The Inter - Worlds (Parte 1): As Aventuras - Ano 2

26 Capítulo 22 - Para o Topo do Vento e Além


Notas iniciais
NA: Oi, gente! Desculpa ter abandonado vocês esses últimos dias! É que ficou muito difícil de escrever e postar e eu não estava muito segura dos capítulos...por isso vou postar três caps. hoje! Para o ano acabar com um suspense e só ano que vem vai ter mais!!!! Espero que gostem desses capítulos! Depois eu decidirei as músicas... Feliz ano novo para todo mundo! Que 2015 venha com muitos capítulos bons de Inter - Worlds (e também com muitos comentários de vocês). Beijinho beijinho, Boa leitura. Nesse capítulo: Ana começa seu caminho para o Topo do Vento e outros lugares além. Música: Over Hill Link: https://www.youtube.com/watch?v=BJTVcv4r-vA

Na certa o anão não havia me visto, ainda. Ele estava um pouco na distância, no horizonte. Eu o olhava, observando. Talvez ele também estivesse indo para o Topo do Vento?!

–Ei, o que você está fazendo aí?

Gelei, ao perceber que ele havia me visto.

–Estou seguindo o meu caminho. – disse, me aproximando segurando as rédeas do cavalo.

Ele deu um risinho.

–Por que você está rindo?

–Nada não.

–Nada?

–Você realmente não tem noção de como chegar no Topo do Vento, tem?

–Eu consigo me encontrar. Obrigada por perceber. – ele deu um leve sorriso.

–Se você está precisando de ajuda eu poderia te acompanhar até as proximidades.

–Isso seria ótimo. – sorri. – Parece que afinal de contas há um cavaleiro aí dentro. – ele riu.

–Não é todo o dia que se acham mulheres como você. – ele fez uma cara sem esperança para mim.

–O que quer dizer? – disse, já montando.

–Eu quero dizer que não se acham muitas mulheres tentando explorar os Ermos.

–Desculpa se sou diferente. – disse, ajeitando o cavalo.

–Diferente. – ele ria.

–Você vai me ajudar ou não?

–Tá, tá. Eu vou ter que passar lá do mesmo jeito...

–Para falar a verdade, eu preferiria que você me levasse até a Mata dos Trolls.

–Mas você não queria ir para o Topo do Vento?

–Sim, mas o Topo do Vento era só uma orientação, para falar a verdade eu quero chegar em Rivendell, mas se você me ajudar a chegar na Mata dos Trolls seria ótimo...se não for um incômodo.

–Que seja. – ele bufou.

Começamos o caminho. Eu me sentia muito estranha cavalgando ao lado dele. Eu poderia até ter sonhado com algo do tipo, mas nunca iria realmente esperar que isso acontecesse (mesmo que quisesse).

–Então, qual é o seu nome?

–Meu nome é... – ele hesitou em responder. — ...Thauhan.

–Thauhan? Hmmm. – eu me segurei.

–E o seu seria?

–Jane. Jane Rogers. – eu sorri.

Ele me deu um nome falso, eu daria um nome falso para ele também, feito. Se fosse o caso de nos encontrarmos novamente, eu poderia até contar a verdade para ele. Mas sabe, não dava para eu sair contando o meu nome verdadeiro para ele, sabe, ele conhecia Darion, o meu segundo eu, e esperava que ele não descobrisse que eu sou ele. E é óbvio que ele me disse um nome falso porque ele simplesmente é alguém muito importante para sair se mostrando por aí, principalmente agora que estava sendo procurado.

Eu podia perceber que ele me via como alguém sem esperança, que não teria nenhuma chance no mundo que estava além de Bree, e por isso me ajudava, para “atrasar o meu final triste”.

Depois de um tempo, calados já que não tínhamos sobre o que conversar, decidi começar algum papo:

–Então, como é além das Montanhas da Névoa?

–O que quer dizer?

–Como é o mundo depois daquelas montanhas, pelo o que eu sei é bem diferente dos outros locais...

–E o que faz você achar que eu sei disso?

–Você é um anão, então...sei lá, eu esperava que soubesse.

–Nunca esteve em nenhum lugar de lá?

–Eu nunca me atrevi a passar de Imladris, na verdade, é que eu não tive exatamente tempo para isso.

–E agora você planeja fazer isso?

–Por aí...

–É um mundo vasto cheio de perigos, não é como aqui em Bree e suas redondezas, onde reina mais paz e existem menos Ermos.

–Eu sempre quis ver lugares como Gondor e Rohan. Mas eu nunca gostaria de entrar na Floresta das Trevas, pelo menos não agora que ela é toda cheia de escuridão...no máximo para visitar os salões élficos, e também há Lothlórien, que deve ser lindo. E é claro que eu não poderia esquecer das Colinas de Ferro e Erebor...Foi no misto de empolgação que eu lembrei que Erebor ainda estava na posse de Smaug, e por isso Thorin não poderia viver lá. Então, quando eu mencionei o lugar, o anão tomou uma expressão mais séria, e olhou para baixo.–Está tudo bem? – perguntei.–Sim, eu só tive uma lembrança ruim.Eu dei uma expressão de compreensão (que ele não viu), e voltei a olhar para frente.

Depois de algumas horas, eu senti o estômago me chamar ruidosamente, já devia ter passado da hora do almoço e eu senti uma fome gigante.

–Acho melhor parar para uma refeição. – comentei.

Paramos por alguns minutos para nos abastecer. Eu comi algumas frutas que tinha nas minhas coisas e não parei para ver o que Thorin comia.

Depois montamos novamente e continuamos o caminho.

Em só duas ou até três horas eu já podia ver o pôr – do – sol se aproximar, mas ainda faltava um pouco para se aproximar do Topo do Vento. Foi só uma questão de mais algumas horas e já estávamos chegando no Topo do Vento. Não houve muita conversa no caminho e a viagem foi calma, sem perturbações. Foi ao avistar a Colina que fizemos uma curva, já que o nosso destino era na verdade a Mata dos Trolls.–Se me permite perguntar, o que você pretende indo em Rivendell? Ver aqueles elfos nojentos?–Eu não entendo o ódio da sua espécie com a dos elfos, vocês deviam se entender melhor, que nem nós humanos, nós somos amigos de praticamente todas as raças que existem. E, até onde eu sei, raça não determina caráter. E, já que está tão interessado, Rivendell é só uma parte do caminho, eu planejo ir além.–Ainda não escureceu, mas em breve irá. Você realmente planeja ir além das Montanhas Nebulosas sozinha?–Sim, e qual seria o problema disso? Para tudo tem sua primeira vez, certo?–Certo. Mas não seria um tanto imprudente?–Tão quanto se um pequeno grupo de anões tentasse matar um dragão sozinho. – me segurei para não rir da piada interna, recebendo um olhar curioso de Thorin. – Mas não quer dizer que não deva ser feito.

Depois de uma hora, já estávamos na metade do caminho. Passamos mais um tempo, sem comentar nada. Eu ainda não entendia por que ele me ajudava. Eu pensava que, mesmo um anão honrado, ele não iria parar os problemas dele para me ajudar. Tinha que ter uma razão, mas eu não tinha muita coragem de perguntar.

Ao vermos as bordas das matas, o céu já começava a se pintar de negro. Tinha chegado a hora de se despedir.

–Parece que é isso. Acho melhor eu deixar você com a sua “aventura” e ir tratar dos meus assuntos. Deve tomar cuidado, como o próprio nome diz, Trolls habitam estas matas.

–Eu sei, já encontrei com alguns uma vez. – dei um leve sorriso.

–E sobreviveu, mas não quer dizer que tenha a mesma sorte na próxima vez.

–E quem disse que foi por sorte?

–Ah, é que-

–Por que você acha tão difícil de eu conseguir sobreviver aqui? Posso não ser um espadachim mas eu sei lutar.

–Certo. – disse, com um pouco de ironia, já se preparando para sair.

–Obrigada, foi de grande ajuda, não sei nem como agradecer.

–Não precisa.

–Foi um prazer, espero que possamos nos encontrar novamente. – sorri.

–Eu acredito que seja difícil, então isso realmente será um adeus.

–Não duvide do futuro, senhor Tho- Thauhan. Ele pode trazer muitas coisas. Mas, sabendo ou não do futuro, a única coisa que podemos fazer é esperar e ver o que acontece.

–Sabias palavras. – eu sorri. – Adeus, Jane, que seus caminhos sejam sempre de paz.

–Adeus, Thauhan, que sua barba sempre cresça até o fim de seus dias.

Ele deu um aceno de cabeça e virou o pônei, tomando outro rumo. Eu encarei as matas, pensativa, e comecei meu caminho para entrar nelas. Mas antes que eu pudesse tomar tal rumo, uma coisa totalmente inesperada aconteceu.

De repente, uma flecha acertou Fênix, fazendo com que está começasse a se remexer ao ponto de me jogar ao chão. Ao cair na superfície gramada, olhei para frente, procurando descobrir de onde vinha a flecha.

Em questão de segundos, eu pude ver, saindo da escuridão, um lobo imenso, provavelmente um warg, com um orc montado nele e, o acompanhando, uns outros quinze, também em wargs.

Assustada, a única coisa que conseguia pensar era o que fazer naquele momento: fugir ou lutar.