, tinha que ser um segredo.

Você se acha superior, não é? Não está errada.

Foi aquela voz, mais uma vez. O que ela estava fazendo ali? Aquela voz distorcida, maléfica, estranha. Meu corpo tremeu por completo. Fiquei imóvel, sem reagir. O que era aquilo?

O choque foi tão grande e tão repentino que por uns segundos esqueci completamente da luta. Elegessil aproveitou a situação e se jogou sobre mim, me derrubando no chão. As espadas cruzadas sobre o meu pescoço.

Voltando à realidade, olhei para ela firmemente, quase amaldiçoando aquela distração. Mas meu olhar não vacilou.

—Parece que temos um vencedor. – ela comentou.

Então, ela deslizou a lâmina pelo meu pescoço, começando um corte.

—Elegessil! Já chega. – falou Legolas.

Então, ela se levantou, me deixando lá, plantada no chão.

Aquela elfa definitivamente seria um problema.

Mas não era um problema com o qual eu tinha que me importar no momento. Aquela voz, aquele sentimento. O que estava errado comigo, mais uma vez?

Foi com esses pensamentos em mente que eu, jogada no chão, senti leves gotas de chuva tocarem a minha pele.

Notas finais
Então, gostaram do capítulo? Sinto falta dos comentários de vocês :/ Nos vemos em breve! Dedinho pra cima se você gostou da fic ter voltado qqqq É melhor eu ir, já são quase 1h30 e eu tenho aula hoje então tenho que estar acordada às 5h45 XDD Beijos e abraços de luz Agora com licença que vou voltar pra algum cantinho escuro do meu quarto e ser abduzida por coreanos Q