The Hybrid Diaries
39 Análises
P.O.V. Detetive Griffin.
Os federais se envolveram com o caso do Homicídio do garoto bruxo.
—Onde está o cadáver?
—Não tem cadáver, senhor.
—Como não tem?
—O garoto chegou morto e saiu andando.
—Impossível.
—Para nós é. Para eles não.
Os agentes do F.B.I. pediram para ver as filmagens das câmeras de segurança do necrotério. Ficaram o dia inteiro revisando a fita, de todos os ângulos e formas possíveis.
—Tem certeza que o garoto estava morto?
—Tenho. Vinte balas, ainda tenho as balas que tirei do peito do rapaz. Os ferimentos, o sangue. Nada de batimento cardíaco, sem pulsação. Pra mim se qualifica como morto.
Os agentes analisaram as balas, o atestado de óbito. Tudo.
—Ele tava morto. Tenho certeza disso. E Hope Corvinos o trouxe de volta.
—Ser capaz de levantar os mortos? Meu Deus!
—Necromancia.
—O que?
—Foi como ele chamou. Necromancia. Procurei no Google e é a habilidade de ver, se comunicar, controlar e levantar os mortos. Imagino que seja algum tipo de magia negra.
Eles viram a filmagem da mulher/dragão incinerando os outros vampiros na delegacia.
—Que porcaria de mundo é este? Se levantar os mortos e ter um dragão de guarda costas é possível, me pergunto o que mais tem lá fora. O que é verdade e o que é mito?
—Nada é mito. É claro que quem conta um conto, sempre aumenta um ponto, mas... em meio a toda a besteira há uma minúscula partícula da verdade.
Olhamos para a mulher de cabelos e olhos castanhos que usava um terninho branco e um colar de pérolas. Era uma mulher muito elegante, com seus sapatos de salto.
—Olivia Godfrey, a socialite.
—Socialite. Ser mãe, empresária e mulher se qualifica como ser socialite. Realmente, as coisas não mudam.
Então que eu percebi. Pela forma como ela se expressou. Ela não é uma de nós, é uma deles.
—Você é...
—Vampira.
Disse se sentando na cadeira.
—Uma das empresárias mais importantes deste país é uma vampira.
—Porque acham que eu era tão reservada? Havia um motivo razoável para nós não gostarmos de tirar fotos.
Eles não envelhecem.
—É claro. Vocês não envelhecem. Não leve a mal, mas...
—Novecentos. Agora, tenho uma queixa.
—Pois não?
—Há... humanos atirando pedras nas janelas da minha casa, nas propriedades da minha empresa. Depredando a minha propriedade, então vim aqui para prestar uma queixa, assim vocês tomariam as devidas... providências. Isso sem contar os crucifixos pregados no meu jardim. Eu tenho buracos na minha grama, pichações nas minhas paredes e vidros com filtro UV estilhaçados. Muitos dos meus clientes se feriram. Se não tomarem providências... eu tomarei.
—Por providências você quer dizer...
—Sabe o que quero dizer. Isso está acontecendo á meses, o que significa que estou no meu limite. Mais uma dessas e meu auto-controle vai pro inferno.
—Certo. Seu filho...
—Roman é adotado. Vampiros não podem procriar. Estas novas crianças são... algo absolutamente novo. E para ficar pior, Hope e Lucian vem de uma família de manda chuvas. Os mais velhos, os mais poderosos, mais letais. As crianças carregam a marca dos Crescentes, assim como a vó deles, assim como o Cassius que se tornou o primeiro dos lobisomens. Eles são realeza dos dois lados da família. Materno e paterno. O Clã Volturi, o Clã Cullen... ninguém pode com eles não.
Filtro UV?
—Vidros com filtro UV?
—São poucos os nossos que podem caminhar ao sol sem... queimar.
—Então, algumas das lendas são verdadeiras?
—É claro.
—E você pode...
—Estou aqui, não estou? Bem, vai tomar meu depoimento ou me interrogar? Pelo o que eu sei ser vampiro não é crime.
O celular dela tocou.
—Com licença. Alô?
A cara que ela fez... o rosto dela mudou, fui uma mudança física e absolutamente perceptível. As escleras cheias de veias negras, os dentes caninos virando presas. Ela apertou o botão do viva-voz e colocou o telefone na mesa.
—Se encostar um dedo no meu filho, eu vou caçar você, vou te estraçalhar mundano!
—Estamos com a sua prole, venha buscá-lo. Ou mandamos os pedaços dele pra você.
—Roman é humano. É uma criança! Que tipo de pessoas são vocês? Ameaçando uma criança?!
A voz era masculina. Fiz um gesto para que Olivia o enrolasse e foi o que ela fez. Infelizmente o celular era descartável.
—Vou encontrar você. E se o meu filho estiver ferido... vai rezar para o seu Deus ter misericórdia de você.
Olivia desligou e fez outra ligação.
—Preciso de um feitiço de rastreio.
—E quem você quer que rastreie?
—Meu filho Roman Godfrey.
—Certo.
—Estou na delegacia, mas tenho um objeto pessoal do meu filho. Ele é humano, bruxa. Que eu saiba com ele você não tem rixa.
—Não eu não tenho.
Uma mulher negra de uns vinte e poucos anos apareceu na delegacia.
—Aqui, Celestia. Encontre-o. Por favor.
Disse Olivia Godfrey estendendo a fraldinha de rosto para a mulher.
A mulher, Celestia encheu a sala de velas, estendeu um mapa sob a mesa e começou a falar latim. Acho que ela é uma bruxa.
—Aqui. Ele está aqui.
—Vamos mandar unidades com você.
—Não. A vida do meu filho está em jogo. Se eu não for sozinha, eles o matam.
—E se for vai matá-los.
—Não. Não na frente do meu filho pelo menos.
A voz dela era fria e sem emoção. Como se estivesse no piloto automático.
—Vamos mandar policias com você, Senhora Godfrey isso não é discutível.
—Tudo bem. Mas, se alguma coisa acontecer com o meu filho...
—Não vai.
P.O.V. Olivia.
Eles me encheram de escutas. E os humanos estavam numa casa abandonada. Mas, que tolos.
—Mamãe.
—Está tudo bem meu filho. Eu lhe prometi que nunca deixaria nada de ruim acontecer com você. Estou aqui, agora deixe o meu filho ir.
Balas de madeira. Amadores.
—Bem, vocês idiotas me devem um terno feminino Gucci novo. Roman, você se lembra o que eu te ensinei a fazer quando está com medo?
—Fechar os olhos e cantar.
—Sim. Feche os olhos e cante. E o que quer que ouça... não abra os olhos.
P.O.V. Detetive Griffin.
Pelas escutas ouvimos Olivia mandar o filho fechar os olhos e cantar. Então ouvimos tiros sendo disparados novamente. Era um confronto.
—Vamos, vamos entrar vamos.
Quando chegamos a mãe estava com o filho no colo, abraçando-o, confortando-o e os humanos desarmados e no chão.
—Eles estão...
—Vivos. Roman é autista, detetive. Pode imaginar o trauma que estes... estas criaturas causaram no meu filho?! Ele levou anos para falar. Está tudo bem agora filho.
—Mamãe.
—Sim. Eu sou a sua mamãe. E eu te amo mais do que qualquer coisa.
P.O.V. Jeremy.
Eu engravidei uma vampira. E dentro de sete anos... tinha uma filha adolescente. Com o Poder do mundo.
—Porque Julieta?
—Pensei que seria cômico. Considerando que a Julita de Shakespeare é uma inútil, um bibelô e a nossa... ela será a guerreira mais feroz e a dama mais bem educada.

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