P.O.V. Jane.

O jeito que ela se despediu das meninas era como se temesse não voltar nunca mais.

—Eu sou sua mãe. Estou tão feliz que seu pai deu vocês pra mim, nosso sangue é o que as torna tão especiais, tão poderosas e muitas pessoas puniriam vocês por isso mas, eu não. Porque eu sei, que presente vocês são para este mundo. Eu as amo mais do que tudo, mais do que qualquer coisa e nunca, nunca permitirei que nada de ruim aconteça com vocês. A mamãe te ama.

Ela deu um beijo nas testas de cada uma e as entregou para mim.

—Cuide bem delas.

A Cullen ainda me entregou duas cartas. Endereçadas ás gêmeas.

—Para caso aconteça o pior.

—Tá me assustando Cullen.

—Se eu não voltar, tem minha permissão para ler o meu diário. O diário tem todas as respostas. O diário está escondido, tem um feitiço de ocultação nele, se o diário aparecer... então tenha certeza de que estou morta.

Então, ela foi embora.

—Ok. Isso não foi nem um pouco estranho ou assustador.

P.O.V. Renesmee.

Entrei no avião e fui para a Itália, após mais algum tempo cheguei á cidade de Volterra onde o lugar que antes era glorioso e temido, agora estava abandonado. Não havia uma viva alma naquele lugar. Como estava abandonado á pouco tempo ainda não estava tão empoeirado ou caindo aos pedaços.

Caminhei pelos corredores e meus passos ecoavam tamanho era o vazio deles. Fui até a ala que os Mestres reservavam para si mesmos, os nomes dos ditos cujos ainda estavam gravados nas portas em placas que tenho pra mim são de ouro.

—Quanta ostentação.

Entrei no quarto de Aro e apesar dos móveis serem antigos, haviam equipamentos de última geração, computador, vídeo-game, o aparelho e os jogos. Televisão e então... uma estante. Estava fuçando nos livros quando acidentalmente puxei um e... passagem secreta.

Tirei uma lanterna da bolsa e segui a passagem até uma imensa biblioteca, ainda maior que a do Castelo. Mas, aquela não era uma biblioteca qualquer.

Conforme fuçava nas coisas escritas, vi desde pergaminhos até livros modernos. Arquivos digitais.

Como suspeitava Aro mantinha registro de todos os vampiros de seu Clã e especialmente de seus troféus.

Encontrei o registro de Alec e o de Jane. Era uma calhamaço infindável de papéis. Prossegui a leitura e ao fim... não podia acreditar no que li.

—Puta merda!

Enfiei o calhamaço dentro duma pasta organizadora e a pasta dentro da bolsa. Sai e meu celular tocou.

—Oi amor.

—Como sabia que era eu?

—Tenho identificador de chamada e você tem seu próprio ringtone.

—Onde você está?

—Castelo de São Marcus. Alec, você precisa mandar alguém aqui. Na ala dos Mestres, no quarto de Aro, há uma passagem secreta e no fim da passagem... uma biblioteca infinita. Imensa. A história do mundo sobrenatural, registros de cada vampiro que já passou na mão daquele miserável entre outras coisas. Se os humanos encontrarem... já era. Estou com o seu registro e o da Jane. Alguém precisa vir coletar isso. Te amo e sinto sua falta.

—Também te amo e também sinto sua falta.

—Notícias das meninas? Estão seguras?

—Sim. Muito. Estão aprendendo a comer comida humana, papinha de cenoura é a favorita de Genevieve enquanto que Rosalice prefere mingau, de aveia.

—Me manda uma foto.

—Mandarei. E a equipe para coletar os registros.

—Obrigado. Tchau. Entro em contato quando puder.

—Tchau.

Desliguei e sai do Castelo sorrateiramente.

P.O.V. Alec.

Eu comprei o Castelo de São Marcus após a morte dos Mestres, mas Renesmee não sabe. Nem eu sabia sobre a tal biblioteca secreta, mas se tem informações sobre vampiros, temos que tirar de lá e encontrar um local seguro para colocar.

P.O.V. Renesmee.

Alec e Jane são descendentes do primeiro vampiro da face da Terra! E o mais louco de tudo, vampiros e lobisomens tem um ancestral em comum.

Eu acidentalmente pari duas Hope's Mikaelson!

Genevieve e Rosalice são a réplica praticamente exata do vírus original. Duas fontes puras e não contaminadas.

Cassius e Marius Corvinos. Dois irmãos, gêmeos, bruxos. O primeiro mordido por um lobo, o segundo por um morcego. E essas mutações mágicas foram passadas adiante para minhas duas lindas filhas.

Trouxe o meu diário comigo, mas se eu morrer ele vai direto e reto para as mãos de Jane onde quer que ela esteja. Não posso deixar ninguém pegar o diário. Vaguei pela Europa procurando matilhas de lobisomens, filhos da lua. Mas, no fim... foram eles que me encontraram.

E não pareciam contentes que eu estava fazendo perguntas.