Notas iniciais
OI SEUS LINDOS, AMORES DO MEU CORAÇÃO!!!!! EU VOLTEI O/ :') Quanto tempo né? Pelo amor de Deus, Odin e Eru Iluvatár, não me matem. Não vou ficar meia hora dizendo que não postei nada porque estava sem inspiração, porque tive umas seis semanas seguidas de avaliações na escola (e me ferrei em duas delas! YAY) e etc etc. O negócio é que hoje é dia 20 e dia 23 vai fazer um mês que eu estou sem postar. Mas hoje bateu um ser aqui, uma força do além que me fez escrever esse lindoso capítulo aqui. Espero que gostem. Agora estou oficialmente saindo desse hiatus maligno e voltando a postar :D Chuva de gittler para vocês que ficaram esperando (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧ ✧゚・: *ヽ(◕ヮ◕ヽ) Boa leitura! Espero que gostem! OBS: ainda responderei todos os comentários, calma!

Fiquei por uns bons minutos parada ali, retomando o fôlego. A respiração era rápida e chegava até a ser barulhenta. O busto ia rapidamente para cima e para baixo.

Observei o horizonte e percebi que o ambiente não era frio. O inverno já havia passado. Quanto tempo eu tinha demorado para atravessar as Montanhas?

Primavera, sem dúvida. Podia ver flores começando a desabrochar. O pôr-do-sol estava lá, acontecendo bem na minha frente. Uma visão bonita e boa de se admirar.

Mas agora eu havia entrado no ermo, não eram mais terras como Valfenda ou Bree, agora estava em terras perigosas, onde ser cauteloso nunca é demais.

Já que a noite se aproximava, era melhor eu seguir meu caminho logo. Não deveria demorar lá. Coisas ruins assombravam aquelas terras durante a escuridão da noite.

Por todas essas razões, segui o caminho. Até a noite eu deveria estar no final da colina, perto do local onde deveria ser a casa de Beorn. Lá também teria que ter cuidado, já que não sabia se o metamorfo simpatizaria comigo.

Então, eu senti aquilo de novo. Aquela sensação de perigo. Aquele temor que me infestava e me fazia esperar qualquer coisa. Que deixava todo o meu corpo tenso e fazia a adrenalina subir. O que estaria vindo?

—Eu não consigo ver ninguém...- murmurei.

Era a verdade, a única coisa que via era o terreno a minha frente, cheio de árvores e que aos poucos se inclinava. Eu não podia ver um possível inimigo e a noite estava chegando. Podia ser um alarme falso mas não queria ficar ali para descobrir, tinha que ser rápida.

Continuei o caminho, agora com passos velozes. Seja lá o que estivesse vindo era melhor que eu não desse a chance de se aproximar.

A noite já invadia o céu quando eu ouvi um uivo. Uivos...em Terra-Média, infelizmente uivos nunca eram de lobos, e sim de wargs.

O céu estava escuro, a atmosfera que me cercava, sombria, e eu sentia um terror no meu coração. Eu sentia que daquela vez seriam muito mais que simples caçadores.

Aquele uivo solitário se uniu a vários outros, que a cada segundo pareciam mais altos. Eles estavam se aproximando.

Comecei a correr. Corria muito rápido mas com cuidado para não tropeçar em nada, não seria nada legal.

O terreno ficava cada vez mais inclinado, dificultando a minha corrida.

Uma vez que a colina acabou, dei em uma clareira em que fui obrigada a parar. O caminho havia acabado. Meus pés recuaram rapidamente ao ver a beirada e enxergar a imensidão de terras que se estendia em baixo de mim.

Me virei e andei para frente, procurando um lugar para fugir. Mas não dava para voltar atrás. Era tarde demais. Eles já estavam muito perto. Parei no exato momento que percebi isso.

Os wargs negros ao se aproximar pararam de correr e prosseguiram lentamente, como um predador que cerca a sua presa e em um movimento rápido a ataca.

Recuei, em estado de alerta e posição de combate. Segurei o cabo da espada, pronta para sacá-la se alguém se atrevesse a atacar.

Olhei tudo que se colocava ao meu redor. A quantidade de inimigos, como eram, como se movimentavam. Meus olhos circulavam rápidos e atentos pelo local.

Alguns se mantinham parados, com seus cavalheiros montados parecendo esperar algo. Já outros wargs, sem ninguém para os montar, circulavam na minha frente, várias vezes soltado rosnados intimidadores mostrando suas presas que reluziam com a luz do luar.

Falando em luar, com a noite o ambiente começava a ficar terrivelmente escuro. Com o tempo ficaria muito difícil de enxergar e isso definitivamente me traria problemas na batalha. Tinha que acabar aquilo logo, tinha que arranjar um jeito de escapar. Aquelas criaturas gostam da noite, se sentem bem nela. Já eu ficava pior que cego em tiroteio. Eu estava na desvantagem.

Eles não atacavam, só tentavam me intimidar daquele jeito horrendo deles. Não conseguiriam tão fácil. Mesmo que lá no fundo eu tremesse eu estava determinada que conseguiria. Mas eu não entendia porque eles não começavam logo o ataque.

Então, no meio deles eu vi alguns indivíduos se aproximando. Diferente dos que estavam me cercando antes, estes orcs eram terrivelmente maiores e mais sinistros, mas não foi isso que mais me assustou. Indo para as laterais, estes orcs abriram caminho para que duas figuras passassem na frente. Uma vez que não estavam mais ocultos pelas sombras das árvores, pude ver com mais clareza suas aparências.

Um deles eram um orc, o maior que eu já tinha visto, definitivamente. De pele pálida e cheia de cicatrizes, o ser ostentava um longo pedaço de ferro cravado no braço. Seus olhos eram de um azul sobrenatural e ele tinha traços nada bonitos. Na mão direita segurava uma clava ameaçadora. Diferente dos outros que o cercavam, ele montava um orc branco e consideravelmente maior.

Foi neste momento que me lembrei. Do sonho que tive um ano atrás. Quando ainda não sabia de meus poderes, quando fui pela primeira vez a Valfenda. Eu tinha sonhado com aquele orc. Seria ele...seria ele Azog?

Sim, Azog, o Profanador. Lembro de ter dito que era ele, pois foi quem me veio na telha no momento, mas aquilo era impossível. Azog deveria estar morto. Ele foi morto! Por Dáin! Eu tinha certeza daquilo. Como poderia ser ele ali, simplesmente vindo ao meu encontro?

Senti um terror se espalhar. Aquele orc era mil vezes mais intimidador do que os outros. Só a presença dele intimidava mais que sua tropa inteira. Minha mão tremeu um pouco, mas eu tinha que ser forte, não podia desanimar agora, por isso, segurei o cabo da espada com ainda mais força.

Estava tão chocada que não parei para reparar na figura que se colocava ao lado dele, bem, digamos que se eu soubesse quem era teria ficado com muito mais medo dele do que do suposto Azog.

Quando olhei para o outro, percebi como era diferente, e foi isso que me deu mais medo. Ele não era um orc. Alguns na certa pensariam que eu deveria estar feliz com isso, mas porque trariam um simples humano? Não, saber que ele não era um orc me fazia ter medo por NÃO saber o que ele era.

Montado em um cavalo negro (já começou chamando a atenção né?) de armadura medieval, era uma pessoa alta, de postura muito reta e que conseguia intimidar tão quanto o orc. Usava uma capa preta com capuz, ocultando seu rosto, mas mesmo assim podia ver lisos e longos cabelos claros que caíam em seu corpo além da sombra que o capuz fazia. Seria um elfo? Mas os elfos da Terra-Média eram seres pacíficos...então o que seria?

Mesmo na escuridão, podia ver que ele usava uma armadura, de aparência muito interessante. Também negra como o resto de seu vestuário, era cheia dos mais mínimos detalhes e mesmo naquela escuridão eu pude ver alguns traços avermelhados nela.

Assim, o o orc disse, em alto e bom som.

—Língua negra: [Capturem ela logo, não a deem a chance de reagir.]

Estranhamente, eu ainda conseguia entender o que falavam, mesmo não dominando o idioma.

—Língua negra: [Ataquem!] – gritou o orc.

Assim, os orcs começaram o seu ataque. Saquei a espada e comecei a desviar dos golpes, acertando outros neles. Tinha que ser rápida ao acabar com eles, não podia os dar a chance de me encurralar.

O sangue negro dos orcs espirrava e mim, mas eu não parava um segundo. Agora eu sabia lutar e ninguém me pararia.

Enquanto isso, os dois líderes se mantinham parados, só me observando. Do jeito que as coisas estavam acontecendo parecia que eles só estavam me testando. Eles só mandavam os orcs menores, os que pareciam os mais fracos do grupo, e eles raramente atacavam em conjunto. Não era um desafio, considerando os últimos apertos que eu tinha passado.

Depois de alguns minutos onde só conseguia ouvir o barulho de espadas se encontrando, sangue voando e respirações pesadas, eu consegui acabar com todos os que vieram

Enquanto isso, eu só observava.

Ela parecia forte, lutava bem para alguém que devia ser tão nova. Mas aquilo não provaria se ela era ou não quem procuravam. Precisava de mais provas. Talvez se ela usasse sua magia? Definitivamente conseguia sentir uma energia diferente saindo dela, mas não conseguia dizer direito o que era. Eles precisariam testá-la mais, ela tinha que usar o seu poder, aquilo ajudaria bastante. Só esperava que não fosse necessário interferir para conseguir resultados.

Mas, por enquanto, esperaria os resultados que a luta traria.

—Língua negra: [Ela não está cedendo, você disse que seria mais fácil.] – comentou o orc pálido.

O homem continuou calado, só lançando um olhar para o orc, que o fez desviar o olhar. O quão poderoso era aquele homem, que só com um olhar intimidou o profanador?

—Quem são vocês? – me atrevi a me intrometer.

—Língua negra: [Cale-se!] – o orc respondeu.

—Se acham que conseguem me capturar, estão perdendo o seu tempo. – disse, apontando-lhes a espada.

Nesse momento, eu jurei ver aquele homem sorrir. Ele parecia um mistério mais complexo que tudo o que estava acontece ali. Por que ele estaria com orcs. Por que sorriria diante de minha reação?

Não era nada além do esperado. Mesmo com sua natureza bondosa, ela sempre foi desafiadora.

—Por que está sorrindo?

—Tenho minhas razões.

E aquelas foram as primeiras palavras que saíram de sua boca. Sua voz era séria e firme. Por alguma razão eu sentia que conhecia aquela voz de algum lugar, não sabia por que.

—Eu não tenho nenhum assunto com vocês, então por favor me deixem ir.

Então ela realmente não se lembrava. Talvez isso ajudasse, assim ela na certa não deveria ter desenvolvido muitos poderes ainda...ou talvez não fosse ela.

—É você que pensa. Tem mais assuntos conosco do que imagina. Língua negra: [Mande os mais fortes agora.]

Nesse momento, o suposto Azog mandou os orcs maiores para me atacarem. Estes, montados nos wargs, eram mil vezes mais complicados.

Continuei lutando confiante, mas eram muitos deles e eram muito fortes. Além disso, eram rápidos. Totalmente diferentes dos que tinham vindo antes.

Estava começando a pensar em usar meus poderes, e foi nesse momento que me lembrei de uma de minhas conversas com Kryn.

—Você não deve usar seus poderes. Isso chamará muita atenção.

—E se minha vida depender disso?

—Acredite em mim, usar sua magia fará a situação ainda pior. Existem pessoas que conseguem sentir o poder de algumas pessoas. O seu nível é consideravelmente alto e você não sabe ainda controlar o quanto dele a ronda. Por isso quando você usa magia você fica ainda mais reconhecível, pois estas pessoas podem sentir a sua presença, podem saber onde você está com muita mais facilidade, e a cada vez que você usa seus poderes você dá mais chances deles te encontrarem.

O que devia fazer? Usar a minha magia e ativar o “rastreador” que eu tinha? Ou tentar derrota-los somente com as minhas habilidades de luta e aceitar as consequências disso, o que poderia resultar na minha morte?

Continuei lutando enquanto pensava sobre isso. Era uma decisão arriscada, e eu sentia que aquele homem era uma das pessoas que podiam sentir os meus poderes. Eu conseguia sentir.

A batalha estava ficando muito difícil, já estava cheia de cortes espalhados pelo corpo já surrado, de todas as aventuras que eu tive dentro das montanhas.

Eu começava a suar e ficar sem fôlego, meu corpo começava a ficar cansado e a lutar contra a minha vontade de viver. Mas eu ainda não tinha parado. Eu...eu não podia parar, não ali.

Foi nesse momento que senti uma pesada e dura maça acertando o meu abdome. Fui arrastada para trás pela força do golpe e rolei. Sentia os meus ossos doendo, e via que os orcs se aproximavam. Queria me levantar, mas não achava forças para tal. Comecei a cuspir um pouco de sangue. Minha barriga doía tanto que precisei me segurar para não gritar. Lágrimas se atreviam a sair de meus olhos, mas eu tinha que ser forte. Eu tinha que conseguir.

Mas não. Meu corpo não reagia. Eu não conseguia mover um músculo. Estava ali, caída no chão, vulnerável e nas mãos do destino (a força do além que parecia simplesmente querer ferrar com a minha vida por inteiro).

Me virei, colocando as costas para cima e a barriga para baixo. Olhei os inimigos que se aproximavam. Consegui me levantar um pouco. Respirava rapidamente, a adrenalina a mil. A espada estava longe de mim, estava escuro demais para tentar acertar alguém com o arco e as adagas não fariam muito dano naquelas criaturas que usavam armaduras pesadas e quase impenetráveis.

Eu teria que usar meus poderes, não havia outra escolha. Era aquilo ou nada. Nem que fossem somente para trazer a espada para mim.

Os orcs se aproximavam lentamente, a atmosfera que me rondava estava tensa. Eles estavam prontos para me dar o último golpe, o golpe que ou me mataria ou me faria perder a consciência para que eles me levassem.

Concentrei o poder em minhas mãos. Fechei os olhos e respirei fundo.

—Mas, se realmente achar necessário use. Você tem muito potencial, eu só não quero que tenha problemas. Toda vez que estiver lutando, e os seus inimigos arrancarem o melhor de você, te jogarem no chão e te humilharem. Toda a vez que estiver lutando, ao cair no chão, sentir o seu próprio sangue escorrendo em sua pele...levante-se. Mostre a eles que você é forte. Prove que nada pode se colocar no seu caminho. Destrua – os com o seu poder. Você sabe que pode.

E foi nesse momento que, reunindo todas as forças que eu ainda tinha, aos poucos me levantei, para a surpresa daqueles que me observavam.

Então ela ainda tem forças? Me parece que eu a subestimei. Ela realmente deve ser quem procuramos, e se não é com certeza tem alguma relação. Consigo sentir uma força vindo dela. Ela irá atacar, vai usar seu grande poder em nós, eu consigo sentir.

O homem olhou novamente para o orc, que mexeu a cabeça positivamente. Levantando sua maça, este gritou para seus companheiros:

—Língua negra: [Se preparem!]

De repente, o chão começou a tremer. Eu mantive meus olhos fechados, sem me importar com o fato de poder morrer ali mesmo. Senti uma grande força se unindo a mim. Era agora.

Levantei parte do meu corpo, abrindo os olhos, olhando aqueles que me rondavam. Levantei a mão e a espada veio rapidamente para ela.

Uma vez que o cabo tocou a minha mão, corri em frente.

Dando um grito de guerra, acertei ferozmente os orcs que se colocavam na minha frente, nem dando tempo para que reagissem.

Ela usou os poderes. Mesmo que pouco ela trouxe a espada para si, e de forma bem rápida. Ela está arrasando com esses orcs imbecis, terei que interferir.

Nesse momento, vi o homem levantar a mão e a apertar. Nesse momento senti uma energia saindo dele e vi algum tipo de nuvem negra cercando a sua mão. Ele estava usando seus poderes. Mas de alguma forma, além de sentir um leve calafrio na mão, aquilo não parecia me afetar.

Como assim? Ela era para estar se rendendo neste momento a nossa vontade. O que está acontecendo?

—Língua negra: [Seus informantes não disseram que ela estava com o anel? Não me parece o que está acontecendo aqui.]

— [A culpa não é minha se existem criaturas incompetentes.]

— [Então dome-os para que deixem de ser assim.]

Agora o homem parecia surpreso, como se parte do seu plano tivesse dado errado. Não contava com a minha astúcia hein? Mesmo compreendendo o que falavam não entendia o que queriam dizer com aquela conversa.

Enquanto isso, continuava a lutar contra os orcs, intimidando a todos. Agora eles atacavam com mais força, mas pensando menos em seus ataques, procurando somente me acertar, mas, mesmo que meu corpo gritasse de dor, eu permanecia forte.

Infelizmente, minha vitória sobre eles foi momentânea. Depois de um tempo fui acertada na cabeça, caindo novamente. Não que aquilo tirasse a força com que estava lutando antes, mas deu uma abertura para que eles me atacassem.

De joelhos, com a cara manchada de tanto sangue que eu estava até irreconhecível, eu defendi o primeiro golpe que veio. Tive que segurar a espada com as duas mãos e firmemente, pois o orc que o dava era muito forte. Consegui empurrar sua espada para trás e com um golpe rápido decepei sua cabeça, que voou para trás.

Nesse momento, atrás de mim veio outro orc. Este veio tão rápido que mal tive tempo de virar a minha cabeça.

Droga.

Eu não tive tempo de desviar.

Fechei os olhos, aceitando o meu destino. Mas em alguns segundos, eu não estava morta. Nem acertada eu tinha sido. Ouvi o barulho de duas espadas se encontrando e o som de sangue caindo.

Abri os olhos quando vi uma figura na minha frente.

Se virou para mim, e sua aparência se mostrava como algo que nunca tinha visto antes.

Quem era aquele homem?

Notas finais
Então? O que acharam? Que fique claro que os textos em negrito são os pensamentos do homem encapuzado, para quem não percebeu. Sobre o cara que aparece no final, façam suas apostas! Hihihihi. QUE COMEÇEM OS...ta calma. Beijos e até o próximo capítulo (e também os comentários né criatura). Espero que tenham gostado ;)