The Inter - Worlds (Parte 1): As Aventuras - Ano 2
52 Capítulo 44 - Afundada em Trevas
Notas iniciais
Aquilo era a minha casa. Sem dúvidas. Mesmo que eu não fosse lá já fizesse mais de um ano, eu sabia exatamente como ela era, claro.
Me virei e vi minha mãe. Seu cabelo longo e levemente encaracolado caía sobre os seus ombros. Seus belos olhos castanhos. Um sorriso tenro no rosto e braços abertos.
Corri na direção dela e a abracei com força.
–Mãe...eu...senti tanto a sua falta. – comecei a chorar.
–Está tudo bem. – ela dizia, fazendo um cafuné em mim.
–Finalmente você está de volta. – falou minha irmã, que tinha acabado de chegar no local e colocou uma mão sobre o meu ombro.
–Irmã!
Eu me aproximei dela, para lhe dar um abraço apertado, mas logo seu corpo sumiu. O ambiente ficou escuro. Vento mexia as cortinas. Onde elas estavam?
–Mãe?
–Você...- escutei sua voz dizendo. – Não nos ama....
–Mãe o que você está-
Me virei, e vi minha mãe com sangue escorrendo de sua boca. Olhei um pouco para baixo e vi uma faca em seu corpo. Uma faca que eu estava segurando.
Soltei assim que a percebi. Minha mãe tombou para frente, mas eu segurei o seu corpo, e o desci até o chão.
–Você...
Virei, para ver a minha irmã, sangrando no chão.
–Nos matou...
–Não. Eu nunca faria isso!
–Você...- as duas diziam juntas. – Virou uma assassina. Você. – a voz dela parecia se distorcer aos poucos. -Não é da família. Você...
...não tem coração.
Me afastei rapidamente daqueles corpos, agora mortos. Aquilo...aquilo não podia estar acontecendo. Comecei a gritar e chorar, desesperada. Ouvi o som de uma porta abrindo e vi luz. Na distância vi a figura de um homem saindo da casa.
–Pai! – gritei.
Me arrastava na direção dele, tentando alcança-lo, gritava o seu nome, mas ele parecia não ouvir.
Finalmente consegui me levantar, mas quando fui tocar nele, saí da casa e comecei a cair.
Uma vez que estava em terra firme novamente, me levantei, sentindo minhas forças sendo drenadas. Estava em outro lugar. Aquilo era...o meu colégio?
Sim, era. E no fundo do corredor vi um corpo caído.
Me aproximei correndo, para ver quem era.
–Não...Não!
Era Jack, um antigo amigo meu, meu melhor amigo daquela época, para falar a verdade.
–Não, não, não. – eu dizia repetidamente.
Ele estava morto, seus olhos abertos em desespero.
–Você não consegue salvá-lo. Não consegue salvar ninguém. – ouvi uma voz dizer.
–Isso não é verdade! Eu...eu...
Pisquei, me encontrando em outro lugar. Estava chovendo. Eu estava vestida com outra roupa, mas não parei para me importar com isso, comecei a correr, ao ouvir alguém engasgando.
Duas pessoas caídas.
E foi então que eu vi Tesha, que estava com um buraco gigante na sua testa, e logo do lado Runner, que tinha acabado de morrer.
–Como ousa. Você...seja lá quem for...por que...
Um corredor cinzento. Pessoas mortas em todo ele. Pessoas queimadas, como se tivesse ocorrido uma explosão. Eram os capangas do Smith...eu...eu que tinha causado aquilo...mesmo que fossem meus inimigos eu...
Comecei a correr, batendo na parede, querendo uma porta para sair.
E então, me vi em Valfenda. Elfos espalhados pelo o chão no meio de orcs.
–Só por que você estava lá...- a voz estranha disse.
–Não, isso não aconteceu!
–Você se finge de inocente...quando sabe que não é...
Então, estava em Ealdor, os homens de Kanen caídos e os cidadãos da vila.
–Isso...não foi culpa minha...
–Tem certeza? Se você não estivesse lá, talvez não teriam morrido tantos...você não só nocauteou eles, sabe...
–Não...eu...eu...Me deixe em paz!
Então, foi a Floresta das Trevas que apareceu. Os homens que tinham me raptado...e os elfos que tinham sido mortos.
–Se você não se importasse só consigo mesma...teria os salvado.
–Não tinha como! Não houve tempo!
–Você só salvou o príncipe por interesses pessoais...
–Não é verdade...
Não seria realmente verdade o que aquela voz dizia? Eu precisava do Legolas vivo, para obter as minhas respostas...todos os que tinha matado...era somente para que eu seguisse em frente...tudo para satisfazer minhas vontades pessoais.
–Eu matei eles por escolha. Eu não precisava ter matado todos eles. – então, caí no chão. – Não...eu salvei algumas pessoas, tenho certeza que-
–Certeza?
Então, me vi em um quarto escuro, em um dia chuvoso. Sangue caia dos meus olhos, mas eu enxergava perfeitamente, diferente de como naquele dia...
Sim, aquele dia amaldiçoado.
Uma arma na minha mão. Um homem que segurava uma faca...qual era o seu nome mesmo? Não conseguia me lembrar.
–Lembre bem o que fez...Ana...
O som de tiros, aquele corpo caindo em cima do meu...
–Eu...eu...
–Você sempre foi um monstro...os que você matou a pouco tempo, só são mais algumas vítimas.
–Eu sou um monstro...um monstro...
–Um monstro de verdade. – aquela voz disse, sussurrando.
–Só me mostre a verdade, a verdade nua e crua. – pedi, chorando.
Assim, mais uma cena apareceu. Estava quente, muito quente. Fogo me cercava. Eu estava novamente com o vestido negro.
–Onde eu estou? – perguntei, sem receber nenhuma resposta.
Logo, vi uma silhueta de alguém na distância. Não era alguém morto ou caído, era uma pessoa em pé, mas não sabia dizer quem era. Ela andava para longe.
Me levantei e fui na direção dela, rapidamente. Mas ela andava bem rápido também, era até como se estivesse fugindo de mim.
–Oi? Você!
Ela não respondia, era como não pudesse me ouvir. Só continuava seguindo em frente.
Estendi a minha mão, tentando segurá-la, mas eu simplesmente atravessei o corpo dela. Era como se ela...não, era como se eu não estivesse ali. Como naqueles filmes com fantasmas, sabe?
–Então, a atravessei e virei para que pudesse ver o seu rosto.
–Ela era...era eu.
–Sim, eu me lembrava daquilo...como poderia esquecer?
Corri do lado dela, sabia para onde ela estava indo. Me lembrava muito bem. Aquela visão traumática que tive naquela sala. Aquela visão que nunca tive a chance de entender. Talvez era aquela a verdade que eu procurava naquele momento.
Entramos, digo, entrei na sala. Muito, muito fogo mesmo. E pessoas mortas. Algumas queimadas, mas uma parte considerável delas não tinha sido morta pelo fogo. Mas eu me lembro que, naquela época, o desespero não tinha deixado eu notar aquilo. A única coisa que realmente notei foram aqueles olhos...aqueles olhos pálidos vindos do meio da sala. Olhos de um homem oculto pelo fogo. Olhos de uma pessoa coberta por sangue. A única pessoa viva naquela sala, além de mim.
Eu conhecia aqueles olhos, mas negava isso. Não era possível, ele não poderia ter matado os outros. Ele era uma pessoa boa.
Precisava ter certeza, senão aquela dúvida voltaria a assombrar a minha mente como assombrou anos atrás. Pelo visto a minha presença não alterava aquele ambiente, então o fogo não podia me queimar. Fui na direção dele, atravessando as chamas.
Porém, antes que pudesse o ver completamente, ouvi um barulho. É verdade, tinha ouvido um barulho naquele dia, seguido de uma parte da sala caindo.
Então, senti como se a vida passasse bem na frente dos meus olhos, pois uma parte do teto caiu, destruindo o chão embaixo de mim. Então eu caí, atingindo o chão de alguns andares a baixo.
Rapidamente rolei para o lado, evitando que todos os escombros caíssem em mim. Acabei me lembrando que aquilo não faria diferença, naquele lugar. Mas pelo menos era bom ver que estava com os reflexos apurados.
Portanto, por ter caído ali, pude ver a situação de uma perspectiva diferente. Lembro que naquele dia, por tudo estar caindo, decidi fugir para poder sobreviver, o que fiz com grande dificuldade, por isso não pude confirmar quem era o homem.
Mas naquele momento, pude ver uma coisa que não tinha visto naquele dia. Uma figura de preto, que passou ali por perto. Me levantei e fui atrás dele, rapidamente.
Quem era aquela pessoa? Não me lembrava de ter visto ele naquele dia.
Ele continuava em frente, porém, quando estava finalmente perto dele, ele parou. Olhou por cima do seu ombro para trás. Mal pude ver seus olhos, mas consegui ver que eles brilhavam como o fogo que estava lá.
Sim, aquela figura de preto era...aquele homem de negro que estava atrás de mim. O homem contra quem Argárir lutou. Como? Ele me perseguia até antes de eu saber alguma coisa sobre aqueles mundos e minha magia?
Ouvi um estrondo e olhei para trás. Era eu, correndo, tentando encontrar o lado de fora. Então, a outra de mim caiu, e alguns escombros a acertaram.
Me voltei para frente, mas o homem de preto não estava mais lá. Só havia uma parede queimada na minha frente. Olhei nos arredores, ele já devia estar longe.
Então, fui, instintivamente, na direção da minha versão mais jovem. Por alguma razão sentia que precisava rever aquela cena.
Eu estava caída, um grande pedaço de madeira tinha caído em cima de minha perna, lembro que ela doía muito.
–Você está bem? – perguntei.
Porque diabos eu estava perguntando? Primeiro que OBVIAMENTE não estava, segundo que ela não poderia ouvir minha voz.
–Praticamente, se não fosse por isso aqui. – respondeu, se referindo ao problema com a perna.
Como assim? Ela, digo, eu tinha respondido?
–Ok, vou tirar você daí, espere um minuto. – ouvi uma voz falar, alto.
Me virei, então ela não estava falando comigo, afinal. Sim, estava falando com aquele homem. Aquele gentil homem cujo nome eu nunca soube. Lembro que ele me salvou, mas não ganhou nada em troca. Bem que eu quis dar, mas ele simplesmente sumiu, sem nem um adeus, uma vez que eu estava bem.
Minha visão estava começando a ficar turva. Eu tinha esquecido como era o rosto daquele homem. Queria lembrar, mas não conseguia. Me aproximei dele. Conseguia perceber um cabelo loiro tom palha e olhos esverdeados, mas nada além disso. E quando estava finalmente perto dele, caí novamente no mar negro. Mas ele continuou ali, caindo bem na minha frente.
Aquele rosto, mesmo que envelhecido, eu o conhecia. Ele era...
Não era possível. Não podia ser ele. Devia ser só uma coincidência. Porque ele estaria ali? Seria muito estranho se logo ele me salvasse do incêndio. Era coincidência, só podia ser.
Então ele sumiu da minha visão.
–Você...você causou aquele incêndio...você causou a morte de todas aquelas pessoas.
–O que? Eu nem estava na sala naquela hora!
–É sua culpa. Se você não estivesse lá...
–Já disse que eu não tive nada a ver com isso!
–Como você sabe?
–Foi você! Todo o tempo...você...
–Não percebeu os rostos que a cercava? Os corpos caídos a sua volta? Desde aquele tempo você inconscientemente já causava a morte. Afinal, só você saiu viva daquilo.
–Não, não tem nem como eu...
–Esqueceu que tem poderes que não sabe controlar ainda?
–Eu...eu...
Via a cena mudar mais uma vez. E rapidamente notei um rosto no horizonte. Um homem loiro, com sangue no rosto, mas que eu não conseguia dizer quem era. Mas antes que pudesse perguntar, outra coisa apareceu.
Fechei os olhos chorando...o que aquela voz dizia era verdade, no final das contas.
Eu tinha causado a morte de muitas pessoas, e acabaria causando de mais, inevitavelmente, pois aquele era o meu destino. Aquela era a minha função no universo.
Agora a verdade estava exposta, as peças pareciam se encaixar.
Senti chuva acertar o meu rosto. Um último cenário, uma última cena, a cena final. O final da peça que representava a minha vida. A minha vida imperfeita, cheia de sangue e morte.
Pois afinal, era aquilo que eu era. Eu era a morte em si e todos que se envolviam comigo eram levados por ela. Agora, o último ato estaria ali só para confirmar isso.
Era a arena, aquilo eram os Jogos Vorazes.
–Aceite o seu destino, abrace a escuridão que há dentro de você.
Via vários corpos caídos. Eram os tributos.
–Não importa o que faça, não vai conseguir parar as trevas que tem dentro de você...então se junte a elas, para que não sejam mais um problema.
–Sim, o que você diz...é uma boa ideia.
Me levantei, vendo aqueles corpos. Naquele momento, eram só corpos. Corpos de criaturas inúteis que mereciam mesmo é morrer.
Afinal, muitos deles tinham tentando me matar. E os que não tentaram foi por pura falta de oportunidade, claro.
Foi então que eu vi Déniel. Senti um pouco da minha humanidade voltar. E dor, muita dor. Não dor física, pois era o meu coração que doía. Aquela lembrança...era uma das que mais me fazia sofrer.
–Até você morreu. E foi por minha causa.
–Ana...
–Você...também vai aparecer morto para mim, não é?
–Como? Afinal...você não me matou...
Foi então que vi o salão de um baile e, mesmo que o salão estivesse cheio, só podia notar um homem. Um homem mascarado, com os mesmos olhos de Déniel.
Ele se aproximou e segurou minha mão.
–Até o nosso próximo encontro, não é? – ele disse.
É verdade, até o nosso próximo encontro.
–Eu fui tão fraca a ponto de rejeitar o que me faz um ser humano. Obrigada, Déniel.
Então rasguei o vestido que usava no baile, revelando a veste negra, afundada em trevas. O ambiente do baile de máscaras se desfez e eu corri em frente e com minha magia conjurei uma espada.
Agora, no ambiente cercado por aquela água negra, eu via aquele homem de preto novamente.
–Desgraçado!
E então, nosso primeiro confronto direto começou.
Assim que minha espada acertou sua armadura, o ambiente se destruiu com uma onda de força gerada pelo ataque.
–Quem é você?
–Alguém do seu passado...alguém do seu futuro...quem sabe?
Quem seria ele? Será que já tinha visto seu rosto antes, mas não sabia? E por que ele queria tanto me destruir? Agora, pelo menos, sabia que ele definitivamente tinha participado do meu passado.
–Eu não vou perder para alguém como você.
–Vai me matar também, não é?
–Se necessário, não duvide disso!
–Oh, que coisa.
Então, ele gerou uma espada negra e começou a revidar dos meus ataques.
Ele praticamente não fazia esforços para se defender, enquanto eu aplicava bastante força com a espada. E na primeira abertura que tive, ele tentou me acertar, e para desviar, fui para trás.
–Vamos, continue!
–Como deseja!
Corri, para outra investida. Nossas espadas bateram novamente. Fazendo um grande barulho. O trincar das lâminas parecia que iria arranhar os meus ouvidos de tão estridente. Mas eu não parei, continuei, firme e forte.
Então, ele me cortou na barriga, e eu recuei. Ele era bem forte, mas não podia desistir. Tentei ataca-lo mais uma vez.
Gritei bem alto e fui na sua direção, lançando vários ataques seguidos. Incrivelmente ele conseguia desviar de todos.
–Esperava mais de uma assassina como você.
–Não pensava que alguém do seu nível teria tanta dificuldade contra alguém como eu.
–Você é uma garota bem perspicaz mesmo, afinal.
Encontrei uma abertura, mas quando fui acertá-lo, ele segurou a minha lâmina com sua mão e a quebrou, então, com sua espada negra acertou o meu ombro com força. Fui para trás, para me salvar de outro ataque.
–Então, estou de acordo com suas expectativas agora? Ainda acha que pode ganhar de mim?
–Já disse que não vou perder...afinal, ainda não encontrei minhas respostas.
Eu não estava no mundo de verdade, estava? Não, não estava. E mesmo se estivesse, ele era aquele que me caçava, então não haveria nenhum problema usar minha magia ali.
Então, um longo raio esverdeado desceu até a minha mão, e se transformou na minha espada de verdade.
–Vá embora agora!
Então, corri na direção dele e o acertei com a espada, no coração. Ele nem tentou revidar, era até como se quisesse que aquilo acontecesse. Não senti como se tivesse ganhado dele.
–Interessante...mesmo nesse estado você...
–Eu disse que não ia perder.
Assim, o raio o envolveu e ele se transformou em cinzas.
Mas eu não saí daquele lugar. Então, o que faria agora?
Logo meus pés afundaram naquela água negra. Entretanto, quando minha face foi para a água, esta era agora água normal. E eu podia ver luz.
Nesse momento, saí da água e comecei a cair em um lugar claro, batendo em vários lugares. Eu precisava sofrer mais ainda?
Caí finalmente em um jardim. Um jardim bem verde. Estava agora vestida de branco. Foi quando vi ao meu lado Déniel, também vestido de branco. Ele sorria para mim.
–Podemos ser finalmente felizes, juntos...
Ele tocou no meu rosto com delicadeza. Eu segurei sua mão, fechando meus olhos.
–Tudo vai ficar bem. – ele se levantou um pouco, se aproximando.
Tudo parecia perfeito, mas não era real...infelizmente. Não, não era infelizmente. Mas eu não queria aquilo. Naquele mundo dos sonhos...lá eu nunca saberia a verdade, nunca teria a minha resposta.
Porém, eu não me importei com isso naquele momento. Tudo parecia tão bom. Era como se eu não precisasse das minhas respostas ali.
Foi então que a minha resposta apareceu bem na minha frente.
Vi algo na distância, uma silhueta, talvez. Me levantei, tentando ver o que era.
–Ana? O que é?
–Eu estou vendo alguma coisa.
–Ana, volte aqui.
–Me perdoe, Déniel. Isso tudo parece perfeito. Mas eu não quero uma vida perfeita. Eu nunca tive e sei que nunca terei, mas eu já aceitei isso. Afinal, isso é tudo um sonho. E eu não quero viver mais um sonho. Eu tenho que finalmente acordar disso. Já passou da hora de aceitar que a vida não é uma fantasia, não importa em que mundo eu esteja.
Então, eu comecei a correr na direção daquela pessoa, na distância.
–Ana! – Déniel gritou.
Então, eu pude finalmente perceber quem era. Era Legolas.
Logo, o ambiente escureceu novamente. O príncipe se virou para mim e estendeu sua mão ao me ver. Eu estendi a minha também e logo alcançamos um ao outro.
Ele me puxou e eu caí em seus braços.
Não eu não caí. Afinal, eu estava deitada.
Abri meus olhos, vendo o rosto de Legolas incrivelmente próximo ao meu. Ele também abriu os seus, me vendo.
Ficamos ali, um encarando o outro. Nossas respirações aceleradas. Por que ele não se afastava?
Assim, percebi que estava segurando os seus braços, logo os soltei e caí para trás. Ele se afastou, finalmente.
–Graças a Iluvatár. – ele disse.
Ele agora estava sentado na cama.
–O que aconteceu?
–Eu pergunto o mesmo.
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