The Inter - Worlds (Parte 1): As Aventuras - Ano 2

43 Capítulo 37 - A Hostilidade da Floresta


Notas iniciais
E então, gentiney? Tudo bem? Estou postando rápido hein :D Último capítulo veio só a dois dias. E também eles estão maiores. Viu, eu disse u.u Só um avisinho antes de lerem esse capítulo. Eu não sei se eu consegui esse efeito, mas foi o planejado. Então, na dúvida, se preparem que ele estará mais pesado que os outros em uma parte dele. Eu espero que tenha conseguido fazer isso MUAHAHAHA Espero que gostem! Boa leitura o/ Nesse capítulo: Ana é obrigada a enfrentar as hostilidades da Floresta das Trevas.

Lá estava eu, olhando aquela vasta floresta que se colocava na minha frente. Ela era cheia de árvores de aparência macabra. As que tinham folhas, estas pareciam morrer mais a cada segundo, e tinham tons mortos. Só de ficar perto daquele lugar eu já me sentia meio estranha. Mas, estranho ou não, eu tinha que entrar. Aquilo era um dos últimos obstáculos para eu chegar no meu destino.

Andei em frente, passando por uma espécie de arco formado por duas grandes árvores que se inclinavam uma em direção à outra, por demais antigas e por demais estranguladas pela hera e cobertas de liquens para poderem suportar mais do que algumas folhas enegrecidas. Este marcava a entrada da floresta. Aquele era o Portão Élfico, do qual Beorn tinha me falado mais cedo durante o desjejum. Era onde começava a minha passagem pela floresta, dando para um tipo de túnel sombrio.

Mais à frente, havia um tipo de pequeno pedestal, que eu não entendi o porquê de estar ali. Então, segui em frente, descendo um pequenino conjunto de degraus.

Andando mais um pouco, vi a estátua de uma mulher, já cercada pela vegetação do local. Era realmente uma arquitetura interessante e bela que tinha na Terra-Média, mesmo naquela floresta.

Continuei o caminho. É, agora estava realmente adentrando a floresta. Ao pensar nisso, parei por um segundo. Fechei os olhos e respirei fundo. Vai ficar tudo bem, você consegue, foi o que eu pensei. Então, desistindo de qualquer temor dentro de mim e reunindo tudo que eu tinha de coragem, avancei.

Por dentro, Mirkwood parecia doente. O ar era carregado, e tinha o poder de deixar alguém tonto, principalmente pessoas desacostumadas com aquele tipo de floresta.

Logo depois de entrar, a luz era apenas um pequeno buraco brilhando na distância. Aos poucos, a floresta ficava ainda mais escura. Mesmo naquela hora da manhã, pouca luz podia ser vista lá dentro. As copas das árvores formavam um tipo de teto no local, e quanto mais profundo eu entrava na mata, mais fechado esse teto ficava.

Às vezes um fino raio de sol, que tivera a sorte de penetrar através de alguma abertura nas folhas lá em cima, e ainda mais sorte por não ficar preso nos galhos emaranhados e nos arbustos entrelaçados lá embaixo, cortava o ar, tênue e claro diante de meus olhos. Mas isso era raro, e logo cessou por completo.

Também comecei a notar a presença de cogumelos de todos os tipos, tamanhos e cores. Sim, cores. Vi até cogumelos roxos naquele lugar.

Tinha um número bem considerável de folhas espalhadas pelo terreno. Mesmo que não fosse outono, já que não tinha ninguém para varrer a bagunça de tantas árvores, o ambiente permanecia bem infestado por suas folhas.

A trilha dos elfos era muito bem construída, mas muito mal posicionada. Mesmo que só algumas vezes fosse bloqueada por alguma árvore ou galho que tivesse crescido por perto, (facilitando a minha passagem), algo que incomodava MUITO eram as constantes curvas que ela dava. Tinha que andar com a espada sacada para ficar cutucando o terreno para não acabar me desviando do caminho. Eram terríveis os lugares que ela escolia passar. As vezes ela subia, outras descia, e algumas ia de zigue-zague. Realmente, algo cansativo e que podia deixar alguém estressado por simplesmente não poder seguir em frente. Será que era algum tipo de sistema contra invasores?

Foram dias de pura caminhada e tudo parecia basicamente igual. O tempo não passava ali dentro não? Era uma solidão, mesmo que conseguisse (naquela escuridão) enxergar alguma alma viva, nenhuma deles falaria comigo, já que eram só animais e mantinham a distância. Pude identificar alguns esquilos negros, mas também ouvia vários ruídos, grunhidos, passos arrastados e correrias de criaturas desconhecidas no ambiente, o que me dava arrepios.

Só alguns insetos que rastejavam pelas árvores ficavam perto. E mesmo estes eram poucos. O que tinha bastante eram uns bichinhos que ficavam voando e me cutucando. Estes sim. Queria ver aonde eles estariam se eu estivesse com uma raquete em mãos.

Mas, de longe, o que me dava mais temor, nojo e sei lá mais o que eram as teias de aranha. Teias escuras e densas, com fios extraordinariamente grossos, muitas vezes estendendo-se de árvore a árvore, ou emaranhados nos ramos mais baixos dos dois lados. Não se via nenhuma estendida no meio da trilha, mas, se era alguma mágica que mantinha o caminho limpo ou algum outro motivo, não sabia dizer. Se fosse magia, não poderia sentir, afinal, a floresta deixava os meus sentidos meio afetados.

O silêncio era tão profundo, mas tão profundo, que meus pés pareciam retumbar no chão, enquanto todas as árvores se debruçavam para escutar, o que era deveras perturbador. Elas realmente pareciam estar se aproximando para escutar.

Já que naquele lugar tudo parecia nunca mudar, também pouco mudava a iluminação. Não ficava mais claro de manhã, ela era simplesmente a mesma coisa, sempre. Então, já que não tinha um relógio, sempre que batia a fome eu dava uma parada rapidinha para reabastecer.

Mas, as noites pareciam um pesadelo, eram a pior parte. Eram bem mais frias que de manhã, mesmo no verão. Além disso, tudo ficava escuro como breu, breu de verdade, não o que a gente chama de breu: tão negro que realmente não se podia ver nada. Sempre que escurecia ou sentia sono, parava em um canto da trilha e fechava as pálpebras. Apertava-as com força, esperando conseguir adormecer. Mas simplesmente não conseguia, tinha um medo, lá no fundo, de que, se dormisse, nunca mais acordaria.

Bem, uma vez ou outra via alguns olhos. Via clarões na escuridão ao redor e também pares de olhos amarelos, vermelhos ou verdes que me observavam a certa distância, e depois vagarosamente se apagavam e desapareciam, para lentamente surgirem brilhando de novo em outro lugar. Algumas vezes brilhavam nos galhos logo acima de mim, o que era aterrorizante. Os piores e que davam mais medo eram uns de um tipo horrível, pálido e bulboso. Pareciam de insetos e não animais, mas eram muito grandes para isso.

A cada segundo que passava, o ar ficava mais pesado. Ele não se movimentava sob o teto da floresta, era eternamente parado, escuro e abafado. Aos poucos, comecei a sentir um pouco de falta de ar. Quanto tempo eu já estava ali? Não fazia ideia. Podiam ter passado horas, dias ou até semanas, mas eu não sabia dizer a diferença.

A cada minuto que passava, meu corpo ficava mais cansado. Queria dormir, mas tinha medo. Queria descansar, mas não conseguia. Sentia um aperto no meu coração, como se ele quisesse me dizer que nunca mais sairia dali.

A cada hora que passava, a floresta parecia cada vez mais longa. O fim parecia que nunca chegaria. Era como se cada vez que avançasse, ficasse mais longe do fim. Era tudo insano. Nada fazia sentido. Aquela floresta amaldiçoada não tinha fim?

A cada dia que passava, ficava mais tonta. Meus olhos ardiam e minha cabeça girava, mas eu tinha que me manter focada. Tinha que continuar. Não podia ser vencida por aquilo.

Bang! Algo caiu no chão.

Foi o meu corpo. Tinha que ser forte. Não podia parar ali. Levantei um pouco o corpo, ficando de joelhos, reunindo todas as minhas forças. Não pararia ali. Não pararia ali. NÃO PARARIA ALI!

Olhei para frente, e o terreno parecia se mover. Parecia mais profundo. Apertei os olhos, aquilo não estava certo...será que estava enxergando direito?

–Isso é insano. – murmurei.

Olhei para baixo. Meu corpo estava rodeado de folhas. Afastei elas, procurando saber para onde a trilha seguia...mas onde estava a trilha?

Virei para trás rapidamente, e vi um pedaço da trilha. Corri na direção dela, quase que me arrastando no chão, mas ela parecia fugir de mim, se distanciando mais a cada segundo que passava.

Eu erguia o meu braço, e sempre que pensava que ia tocá-la ela parecia a milhas de distância. Mas eu não desistia, aquilo não podia estar acontecendo.

De repente, quando finalmente achava ter chegado na trilha e ela não mais se mexia, senti algo pegar no meu braço. Um galho de uma árvore apertava o meu punho com uma força imensa. Doía muito, muito mesmo. Doía tanto que me segurei para não soltar um grito.

Peguei a espada e a empunhei na direção da árvore, procurando cortar fora o galho grosso que insistia em me machucar. Mas quando fui realizar o corte, foi o meu braço que foi acertado. Ao ver aquilo, meu braço caído no chão, eu comecei a sentir uma dor como nunca antes. Como podia ter errado tanto o corte? Eu tinha acertado o galho, tinha certeza disso.

De repente, senti outra árvore me puxando, arrancando a minha pele. A dor era muita, eu não aguentei. Comecei a gritar desesperadamente, esperando que alguém aparecesse e me ajudasse. Eu não tinha como pegar a espada. Sangue invadia o chão.

Logo perdi o outro braço, que foi arrancado por outra árvore. Me virei, tentando levantar e fugir, mas logo caí. Comecei a cair e cair, rolar para cá e lá. Senti os meus ossos esmagados pelo ambiente. Lágrimas escorriam de meus olhos. Fechei as pálpebras, me entregando nas mãos do destino. Como aquilo tudo podia estar acontecendo?

Não podia. E não estava.

Logo senti meu corpo parar. Não sentia mais dor. Abri os olhos, vendo um fino feixe de luz. Eu tinha morrido? Estava no céu?

Não, não estava. Levantei o meu corpo. Continuava com a mesma roupa e continuava na floresta. Meus braços...estavam lá também. Intactos, só sujos. Minha pele continuava do mesmo jeito que antes também, e não estava com nenhum osso quebrado. Minha espada estava desembainhada, mas sem sangue, só jogada no meu lado. Tinha tudo sido uma ilusão? Mas parecia tão real...

Levantei, pegando a espada e colocando-a na bainha. Agora era só seguir em frente, não devia estar muito longe...

Tudo bem. Agora estava tudo certo. Podia continuar o meu caminho em paz...

ONDE ESTAVA A MALDITA DA TRILHA?

Mesmo que tudo aquilo tivesse sido uma ilusão, a trilha continuava sumida. Comecei, que nem uma desesperada, a procurar por ela. Fui para direita, fui para a esquerda. E nada. Absolutamente nada.

Virei a minha cabeça, na esperança de encontrar alguma pista que me ajudasse a encontrar o meu caminho. E foi aí que o vi.

Era um belo veado branco. Naquela escuridão ele parecia brilhar. Era até como se o que restasse de luz na floresta se direcionasse para ele. Eu senti algo estranho ao olhar para ele. Era como se fosse algo mágico.

Ele me olhava e eu olhava ele. Ele estava distante, mas sendo tão diferente do resto da floresta, eu podia vê-lo claramente. Fui na sua direção, vagarosamente, para não o assustar.

De repente, ouvimos um barulho. Ele se virou e logo em seguida me virei também.

Não vi nada. Estranho, muito estranho. Ele de repente começou a correr, como se fugisse de algo. Por isso, comecei a correr também, não queria o perder de vista.

Mas, sem querer, caí em um buraco. Dessa vez estava realmente caindo. Cai, rolei, meu corpo bateu em bilhões de coisas.

Porém, felizmente, no fim, ao alcançar o chão novamente, não estava sentindo que ia morrer. Uma dorzinha veio em algumas partes do corpo, mas iria sobreviver.

Olhei para cima, tentando ver o veado, mas nada. Até a luz que o cercava tinha sumido com ele.

–Droga. – comentei.

Fiquei alguns segundos ali, sentada, recuperando o meu fôlego. Por que diabos eu fiz aquilo?

Senti algo estranho. Um tipo de formigamento. Algo como se lá dentro eu sentisse que algo estava prestes a dar errado. Porém, antes que tivesse tempo de olhar para trás (o que eu tentei fazer), recebi uma pancada forte na cabeça.

Minha cabeça caiu no chão e de repente minha visão escureceu.

E então, fiquei inconsciente.

Notas finais
Então gentiney? O que acharam? Final tenso hein? Em breve tem mais u.u Espero que tenham gostado :D o/ Beijos e vejo vocês nos comentários!