Notas iniciais
Obrigada a Anonymous Girl por comentar, decidimos postar dias de terça e quinta, mas não sabemos se vamos continuar porque...é, não somos muito pontuais, mas prometemos que vamos tentar.

POV Kah

Decidimos ir até a casa do cara.

– Yo, seus trouxas – nós duas gritamos quando encontramos eles no estacionamento, eles nos ignoram e entram em seu carro, eu babo por ele, é um Chevy Impala 67.

Entramos em nosso carro e fomos no caminho até a casa desse carinha, fomos prestando atenção na paisagem.

– Cheguemo – Depois de uma conversa com as filhas, principalmente com a mais nova, descobrimos a possibilidade de ser a Bloody Mary. Eles chegaram depois de nós, haha. Fomos até o banheiro onde ele foi encontrado enquanto eles conversavam com elas, eu vou logo no espelho, logo depois eles aparecem.

– É, vocês acreditam na Bloody Mary? – eu falo.

– Já deixei de não acreditar em muita coisa.

– Vida de caçador, tá no nosso sangue – eu pego na mão de Angel.

– Como assim?

– Família toda caça ou já caçou, é...um negócio pessoal.

– O que estão fazendo aqui? – chega uma das amigas da Donna.

– Viemos ao banheiro – Dean fala.

– Quem são vocês? – eu levanto, tomando as rédeas da situação.

– Olha, calma, não viemos fazer nada de mal contra a família da Donna, só queremos investigar o que aconteceu com o pai dela, porque aquilo não foi um derrame comum.

– O que vocês são? São da polícia?

– Tipo isso – eu acalmo ela mentalmente – Olha, qualquer coisa, ligue para nós ok, ou pra eles – eu dou o nosso número e eles dão o deles.

– Ok – nós saímos de lá, os quatro vão a uma biblioteca.

Eles vão na frente conversando, ficamos só observando eles, observando até o jeito de andar (é, eu observo tudo mesmo).

– Ah, vai ser fácil, é só usar o.... – Sam interrompeu a própria frase, eu parei só quando colidi meu corpo com o dele, aí vi que os computadores estavam pifados...ê lêlê.

– Hum...Angel, precisamos de reforços.

– Chama a Evy logo – ela revira os olhos.

– Já que insiste.... – eu ligo pra doida.

– Evy? – Sam pergunta confuso.

– É, nosso reforço, a força maior que nos governa.... – ele me olha com uma cara... – ...nossa irmã mais velha – eu saio da biblioteca.

– Alô?

– Evy?

Não, o coelhinho da páscoa.

– Legal, eu vou ganhar um ovo de páscoa esse ano?

Fala o que tu quer Kah, é a Evy.

– O quê? Mas não era o coelhinho da páscoa? Você matou ele? – tom aterrorizado.

Não, Kah, eu não matei o coelhinho da páscoa, era eu desde o começo.

– Ah, sua mentirosa, você disse que era o coelhinho da páscoa.

Você não acreditou que eu sei Kah, deixe de graça.

– Nunca.

Fale logo, o que você quer?

– Muitas coisas, mas no momento, eu quero que você pesquise sobre as Marys que morreram de uma morte horrível e em frente ao espelho na cidade que estamos, se possível nas redondezas também.

– E por que eu faria isso? Estou de folga hoje da caçada e estou com o braço quebrado, esqueceu?

– Não, por isso mesmo, vai pesquisar, nós estamos em campo e você está aí sentada no sofá, toda esparramada com uma vasilha de pipoca assistindo pela milésima vez Edward Mãos de Tesoura.

– Preciso de outros motivos.

– Porque nós estamos enfrentando o caso da Bloody Mary, porque você não está fazendo porra nenhuma e eu acabo com você se não me obedecer.

– Entendi, pois é – eu escuto o barulho dela caindo no chão na tentativa de levantar do sofá.

– Hum, é bom achar algo em cinco minutos ok?

Entendido – a voz dela saiu medrosa, eu desligo.

– Uau, que pessoa calma – Dean brinca.

– Eu fui calma, da última vez que eu ameacei ela, tinham umas 20 facas apontadas pra ela de todos os lados – ele fica com uma cara horrorizada.

– Mas tudo acabou bem, era só pra dar um sustinho, ela passou dos limites.

– É, quem mandou ela bater com a Lola num poste? Todo mundo sabe que se arranhar a pintura da Lola tá muito ferrado comigo, meu carro é parte de mim, faça algo com ele pra ver como não solta uma fera.

– Pois é – Angel concorda comigo.

– Eu nem bati nela, só dei um susto, não tem nada de ruim nisso – eles ficam tipo, assustados com isso – ah, eu só tenho essa cara de anjinho... não, em alguns momentos eu fico com raiva, mas em outros eu ajo como sempre, calma e doce – eu dou um sorriso e eles sorriem junto, ah, caíram sobre nosso encanto (é tipo, o encanto natural, não algo sobrenatural tá).

*Cinco minutos depois*

– Se essa veada não ligar... – eu falo apoiada na Lola, olhando pro céu, os irmãos bocós tinham estacionado do lado e Sam estava do mesmo jeito que eu só que no Impala, meu celular toca – É bom você ter achado algo Evy – eu falo assim que atendo.

Nada, minha porquinha – eu fico com uma cara tipo o_o – mas vou continuar pesquisando.

– Ótimo, qualquer coisa, nos ligue, faça uma busca nacional se possível.

Ok, tchau porquinha.

– Tchau o_o – Sam me olha, Angel não estava aqui nem Dean – ela não achou nada, cadê a Angel e o Dean?

– Devem estar se pegando por ali – ele aponta numa direção e é, eles estavam se pegando, mas era só um beijo gente, nada muito sério, parecia que um ia devorar o outro? Claro, mas é muito normal, se vê isso todo dia na rua.

– Ah, esses indecentes – eu digo revirando os olhos fico em pé direito, tô morrendo de fome, quase desmaiando – ANGEL, LARGA O DEAN E VAMOS EMBORA — eu grito e os dois olham pra mim, vindo na nossa direção, com as roupas tortas, cabelo bagunçado e batom borrado na boca dos dois.

– Por quê?

– Porque eu tô com fome – olho pra ela irritada, ela se ajeita rapidinho.

– Vamos embora – ela já estava abrindo a porta do carro, entendeu o recado “se não sairmos agora, eu desmaio de fome, e depois armo um barraco e a porrada vai comer solta”

– Tchau meninos, nos vemos depois.

– Bye, boys – ela fala, chegamos na lanchonete, sentamos numa mesa.

– Eu li a mente do Sam, a situação deles tá...complicada.

– Ah, que pena, você se importa com isso – Angel diz fria.

– Sim, eu me importo, porque eu não sou fria e não posso evitar, eu tenho que saber com quem estamos lidando.

– Não fale em voz alta.

– Eu tava sussurrando, criatura.

– Ok, eu sei, mas não comente, ninguém precisa saber disso.

– Que eu me importo com eles ou que eu tenho poderes?

– Nenhum dos dois, pois já não basta ter esses dois babacas na nossa cola – ela para de falar porque uma garçonete se aproxima, ela tinha cabelos pink, parecia ter uns 18 anos.

– Eles são uns babacas não é? – eu falo.

– Sim, completamente horríveis.

– Seus namorados são tão ruins assim? – a garçonete pergunta.

– N... – Angel me corta com o olhar tipo “’vamos falar que sim”.

– Sim, muito, eles são uns brutos – ela fala, fazendo uma cara de cachorro abandonado.

– Eles são grossos conosco, só faltam nos bater, mas não o fazem porque ainda não desceram tanto – ela sorri pra mim.

– Eles nos chamam de cada coisa, não nos respeitam – eles vem entrando, eu cutuco a Angel e mostro com o olhar – olha eles ali – ela aponta pra eles e a garçonete vai lá e dá o maior sermão neles, nós rachamos de rir, mas quando ela olhava nós fazíamos carinha de cachorro abandonado, até que eu vejo uma sombra atrás deles, com um cabelo loiro esvoaçante.

– Não creio, olha pra porta maninha – ela olha.

– Carly!!!!!!!!!! – nós duas gritamos e corremos até ela (de salto), parecendo duas gazelas turbinadas, passamos entre os Winchester, que estavam basicamente colados, eles quase caíram, mas depois que passamos, eles se agarraram um no outro e não soltaram não.

– Meninas!!!! – ela grita em resposta, abraço em grupo, ehhhh.

Os meninos olham pra gente tipo: “DOIDAS” e se viram, se soltam e vão até uma mesa, tipo, todo mundo tinha se virado pra nos ver, tipo: “que doidas, gritando por aí, vou nem me meter” e voltaram a fazer o que estavam fazendo depois de nos encaminharmos para nossa mesa, que tinha um lugar sobrando.

– Vai querer alguma coisa, amor? – veio a mesma garçonete falando docemente para Carly.

– Não, obrigado, só vim me encontrar com elas – ela dá um sorriso pra garçonete, ela vai embora depois.

– Tá fazendo o que aqui bitch? – eu pergunto rindo.

– Vim ver vocês, Luke disse que estavam aqui, vocês sabem né, estamos namorando.

– Sim, ele nos disse – Angel fala agarrando ela pelo pescoço, mas logo a solta, de repente eu olho pra Angel, e ela está olhando pra mesa dos meninos, eu olho pra lá também, só que para uma pessoa ao lado da pessoa que Angel fixou o olhar, eu fico olhando pro Sam, percebo um olhar direcionado pra mim, olho pro lado e vejo Carly olhando pra nós duas, olhando pra eles.

– Quem são os novos boys magia? – Carly pergunta sacana.

– Ninguém, só os idiotas que tentaram roubar o caso de nós – Angel diz, meio com raiva, meio com vergonha.

– Deixa eu ir conhecer os boys – como ainda não tínhamos pedido nada, nem precisei pedir a conta.

– Não ouse se levantar – eu sei que ela vai se oferecer pra eles, ela não muda.

– Você não manda em mim – ela se levanta e vai até eles, seguimos ela, vamos perder os boys que ainda não temos, que droga – Hello boys – ela já senta no colo do Sam, eu olho pra ela tipo “UEPA” só não armei O barraco porque estamos no meio de muita gente.

– Oi – Sam fala meio envergonhado, assim como Dean.

– Elas estavam falando de vocês, sabiam? Só coisa boa – eu e Angel escondemos os rostos.

– Mentira – eu finjo espirrar.

– Falando de nós é? – Dean fala com um sorriso sacana na cara, Carly passa pro colo do Dean e começa a fazer carinho no rosto dele, Angel se retira, vaca, me deixou aqui sozinha, ela só pensa em voltar pro colo do Sam, eu dou só um olhar pra ela, ela para na hora, morrendo de medo de mim, e sai de perto dos dois.

– Estão sentindo um cheirinho diferente, não tão sentindo não? Cheirinho de morte, pois é gente, tenho que ir – ela sai seguida pelo meu olhar e por mim, uns tempos depois, assim que ela passa pela porta, vem um soco na direção dela, ela voa longe, em direção à uma parte afastada e deserta do estacionamento, Angel pula em cima dela dando socos e chutes, Carly estava no chão, com a cara toda inchada e sangrando.

– Fique longe do MEU Dean – Angel diz em alto e bom som, pegando ela pelo colarinho, eu olho pra trás e vejo os dois olhando pra gente “escondidos” numa moitinha, eu cubro minha cara de vergonha.

– Angel – eu chamo ela, mas foi muito baixo.

– Estou ocupada, Kah.

– Angel.

– Já disse que estou ocupada.

– Angel – eu chamo em quase um sussurro, morrendo de vergonha.

– QUE É KAH? – ela grita pra mim, eu só aponto pros irmãos lá na moita.

Ela fica muito vermelha, assim como eu, só sei que nisso, Carly pegou a moto dela e fugiu, mas o que a Angel fez foi pior, a desgraçada correu até a Lola e foi embora, me deixando ali sozinha.

Notas finais
Espero que tenham gostado ;)