The Hunters
4 Black Dress
Notas iniciais
Pov Amber on
Minha irmã me puxa para o banheiro com passos ligeiros e leves. As cabines estavam vazias e um aroma de lavanda se espalhava pelo lugar nos informando que foi recém limpo. Zoey estende a mão esperando eu dar a ela o celular, entrego a ela.
Zoey: Quem esse garoto acha que é?! – olhando para o celular. – não o responda. – mexe no celular.
Amber: O que está fazendo?
Zoey: Bloqueando ele de todas as suas redes sociais e do seu celular. – ela me devolve o celular. – você sabe que ele não pode fazer isso com você, não sabe?
Amber: sim...obrigada por estar me ajudando. – agradeço.
Zoey: Irmã é para essas coisas, até as chatas como eu. – diz me fazendo rir fraco.
Voltamos para a mesa. Meu desconforto havia ido embora, assim como o meu apetite, já em casa meu pai foi direto para o escritório a companhia de Jeremy, suponho que os dois tratavam de “trabalho”. A tarde passou correndo, e a noite já tínhamos uma encomenda a fazer. Há alguns anos atrás meu pai começou a nos passar pequenos trabalhos para fazer a ele, sua ideia era não nos fazer se aproximar desse mundo sobrenatural, mas às vezes era mais necessário do que se podia imaginar.
Essa noite trabalharia em grupo, eu, Zoey, Arthur e o Joseph. Pequenos pacotes foram divididos entre o grupo, iriamos a um coquetel a onde encontraríamos uma mulher chamada Veronica Celeton e a quem entregaríamos as encomendas.
Ric: Não façam nada que não tenhamos falado, entregue os pacotes e vão embora. – ele nos dava as ultimas recomendações.
Zoey: Sabemos o que fazer pai. E os garotos vão conosco, relaxa.
Ric: Isso é o que mais me preocupa.
Amber: Não vamos demorar. – dou um beijo na bochecha dele. – vou está de olho na Zoey, ela não vai aprontar nada.
Zoey: Não sabia que havíamos trocado de função irmã mais velha. – diz ironicamente.
Amber: Se exercesse sua função bem, isso não precisaria acontecer.
Zoey: Amber querida, cuidado com suas palavras irmãzinha.
Ric: Garotas! Sem brigas, agora vão.
Despedimo-nos do papai e saímos indo em direção ao carro do Joseph, onde os garotos estavam nos esperando. Seguimos as instruções do convite e meia hora depois estamos em uma parte largamente industrial no bairro do Brooklyn, as ruas possuíam fábricas e armazéns. Alguns eram possíveis observar que foram transformadas em lofts e galeria. A avenida era estreita e alinhada com antigos armazéns, um deles se mostrava ter sido reformada em uma enorme galeria com terraço. Apresentamos nosso convite aos seguranças e entramos, assim como o lado de fora, por dentro estava cheio de fotógrafos e paparazzis.
Amber: Ok, nada de chamar atenção, entregamos os pacotes e saímos o mais rápido daqui. – falo olhando para os três.
Zoey: Ir embora? – ela diz dando um meio sorriso e olhando em volta. – pretendo continuar na festa.
Joe: Concordo em continuar a festa, só preciso descobrir quem será minha caça. – dando assim um sorriso torto para mim e depois olhando para Zoey, reviro os olhos.
Amber: Isso não é um parque de diversões, querem se divertir que seja fora daqui. Não quero arranjar problemas. – digo me virando ficando de costas para eles e olhando para multidão a procura de alguém que pudesse nos dar informações.
Joe: Com medo olhos verdes? Não gosta de se aventurar um pouco? – me pergunta em um tom de curiosidade.
Arthur: Joseph deixe a vida dela em paz, você sabe que não pode mexer com ela, já basta que a Zoey quase todo dia está na sua cama.
Zoey: Ei! Não gosto de figurinha repetida, desculpe Joe sem querer magoar. O que a nossa líder tem em mente agora? – pergunta sarcasticamente.
Amber: Tem uma sala no segundo andar, onde a Veronica está nos esperando. – viro olhando para eles – iremos até lá, cautelosamente, sem chamar atenção e entregaremos as encomendas. Certo Zoey e Joseph? – fuzilo ambos.
Zoey: Porque só nós dois?! – cruza os braços franzindo a testa.
Joe: Eu sei que não sou bonzinho.
Amber: Vamos.
Pov Joe on
Encontramos a sala de Veronica, Arthur bateu na porta. Ouvimos um “pode entrar”, a Amber foi a primeira a entrar, entramos logo em seguida.
Amber: Senhora Veronica Celeton?
Veronica: Sim, com quem falo? – a senhora que parecia estar entre seus 45 a 50 anos porém conservada nos observava com cuidado.
Zoey: Fomos mandados pelos caçadores que estão lhe ajudando.
Arthur: Jeremy Gilbert e Alaric Saltzamn. – ressalta.
Veronica: Ah, claro. Podem colocar os pacotes a mesa.
Eu e meu irmão colocamos os pacotes na mesa, quando fizemos isso coloquei a escuta debaixo da mesa.
Veronica: Obrigado, podem aproveitar o coquetel, meus convidados não os perturbarão.
Zoey: de nada, iremos aproveitar.
Veronica sorrir gentilmente, assim saímos.
Joe: pronto, conseguimos.
Amber: Vamos esperar um pouco. – ela pega o auditor o colocando no ouvido e entregando outros para nós três.
Zoey: Que legal, escutar a conversa de uma velha. – diz Zoey com cara de quem não estava nem um pouco a fim de fazer aquilo.
Arthur: Sinto muito, tenho um encontro com a Hope, eu já deveria estar lá. – meu irmão diz com uma felicidade que nunca vi, só depois que a Hope apareceu em sua vida. Saiu logo em seguida.
Zoey: E eu tenho uma festa para curtir. – tira o auditor entregando a Amber.
Joe: Eu também tenho uma festa para curtir.
Amber: Façam como quiser. – diz subindo para o terraço por uma escada velha e acabada de madeira.
Joe: Seu pai não gostaria de saber que deixamos a Amber fazer quase tudo sozinha, se acontecer algo com ela, estamos mortos.
Zoey: Não vai, ela sabe se virar melhor do que nós dois juntos. – depois de sua fala, ela vai para festa.
Não sei o porquê, mas sinto que preciso estar lá com ela então subo para o terraço e sento ao seu lado colocando o auditor.
Um tempo depois
Amber: Está feito. – tira o auditor levantando rápido como se não visse a hora de chegar em casa.
Joe: Estamos livres agora
Amber: Sim. – diz se dirigindo a escada, vejo que ela vai cair quando um dos degraus cai e a puxo colando nossos corpos, seu corpo gelado junto ao meu. Ela olha em meus olhos, com o coração acelerado e firmando suas mãos em meus ombros. Aperto sua cintura com os meus braços. – pode me soltar agora. – ela desvia o olhar e acabo a soltando.
Joe: Tome mais cuidado da próxima vez garota. – digo com um pouco de raiva, não sei o porquê de ter ficado com raiva. Assim saímos da festa e fomos para o estacionamento, mas lembro me que o Arthur levou carro. – teremos que chamar um táxi ou iremos andando.
Amber: Seu irmão é um...
Joe: Eu sei. – vejo um táxi passando então grito. – táxi! Aqui! – ele para, abro a porta para Amber, depois que ela entra eu entro e digo o endereço do apartamento de Ric. Vejo que ficamos em um engarrafamento e fico olhando para a janela. – trânsito de NY é uma droga.
Amber: Hoje está pior do que o normal. – comenta
Encosto minha cabeça fechando os olhos, estava cansado, mas iria me aproveitar um pouco da situação. Coloco minha mão na coxa direita de Amber.
Amber: Ainda vai demorar muito? – ela tira minha mão de sua coxa perguntando ao taxista.
Taxista: Desse jeito? Não sei moça, talvez uma hora. – abraço a cintura de Amber.
Amber: esse garoto não se enxerga. – tenta se soltar, mas tenho mais força que ela.
Taxista: Vou tentar ser rápido. – olha pelo retrovisor com as sobrancelhas erguidas.
Amber Preste atenção no trânsito. – abro um olho e vejo que ela esta revirando os olhos, fecho o meu olho apertando um pouco sua cintura. – quem você acha que sou? Um brinquedo ao qual não quer perder? – depois disso não escuto mais nada, acabo dormindo.
Acordo ouvindo a buzina e percebo que já chegamos, depois olho para Amber que está dormindo em meu ombro, vejo que dormimos abraçados.
Joe: Quanto tenho que pagar?
Taxista: 17 pratas. – entrego dinheiro a ele.
Pov Amber on
Meia hora depois acordo com Joseph me chamando, ele já havia pagado o taxista e já havíamos chegado ao apartamento.
Joe: Seu pai está em uma reunião da nova associação de caçadores, ele pediu para cuidar de você, mas acho que sabe se cuidar.
Amber: Sei sim, pode ir. — peguei as chaves na bolsa.
Joe: Como não posso voltar para festa, vou ficar aqui, você terá que me aguentar.
Amber: Poderia ter ficado com a Zoey, ela é uma ótima companhia. Mas se insiste. – abro a porta saindo do caminho para ele entrar.
Joe: Primeiro as damas – estendendo uma das mãos em direção a entrada, entrando logo depois de mim.
Amber: Fique a vontade, sinta se em casa, não tanto – digo coloca a bolsa na mesinha juntos com as chaves, tira os saltos, segurando os nas pontas dos dedos. — vou subir, tem comida na geladeira e o controle da TV está no sofá.
Joe: Ok, onde é o banheiro? — aponto para as escadas indicando que o banheiro é no segundo andar.
Amber: Lá em cima, segunda porta a direita. — olho para Joe subindo as escadas em seguida fazendo o mesmo e entrando em meu quarto, fechando a porta tiro meu vestido logo depois.
Meu celular apitava me informando de uma nova mensagem, era a Zoey tentando dizer que foi uma péssima ideia deixar o Joseph sozinho comigo. Isso tudo só poderia ser castigo, em tempos fugia de caras como ele, ou que me pudessem lembrar ele. E então aparece o Joseph, ok eles de longe não se pareciam, mais seu jeito de querer ter todas que quisesse sim, isso me lembrava dele. Meus pensamentos foram perturbados quando senti mãos frias tocarem a minha cintura. Dando um giro de cento e oitenta graus peguei meu vestido que estava em cima da cama me afastando do Joseph.
Amber: Que diabos está fazendo aqui Gilbert?! – pergunto aterrorizada apertando o vestido contra meu corpo tentando esconder alguma coisa.
Joe: Desculpe, não pude resistir. – ele responde como se não tivesse controle de suas ações.
Amber: Resistir?! Você entrou no meu quarto sem bater na porta e tocou ao corpo como simplesmente não fosse nada demais?! Sai daqui seu louco insano! – falo furiosamente em um tom mais alto.
Joe: Louco? Você não me conhece querida. – me prensa na parede.
Amber: Por isso mesmo é um louco! — Joseph coloca as mãos em minha cintura devagar como se aquilo fosse me deixar menos indignada.
Meu coração disparava a mil, continuei apertando o vestido contra meu corpo sem olhar para ele. Aquela cena começava a ficar frustrante, coisas ruins passavam pela minha mente até que ele segurou em meu queixo fazendo eu olhar para ele me beijando intensamente.
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