Notas iniciais
Desculpem o atraso, mas eu realmente não tive condições de postar nesses dias. Espero que gostem, e obrigado a Anonymous Girl e Karen Cristina Hunter que comentaram, continuem assim ;P

POV Kah

Ok, deixe eu explicar melhor o que ocorreu ontem:

Flashback on

Eu resolvi ir a pé ao médico já que era perto, então voltei a pé também, enquanto eu andava sentia que estava sendo seguida, eu olhei pra trás e tinha uma mulher encapuzada me seguindo. Estranho? Imagina...eu continuei como se não tivesse ocorrido nada, até que passo por um beco e a mulher me puxa para um canto escuro.

– Hunter, não é? Vai ser bom ver vocês sofrerem – ela fala palavras desconexas e eu não conseguia reagir – assim que a flor desabrochar...sua vida vai ter fim – ela vai embora e eu fico sem entender nada, até que senti uma dor no abdômen e quando olhei apareceu uma tatuagem de um botão de flor...bruxa desgraçada.

Com certeza ela era uma das bruxas que odeia nossa família, isso mesmo, nossa família tem inimigos...na verdade é meio óbvio que ela tenha inimigos, mas, nesse caso, é diferente, é por causa da nossa mãe.

Eu cobri a tatuagem e continuei o caminho de volta pra casa, quando cheguei, estava meio tonta, me tranquei no quarto e fiquei lá o resto do dia, chorando, eu não estou pronta pra morrer ainda...

Flashback off

Então, foi isso, e agora...eu vou morrer aos poucos, não contei pra ninguém, não quero que elas se preocupem com isso, quando a hora chegar...eu tenho certeza que estarei pronta. Enquanto ela não chega, eu ainda tenho que completar o ensino médio né? Então, no outro dia, nós voltamos pra escola, Evy nos deixou lá e fomos muito bem recebidas.

– KAAAAAHH, ANGELLLL – Rebecca pula em nós, Mark vinha andando devagar atrás dela, Luke vinha abraçado com Carly ao lado de Mark, Carly sorria radiante – suas doidas, eu achei que vocês tinham morrido, vocês faltaram dois dias, perderam a queda do Mark.

– Uepa, o quê? Que queda? Me diz que você gravou – Angel fala e sai arrastando Rebecca, Mark vem até mim.

– E aí 4º ano?

– E aí – eu falo e sorrio de leve.

– Algo está errado com você, você deveria ter me dado um corte que ia me fazer perder a razão de viver, porque você está assim? – ele diz aterrorizado, Luke e Carly tinham ido com Rebeca e Angel, então, estávamos só nós dois parados ali. Eu arrasto ele até um canto deserto e mostro a tatuagem.

– Reconhece o feitiço? – eu falo com a cara não sendo a melhor de todas.

– E muito bem, quem fez isso Kah?

– A bruxa fugiu, e eu não consegui reconhecer, você sabe o que acontece quando ela desabrochar – eu falo e já tinham lágrimas escorrendo pelo meu rosto, ele me abraça.

– Eu vou fazer de tudo para achar uma solução – eu olho em seus olhos.

– Obrigada, orelhudo – eu me solto dele rindo, ele ri também e vamos até nossa sala, eu me sentei ao lado de Angel e...foi uma aula interessante, o que me impressionou.

Quando todas as aulas acabaram, eu esperava sozinha pela Evy, sentada num banco afastado de todos.

– Ficar sozinha não vai melhorar nada – eu olho para o dono dessa voz conhecida.

– Henry – eu pulo em cima dele – o que você está fazendo aqui?

– Eu sei o que aconteceu, Kah – nos sentamos no banco um do lado do outro.

– As bruxas que você colocou na minha cola te contaram?

– Foi, como você descobriu sobre elas?

– Ah, foi fácil, eu tive que pressionar uma delas a me contar, ela disse que você queria saber o que estava acontecendo comigo mesmo estando longe e eu achei fofo – eu falo sorrindo.

– Sério? – ele dá um sorriso de leve.

– Isso é um sorriso, Senhor Henry?

– Talvez – eu sorrio pra ele e o abraço.

– Eu senti saudade de você.

– Eu também, eu quero te ajudar a desfazer esse feitiço, porque...eu não consigo pensar num mundo sem você.

– Você acha que tem jeito?

– Vamos ter que tentar.

– O que eu vou ter que fazer?

– Vem comigo pra New Orleans.

– Mas...

– As bruxas de lá devem saber como resolver isso – eu assinto, escutamos alguém se aproximando – me encontre aqui esta noite, não precisa trazer nada, ainda temos coisas suas lá.

– Ok, vai – ele some, é...bom, vocês sabem...ele é um vampiro.

– Ah, você está aqui, a Evy já chegou – Angel fala.

– Ok, vamos – eu pego minhas coisas e vamos. Chegando em casa eu falo que tenho que ir para New Orleans urgentemente para resolver uns assuntos, e que deveria ir sozinha, elas estranharam, mas deixaram, então logo após o jantar, eu tomei um banho rápido e me arrumei e fui até o ponto de encontro, ele estava lá.

– Você veio.

– É, eu não estou pronta pra morrer, então se tiver uma solução, vamos lá – ele sorri de leve.

– Você está linda.

– Obrigada – eu sorrio envergonhada.

– Vamos, sobe nas minhas costas, vai facilitar tudo – eu o obedeço e fazemos uma viagem rápida até New Orleans (mentira, que demorou muito), mas assim que chegamos nos limites da cidade, eu desci das costas dele e fomos andando lado a lado até chegarmos numa casa (vulgo mansão).

– Jason – eu falo alegre. (é, ele também é um vampiro)

– Katrine, oi – ele vem me abraçar...eu vou trazer a desgraça dessa família de novo...já tô até vendo.

(Não entenderam? Deixe-me explicar: Eu namorei o Henry, aí o irmão dele, Jason, se apaixonou por mim, e eu me apaixonei pelos dois, aí foi uma confusão doida e eu fugi da cidade, isso tudo um ano atrás, quando eu tinha 16)

– Então, se meteu em problemas de novo e seu príncipe apareceu num cavalo branco pra te resgatar?

– Não, eu só tô morrendo e o meu “príncipe” não quer que eu morra, é simples.

– Desculpa – ele fala e eu assinto.

– Sem problema, estou acostumada com isso, vamos logo, quero ver se eu tenho salvação ou sou um caso perdido – eles me olham tipo o.o – o quê? Eu tenho que preparar meu testamento logo se eu não conseguir sobreviver.

– Você fala como se fosse fácil.

– Eu estou com medo, só isso, eu tenho que me preparar pra tudo que pode acontecer.

– Eu entendo – Henry fala envolvendo minha cintura com um braço – não temos tempo a perder, vamos logo – ele vai me conduzindo até um restaurante.

– O que estamos fazendo aqui?

– As bruxas que podem ajudar trabalham aqui – nós entramos lá e duas moças vem até nós. Uma era mais alta que a outra.

– Então, você é a Katrine, não?

– Sou.

– Ouvimos falar de você, venham conosco – a mais alta fala, elas nos levam até os fundos do restaurante – olha, nós pesquisamos vários contra-feitiços, mas...não achamos nada contra esse – eu desanimo na hora.

– Mas, calma – a outra fala – achamos um jeito, mas você tem que concordar com tudo.

– Tudo o que?

– Pensamos em fazer um ritual que podia ajudar, mas é arriscado... – ela olha pra outra – você teria que morrer e ressuscitaríamos você, mas pode não dar certo.

– Não, tudo bem, pelo menos eu não vou sofrer, né? – eu falo meio incerta do que estava falando.

– Não.

– Então eu aceito – eu falo certa de tudo.

Fomos embora, o ritual seria realizado no outro dia, eu passei a noite na casa/mansão deles, foi o pior sono que já tive...

No outro dia, ás onze horas da noite, Marcel (um outro amigo nosso, ah e adivinhem, ele é um vampiro) me levou até o lugar do ritual, eu me sentia muito fraca, então ele me carregou no colo, estava chovendo muito, chegando lá, Henry e a irmã dele, muito amiga minha, Jean estavam lá, surpreendentemente até Jason estava lá, não sei, mas ele nunca se importou com as pessoas, por que ele estaria aqui, então?

Marcel me colocou no altar onde a bruxa, que se chamava Jane me esperava com uma faca, ela falou algumas palavras sem nexo e passou a lâmina da faca pelo meu pescoço, eu quase não senti nada, acho que estava anestesiada de medo, eu só senti minha visão ficando falha e eu caindo no chão, e enquanto eu caía, podia ouvir o choro de uma pessoa.

POV Autora

Enquanto Kah morria nos braços de Marcel, que a havia segurado antes que caísse no chão, Julie, a bruxa, se preparava para fazer o feitiço que a ressuscitaria, Marcel a ajeitou no chão, deitada, Julie falou outras palavras sem nexo, mas nada aconteceu, ela as repetiu e nada, Marcel não aguentou e correu para longe dali, quebrou vários móveis, jogando-os de um lado para o outro da sala, Jason chega e o consola.

No cemitério, Julie chora por não ter conseguido salvar uma menina que parecia ser tão apegada a sua vida, Henry pega o corpo desfalecido de Kah em seus braços e o leva de volta pra casa, ele a coloca em cima da cama e cai de joelhos, chorando.

– Me desculpe, Kah, eu não pude fazer nada – ele chorava (Jason e Marcel estavam do outro lado da casa, tá)

Enquanto ele se lamentava, não percebeu que o corte na garganta da garota ia sumindo aos poucos e que ela ia acordando, então ele levou um susto quando ela disse:

– Conseguimos?

Notas finais
Bom, tomara que tenham gostado, até o próximo capítulo postado por mim, bjos, comentem, tchau :)