The Ice it Fire Together Forever
12 Bella
Notas iniciais
Dois dias depois....
Suspiro mais uma vez; estava na aula de história com o Eric, o professor Crafts sismou de que a turma deve fazer um trabalho onde devemos analisar o contexto e emoção de um livro, o comparando com o filme na tv em que ele trabalhosamente empurrou até nossa sala. Mas eu não estava prestando nem a mínima atenção no que os personagens estavam representando ou dizendo; ah, tanto faz! É só procurar na internet e logo eu assisto; estava ficando nervosa por causa do encontro ou reunião que teríamos com Edward e sua família. Não tive coragem suficiente para ficar cara a cara com ele antes da reunião, por isso fiz um pequeno bilhete onde dizia:
Não precisa se preocupar logo nos reencontraremos. E isso pode ser mais rápido do que você imagina.
Meu melhor amigo é tão bom, nem ao menos me questionou sobre algo. A lembrança da reação dos meus irmãos, descobrindo o que eu havia tido um imprinting me veio a mente.
Flashback:
Chegamos da reunião com o conselho e do treinamento um pouco tarde, mas eu tinha que contar à eles o quanto antes.
— Esperem meninos a Floquinho tem algo à dizer para vocês. — disse vovô chamando a atenção, já que eles estavam indo para os seus quartos.
Então fomos para a sala, vovô se encontrava tranquilo em sua poltrona antiga, os meninos se sentaram ao redor e eu estava no sofá de centro. Ele era pequeno e de dois lugares, mas confortável, é o meu lugar preferido.
— Bella ? — saí do transe em que me encontrava com Seth me chamando
— Sim? — respondi meio que perguntando
— Pode começar, estamos todos aqui. — falou Jared
Eu estava nervosa e não sabia por onde começar
— Bem...- mordi o lábio e resolvi soltar a bomba de uma vez — Eu achei meu companheiro e ele é um vampiro. — falei rapidamente, achando que eles não iriam entender, mas foi exatamente ao contrário; eles entenderam cada palavra do que eu disse.
— Como é? Acho que ouvi errado. — declarou Embry
— É exatamente isso que vocês ouviram Embry e antes que falem algo Jared — disse vovô ao vê-lo abrir a boca — Eu quero deixar algo bem claro para vocês. Assim como todos, eu adoraria que Bella nunca tivesse crescido, mas não podemos impedir que a lei natural das coisas aconteça, eu tenho certeza de que todos aqui querem a felicidade da nossa Bella. Tenham isto em mente antes de falarem qualquer coisa a irmã de vocês.
As palavras do vovô foram simples, mas claras e significativas pois eles ficaram pensativos por um tempo, acho que assimilando a notícia que foi dada. O silêncio pode até ser reconfortante, mas este não era o caso, já que eles se encontravam muito tensos.
— Alguém mais além de nós sabe disso? — perguntou Jared
— Sim. Como foi no dia em que pegamos o invasor, Jacob, Sam e Paul estavam presentes no momento em que aconteceu.
— Ah! Agora eu entendi o porque das piadinhas. — falou Embry
— Piadinhas? — questionei intrigada pois eu não vi e nem ouvi nada
— Sim. — para a minha surpresa foi Seth quem me respondeu — Eles perguntaram "Como eu está? Já se acostumou a ter um boneco de neve de tempo integral na família?" eu não entendi nada na hora.
— Ah eu mato eles! — falei irritada
— Bella? — chamou- me Seth — Não importa se ele é um vampiro mesmo que tenhamos que matar alguns da espécie dele, o melhor é que você estará feliz. — diz ele com uma convicção e maturidade impressionante. Eu não disse nada apenas o puxei para um abraço bem apertado.
Seth podia estar crescido, mas sempre seria o meu bebê gorducho. Ficamos mais um tempo na sala e logo depois todos subimos, mesmo com o silêncio de Embry e Jared sei que uma hora eles irão entender. Deitei-me em minha cama e não demorou muito e creio que todos estávamos dormindo.
Flashback off
E agora estamos aqui, quase na hora de começar a me aprontar para a reunião na casa dos Cullens. O único bom disso é que, meu avô por ser do conselho e Sam o alfa atual da matilha estariam presentes... Não consigo deixar de pensar em qual será a reação de Edward quando descobrir que eu sou a loba que ele tanto procura, suspiro. Já que não tenho como fugir decido que é melhor eu começar a me arrumar; escolho um vestido amarelo com algumas estampas de flores (coisa que raramente uso), ele é leve e solto, uma bota de camurça preta de cano baixo sem salto, uma jaqueta preta com detalhes em dourado o que combinará perfeitamente com o meu vestido, na boca ponho apenas um gloss de morango e no cabelo apenas passo a escova para da um ajeitada, pois ele estava meio cheio como gosto. Isso me daria um pequeno ar selvagem. Assim que estava pronta, olhei-me no espelho e percebi que já estava mais que na hora de agir como a loba que eu sou, a segunda em comando e uma das melhores em luta e estratégias; ao descer encontrei com vovô e Sam me esperando na sala conversando amenidades, ao me verem vovô analisou como eu estava vestida e depois abriu um sorriso gentil me encorajando a continuar.
— Oi lobo mau- cumprimentei Sam
— Oi Floquinho — ele sabe muito bem que com exceção do vovô, eu detesto que me chamem assim.
— Sabe bem que não gosto que me chamem assim, a não ser que seja o meu avô, Sam. — digo fazendo bico. — Só o vovô pode. — Vejo meu avô sorrir mais uma vez
— Ok vamos logo, por que eu sei que se a gente começar não vamos parar. — diz Sam e eu concordo
Pegamos o carro do vovô; Sam foi na frente dirigindo e seguindo as instruções do vovô. Durante o trajeto, tudo o que eu podia ver era mato e terra, até que logo passamos por uma ponte. Não demorou muito, logo avistei a casa, quer dizer casa não a mansão né? Porque aquilo era enorme, agora me pergunto para que uma casa desse tamanho? Se fosse uma matilha... Comecei a tremer, não como se fosse me transformar e sim de nervoso, pois não sabia como todos e principalmente Edward iriam reagir quando soubessem a quem estará ligado pelo laço de companheirismo. Quanto mais nós nos aproximávamos daquela casa mais o incomodo da minha marca podia ser sentido, tenho certeza de que a esta altura a minha marca e a de Edward estava visível para todos. Ao chegarmos Sam estacionou o carro em frente a casa; ajudamos vovô a descer e caminhamos até a porta, meu coração parecia que ia arrebentar as minhas costelas para poder sair, acho até que todos podiam ouvi-lo, o que me fez corar e Sam segurar o riso, por saber que eu estou nervosa. Tinha que me segurar para não lhe bater ou dar alguma resposta, vovô se adiantou e tocou a campanhia; penso que tinha gente ao lado da porta nos esperando, nunca vi uma porta ser aberta tão rápido como aquela foi. Eu não tinha conhecimento de que quem havia aberto a porta era o Dr. Carlisle Cullen, mas vovô e o Sam sim.
— Olá Dr. Carlisle- cumprimentou Sam educadamente
— Boa tarde Samuel, Jonhn..- cumprimentou ele, logo desviando seus olhos para mim.
Eu nunca o tinha visto, mas não se pode negar que ele era realmente um homem muito bonito, mas Edward ainda sempre seria para mim muito belo.
— Esta é Isabella Swan minha neta. — vovô me apresenta
— Como vai? Por favor entrem. — diz ele
Se por fora eu já estava encantada com a casa, imagina por dentro? Tudo era muito limpo, o que me fazia pensar em qual era o método que a mulher dele usa e se ela pode me ensinar; por que eu com toda a certeza do mundo tentaria aplicá-la em casa com os meus irmãos. Mas não pude apreciar muito todos os detalhes, por que logo fui trazida a realidade pelo cheiro de Edward, isto me deixou um pouco atodoada já que ali seu cheiro estava por todo o lugar. Pouco a pouco o restante dos moradores foram aparecendo, a primeira a aparecer foi Rosalie a loira que mais parece uma modelo internacional, o segundo e o terceiro a aparecer foram Emmett e Jasper, o grandalhão da minha aula de educação física, ele até que era legal e o loiro recatado e recluso. Edward não estava entre eles e nem a esposa do Dr. Cullen.
— Estes são meus filhos: Emmett, Jasper, Rosalie e ... — dizia ele apontando para cada um até que aquela garota baixinha que mais parece ser ligada no 220 o interrompeu.
— Que feio papai começou as apresentações sem mim — fala fazendo bico
— Longe de mim minha querida — respondeu ele com calma e virou-se para nós — esta é Alice a caçula da família — apresentou com um pequeno sorriso e todos acenaram em cumprimento.
— Sua família além de bonita é educada parabéns — elogia vovô
As vezes acho que o vovô tem um parafuso a menos, ele os elogiou como se estivesse em frente à uma família de humanos e as pessoas apresentadas fossem apenas crianças. E não foi somente eu que achou que ele tinha um parafuso a menos.
— Vamos ao meu escritório lá podemos ficar mais a vontade para iniciar a reunião. Minha mulher e filho nos esperam lá.
Apenas concordamos e o seguimos. Ao passo em que subimos as escadas pude imaginar que estávamos no corredor de um museu ou galeria de artes, pois ele estava repleto de obras e enfeites raros além de serem extremamente delicados; chegamos ao segundo lance de escadas e viramos a esquerda, passando por um longo corredor, para até então parar diante a antepenúltima porta. Esta parecia ser feita de uma madeira específica; olhando bem constatei ser freixo, mas havia algumas inscrições entalhadas na porta. Minha respiração tornou-se pesada como se tivesse condensado dentro de meus pulmões, apesar disso tentava me concentrar no que aconteceria daqui a alguns segundos; notar que nenhum som provinha de dentro da sala me deixava ainda mais apreensiva. Respirei fundo, era hora de enfrentar tudo aquilo que me amedrontava.
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