The Hunter

25 De volta da terra dos mortos.


Notas iniciais
Obrigada a recomendação da Anna Luisa. Amei suas palavras! Obrigada pelos reviews meninas, mas o capítulo é dedicado a Anna e a Tanatielly (amei ter você te volta as minhas histórias). A fic está em reta final, mas vão acontecer algumas coisinhas por ai que vão definir a vida dos nossos personagens.

Pessoal, desculpa a minha demora. Eu fiquei muito gripada essa semana, já que minha imunidade ta baixa pra caralho. Tentei recompensar com um capítulo grande. Volto sábado ou domingo para postar o próximo capítulo. Acho que vocês vão gostar dele. Bom, é isso. Boa leitura!

VOCÊS PREFEREM A OUTRA CAPA OU ESSA?

RESPONDAM AS PERGUNTAS QUE ESTÃO NAS NOTAS FINAIS ♥

Músicas do capítulo: Bring me to life Evanescence e My sacrifice Creed.

Capítulo XXV

De volta da terra dos mortos.

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Narração em terceira pessoa.

Enquanto isso na mansão das Adams, Joanne sentiu-se tonta e deixou seu livro de feitiços cair no chão. Rebekah, que estava passando em frente a casa, ouviu o barulho e segurou a bruxa antes que ela caísse no chão da sala de estar. A bruxa estava abrindo os olhos e Bekah notou que suas mãos tremiam. Joanne estava aflita com a mensagem que os espíritos das bruxas deixaram em sua cabeça.

–O que foi? – a vampira perguntou.

–Alguma coisa muito ruim aconteceu com Sophia. – Joanne respondeu. – Eu sinto.

–Onde ela está? – Rebekah perguntou um pouco aflita.

–Na sua casa. – a bruxa levantou-se no chão.

As duas entraram no carro de Bekah e foram rapidamente até a casa dos originais. Saíram do carro e Rebekah ouviu Kol sussurrar algumas palavras. Elas entraram correndo na mansão e viram o original caído no chão segurando, em suas mãos, cinzas. Joanne viu essa cena depois de Rebekah e sentiu seu coração quase sair pela boca. Sua respiração ficou descompensada, ela começou a suar frio e as mãos da bruxinha ficaram tremulas.

–O q-que aconteceu aqui? – Joanne perguntou e, em silêncio, Kol virou seu olhar para ela. – Responda! – Gritou.

–Ela morreu. – Kol disse e limpou as lágrimas que escorriam do seu rosto. –Kelsey a matou, Joanne. –Ele andou até a bruxa.

–Mia Sophia? No. – a bruxa começou a falar e respirou fundo chorando.

Joanne sentia-se a pior pessoa do mundo. A sua única família tinha morrido. As cinzas de Sophia estavam espalhadas pelo chão de madeira da casa. Sua melhor amiga, aliada, protetora, irmã estava morta para sempre. A bruxa não tinha mais nada e mais ninguém no mundo. Primeiro tinha sido Dakota, sua querida irmã, e agora sua melhor amiga. A dor enorme estava crescendo dentro da bruxa mais poderosa. O que adiantava ser a bruxa mais poderosa, se sua família estava morta?

–Diga-me que está brincando comigo! Ela não pode ter me deixado. Ela é minha única família. – A bruxa pediu atordoada e chorando mais.

–Quem dera que estivesse brincando. – Kol disse e subiu as escadas. Voltou em velocidade vampiresca trazendo consigo uma caixa de ouro. –Não se preocupe. Iremos arranjar uma forma de você ressuscitá-la. – Catou as cinzas e as colocou na caixa.

–Kol, você está maluco! Ela se foi; não podemos ressuscitá-la. – Rebekah disse. – Ainda mais Joanne. Ela pode ser forte, mas nenhuma bruxa aguenta ficar viva após fazer isso.

Rebekah não estava sendo fria, por mais que suas palavras mostrassem ao contrário. A vampira original estava sofrendo pela morte da sua única amiga. Entretanto, a ideia de Kol era totalmente absurda e imprudente. Ressuscitar Sophia teria riscos e Joanne poderia morrer.

–Na verdade, algumas aguentam. – Joanne comentou e secou as lágrimas, se lembrando do que sua irmã havia lhe falado.

–Você ainda está desgastada e Kol está em faze de negação. – A vampira original argumentou.

–Joanne, eu não posso viver sem ela. Nem você. – Kol disse para a bruxa e ignorando as palavras da irmã. –Por favor, me diga que uma forma de trazê-la de volta.

–A única bruxa que eu vi conseguir fazer isso foi Ayanna. – Rebekah disse sentando-se no sofá.

–Pode se conectar com ela? – Kol perguntou a bruxa.

–Não irá ser preciso. – os originais a encararam, franzindo as sobrancelhas. –Eu posso fazer isso. Eu sou descendente de Ayanna.

–What?! – os dois irmãos perguntaram ao mesmo tempo.

Ambos os vampiros originais foram para à mansão das Adams com Joanne. A bruxa saiu correndo atrás do seu livro de feitiços, que estava em cima da sua cama. Desceu as escadas correndo e abriu o livro empoeirado. Os originais viram Joanne procurar algum feitiço. O livro de feitiços era enorme; deveriam ter centenas de páginas que pareciam nunca acabar e essa procura poderia demorar. O que eles menos tinham era tempo.

–Explique essa história. – Bekah pediu a bruxa e ela a olhou estranho. –Como assim você é descendente de Ayanna?- A vampira perguntou curiosa.

–Dakota veio até mim anteontem e me contou. Ela disse que eu podia ressuscitar alguém sem arriscar minha vida, mas teria consequências. – A bruxa respondeu sem retirar os olhos do livro. –Eu devia ter adivinhado que a mensagem dela tinha haver com Sophia. – Ela lamentou-se.

–Por favor, procure algum feitiço, rápido. – Kol pediu, ainda segurando a caixa de ouro.

Joanne encarou o original e voltou ao trabalho. Ficou meia hora procurando até que seus olhos se fixaram em uma única página. A bruxa limpou a poeira que estava na folha e levou seus olhos para os originais que estavam quietos. Ela voltou seu olhar ao livro e mordeu seus lábios ao ler o feitiço.

–Encontrei. – Ela falou e os originais foram até ela. – Sabem ler latim?

–Sabemos mais de 15 línguas. – Kol respondeu fazendo “cara de bitch please”. – Joanne o ignorou assim como Rebekah.

– O feitiço diz que precisamos de um eclipse, que por acaso acontece hoje, precisamos de um sacrifício de dez vampiros e – os originais a encararam. Até agora parecia tudo muito simples para ser verdade. – quando a bruxa canalizar a energia do eclipse e a alma ressuscitar, uma pessoa que ela ama terá que morrer. É essa a consequência do feitiço, Kol. –A bruxa sentiu suas mãos tremulas.

Bekah ficou aflita. Nem pensar daria o luxo de perder um irmão. Sophia estava morta e isso doía, mas ela não podia permitir arriscar a vida de Kol. Ela amava o irmão mesmo tendo várias diferenças. Kol fechou os olhos por alguns segundos e viajou em seus pensamentos. A pessoa era ele. Ele teria que morrer para Sophia viver.

–Eu aceito a consequência. – o original falou com total certeza e Bekah olhou-o aflita.

–Sendo assim, — a bruxa fez uma pausa e respirou. –traremos Sophia de volta ainda hoje.

(...)

Joanne estava em casa enquanto Kol e seus irmãos foram atrás dos dez vampiros. Sim, Klaus voltou de Nova Orleans e foi ajudar o irmão. Enquanto isso, a bruxa ligou para Amy e Tate que pegaram o primeiro jatinho para Mystic Falls e logo estariam aqui. Joanne sabia que era errado trazer alguém de volta a vida, mas se tratava da sua única família. Um pensamento martelava na cabeça dela: Sophia nunca aceitaria voltar à vida se Kol morresse. No meio de seus pensamentos, ela ouviu a campanhia tocar e abriu a porta.

–Tate! – abraçou o vampiro. –Que bom que veio, mas cadê a Amy? – perguntou, estranhando a ausência da outra.

– Amy teve que ficar em Nova Orleans. – ele explicou e entrou na casa, largando sua mala na sala. – O que está acontecendo, Joanne? – perguntou.

–Sente-se. Há muitas coisas que você tem que saber. – a bruxa sentou-se no sofá e o vampiro também. – Antes de começar, prometa-me que vai prestar muita atenção em cada palavra.

–Prometo. – ele falou. – O assunto parece ser grave.

–Você não faz ideia. – Respirou fundo. –Tate, a Sophia morreu. – o olhar de Tate se tornou frio e ele continuou ouvindo atentamente as palavras de Joanne.

(...)

A noite se aproximava quando os originais chegavam à casa das Adams. Kol estava com a roupa coberta de sangue dos vampiros que tinha matado. Bekah estacionou o carro e eles saíram do automóvel. Os dois entraram na casa da bruxa e viram Tate tomando uma bolsa de sangue. O vampiro sorriu sem mostrar os caninos. Joanne surgiu na sala com uma roupa que eles não estavam costumados a ver. Usava uma capa vermelha que tinha bordado nas costas a letra ‘A’, um vestido marrom de manga comprida — que batia nos joelhos – e calçava botas de cano alto. Em suas mãos segurava seu livro de feitiços. Os originais se entreolharam e sorriram nervosos.

–Prontos? – A bruxa interrompeu o transe.

–Vamos trazê-la de volta. – Bekah disse animada e Kol olhou para o chão.

–Confie em mim, Mikaelson. – Joanne se aproximou de Kol. – Eu vou trazer Sophia de volta. Eu sei que posso.

O vampiro olhou para os olhos negros da bruxa e assentiu com a cabeça. Ele confiava na bruxa, na verdade, ele precisava confiar. Ela era sua única esperança de trazer sua namorada de volta. Kol, Bekah, Joanne e Tate entraram na range rover preta do Mikaelson e foram até ao bosque. Em suas mãos frias, o namorado de Sophia carregava a caixa de ouro com as cinzas. Joanne olhou para Tate, que sorriu e assentiu com a cabeça. Bekah percebeu que os dois pareciam tramar alguma coisa, mas resolveu ignorar. Ambos chegaram ao bosque alguns minutos depois.

O eclipse estava começando a surgir. Naquele local do bosque, tinham cinco pedras que formavam um círculo e uma pedra enorme no meio. Joanne pegou a caixa de Kol e caminhou a segurando até a pedra central. Abriu seu livro na pedra diretamente na página que estava o feitiço. A bruxa pegou a caixa de ouro e a abriu, colocando-a em cima do livro. Ela levou suas mãos para o eclipse e começou a canalizar energia. O vento ao redor do bosque ficou mais forte ainda. Joanne falou várias palavras em latim que significavam:

–Dez vampiros foram sacrificados, traga-a de volta. A força do eclipse eu estou usando, traga-a de volta. Traga-a e uma pessoa que ela ama será morta.

O vento se tornou mais forte e o nariz de Joanne começou a sangrar. As cinzas que estavam dentro da caixa, saíram e formaram a forma de Sophia. A bruxa continuava repetindo as mesmas palavras. Um tornado surgiu e revelou Dakota. A vampira e antiga serva da natureza estava com uma aparência mais madura. Seus cabelos loiros estavam presos num coque e usava roupas azuis. Joanne abriu os olhos e encarou a irmã.

–O que diabos você está fazendo? Sabe que isso é proibido. –A vampira falou para a irmã. – Kol irá morrer e Sophia nunca aceitará. Isso é um crime contra a natureza e contra seus princípios. – Dakota falou e viu a fúria nos olhos da irmã. –Joanne, me ouça.

–Não importa se é um crime. Ela não devia está morta! – A bruxa gritou. –Saia daqui, Dakota! – pediu.

–O que você está fazendo é magia negra.

–Saia daqui. – Joanne gritou e o espírito sumiu. -Bring her to life. – Joanne murmurou. –Bring her of the death world.

A estaca, que estava na mão de Bekah, voou até a bruxa. Ela a pegou sem abrir os olhos. Seu nariz sangrava mais. Kol estava pronto para receber a estaca em seu coração quando ela foi apontada para Tate. Ao contrário de Kol e Bekah, ele não parecia nem um pouco surpreso. Depois de um grito de Joanne, Sophia surgiu. A estaca atravessou o coração de Tate quase no mesmo segundo.

–TATE! – Ela gritou.

–Então era isso que eles estavam tramando. – Bekah murmurou.

–Tate, você é maluco?- Sophia se agachou e ficou sentada em frente ao corpo do amigo.

–Eu prometi está sempre com você. – ele murmurou com dor.

–Você é maluco. – Sophia disse e uma lágrima escorreu pelo seu rosto. –Obrigada Tate. – ela olhou para Kol e viu o original sorrir. –O que você fez foi lindo. Eu amo você, idiota.

–Obrigado pela parte que me toca. – ele gritou sentido a verbena se espalhar pelo corpo. –Depois de oitocentos anos, chegou minha hora de descansar. Adeus, Sophia. – Ele disse e ela começou a chorar.

Após o vampiro virar cinzas, Sophia levantou-se da grama suja e suspirou. A vampira segurou seu colar de safira e viu Kol andar até ela. Sophia riu fraco e levou seu olhar aos olhos castanhos que ela tanto amava. O original abraçou Soph com vontade de nunca mais soltá-la de seus braços. Antes de beijá-la, ela o empurrou e colocou os braços na cintura.

–Kol Mikaelson, o que você tinha na cabeça? Algum pedaço de carvalho branco? Ou você bebeu sangue demais? – ela gritou com ele. –Não ria do que eu estou falando! – Kol segurou o riso. – Você sabia que isso é proibido? Kol, eu achei que você ia morrer e não o Tate. Eu to feliz e triste ao mesmo tempo e ...

Antes que ela falasse mais, Kol a beijou intensamente. Ela sentiu suas pernas bambas e correspondeu ao beijo. As mãos frias de Kol envolveram a sua cintura enquanto as mãos dela envolveram sua nuca. No meio da escuridão do eclipse, eles eram fogos de artifício. Sophia roçou seu nariz no do seu namorado e sorriu.

–Bem vinda de volta da terra dos mortos. –Kol sussurrou em seu ouvido.

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Notas finais
E aí? Gostaram? Eu amei a parte final. Espero CINCO reviews.

Gente, eu não sou uma monstra, ok? A fanfic é minha eu quis que a Lucy morresse. Eu e a Nicole Alves sempre esperamos que acontecesse a morte dela. Enfim ...

Tanatielly, amei que você tenha voltado! Senti falta dos seus reviews.

Gente, eu fiz uma lista da trilha sonora da fanfic e vou postar junto com o próximo capítulo. Digam se preferiram a outra capa ou esta.

Mandem recomendações. A fic já está acabando em galera. Faltam três capítulos (eu acho).

PRÓXIMO CAPÍTULO: NOVA ORLEANS.