Notas iniciais
Olá gentem! Até que esse capítulo veio bem mais rápido que eu esperava, hein :P Postei o outro com tanta pressa que até esqueci de uma coisa muito importante: as dedicatórias! Então vou colocá-las aqui. Quero agradecer por todo mundo que me acompanhou até aqui. Dedico aquele capítulo à minha família por sempre me incentivar a escrever. Aos meus amigos também. Quero também dedicar ele aos meus lindos leitores! ~até aos fantasminhas Amo muito todos vocês! Acho que se não fosse por vocês não teria chegado tão longe, vocês me incentivam muito e sempre conseguem colocar um sorriso no meu rosto. Queria dar um agradecimento especial à Nanda Wincher, pois ela está desde o comecinho da fic, quando estava postando os primeiros capítulos, e nunca foi embora (como muitos). Sempre fico feliz ao ler os seus comentários, obrigada sua linda! E também foi você que deu uma das minhas recomendações. Também queria agradecer à Indomável Sonhadora, mesmo que tenha chegado bem depois sempre comenta. Smepre me divirto com as coisas que você diz e é sempre um dos primeiros comentários que espero (admito que sempre que posto fico dando f5 nas atualizações esperando ver "Indomável Sonhadora deixou um comentário em "The Inter - Worlds (Parte 1): As Aventuras - Ano 2"" hehe e.e). Obrigada por tudo gente! Espero continuar essa aventura com vocês por um bom tempo! Mas agora, vamos voltar ao capítulo. Vai parecer meio enrolação e tals, mas é bem importante. Leiam com atenção! Espero que gostem e boa leitura! Nesse capítulo: Ana tenta fugir da luta com as aranhas, mas o que espera ela no caminho...?

Segurava a espada com todas as minhas forças. Quem chegasse perto iria sofrer. Tinha que as destruir. Elas não me parariam.

Analisei a minha situação atual. Como já disse, não tinha mais o arco comigo, então só poderia dar golpes de perto. Magia não era algo bom. Meus inimigos poderiam sentir a minha presença e ir atrás de mim. Mas como passaria por tantas aranhas só com a espada e as adagas?

Além disso, eu precisava encontrar Legolas. Ele não podia morrer. Ele estava de alguma forma altamente relacionado com todo aquele mistério, e sem contar com isso, se ele morresse, todo o curso da história seria alterado!

Algumas se atreveram aproximar, mas eu as cortei sem ter piedade. Caíram mortas no chão, quase que instantaneamente, intimidando as outras.

Direcionava olhares para elas, nãos mostrando medo nem misericórdia. Queria que elas fossem embora. Então comecei a pensar: o que fazemos para expulsar uma aranha?

Bom, as vezes tinham aranhas lá em casa. Mamãe sempre só metia a vassoura nelas...

Mas a situação lá era diferente, estava cercada de aranhas gigantes! Elas não se renderiam ao poder de uma vassoura! E nem isso eu tinha, na verdade. E não tinha como eu arrancar as teias de lá. Eram simplesmente demais. E ainda teria elas na minha cola.

Teria que pensar em alguma coisa! Eram simplesmente muitas delas!

E se eu me escondesse? Talvez se ficasse escondida por um tempo elas desistiriam de me procurar! Podia despistá-las assim!

Então, com meus olhos vasculhei a área procurando uma brecha. Ao encontrar ela, fui em sua direção.

Era um espaço íngreme entre duas árvores. Passei pelo meio e a aranha que tentou me acompanhar ficou entalada no caminho. Continuei correndo, dando poucos olhares para trás, para ver o quão próximas elas estavam. Sempre que uma espertinha decidia aparecer na minha frente, cortava caminho indo para um lado ou para o outro, ou até me arriscava a pular por cima dela.

Corri o mais rápido que pude. A respiração ofegante, o coração a mil. Estava começando a ficar tonta de novo. Não! Aquilo não podia acontecer ali! Precisava logo encontrar um lugar para me esconder.

Então, como se a floresta escutasse meus pensamentos, ela encontrou um lugar para que eu me escondesse.

Estava correndo quando de repente pisei em um buraco. Um buraco totalmente invisível, pois estava camuflado por folhas.

Comecei a cair, mais uma vez. Quantas vezes eu ia cair dentro daquele lugar?

Bati em várias coisas, não conseguia identificar o que eram pois estava escuro, mas pareciam galhos. Mas como poderiam ter galhos ali? Parecia que estava entrando em um tipo de caverna, um subsolo, para ser mais exata.

Ao chegar no final, não estava mais consciente, já que a queda fez com que eu perdesse os sentidos, mais uma vez.

Uma cena embaçada. Uma mulher de branco. Passos lentos e confusos. Uma mancha negra na pele. Olhos perdidos.

Aos poucos ela se aproximava. Mas não tinha rumo. Ela cambaleava a cada movimento. Sua mente parecia insana. Ela parecia ter dor.

A visão parecia cortada. Em um segundo ela estava perto da luz, na direita daquele corredor que eu desconhecia, no outro já estava no outro lado.

De repente, a mesma mulher estava caída no chão, com uma taça quebrada do seu lado. A negritude daquela marca tinha se espalhado pelas veias em um roxo bem escuro e podia ser visto no roxo. Os olhos pareciam mais escuros do que o normal, se é que isso era possível.

Mas sabia que era eu.

Recuperei meus sentidos. O que tinha sido aquilo? Mais um sonho louco, claro. Já não devia ficar tão surpresa com eles.

Então, percebi que tinha caído em água. Mas era rasa, ao ponto de que sentada a água nem passava da minha cintura. Em pé, provavelmente só meus pés ficariam submersos.

Mas não me levantei. Estava um breu completo, então não sabia para onde ir. O máximo de luz que vinha naquele lugar era um feixe que vinha do buraco, um feixe bem fraco para falar a verdade.

Comecei a rastejar em alguma direção, procurando alguma coisa. Bati a cara em algo, caindo para trás. Tadinha da minha testa.

Continuei tateando os arredores, buscando alguma coisa. Como era que iria sair dali? Estava muito escuro, e não seria naquele momento que quebraria a minha promessa (promessa feita a mim mesma) de não usar magia.

Foi então que empurrei uma pedra para trás e escutei um barulho. Colocando a mão novamente na direção da mesma pedra, não senti nada. Será que tinha caído para trás?

Então, rastejei na direção, passando por cima de algumas coisas (provavelmente algumas pedras caídas), como se estivesse entrando em outro buraco.

Continuei apalpando as redondezas, até que, de repente, várias tochas se acenderam, iluminando um corredor.

Me levantei, agradecendo por finalmente ter achado luz sem ter que usar meus poderes.

Era como um túnel, e eu sentia que já tinha passado por um lugar daquele tipo antes.

Claro! Na trilha das montanhas, tinha achado um túnel escondido também. Segui o caminho, se fosse como o das montanhas, eventualmente a saída iria aparecer.

Andei por pouco tempo até encontrar um paredão. Aquele lugar estava estranhamente muito parecido com o que encontrei nas Montanhas Sombrias.

Haviam novamente inscrições estranhas, mas dessa vez, alguém que já tinha passado por lá as traduziu pra Westron, então conseguia entender completamente.

O caminho não é claro

Só o merecedor irá encontrar a entrada

Para o reino escondido

A rainha da luz irá abrir a porta

A nova era irá começar

Assim que o cristal quebrar

E a verdade se revelar

Pois até seres de luz

Tem passado nas trevas

O tesouro é ouro

O ouro é luz

A luz é a sabedoria

A sabedoria é a verdade

A verdade será escrita com sangue

Mais uma coisa sinistra e sem sentido escrita. Ótimo. Talvez fosse algum tipo de enigma?

Dessa vez, fui mais inteligente. Se haviam dois, podiam haver mais, então não deixei passar. Peguei o diário e anotei rapidamente o que estava escrito ali. O bom que tinha anotado esboços do outro em alguma parte do caderno, já que recordava as minhas aventuras sempre que tinha tempo.

Assim que parasse na Cidade do Lago, iria tentar achar uma relação entre os dois.

Guardei o diário na bolsa e peguei novamente a tocha (que tinha colocado no chão).

Dessa vez não tinha nenhuma placa de pressão no chão, mas havia uma marca em forma de mão no meio da parede. Coloquei a minha lá e funcionou, abrindo uma passagem secreta. A atravessei e quase que instantaneamente, escutei o barulho dela se fechando. Tentei ignorar aquilo como um sinal de perigo, seguindo pelo caminho que apareceu em minha frente.

Era um corredor estreito, que aos poucos ia diminuindo, ao ponto que em uma parte tive que andar de lado para atravessar.

Então, no final do túnel, dei com um salão amplo. Lá dentro, o fogo das tochas era um pouco diferente. Não era aquele fogo amarelado, e sim uma luz branca. Estranho, muito estranho.

Seguindo em frente, me deparei com algo um tanto nojento. Esqueletos. Malditos esqueletos espalhados pelo chão.

Me aproximei de um, tentando descobrir algo.

–Acho que descobri quem traduziu o paredão. – comentei.

As armaduras já estavam degradadas. Eles deviam ter ido ali já fazia muito tempo. Talvez tivesse algum tesouro escondido ali dentro? Era o que parecia considerando o que estava escrito no paredão.

Então, vi um pedaço de pergaminho ao lado do homem. O peguei e li.

“Espero que alguém encontre isso algum dia. Não conseguimos sair. Parece que não há nada mais nesse lugar, mas não tem como voltar, a porta se fechou e não abre mais. Eu sou o último, todos os outros já se foram. Mortos pela fome, frio, doença, sede...

Mais um paredão, mas nada além disso, não encontramos o segredo escondido. Se você que estiver lendo isso está aqui também, prepare-se para dias de sofrimento, pois está trancado em um cofre. Tente encontrar o segredo que não encontramos se quiser viver.

Uma dica, deve haver algo com essas tochas. Não tinha parado para pensar nisso até meus últimos dias. Mas já que estava fraco não consegui descobrir muito. Tente arrancar uma das tochas, talvez revelasse alguma passagem secreta. Mas acho que isto está muito fácil...

Faça também um favor a mim, se consegui sair, leve com você o colar que tenho. Se minhas suspeitas estão certas, ele tem alguma relação com a rainha da luz mencionada no paredão. Descubra os segredos, não faça que tudo isso tenha sido sem sentido.

Vá criança, tente. Não faça com que as minhas últimas forças tenham sido gastadas em vão...”

Então, só havia um borrão de tinta. Ele deve ter morrido ao acabar de escrever isso.

Guardei a carta na bolsa e procurei pelo colar.

Então, no pescoço do homem encontrei um colar branco. A corrente era clara e tinha um pingente curioso. Era um pouco pontudo e tinha várias pedrinhas em cima. Coloquei na bolsa também.

Chequei se os outros não tinham alguma coisa que pudesse ser útil.

Encontrei um arco longo de madeira e algumas flechas. Aquilo seria bem útil até que eu achasse o meu arco (se eu achasse, né). Além disso, não encontrei nada que valesse levar.

Assim, comecei a explorar o local. Fui na direção de uma das tochas, como dito no recado. Tentei tirá-la da parede, mas estava presa. Talvez tivesse algo que me ajudasse a retirar, mas quando fui procurar, não achei nada.

Mas, e se eu precisasse mesmo só do fogo?

Apaguei a tocha que tinha em mãos e a acendi novamente, só que com o fogo branco. Então, segui um pouco mais fundo no local, dando com destroços, bloqueando o caminho.

Coloquei a tocha no chão e comecei a puxar as pedras que bloqueavam a passagem para longe.

Mesmo sem as pedras, ainda havia uma enorme parede ali. O caminho era fechado mesmo.

Foi quando peguei a tocha que notei algo estranho na parede. Ela era cheia de rachaduras, mas assim que aproximei o fogo, percebi que tinha uma mais para o centro, parecendo fazer o formato de um losango, que de alguma forma ficara destacada. Um tipo de luz, estranha como aquele fogo apareceu em volta dela.

Com cuidado, coloquei os dedos na rachadura, e arranquei aquele “losango” da parede. Então, o buraco revelou um tipo de fechadura.

“A rainha da luz irá abrir a porta”

“...leve com você o colar que tenho...ele tem alguma relação com a rainha da luz mencionada no paredão. ”

Peguei o colar e coloquei a ponta dele na fechadura. Girei, como se fosse uma chave. Depois a retirei e logo a parede subiu.

Segui em frente, novamente. Aquilo tinha sido fácil demais...por que será então que eles não conseguiram passar?

Notei, então, que ao aproximar a tocha das paredes, aquela luz aparecia novamente e formava alguns desenhos, algo como linhas e não conseguia ver até onde iam. Segui essas linhas, que pareciam me conduzir no meio de um grande complexo de corredores e caminhos diferentes.

Repentinamente, o caminho começou a ficar inclinado, em uma subida. Em alguns minutos estava escalando a parede.

Em um momento segurei em algo que não estava estável, e lá se foi a tocha, caindo na escuridão completa.

Mas isso não foi um problema, pois logo vi uma luz fraca na distância. Então, finalmente encontrei a saída.

Estava novamente no terreno da floresta. O lugar de saída era bem do lado da trilha, para a minha sorte. Mas não fazia ideia do quão longe estava do lugar que tinha dado com as aranhas.

Agora tinha que encontrar Legolas, isso se ele ainda estivesse vivo. Comecei a rezar para que ele ainda estivesse pelo menos respirando. Ele não podia morrer.

Depois de um tempo correndo na trilha, dei com teias de aranha. Elas deviam estar próximas.

Avancei com cuidado, procurando não fazer muito barulho e de arco armado.

Vi uma se aproximar. Então encostei no tronco de uma árvore. Coloquei o capuz e o pano no rosto, procurando me camuflar com a roupa verde.

Não realizei nenhum movimento, mal respirava, e finalmente ela se afastou.

Continuei procurando que nem uma louca no meio das teias. Parecia que ele não estava em lugar nenhum. Será que tinha sido devorado?

Então vi um aglomerado de teias com algo dentro. Me aproximei, rasgando a grossa teia e vendo que era o elfo que estava dentro.

–Achei você. – disse.

Ele estava inconsciente, mas ainda respirava, mesmo que com dificuldade. Sua pele estava pálida e fria. Não dava para levá-lo daquele jeito, mas se não o levasse ele morreria. O que faria?

Comecei a ouvir passos novamente, as aranhas estavam se aproximando. Precisava pensar rápido.

Dane-se! Que se dane! D-A-N-E!

Não havia outra solução, eu teria que usar minha magia.

Levantei a mão na direção dele, me concentrando. Então, uma luz dourada apareceu na minha mão e envolveu o corpo de Legolas. Aos poucos ele ganhou cor novamente e ele estava respirando melhor. A temperatura do seu corpo também estava voltando ao normal.

Mas ele não tinha acordado quando vi mais aranhas se aproximarem. Agora eles tinham me visto.

Já tinha usado magia nele, o que me impedia de usar novamente agora? O estrago já tinha sido feito.

Coloquei as mãos no chão, como se me conectasse com a terra.

Saltu animarum sunt este duces. Ramis meo. Folia, vocem meam. Arboribus mea gun. – entoei o feitiço.

Então, as aranhas que se aproximavam começaram a morrer. Nem encostava nelas, mas as árvores os atacavam. Galhos brotavam no chão e as dilaceravam. Agora elas realmente se sentiam intimidadas, mas aquele feitiço não duraria muito tempo.

Depois de um tempo, o feitiço acabou e eu peguei o arco, acertando as que ainda se atreviam a tentar algo.

Mas elas começaram a vir em números maiores e mais rápidas, dificultando a minha luta. Como ainda haviam tantas delas?

Peguei a espada, elas já estavam próximas demais. Logo estava eu caída no chão, pronta para ser engolida por uma delas. Ela tinha me empurrado com força, mas eu ainda tinha a espada em mãos. Aos poucos, as aranhas ficavam mais próximas. Não, não acabaria agora.

Estava pronta para fazer mais um feitiço quando vi um punhal acertar a cabeça da aranha.

Quando esta caiu morta no chão, vi Legolas em pé atrás dela.

–Você está bem? – ele disse, estendendo a mão para mim.

–Sim. – disse, recebendo a ajuda dele para levantar.

–Vamos acabar com essas aranhas, já estamos próximos da fortaleza.

–Ok.

Guardei a espada na bainha e peguei o arco novamente. Ele ficou virado para um lado e eu para o outro. Senti nossas costas se encostarem. Não temia mais, tinha confiança que conseguiríamos passar por aquilo.

Agora sim começaria a real batalha contra as aranhas.

Notas finais
Então, o que acharam :D ? Espero que tenham gostado! Agora é sério, eu provavelmente vou demorar para trazer o próximo (semana cheia de testes :s). Beijinhos de queijo. Até os próximos capítulos!