Notas iniciais
https://youtu.be/WPA-yaww9vk-Jared vê Rosie sem roupa.

P.O.V. Jered.

Levaram dois dias, mas a confusão foi abafada. E Rosie apareceu.

—Ficaram bem?

—A todo momento apareciam vampiros furiosos tentando entrar na casa, mas graças a você, eles fracassaram.

—Que bom. A situação foi controlada e estou feliz em dizer que estão fora de perigo.

Disse apoiada no batente da porta.

—Você, quer entrar?

—Seria legal.

Rosalice entrou na casa sem que nada a impedisse. Estava usando uma blusa de moletom verde com um capuz, calça jeans e ankle boots. A blusa por baixo do moletom era cinza. Seu cabelo castanho parecia mais comprido.

Mas, alguma coisa aconteceu. Uma mulher veio e jogou um pó pra cima. O pó formou um círculo perfeito ao redor de Rosalice. Ela batia, batia e batia furiosamente naquela barreira mística invisível.

—Dafne, você me deixa sair daqui agora ou eu juro por Deus que eu te mato!

—Você pode tentar. Ou podemos conversar civilizadamente.

—Você fez um círculo de pó de acônito á minha volta! Não venha me falar de ser civilizada!

—Eu vim aqui pra te ajudar.

—É meio tarde! Nós já acabamos com os recém-criados e temos um exército para nos apoiar.

—Sou uma bruxa, sou a regente do meu Coven. Não posso ser vista fazendo favores para os Volturi. Ou talvez possemos nos ajudar.

A bruxa que segurava uma bolsa de sangue jogou-a para Rosalice. Rosie pegou a bolsa e bebeu o conteúdo como um animal faminto.

—Olha, eu tenho acesso ao Poder dos bruxos ancestrais. Posso canalizar o Poder e ajudá-la com o seu problema. Você pode ser livre, Rosalice!

—Nos seus termos eu imagino.

Rosie, lambeu os dedos e falou:

—Desembucha.

—Tem uma bruxa em Netherfield que odeia que sou regente. Se eu retaliar, estarei começando uma guerra civil e eu não quero fazer isso.

—Você percebe que minha irmã e eu somos Tribridas, certo? Nós representamos todas as facções. Vampiros, bruxos e lobisomens.

—Eu sei. Mas, você fez um monte de híbridos e as bruxas odeiam os vampiros, e odeiam os híbridos mais ainda.

—Certo. E quanto a bruxa?

—Ela odeia que eu sou regente, ela tentou me assassinar, mas não posso retaliar sem começar uma guerra civil.

—Tudo bem. Quem você quer morta?

—Preciso duma mecha do seu cabelo.

Rosie arrancou uma mecha do próprio cabelo e deu na mão da bruxa. Que acendeu uma vela e disse umas coisas loucas.

—Você está completamente oculta. Nenhuma magia vai conseguir te rastrear.

—Tá. Eu mato a bruxa, e em troca você me dá o feitiço.

É a negociação mais estranha que eu já ouvi.

—Muito bem. O nome da bruxa é Karen Winters, ela tem um café na rua Principal. Ela estará lá antes do por do sol, enquanto a vela queimar ninguém te acha. Você tem até lá para cumprir a sua parte no acordo.

—E quando bater um vento forte?

—Minha magia vai proteger a chama. É claro que vai ter que trabalhar comigo.

A bruxa moveu a mão, bateu um vento que desfez o círculo. E Rosie a atacou, a prensou contra a mesa.

—Se alguma coisa ruim acontecer com quem eu amo por causa desta sua vingancinha Dafne... virei atrás de você. E vou te estraçalhar.

—Quando o sol nascer amanhã e seus amigos ainda estiverem respirando... vai me dever um pedido de desculpas.

—Você tem duas horas. Resolva!

Disse Rosie jogando uma faca encima da mesa e saindo.

—Isso é loucura. Viu o jeito que ela se moveu?! Era um borrão.

Enquanto isso a bruxa estava recitando um encantamento, mas começou a sangrar pelos olhos.

—Não. Não por favor, precisam me ouvir, por favor. Por favor, sei que não querem me ajudar, mas Rosalice pode ser usada para chegar ao Ancião. Ela é a única que ele realmente teme. Por favor, por favor preciso que me ouçam.

E a vela acendeu sozinha. Fazendo a bruxa respirar aliviada.

P.O.V. Rosie.

Eu vi a bruxa. Corri, mordi a jugular dela, drenei-a e então quebrei o pescoço. Estava saindo quando sinto a dor. Aneurismas. Estou cercada de bruxas, mas eu consigo. Arranquei algumas cabeças, drenei algumas, outras eu usei um feitiço para queimar vivas. Me alimentei da magia delas.

P.O.V. Jered.

Mas, que problema Rosie poderia ter que não pudesse resolver?

—O que a Rosie tem? Qual é o problema?

—Alguém trancou seu lado lobisomem. Suprimiu.

—Isso é possível?

—É claro que é. Mas, felizmente... o feitiço já foi desfeito.

—Foi você.

—Eu fiz pelo meu Coven.

Então um barulho passa direto por mim, um vento. Ouvi barulho de água. E segui o som, no chão haviam pegadas de lobo que viraram pegadas humanos. Eram pegadas de sangue.

Eu a encontrei no meu quarto, na minha banheira.

—Veio ver se estou bem?

—De onde veio todo esse sangue?

—Eu estava tendo um dia de merda então eu finalmente consegui me transformar outra vez e descontei nas bruxas que me amaldiçoaram e tentaram me assassinar. Bem-vindo ao submundo.

Então, ela simplesmente se levantou da banheira completamente nua, ensopada e cheia de sabão. Estendi a toalha pra ela.

—Não me julgue. Você não sabe como é e o que eu fiz não foi nada comparado ao que o meu pai já fez.

Disse enquanto secava o cabelo e se enrolava na toalha. Saindo da banheira cheia de água ensanguentada. Como naquela cena do filme Carrie, A Estranha quando ela lava o sangue de porco do próprio corpo. Só que esse sangue era humano.

—Pensei que fosse melhor que isso.

—Sou uma Tribrida de novo! Tenho um temperamento explosivo de loba pra ir com meu apetite voraz. E as bruxas tentaram me assassinar, quando eu era bebê. Mm. Elas não servem pra nada além de ser comida. Com licença.

Ela já estava seca e vestida quando eu a encontrei, mas os cabelos ainda estavam úmidos. E eu fiz algo nunca pensei que faria. Eu a beijei.

E ela me beijou de volta. Quando finalmente precisamos respirar, ela riu e disse:

—Não se preocupe. Você não é a primeira pessoa a se apaixonar por um monstro.

Nos beijamos de novo. Mas, de repente ela parou.

—Ah, não não vai.

E foi-se embora num borrão. Quando cheguei lá embaixo, Rosie estava entre a bruxa e a porta.

—O feitiço. Eu matei a bruxa como queria. Me dá feitiço.

—Eu tentei.

Rosie copiou o feitiço num outro livro.

—Tente me enganar outra vez e eu te mato. Agora você pode ir.

A bruxa saiu e Rosalice tirou um colar do bolso e deu um sorriso sacana, maldoso.

—Otária.

—O que eu perdi?

—O colar é um talismã, vai servir como algo que represente Dafne. Como um substituto.

—Para que?

—Ela acha que pode suprimir o meu lado lobisomem, me impedir de me transformar, me negar a minha herança e se safar? Eu acho que não.

—Bem, feitiços, transformação e sobrenatural á parte... você gostaria de ser minha namorada?

—Sim. Gostaria muito disso.

Nós estávamos tão concentrados em nos beijar que não notamos que tínhamos uma plateia.

P.O.V. Katherine.

Vadia ladra de namorado. Ela me paga. Vou acabar com ela.

P.O.V. Emily.

Finalmente! Sou amiga da Katherine, mas ela é tão... mimada, egoísta e dramática. Sei que Jared tem um abismo pela Rosie desde o começo do ano.

Rosalice é madura, inteligente, altruísta, protetora, um pouco selvagem, mas ninguém é perfeito. Decidi sair, não vou ficar aqui segurando vela e de platéia.

P.O.V. Jared.

Eu não era virgem nem nada, mas...

—Puta merda! De que planeta você veio?

—Vampiros são os melhores amantes do mundo. Mas, desde que sou uma Tribrida... suponho que seja melhor. Você está bem? Está ferido?

—Não. Porque? Espera um pouco, o que é isso? Plumas?

—Antes o travesseiro que o seu pescoço.

Ai eu me toquei o que tinha acontecido com os travesseiros. Ela tinha mordido.

—Ok. Antes o travesseiro que meu pescoço com certeza. Estão rasgadas e estraçalhados.