The Hybrid Diaries
11 Vinte e dois
P.O.V. Rosie.
Meu nome é Rosalice Cullen Volturi e eu sou gêmea e uma Tribrida.
Minha irmã e eu somos as únicas da nossa espécie. Nosso sangue pode fazer híbridos e descobrimos que também é a cura para um vampiro que é mordido por um lobisomem. Depois do nosso aniversário de vinte e dois anos passamos pela nossa primeira transformação. Doeu pra caramba, mas depois da dor foi libertador.
Nós aprendemos a controlar a transformação e aquele negócio de ser forçado a se transformar na lua cheia é besteira. Na lua cheia ficamos mais fortes sem dúvida, mas posso me transformar em loba sempre que quiser.
A minha gêmea Genevieve, Geni para os mais íntimos é mais atrevida, imatura. Sou mais na minha e mais madura. Gosto de cardigãs, ponchos, calças jeans e botas. Ela é mais de roupas apertadas.
Mas, nós duas fazemos faculdade. Cambridge, eu faço história e a Gen artes cênicas. É a cara dela.
Grimórios, feitiços, vampiros, lobos e sangue á parte, tivemos uma vida relativamente normal. Fomos para escola, colegial e agora faculdade. Nossa mãe queria que aprendêssemos a conviver com os humanos. Como nos comportar, como nos encaixar, nos controlar e tudo isso.
Estava tão absorta que trombei em alguém.
—Sinto muito.
Já pedi me agachando para pegar o meu material que caiu todo no chão.
—Olha por onde anda, imbecil.
Parei imediatamente. E olhei para aquela figura. Era uma garota que estava na minha turma, ela era uma metida, uma biscate. Toda de rosa, com unhas compridas, a patricinha mimada perfeita.
—Não seja mau educada Katherine. Foi um acidente.
O garoto me ajudou a catar as coisas que caíram.
—Obrigado.
Estava me retirando quando eu ouço ele falar:
—Você é a... Rosalice, não é?
—Sou. E quem diabos é você?
—Sou Jered Howard. Estou na sua turma.
—Oh! Certo. Foi um prazer conhecê-lo e obrigado de novo.
Disse indo embora para a sala.
P.O.V. Jared.
Ela foi meio rude, mas estava claramente na defensiva. E ficou desconfortável quando falei com ela.
—Você tomou um fora, mané.
—Não. Ela só está na defensiva Emily e você foi uma imbecil Kat.
—Sou sua namorada. Lembra?
—Sim, Katherine eu me lembro. Ela é só a melhor aluna da nossa sala, mas está sempre sozinha. Pensei que seria legal me apresentar. Ela é meio tímida.
Minha irmã Emily olhou pra mim com cara de... eu não caio nessa. Ela sabe que eu to de saco cheio das birras da Katherine. Estamos juntos desde o colégio, mas a Katherine é mimada demais.
Filha única, pai advogado, mãe madame/estilista. Como a Brooke não tinha mais o que fazer ela criou uma grife de roupas.
P.O.V. Rosie.
Ele me ajudou, falou comigo. Foi esquisto. Os humanos que estudam aqui não são muito abertos. Todos riquinhos, mimados, filhinhos de papai. Sou rica? Sou. Mimada? Um pouco. Filhinha do papai? Com certeza. Mas, quando se tem a eternidade pela frente e metade do mundo ou melhor submundo te quer morta ou como troféu essas picuinhas, essas briguinhas dos humanos parecem meio sem sentido.
A aula decorreu e logo seria hora do intervalo. Quando comecei a ouvir os mecanismos da campainha se movendo, tapei os ouvidos e então... o barulho ensurdecedor.
—Ei, Rosalice, quer sentar com a gente?
Como a minha cabeça ainda tava girando, respondi meio que no automático:
—Claro.

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