Naquela manhã, a primeira coisa que notou foram as pernas entrelaçadas às suas e a temperatura quente do corpo de Wanda totalmente apoiado contra o seu. Depois, percebeu que havia dormido tão pesadamente por toda a atípica noite, que ela havia acordado primeiro e, em silêncio, simplesmente o encarava.

Piscou contra a luminosidade da manhã pouco ensolarada em razão do inverno cada vez mais iminente e levou os dedos aos olhos, sem se incomodar com a proximidade da ruiva. Era como se estivesse acostumado a esse tipo de comportamento, embora nem conseguisse se lembrar de ter vivido algo próximo daquilo — do conforto à forma como se sentia.

— Bom dia.

Murmurou roucamente, revirando-se no colchão para ficar de frente para ela, mas não abriu os olhos. Ainda estava legitimamente com sono, embora a essa altura da vida dormisse pouco e com o mínimo de qualidade em razão dos pesadelos. O próprio Soldado Invernal dormia pouco — não havia necessidade de se preocupar com algo tão intrinsecamente humano quando sua única função era perseguir, matar e torturar, portanto, parecia difícil fazer seu corpo fisiologicamente se acostumar com algo diferente disso. Mas não naquele dia.

— Bom dia.

Ela murmurou de volta, tão perto que a respiração quente chegava ao seu pescoço. Os fios ruivos roçavam seu peito e seu braço, causando um pequeno choque de intimidade, mas este mero detalhe nem se comparava às pontas dos dedos percorrendo suas costas com suavidade e, então, seus ombros e, depois, o braço metálico.

Havia algo sobre a misticidade dos dedos dela que o deixava louco, sempre se pegava encarando-os, consciente do poder e energia superiores que emanava deles com tanta facilidade, embora fossem quase infantis nas unhas sempre pintadas de preto e na quantidade de anéis que usava.

— Você está me testando.

Finalmente a encarou, os olhos sorrindo minimamente ao olhá-lo de volta sem hesitações. Wanda era sempre bonita, impressionantemente linda, mas havia algo sobre acordar e vê-la tão desprendida de barreiras, que apertava, retumbava, em um ponto diferente em seu peito, um lugar distante e sabidamente de difícil acesso, que Bucky dificilmente se recordava.

Tinham carregado o colchão confortável da cama para o chão da sala, onde acenderam a lareira de pedra e ficaram a noite toda bebendo vinho e assistindo aos episódios favoritos dos sitcoms americanos, que Wanda costumava ver com os pais quando pequena. Ele não tinha aquelas referências, mesmo os programas mais antigos pareciam novos, pois passou a maior parte de seu tempo como Soldado Invernal fora dos Estados Unidos e supunha que não se lembraria de algo tão trivial, ainda que tivesse permanecido no país.

As sessões de tortura se encarregariam de execrar de sua mente algo tão intrinsecamente americano, que ditava os modos e o estilo de vida de todo o país, para que não ficasse tão familiarizado com aquilo. A lavagem cerebral deveria ser o mais simplificada possível e, por isso, era melhor que não tivesse contato com nada que engatilhasse em seu cérebro lembranças de James Barnes, o sargento dos anos quarenta.

E, enquanto Bucky apenas conseguia enxergar padrões americanos em cada um dos programas, Wanda se mostrava muito fascinada por cada personagem e pequena história. Ela contou sobre a promessa do pai de levá-la a Nova York e a tentativa da mãe de reproduzir a tradicional torta de carne do país e, embora tudo tivesse terminado em um fabuloso desastre dado o destino trágico dos Maximoff, ela ainda associava tais lembranças a uma época muito mais simples e feliz, onde não tinha que lidar com poderes e sequer fazia ideia dos problemas do governo. Era apenas uma criança, sendo criança.

— Consegue sentir minha mão? — Ela questionou curiosamente. — Quando estávamos em Wakanda, ouvi dizer que Shuri criou um braço muito mais tecnológico para você, que realmente o permite sentir… Texturas?

— É mais como… Uma sensibilidade. Não é literal. — Deu de ombros, percebendo como Wanda prestava atenção. Talvez, em um reflexo seu, quisesse saber sobre ele, como gostava de saber cada coisa dela. — Eu apenas… Sei que seus dedos estão onde estão, que seu toque não é ofensivo… Mas não é como se pudesse… Sentir sua pele e seu calor de verdade dessa forma.

— E aqui, dói? — Ela subiu para o local cicatrizado, onde o braço metálico encontrava o ombro, da pele ao osso, e Bucky apenas meneou a cabeça, negando. Wanda descansou sobre seu braço, ainda o olhando. — Eu apenas… Gosto de descobrir coisas sobre você. Ironicamente, sinto que me conhece muito mais do que eu conheço você.

Realmente, tinham sempre falado muito mais dela do que dele. Não ironicamente, não se sentia confortável rememorando sua vida nos anos quarenta. É claro, sempre sentiria falta da simplicidade, da superficialidade da juventude, de como os problemas eram menores e do fato de que Steve ainda estava ao seu lado, mas se sentia muito distante daquele garoto para tentar salvar algo dele.

— Certo… — Continuou baixo, puxando-a para mais perto, sem encontrar qualquer resistência. — O que sabe sobre mim?

— Você gosta de ser tocado.

A ruiva disse em tom baixo, como se mais alguém pudesse ouvi-los, embora não dividissem a cabana com ninguém, como se fosse a primeira coisa que pensasse em relação a ele.

— Não por qualquer um… Às vezes, me deixa nervoso ser tocado pelas pessoas, mesmo os médicos de Wakanda. Sempre soa… Invasivo, me fazendo lembrar o que gostaria de enterrar bem fundo em minha mente… — Murmurou baixo, segurando os dedos dela para colocá-los sobre seu rosto, aceitando-os em sua pele, calmamente, como tudo o que os rodeava naquele momento. — Gosto de ser tocado por você.

Terminou ante a hesitação dela, que o encarou imediatamente corada, sorrindo de maneira pequena e um tanto lisonjeada enquanto levava os dedos com cuidado até sua têmpora.

— E seus olhos… — A digital macia deslizou pela lateral de seu rosto, embora a ruiva parecesse mais pensativa do que qualquer outra coisa. — São perturbadores.

— O quê?

Estranhou, sorrindo discretamente, e levou os dedos aos cabelos dela, bagunçados pelo colchão, para jogá-los sobre os ombros e ter algum acesso ao pescoço alvo. Não gostaria que ela o encarasse e o lesse tão direta e profundamente, pois se sentia inteiramente aberto, ao mesmo tempo em que desejava continuar exatamente como estavam, pois a luz da manhã adentrando pela janela iluminava de forma brilhante o rosto alvo e, principalmente, os olhos esverdeados, sempre mais claros naquele horário.

Por um momento, se perguntou quando se tornou tão consciente de tantos pequenos detalhes sobre Wanda Maximoff (talvez, realmente, conhecia mais sobre ela do que o contrário), mas não se importou com a conclusão. Há muito não sabia como era poder desfrutar daquele tipo de conforto e há muito se esquecera como aquele tipo de sensação podia se instalar tão facilmente sobre ele.

— De um bom jeito. — Ela murmurou distraidamente, agora apoiada em seu braço, projetada sobre ele, examinando-o como a um projeto, ou um feitiço, percorrendo um caminho abstrato por seu rosto pouco barbeado ao contornar a mandíbula de forma delicada. — Eles são mais claros e azuis do que se imagina a princípio… Há tanta vida neles… Que me desconcerta. Você me desconcerta.

Piscou, pensando em que sentido ela poderia estar se referindo, pois jamais se sentira assim sobre si mesmo, nem imaginava que aquela era a impressão que passava, mas não conseguiu elaborar muito além. Wanda era sempre enigmática em seus pensamentos e, principalmente, seus posicionamentos — talvez, podia classificá-la até como distante naquelas coisas que dizia como se fossem mais para si mesma do que para o próprio Bucky.

— Como agora?

Não conseguiu evitar o tom de flerte, disposto a encarar como elogio, no que a ruiva sorriu, enredando as pernas nas dele e se ajeitando sob o cobertor que dividiram por toda a madrugada fria do fim de Novembro, ainda que estivessem próximos à lareira, se aproximando mais e mais a ponto de poder desfrutar da respiração quente e lenta contra a sua.

— O tempo todo.

Ela murmurou praticamente contra sua boca e Bucky não sabia se encarava os lábios bem feitos ou todo o conjunto da mulher acordando praticamente sobre ele, mais desinibida e à vontade que o comum, ainda com feições meio que inchadas de sono e os cabelos ruivos bagunçados em uma desordem bonita.

Apesar de sentir o próprio desejo arrepiando-o e subindo por seu corpo, apenas molhou os lábios e voltou a olhá-la nos olhos enquanto, sem pressa, percorria os quadris dela com a mão metálica, cuidadosamente puxando a perna para descansar sobre ele, deixando-a ainda mais perto. Deus, adorava como seus corpos pareciam se complementar sem precisar de muito.

Seus dedos se fincaram na curva do quadril dela e Wanda engoliu em seco, claramente esperando seus próximos movimentos, mas se resignou a depositar um beijo quase casto nos lábios macios dela, que esperava mais a julgar pela maneira como o fitou, confusa, quando se afastou para vê-la.

Então, arrastou a mão pela cintura, satisfeito em poder mergulhá-la por baixo da blusa da camisola, que o perturbou a noite toda. Ela usava em conjunto com um short de seda adornado com a mesma renda negra, extremamente curto, que também não deixava muito à imaginação — ou deixava, a depender do que pensasse. Ainda que não pudesse desfrutar do calor da pele, era possível ver e se deliciar pelo modo como ela reagia, apertando-o com a perna ao seu redor, escorregando no colchão para puxá-lo para mais perto, tornando qualquer espaço quase que inexistente entre eles enquanto pressionava a cintura fina.

Bucky sorriu e desviou a atenção para o pescoço dela, sem encontrar qualquer resistência naquele caminho quando a ruiva simplesmente jogou os cabelos para o lado, permitindo que explorasse livremente a pele macia e cheirosa, indo da garganta ao ouvido sem pressa. Ela mantinha os olhos fechados e os dedos firmes em seus ombros, claramente sem ter ideia de como sua voz, seu cheiro, sua presença, seu corpo, mexiam com ele, ambos entrelaçados demais para determinar quem tinha o controle ali.

— Há quanto tempo não se sentia assim?

Alcançou os fios na altura da nuca e entremeou os dedos por ali, fazendo com que ela levantasse os olhos esverdeados. Então, a perna dela terminou de se entrelaçar à sua panturrilha, fazendo com que se acomodasse quase que totalmente contra ela, seu pau exatamente onde queria, exceto pela barreira de tecidos que os separava. Conseguia sentir a excitação que emanava do corpo feminino ao extremo, como se fosse parte de sua magia, e tudo ficou ainda mais intenso quando ela moveu o quadril, buscando ainda mais contato, mais fricção.

— Assim?

Queria perguntar se, assim, mais como uma mulher e menos Feiticeira Escarlate; ou, assim, mais como Wanda e menos como bruxa, mas somente engoliu o próprio gemido e sorriu, apoiando a testa na dela para empurrar de volta, a respiração quente e ansiosa em seu rosto denunciando o estado em que Wanda também se encontrava, confirmando com um murmúrio.

— Exatamente assim.

Alcançou os lábios macios, finalmente a beijando, desfrutando da língua macia em total sincronia com a sua, do gemido arrastado contra a sua boca e da forma lânguida com que ela se movia contra ele. Segurou a perna dela, novamente, os dedos pressionando com tanta força que certamente ficariam marcados na pele clara e gemeu quando foi capaz de sentir a leve umidade no tecido fino do pequeno e totalmente inapropriado short de seda.

Queria mais contato, queria encerrar o contato, ao mesmo tempo em que seu corpo parecia gritar por ela em uma ânsia quente que poucas vezes sentira durante toda a sua vida. Fez uma nota mental de que queria terminar ali, naquela posição, em uma convicção lenta que deixaria a ambos no mesmo estado de excitação e necessidade.

Porém, permitiu que Wanda o pressionasse contra o colchão até se acomodar sobre ele de vez e não se importou nem um pouco em deixar o controle escorrer momentaneamente por seus dedos, afinal estes estavam nela e a ruiva sobre ele era um monumento por si mesma. Os cabelos bagunçados e os lábios inchados, avermelhados, faziam um conjunto perfeito com a camisola preta, as alças escorregando pelos ombros de maneira sexy e despreocupada, bem como a luxúria que percorria dela para ele ao se posicionar exatamente onde mais precisava.

Apreciava que ela não tinha vergonha do próprio prazer, voltou a percorrer as pernas nuas e arrepiadas, subindo pelos quadris bem delineados e cintura até encontrar os seios sobre o tecido, notando como ela o buscava a todo o instante, como fez desde a primeira vez — apesar do contexto que os rodeava, era como se não houvesse hesitação sobre eles.

Por um momento, se perguntou se Wanda era realmente tão desinibida ou se era assim apenas com ele, o que fez uma leve onda de ciúmes se instalar nele, mas o momento foi breve, pois logo ela se inclinou para beijá-lo tão excitada que não restou espaço para qualquer outra coisa em sua mente.

Então, ela se arrastou sobre seu comprimento com um ofego abafado por sua boca e Bucky, novamente, pressionou os dedos em seus quadris para deixá-la exatamente onde queria. Precisava de mais, ao mesmo tempo em que precisava manter algum tipo de controle. Wanda o olhava e ele era dela. Wanda o tocava e ele se sentia praticamente derreter. Wanda o beijava e ele não conseguia pensar em qualquer outra coisa.

O cobertor que compartilhavam antes já estava esquecido na bagunça do colchão, o fogo na lareira era nada menos do que uma solitária e pequena chama sobre a qual não deram a mínima para manter durante a noite e as taças vazias de vinho tinto, ao lado de duas garrafas, já estavam esquecidas no chão, mas o que importava era aquilo, entre eles, naquele momento.

Percorreu a mão sem pressa pelas costelas, passando pelo estômago até chegar ao seio nu, que rodeou com calma a sentindo ofegar. Wanda se afastou para respirar e Bucky mal podia conter a excitação por poder vê-la, à luz do dia, tão entregue e sem amarras como estava. A ruiva, esparramada sobre ele como naquele momento, com os olhos fechados, mal conseguindo sustentar a leve invasão de suas mãos, era uma uma visão e tanto.

Alcançou novamente os lábios macios e molhados, incapaz de manter a distância — assim como, o controle -, e aproveitou a umidade da língua dela na sua para seguir pela garganta, chegando até o ouvido.

— Falando por mim… Há muito, muito tempo, não me sentia… — Uma vez que ela julgava não conhecê-lo, complementou para si mesmo, ouvindo o leve gemido, desfrutando do contato lento dela contra seu membro duro, ambos ainda inexplicavelmente vestidos. Voltou a encará-la, encaixando os dedos quentes na nuca, entremeando-os aos cabelos com firmeza até que estivesse tão próxima que sua respiração se misturava à dela, seus narizes se tocando tentadoramente. — Como você me faz sentir.

Notou quando Wanda engoliu em seco e apertou as unhas na junção de seu ombro e pescoço, indecisa sobre empurrá-lo ou puxá-lo para mais perto. No entanto, quando ela apenas fez silêncio, escorregando os dedos de maneira pesada por seu peito, parecendo perdida em pensamentos distantes demais daquela cabana, daquele colchão e dele, mordeu levemente o lábio inferior dela, despertando-a.

A viu fechar os olhos apertadamente, a excitação arrepiando seus poros e a fazendo gemer de maneira suave ao alcançar sua boca novamente, o beijo lento escorregando por eles e suas almas, assim como suas mãos que fizeram de volta o caminho pecaminoso pelo corpo dela, contornando a cintura e os quadris sobre o tecido, conseguindo identificar, pelo tato, que nada havia entre aquela pequena peça e a pele macia dela.

Sorriu levemente, sem fôlego pelo beijo encaixado que jamais deixava de pegá-lo desprevenido e seguiu para a parte frontal, os dedos intrusivos trabalhando no cós do short de renda e, sem encontrar qualquer sinal de desconforto no rosto dela, na parte de dentro do tecido para pressionar diretamente contra o centro molhado de sua intimidade.

Wanda estremeceu e pareceu se abrir um pouco mais sobre ele, as pernas posicionadas de cada lado de seu corpo, a alça da blusa agora totalmente caída por seu ombro, mal escondendo o contorno do mamilo rosado e estimulado pelos dedos dele. Ela não conseguiu evitar o gemido baixo e discreto quando arrastou os dedos pela entrada molhada e voltou novamente ao clitóris, fazendo-a apoiar a testa contra a sua e fechar os olhos, concentrada apenas nele.

Não conseguia deixar de olhá-la. Queria gravar na mente aquela imagem, ao mesmo tempo em que gostaria de se lembrar das sensações, de que eram seus dedos e sua boca os causadores daquele estado febril e necessitado. A ruiva subiu os próprios dedos para sua nuca, alcançando seus fios escuros quando Bucky a puxou para mais perto, fazendo com que praticamente se deitasse sobre ele, sem se importar com o pouco peso e, enquanto sua boca mergulhava no pescoço, causando um estrago erótico na pele delicada, seus dedos se afundaram de vez na intimidade quente e completamente molhada.

A sentiu retesar, buscando mais contato, ao passo que jogou a cabeça para trás em um gemido altamente silencioso enquanto os dedos pressionaram ainda mais seus cabelos e, apesar de lidarem com um espaço limitado, não fez questão de mudar a posição em que se encontravam.

Daquela forma, Wanda tinha algum controle sobre o próprio prazer e gostava de trabalhar com a ideia de sua mão dentro da calcinha dela sem tirá-la. Fazia com que parecesse clandestino, rápido e impensado, embora não fosse nenhuma dessas coisas, pois não se apressou na forma como a explorava daquela forma, passando a conhecer sem pressa a que estímulo ela respondia mais.

— Porquê… Você tem que ser tão bom nisso? — Ela gemeu, os dedos apertando o braço que Bucky mantinha entre eles para estimulá-la. A respiração quente encontrou a sua quando ela novamente descansou a testa na dele, após murmurar algo incompreensível em seguida, sem conseguir manter a distância, ele sorriu, pensando em uma resposta engraçadinha, que manteve para si mesmo. — Bucky… Eu quero sentir você.

Bucky sentiu cada poro seu responder ao sussurro quase engasgado, no que ele apenas se afastou para rasgar o short de seda em duas partes facilmente esquecidas sobre o colchão. Tão ansiosa quanto, Wanda trabalhou cegamente em sua calça de moletom, abaixando apenas o suficiente para liberá-lo e, de maneira urgente, conseguir o contato que, realmente, queriam.

Aquela era uma visão, que jamais esqueceria. Com os lábios entremeados, os cabelos bagunçados e a respiração trêmula, Wanda se arrastou por todo o seu cumprimento, o deixando completamente molhado com sua própria excitação, mas não se demorou muito na tarefa antes de se encaixar de forma lenta e completa.

Ela alcançou seus lábios e, sem mistério, suas línguas estabeleceram o mesmo ritmo dela contra ele. Já havia notado que Wanda preferia as coisas lentas e com mais qualidade do que apressadas e superficiais. Ela era perfeccionista e tinha um tempo muito próprio para tudo o que construía, inclusive seu orgasmo. As mãos delicadas rodearam sua mandíbula com força e Wanda ofegou, buscando o próprio prazer.

Surpreso pela intensidade do ato, teve que se concentrar para se controlar e não acompanhá-la como um garoto inexperiente quando a viu tensionar e a sentiu estremecer, sem conter o arrepio enquanto fechava os olhos em completa luxúria e mordia os lábios inchados e corados como o pescoço e as bochechas.

Bucky subiu as mãos para os quadris dela, a ajudando a se movimentar lentamente para prolongar a sensação, desfrutando da forma como inconscientemente fincava as unhas na curva de seu ombro com o pescoço e o apertava dentro de si, cada vez mais. Subiu os dedos pela coluna macia, adorando a forma como se curvava contra ele para se encaixar melhor, para alcançar o próprio prazer, o que o levou a arrastar pelo ombro a alça da blusa que ainda usava só pelo privilégio de uma visão ainda mais erótica dela sobre ele.

Olhou para baixo, mal conseguindo registrar a forma como conseguia se perder tão bem nela, e seguiu para o pescoço, onde jogou os cabelos ruivos para trás para ter uma visão mais ampla daquela região, passando a estocar no mesmo ritmo lento com que ela se movia, estimulando-a por dentro e por fora de forma tão intensa, que, por um instante, teve certeza que ambos se perderam nos próprios gemidos arrastados e prazeres violentos antes de tudo silenciar em ofegos altos e um tanto chocados. O ápice foi quase repentino, principalmente considerando como seus corpos reagiam um ao outro naquele ponto — ainda unidos, molhados e hipersensíveis.

Quando tudo pareceu se acalmar, ela respirou fundo, cada movimento mais lento que o outro, buscando forças para se recompor enquanto abria os olhos e olhava para Bucky, como que processando o que havia acabado de acontecer, as íris ainda mais esverdeadas do que o comum, fosse pelo orgasmo ou pela iluminação matinal. Então, Wanda apenas fechou os lábios trêmulos e molhados nos dele, brincando com os dedos em seus cabelos e mantendo todo o peso sobre ele, confortável.

— Eu… — Até mesmo a voz dela, sussurrada e um tanto ofegante, soou um pouco mais grave, o que fez com um arrepio o tomasse por inteiro. — Nunca me senti assim.


Notas finais
JÁ É JUNHO! Olha, acho que só posso dizer, espero que tenham APROVEITADO! Acho que vocês já notaram que eu tenho uma quedinha por cenas, que se passam de manhã né? Inicialmente não era pra ser tão longa, mas é tão sentimento, que não dá pra ficar na superficialidade com eles né?! Enfim, me contem o que acharam e espero que já tenham visitado minhas novas shorts winterwitch, pois claramente estou em um hiperfoco aqui! Até breve ♥