P.O.V. Rosie.

Eles tinham gravações do ataque. Athenodora está ficando desleixada.

—Rosalice Cullen Volturi.

—Sou eu.

Estou na delegacia, numa sala de interrogatório. Ótimo.

—O seu carro um Ford Mustang GT de dois mil e treze, placa de Forks Washington estava na festa ontem.

—Sim.

—E o seu nome estava na lista de convidados.

Tive que me segurar para não rir da patética tentativa dele de me intimidar.

—Estava e eu também estava lá. Não me torna culpada de nada.

—Não, mas conseguimos o áudio da gravação do ataque e citam o nome do mandante. Athenodora Volturi.

—A gente não escolhe os parentes. Athenodora é mulher se quer saber, ela é esposa de Caius Volturi um dos homens que adotaram e criaram meu pai e minha tia. Ela culpa meus pais e tia pela morte do marido dela, acho que foi o jeito que ela encontrou de se vingar.

—Sabe onde podemos encontrá-la?

Olhei bem na cara dele com essa cara que está ai na figura.

—Você não quer encontrá-la. Não se você gosta de viver. Caro Detetive Carson, você não faz a menor ideia do vespeiro que está cutucando, da ameaça que está enfrentando. Atire nela e ela vai rir da sua cara, tente correr e ela vai te pagar. Tente se esconder e ela vai te achar. Se não tem medo, então você é um idiota.

P.O.V. Detetive Carson.

Ela não parecia com medo, mas a maneira que falava era como se realmente houvesse uma peça faltando, algo que nós não víamos, mas ela sim.

—Encontramos uma substância nos cadáveres das vítimas. Uma substância desconhecida. Algum tipo de droga?

—Veneno. Olha só, você não faz a menor ideia de com o que está lidando e vai por mim não tem a menor chance de vocês vencerem. Vocês não podem correr mais que nós, não podem se esconder, não podem nos matar. Pega tudo o que acha que sabe sobre o mundo... e joga fora. Se Athenodora te quiser morto, não tem o que fazer, vai morrer.

—Isso é uma ameaça?

—É um aviso. Mas, eu tenho quase certeza de que você não vai me ouvir. Então, deixarei flores no seu túmulo. Isso se sobrar algo de você pra acharem o que eu duvido. Se queremos algo, nós tomamos e nada, absolutamente nada fica no caminho.

—Nós?

—Nós. Minha irmã e eu somos o motivo de Athenodora ter atacado e matado aquela gente. Somos a maior ameaça ao pouco Poder que ela ainda tem. Com os Mestres mortos e a guarda espalhada, não vai levar muito tempo para estourar uma guerra civil. Vocês quer gostem ou não, quer queiram ou não foram pegos por acidente e estão no meio de uma guerra que é travada á séculos. Frágeis como são, vão ser bucha de canhão. Então por favor, façam vista grossa, finjam que não viram. É o melhor que podem fazer.

Disse num tom sério e ainda assim de pena.

—Então, posso ir pra casa agora?

—Claro. Obrigado pelo seu tempo.

—Disponha.

P.O.V. Jered.

Ela tem sempre estado lá por nós. Por mim, pela Emily.

Começo a gostar dela, ela é forte, carinhosa, risonha, debochada, irônica, engraçada. Protetora, madura e bonita.

—E ai gatinho, o que vamos fazer hoje?

—Eu quero terminar.

—O que?

—Katherine não tá dando mais. Não tá mais funcionando, isso não é saudável para nós. Não estamos falando a mesma língua.

—Não pode estar falando sério?!

—Muito sério.

Katherine ficou indignada. Com sua cara de menina mimada.

—É por causa daquela... Volturi não é?

—Não. É porque eu cresci e você não. Eu mudei e você não. Ainda continua a mesma menininha mimada, chata e birrenta que sempre foi.

P.O.V. Katherine.

Então vejo aquela figura na porta.

—Desculpa, cheguei numa hora ruim?

—Não.

—Sim!

—E quem diabos é você, mesmo?

—Katherine.

—Oh, certo. Você é garota do Jered Me lembro de você, eu ia pedir se eu não podia ficar aqui uns dias. Mas...

—Claro. Você é sempre bem vinda.

—Obrigado.

—Não ela não pode! Eu nunca tinha ouvido falar de você durante um ano inteiro e agora... é Rosalice, isso, Rosalice aquilo, a Rosie isso, a Rosie aquilo.

—Eu vou buscar as minhas malas. Obrigado.

Ela veio carregando malas de rodinhas e mochilas.

—Precisa mesmo disso tudo?

—Preciso de um lugar pra ficar, Jered é meu amigo e ele disse que eu podia ficar.

—Conheço todos os amigos do Jered e nunca ouvi falar de você, então que tal parar com a porcaria?

—Katherine!

—É, eu não faço drama adolescente. Se isso te incomoda fala com o Jered, com licença vou cumprimentar a Emily.

Ela simplesmente me deixou falando sozinha. Ninguém me deixa falando sozinha!

—Peraí minha filha! Quem você pensa que é?

Agarrei o braço dela.

—Me larga. Agora.

—Pegue as suas tralhas e se manda, sua vadia.

Eu arranhei o braço dela quando ela tentou se soltar e vi o arranhão fechar em segundos!

—O que...

—Você tem unhas afiadas. Pena pra você, porque...

Vi os ossos da mão dela quebrando, ouvi o barulho e então...

—Eu tenho garras.

Então senti as garras arranhando profundamente o meu braço.

—Ai!

—E acho que o meu convite foi retirado, certo?

—Como você fez aquilo?

—Uma das vantagens de se ser uma Tribrida, eu suponho.

—Tribrida?

—Sim. Híbrida de três criaturas diferentes.

É uma daquelas experiências do governo.

—Não sou experiência do governo. O submundo existe desde muito antes de você, loira descabeçada. Desde antes de existir organização social.

—Submundo?

—Escutando atrás da porta é? Vem cá, eu não vou morder. Não você pelo menos.