The Hurting. The Healing. The Loving.
61 Capítulo 60
Um tanto sonolento, Bucky tateou pela extensão macia da cama para constatar que já estava vazia. Sem realmente se preocupar, se esticou preguiçosamente, notando, meramente através da tranquilidade sonora embalando toda a residência, que ainda era cedo demais. Apesar disso, estreitou os olhos para a claridade ainda nublada pela madrugada, percebendo que Wanda se encontrava próxima à janela de vidro, com as cortinas afastadas.
De braços cruzados, ela parecia concentrada na paisagem do lado de fora: o jardim bem cuidado de Wanda e Visão, as poucas casas que os rodeavam naquele subúrbio, a falta de movimento de verdade, embora estivessem na cidade, a familiaridade e idealização de toda aquela vida, sabia bem disso.
Iriam embora, de fato, naquele dia, depois de Wanda chegar a tal conclusão na tarde anterior e comunicar à sua outra versão após o jantar. Ela continuaria com o Livro, guardando da mesma forma que vinha fazendo desde que Wanda conseguira acesso àquela realidade durante uma das aulas da Feiticeira Branca, especialmente porque não representava um grande perigo a um mundo que não possuía uma Feiticeira Escarlate para manuseá-lo e não somente para não retornar a relíquia au ma realidade que ainda parecia hostil, pois, apesar de tudo, Chthon e seus seguidores pareciam sempre renascer das cinzas em algum lugar do mundo, prontos para seguir até a Montanha de Wundagore para tomar como seu templo-mor.
Na noite anterior, Wanda parecia certa de todos os seus passos e, enquanto a observava agora no conjunto de moletom confortável emprestado pela outra, os pés descalços contra o carpete, os longos cabelos ruivos escorrendo pelas costas e os dedos lentamente se movendo uns contra os outros, se perguntou se tudo continuava da mesma forma. Cansado de se questionar silenciosamente, jogou os cobertores para o lado e se levantou, levando os dedos aos olhos e bagunçando um pouco mais os cabelos enquanto se dirigia até ela, que continuava impassível.
- Você está bem, Wanda?
Perguntou roucamente, estancando ao lado dela para encarar o perfil bem desenhado e um pouco mais saudável do que no dia anterior. Havia notado que ela melhorava a uma velocidade não muito comum, considerando que, conscientemente ou não, utilizava de magia para acelerar o metabolismo para se curar. Como ele, mas de uma forma mais… Mística.
Portanto, a questão física do embate com os seguidores de Chthon e o Alto Revolucionário estava praticamente resolvida. Contudo, no silêncio daquela manhã, ela parecia mais distante do que antes, quando soava apenas aliviada que seu pesadelo pessoal tinha acabado — não da melhor forma, mas da forma como podia terminar.
- Eu estava pensando... Aqui, é como se até meus pensamentos fossem mais… Quietos. — Ela murmurou, perdida. — Menos perturbados. Vou sentir falta da tranquilidade deste lugar.
- Apenas da tranquilidade?
Com um suspiro, se sentou sobre o parapeito da janela, aproveitando que era larga o bastante para não atrapalhar a vista de Wanda e poderia olhá-la de verdade. O rosto recém-acordado e sem maquiagem da ruiva sempre seria seu preferido, pois, embora estivesse um pouco inchado pelo sono, sempre parecia mais descansado naquele horário e era… Fofo, pois conferia a ela um ar um pouco menos grave.
- Billy e Tommy, é claro. Mas isso é meio que implícito, não é? Eles são como uma parte de mim, que nunca poderei ter de verdade. Mas vou sentir falta de Wanda também… A outra.
Bucky sorriu brevemente quando ela revirou os olhos, discretamente, percebendo seu divertimento silencioso. Então, com um suspiro, Wanda voltou o foco para ele e deixou os ombros caírem, se aproximando para ajustar uma mecha de seu cabelo fora do lugar e arrastar os dedos lenta e suavemente por seu rosto, de maneira pensativa. Então, ele alcançou a mão dela para depositar um beijo casto enquanto a encarava, deixando que o tempo escorresse entre eles sem pressa, porque sempre havia sido assim.
- O quê?
Murmurou, aproveitando que segurava a mão dela para puxá-la para mais perto, o braço direito rodeando a cintura para deixá-la efetivamente entre suas pernas enquanto Wanda rodeava seu ombro confortavelmente, apenas sustentando seu olhar. Ela continuou a analisá-lo por um momento, de cima, pois continuava de pé, embora não fosse uma postura superior, mas contemplativa e até séria. Podia ver as matizes de vermelho no fundo dos olhos esverdeados e disse a si mesmo que fazia parte do combo matinal, até que ela apoiou a testa contra a sua, brincando com o nariz contra o seu.
- Eu, realmente… Tive ciúmes de vê-la chamando você de James.
Ela sussurrou, só para ele, quase como uma criança mimada admitindo um erro, fazendo com que sorrisse e a apertasse um pouco mais contra si. Wanda apenas se deixou levar, passando a acariciar os fios de cabelo de sua nuca.
- Bom. — Levou a mão até a franja dela e a jogou para trás dos ombros, apreciando a textura macia. — Porque eu, realmente, amo seu cabelo como é e se você decidir cortá-los… Este será um dia triste, Wanda Maximoff.
Dessa vez, ela sorriu também, o brilho nos olhos acompanhando o dele, e aproveitou que tinha uma das mãos no rosto dele para alcançar seu lábio inferior com o dedo, acompanhando o movimento por um instante com os olhos baixos de desejo.
- Soa como uma fantasia.
A ruiva murmurou e ele concordou com um breve aceno, calmamente a virando de costas para si, os braços a rodeando pela cintura apenas para que pudesse enterrar o rosto entre os cabelos dela, encontrando a pele alva do pescoço perfumado. Era, de fato, uma fantasia. Nunca havia sido apegado a nenhum tipo de padrão feminino, mas os fios ruivos e longos de Wanda eram a exceção a essa regra.
- E sabe qual é a minha forma preferida deles? — Perguntou, marcando os dentes por aquela área enquanto segurava firmemente os fios pela nuca, a sentindo estremecer e ofegar sem qualquer vontade de se controlar. — Quando estão armados e ondulados sob aquela Coroa que você usa. Essa tem sido minha fantasia mais recorrente.
Ela virou o rosto para encará-lo, tão próxima e intensamente, que seria um tanto perturbador se já não estivessem compartilhando tantos pensamentos íntimos. Os olhos brilhavam sem quebrar o contato com os seus e o flash em vermelho não havia a abandonado dessa vez. Contudo, Bucky apenas a manteve firme contra seu corpo, descansando uma das mãos na cintura dela e outra em seu quadril, para mantê-la no lugar.
- Há quanto tempo pensa sobre isso? — Notou que a curiosidade era genuína.
- Desde a primeira vez que vi você nela. — Murmurou, percorrendo um dedo suave pelo rosto dela. — Mas não é só a sua aparência fascinante, é… Todo o conjunto.
- Bem… A Coroa não é minha. — Ela também murmurou, escondendo um pequeno sorriso e piscando os olhos brilhantes, o fundo escarlate cada vez mais presente, especialmente quando se voltou para ele novamente, se negando a se afastar. — Mas, com ou sem ela, acho que vai gostar de saber… A Feiticeira Escarlate fica sempre satisfeita com tudo o que é relacionado a você.
- É mesmo? — Perguntou, a vendo concordar, quase enxergar o brilho travesso nos olhos, enquanto murmurava preenchendo o espaço entre eles.
- Seu toque. Seu cheiro. Sua boca. Tudo.
Wanda rodeou os ombros dele e fechou os lábios nos seus de forma pesada, aprofundando o beijo no instante em que suas línguas se tocaram, como incendiárias uma da outra, pela primeira vez ativamente disputando espaço com ele, embora não se importasse nem um pouco, pois era como se não soubesse onde colocar as mãos, concentrado nela inteira.
A ruiva segurou seu rosto antes de afundar as unhas em seu couro cabeludo, o fazendo ofegar contra sua boca no instante em levantou uma das pernas para montá-lo. Bucky a recebeu imediatamente, pressionando os quadris, quase que desconcertado pela avalanche de sensações que ela causava — contra ele, dentro dele -, enquanto aproveitava a oportunidade para puxar as cortinas da janela atrás dele e fechá-las, o fazendo sorrir brevemente contra os lábios dela.
- Se vamos fazer isso aqui, terá que trancar a porta… — Murmurou a fazendo sorrir, aproveitando o momento para alcançar o pescoço, logo à sua frente para beijar e morder, a sentindo estremecer com o rastro quente que criava em sua pele. — E ficar bem quietinha.
Wanda ofegou e voltou a olhá-lo, os dedos místicos acariciando levemente sua barba sempre por fazer enquanto os lábios vermelhos e inchados pelos seus se tornavam parte da fantasia.
- Você confia em mim? — Ela perguntou baixo, quase insegura.
- Ainda tem, realmente, dúvidas disso?
Bucky a manteve contra si, dando ênfase ao que dizia, pois estava com ela em outra realidade, provavelmente desconhecida para qualquer um que pudesse querer salvá-los, distante de qualquer possibilidade de ajuda, há alguns dias, sem realmente reclamar, afinal não poderia ser tão ruim assim, considerando tudo o que vivera antes. No fim das contas, concordava com a ruiva, apreciava a tranquilidade daquele lugar, a falta de peso, de história, que parecia vir com ele.
De repente, no entanto, enquanto a boca dela ainda o distraía em um daqueles beijos arrastados, que o deixavam sem fôlego, sentiu a energia escarlate rodeá-lo de maneira mística e decidida, como se algo conhecido, antigo e frio o rondasse sem nunca atingi-lo, fazendo com que a textura do tecido sob seus dedos mudasse imediatamente. Agora, era como se pressionasse um material mais pesado, que delineava a cintura dela à perfeição. Só para testar, tateou as pernas, que também vestiam algo mais grosso e seguro para confrontos, não para a cama, o que o fez se afastar para olhá-la.
Acima dele, ela já não era mais apenas Wanda Maximoff. A Feiticeira Escarlate usava o uniforme de couro trabalhado, luvas, coroa e cabelos ruivos armados e cacheados, caindo em uma onda volumosa e macia, que alcançava as pontas de seus dedos enquanto a mantinha junto de si pela cintura. Além dos olhos, que ganharam um profundo tom de vermelho, havia nela um brilho etéreo, poderoso, não muito comum quando se tratava apenas de Wanda, o que fez Bucky ter certeza de que ali havia tanto a bruxa quanto a mulher.
Chocado, embasbacado e maravilhado na mesma medida, levantou os dedos para tocá-la, quase hesitante, não pelo poder que emanava daquela que era mais uma figura onipresente na realidade deles do que qualquer outra coisa, mas pela possibilidade de poder fazer isso com a permissão dela. Diferente da primeira vez que a vira, em uma espécie de projeção, a Feiticeira agora parecia efetivamente aceitá-lo e desejar sua aceitação. Contornou o queixo bonito, chegando à mandíbula para alcançar os fios vermelhos, que escorriam sobre os ombros nus tão levemente que ela possivelmente sequer conseguia sentir.
- Ela está realmente aqui?
Voltou a fitar os olhos, mais conscientes e humanos do que jamais vira na Feiticeira Escarlate, provavelmente porque a energia de caos, que parecia emanar deles, estava misturada ao esverdeado sucinto das íris de Wanda, com as quais estava habituado.
- Ela é parte de mim, não é? — Uma das mãos dela também contornou sua têmpora, onde a linha do cabelo terminava. A voz era um tanto mais firme, mas não deixava de ser melodiosa e harmônica, de um jeito que, naquele uniforme, a tornava extremamente apelativa — aos seus olhos, ao seu corpo, ao seu cérebro. Então, Wanda se inclinou contra o corpo dele, confiando em suas mãos que ainda a mantinham junto de si pela cintura, fazendo suas respirações se misturarem provocantemente. — Então… O que mais você gosta na Feiticeira Escarlate?
Ela inclinou a cabeça, o tom curioso fazendo tanto pelo seu sistema nervoso, que o estava destruindo sem qualquer outro toque. Por isso, Bucky sorriu e a firmou novamente em seu colo, as pernas ao redor de sua cintura, para que a carregasse sem qualquer dificuldade até a cama, onde a deitou sob si, sem pressa e sem realmente pressioná-la com seu corpo, apenas admirando por um instante.
Observou o semblante satisfeito pelo próprio feito no rosto dela, enquanto umedecia os lábios bem desenhados e o olhava com expectativa, se deixando ser apreciada, ainda que visualmente. Ela estava curiosa sobre sua fantasia, ele estava curioso até onde ela poderia sustentar aquilo sem ceder.
- Eu acho… Que gosto dela inteira. Mas, neste traje… — Sua mão escorregou pela perna até chegar as botas, que seguiam em um certo padrão de marrom e escarlate até os joelhos, se mesclando à calça. — Gosto das botas, mas não tanto assim. — Divagou, tirando cada uma com um puxão e olhou para baixo, apreciativo, concentrado no corset e nas luvas, motivo pelo qual segurou os braços dela e os levou para cima, prendendo com apenas a mão metálica, pois não havia qualquer resistência nela. — E gosto muito das luvas… Por isso, quero você nelas, por enquanto. A calça é interessante também.
Escorreu a mão pelo quadril dela até chegar a bunda, onde apertou de maneira atrevida, recebendo um olhar de aprovação, que apenas o fez querer se esforçar mais para ganhá-lo novamente.
- Bem, você claramente passou algum tempo pensando sobre isso.
Bucky sorriu e se inclinou, pressionando a cintura contra a cama enquanto começava a trilhar um caminho quente e pecaminoso do pescoço até o colo nu, os lábios fazendo com que cada poro dela se arrepiasse sem controle e a barba deixando a pele clara avermelhada.
- Mas esta peça… — Seus dedos traçaram o tecido firme enquanto mordia suavemente o topo do seio macio. — Eu realmente gosto de você nela.
Levou os dedos às costas para abrir o corset avermelhado, desamarrando sem pressa antes de afastá-lo. Não havia nada que não gostasse nela, mas os seios o deixavam sem fôlego sempre, de forma que, quando se inclinou para alcançar o mamilo túrgido, Wanda arqueou as costas e gemeu, tão ofegante e necessitada quanto ele. Sorriu e levou a mão, que segurava os braços, à boca dela em um sinal para se manter quieta. Não era uma casa muito grande e, por mais que adorasse, a ruiva não costumava ser discreta.
Eles se encararam em entendimento por um segundo, embora já pudesse notar como ela parecia pronta para desintegrar aquele quarto em prazer. Bucky afastou a mão, recebendo um respirar fundo, que apenas entrelaçou os dedos aos cabelos dele enquanto uma de suas mãos seguia para o botão da calça dela.
- Acho que essa é uma boa hora para trancar a porta. — Concordou com um murmúrio, abaixando o zíper, mal registrando quando ela apenas levantou uma das mãos e fez com que a fechadura girasse, mantendo a tranca com magia escarlate. Bucky se afastou para começar a descer a peça de tecido pesado pelos quadris dela, que se colocou sentada na beira da cama de forma ágil, levantando uma das mãos enluvadas para também percorrer seu peito e abdômen de maneira suave, dois dedos leves e provocativos, aproveitando que usava apenas a calça de moletom para dormir. — Gosto de você no uniforme também… Mas acho que prefiro assim.
Perto como estava, Wanda se inclinou e depositou um beijo pesado em seu abdômen, arrastando a boca quente e molhada pela pele, quase fazendo com que se encolhesse em estremecimento. Levou a mão à nuca dela, apenas apreciando a forma como parecia mais desinibida sob a persona da Feiticeira, assim como a textura dos fios ruivos cacheados sob a Coroa, que deixavam a visão dela ali bem mais apelativa do que qualquer coisa que tivesse passado por sua mente antes.
Então, quando se colocou de pé, fechando a boca sobre a dele, as mãos atrevidas passaram a acariciá-lo sobre o moletom, o obrigando a abafar um gemido nos lábios dela, que morderam os seus de forma satisfeita enquanto o empurrava para a parede próxima ao banheiro. Bucky firmou a mão nos cabelos ruivos, mal acreditando que, apesar de tudo, ainda conseguia sentir a energia escarlate vindo dela, agora em uma outra frequência, mais amena ainda em questão de ameaça, mas intensa em um sentido mais profundo.
Suas línguas se arrastaram juntas e ele fez questão de virá-los para que ficasse contra a parede, de costas para ele, os fios ruivos espalhados pela pele alva, embora não conseguisse deixar muito espaço entre seus corpos, especialmente quando ela pareceu totalmente satisfeita por apenas apoiar as mãos enluvadas na superfície e inclinou o pescoço para dar mais espaço à boca lasciva dele. Percorreu os dedos, lentamente, pela extensão da coluna, notando os poros cada vez mais arrepiados como um reflexo da respiração ofegante que ela lutava para manter até chegar a calcinha, onde enganchou os dedos para abaixar, acompanhando a peça pequena de tecido.
Divagou brevemente, depositando um leve beijo na curva do quadril antes de rodeá-la para alcançar seu centro molhado, agora sem qualquer barreira, a trazendo para junto de si ao mesmo tempo para pudesse senti-lo duro exatamente onde queria. Viu os dedos enluvados se fecharem, tentando encontrar apoio na parede e os cobriu com a mão, entrelaçando os dedos dela aos metálicos dele.
Wanda o encarou, um tanto atônita, os olhos profundamente escarlates cobertos de desejo e os cabelos ondulados sob a Coroa totalmente desordenados, o que o fez se inclinar para depositar um beijo casto em sua bochecha antes de arrastar a boca até a dela.
- Não consigo tirar os olhos de você. — Ela sorriu, ofegante, mas foi surpreendida quando dois de seus dedos se arrastaram por ela e a penetraram lentamente. Arrastou o próprio nariz contra a pele suave e perfumada e deixou um beijo molhado em sua nuca, na junção do pescoço. — Da próxima vez, vamos fazer isso em frente a um espelho.
- Próxima vez, é?
Seus dedos voltaram ao clitóris, fazendo com que ela praticamente se encolhesse contra ele, buscando e tentando encerrar o contato ao mesmo tempo. Ele concordou distraidamente e, antes que Wanda pudesse parecer muito à beira do limite, a virou para si, colando seus corpos. De alguma forma, sabia que Wanda pareceria ainda mais atraente sob aquele visual e estava certo.
- Pra que você te veja da maneira que eu vejo. — Mordeu os lábios inchados por um momento, arrastando a língua por ali, enquanto Wanda levava uma as mãos ao seu moletom, arrastando pesadamente por seu quadril. Quando o tecido já estava no chão, alcançou a parte de trás das pernas dela e, sem dificuldade, fez com que se agarrassem aos seus quadris antes de pressioná-la contra a parede, segurando o rosto pelo queixo. — Pra que veja o que estou vendo agora.
Ela percorreu os olhos avermelhados por todo o seu rosto enquanto rodeava seus ombros e alcançava os fios em sua nuca para acariciar antes de se decidir, qualquer que fosse seu pensamento naquele momento, e puxá-lo para um novo beijo, permitindo que aproveitasse a oportunidade para se se alinhar e se afundar na intimidade quente.
Os dedos dela em seus cabelos se apertaram ainda mais, assim como as pernas ao seu redor, embora soubesse que não corria qualquer risco de cair. Escorregou a boca pelo pescoço, não pela primeira vez, apreciando o perfume natural da pele ao descer para o colo. Não gostaria de aumentar o ritmo e achava que nem poderia, pela forma como Wanda mal parecia conseguir conter qualquer som que os denunciasse, mas não se importava, pois não conseguia se concentrar em outra coisa senão nela e na visão que era naquele momento.
Vez ou outra, Wanda fechava os olhos e apoiava a cabeça contra a parede atrás de si, mordendo os lábios inchados para evitar gemer; os seios roçavam seu peito sempre que seu corpo encontrava o dela de forma profunda enquanto estocava sem se afastar muito, tornando a fricção entre eles quase insuportável de se manter sem ser associada à vontade de se pressionar cada vez mais na maciez quente e molhada, como em um teste de consequência imediata.
A ruiva olhou para baixo, perturbada, e escorregou as unhas por seu peito, as mãos enluvadas e sempre místicas compondo todo o quadro que ela era naquele momento: corada e perturbada pelo próprio prazer em magia escarlate. Então, ela se inclinou para deixar um belo chupão em seu pescoço, que tentou amenizar com a língua, enquanto buscava apoio nos braços que a seguravam, latejando ao redor dele no processo. Escorreu as mãos das coxas, apreciando a pele levemente suada, à curva dos quadris dela, tornando o momento mais intenso.
- Você está perto?
Ela perguntou baixo e urgentemente contra sua boca, a respiração trêmula e quente. Murmurou em concordância, apreciando que, naquele ponto, os beijos e toques eram mais desconcentrados e incertos do que antes, pois só queriam chegar em um lugar. Então, Wanda fechou os olhos, apoiando a cabeça contra a parede, como se se preparasse para se deixar cair naquele precipício que buscavam, o que sabia estar, pois podia literalmente sentir e, por mais que amasse a imagem da ruiva totalmente desarmada, em sua Coroa e luvas escarlate, queria mais.
- Não… — Bucky puxou o queixo dela, então, fazendo com que o olhasse, atordoada com suas íris de fundo profundamente vermelhas. Levou sua boca molhada à dela, murmurando, se afundando novamente. — Eu quero ver você.
De repente, tudo pareceu derreter entre eles. Wanda fechou os dentes em seus lábios de forma intensa, fazendo com que conseguisse sentir o gosto de sangue contra a língua, embora parecesse quase distante em razão da respiração quente e ofegante contra ele, além do corpo inteiramente arrepiado e trêmulo envolvendo-o por completo. Era o seu prazer e o dela tão inseparáveis que, naquele momento, mal podia se distinguir para além do fato de que podia senti-la ao seu redor, apertando-o contra si enquanto seu gozo se misturava ao dela, sem que nenhum deles pudesse conter.
Bucky piscou, impactado, ofegante e ainda trêmulo, concluindo que só pudera mantê-la segura contra a parede por instinto, pois, por um momento, sua mente foi tomada pelo verdadeiro vazio. Porém, conseguia descrever com certeza quase absoluta que a sensação era… Escarlate.
Voltou a se concentrar, a encarando totalmente impressionado, uma vez que não se lembrava de nenhuma ocasião em que algo tão forte o tomara a ponto de se desligar por segundos da realidade, mesmo que estivesse com uma mulher. Imaginou que Wanda era um reflexo dele em sua aparência bagunçada, desacreditada e meio que… Brilhante, ainda sob a Coroa. Então, os olhos dela se abaixaram para seus lábios, onde levou os dedos, ainda enluvados, e limpou o fio de sangue não muito perturbador que escorria por ali.
- Me desculpe... — Ela murmurou, quase sem jeito, o que o que fez levantar as sobrancelhas, incrédulo. — Eu me desconcentrei.
- Sério?! — A ruiva, ainda firmemente entrelaçada a ele, apenas deu de ombros, a postura quase destoante da aparência pós-sexo totalmente potencializada, para Bucky, pela Coroa e os cabelos ruivos cacheados e desordenados. Não acreditava antes, naquela que deveria ser apenas fantasia, e mesmo agora, que a encarava, a segurava, a sentia, quente e molhada contra ele, mal conseguia racionalizar sobre isso. — Wanda…!
Voltou a segurar o queixo dela para alcançar sua boca, fazendo com que ela risse de verdade dessa vez, principalmente por sua clara falta de palavras para adjetivar o que havia acabado de acontecer ali. Logo ele, que sempre tinha as palavras certas para Wanda, especificamente. A língua dela se misturou à sua sem se importar com o leve gosto de sangue, fazendo com que estremecessem, pois tudo estava hipersensível entre eles.
- Então… — Ela recomeçou, mais relaxada, apenas o abraçando pelos ombros e ainda o analisando de perto. Era como se ambos se recusassem a encerrar o contato, pois sabiam que seria difícil chegarem àquele ponto novamente. Não era todo dia que se conseguia uma conexão tão íntima, concreta e sobrenatural ao mesmo tempo… Ou um orgasmo em conjunto. — Nunca tinha acontecido desse jeito.
- Foi incrível. — Deixou um beijo inusitadamente casto na bochecha dela, mal conseguindo tirar os olhos das íris verde-escarlate, que tinham voltado ao normal, mas pareciam mais brilhantes e profundas. — Você é incrível.
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