The Hunter

2 Chicago e o famoso estripador.


Capítulo II

“Chicago e o famoso estripador.”

900 anos depois ...

1920, Chicago.

Treinei duro durante esses 900 anos. Mikael me ensinou cada truque, ponto fraco, cada informação e técnica que eu precisava. Eu me mantive em suas regras – por mais que eu estivesse cansada das mesmas – durante todos esses anos.

Após um mês daquele dia minha família foi vítima de vampiros. Dos originais. Eu iria me vingar. Eu iria matá-los e tudo começaria hoje. Mikael disse que eu estava pronta e nós viemos para Chicago há três dias.

Soubemos que Klaus e Rebekah, dois dos originais, estão aqui. Niklaus matou seus irmãos Kol – que era a minha caçada -, Elijah e Finn. O que deixou Mikael mais irritado. O “papai original” nunca deixou eu me alimentar de humano, embora, durante cinco anos eu causei uma destruição no sul da Austrália. Fiquei trancada durante um ano.

Agora aqui estou eu num prédio antigo que contem vários apartamentos. É um pouco afastado da cidade. Traduzindo, é perfeito para vampiros. O estripador da cidade estava morando por aqui.

Stefan Salvatore.

Eu achava fascinante sua história. Ele, o irmão e a cópia de Tatia – a humana a qual Esther, mãe dos originais, usou o sangue para fazer o feitiço que aprisionava o lado lobisomem de Klaus. -, mais conhecida como Katherine (que na verdade se chama Katerina), viveram um triangulo amoroso durante anos. Mas vocês já devem saber os detalhes.

Eu já o vi pessoalmente. Seus olhos azuis que ficam verdes, seus cabelos loiros escuros e seu corpo escultural eram perfeitos. Mikael me contou sobre seu jeito meigo. Eu o preferia assim. Como um estripador. Mas o que eu estou dizendo?

Soph, por favor, se controle.Pelo que vocês estão vendo eu não posso ter relacionamentos. Mas como qualquer mulher, eu tenho minhas necessidades.

Chega desse assunto.

Hoje eu e Mikael iríamos procurar Klaus e Rebekah. Eu iria ajudar Mikael na caçada. Iríamos matá-los. Mikael tinha ido, agora a pouco, num restaurante onde eles frenquentavam.

Falando no diabo ele acabou de chegar.

Mikael segurava um cabide que tinha conteúdo coberto por uma capa preta. Ele jogou-o em cima de minha cama.

-Se arrume, nós iremos sair daqui a duas horas. – ele disse com sua voz séria.

-Para onde vamos? – perguntei.

-Caçar originais. – sorri e Mikael foi embora.

Já sabia quem seria minha primeira vítima: Rebekah Mikaelson. Algumas pessoas na redondeza do meu palácio a tinham visto matando meus pais. Estava na hora de me vingar.

Peguei o cabide e abri a capa preta revelando um lindo vestido típico da época. Fui ao banheiro, tomei banho e vesti-me. Prendi meus cabelos negros num coque “banana” e passei batom. Quando saí do banheiro, Mikael gritou:

-Me encontre lá embaixo.

-Ta. –gritei de volta.

Calcei meus sapatos pretos e sai do apartamento. Andei no corredor enorme tranquilamente até que esbarrei num homem. Olhei dentro dos seus olhos e sorri. Tinha esbarrado em Stefan Salvatore.

-Desculpe-me, senhorita. – ele deu seu sorriso de gala.

-Senhor Salvatore, não pense que eu sou uma humana que irá ser seu jantar. – disse mostrando meus dentes.

-Uma vampira por aqui? Muito interessante. – ele beijou minha mão.

-Sophia! – ouvi a voz de Mikael atrás de mim.

-Adeus Stefan. – disse e saí andando até Mikael.

-Nada de distrações. – Mikael disse quando cheguei perto dele.

(...)

Chegamos ao restaurante de uma bruxa. Entramos juntos pela porta da frente. Mikael disse que iria para o outro lado. Fui até ao bar onde pedi um Martine. Levei meu olhar para as mesas e o vi.

Stefan estava conversando com a minha caça. Os originais. Ele e a loirinha estavam tendo alguma coisa, mas não iria durar por muito tempo. Após beber dois Martines caminhei até a pista de dança. Olhei para a lateral do bar e vi Katherine observando o Salvatore. Stefan estava rindo na mesa até que seu olhar se voltou para mim.

O estripador me olhava com seus olhos verdes penetrantes. Sorri de leve para ele. O Salvatore pediu licença da mesa, – sim, eu estava prestando atenção na conversa deles. – mas antes de ir Klaus o hipnotizou.

O famoso estripador veio até mim e me conduziu numa dança. Por mais que eu quisesse ficar a noite toda dançando com ele, o sumiço de Mikael me preocupava. Disse a Stefan que nos veríamos mais tarde. Caminhei até aos fundos do restaurante onde eu vi minhas presas.

Peguei a estaca de carvalho branco que estava escondida em meu vestido. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Klaus enfiou uma estaca diferente da minha em Rebekah. Hm, Mikael tinha me falado que essa estaca mata temporamente um vampiro original.

Minha vontade foi de enfiar a estaca dentro de seu coração. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa contra aquele híbrido ele fugiu. Ouvi gritos vindos de dentro do restaurante. Tinha achado Mikael.

(...)

Estou de volta ao apartamento.

Resumido tudo: Não conseguimos matar nenhum original.

Mikael andava de um lado para o outro. Isso estava me irritando. Ele bufava e quebrava as coisas do nosso pequeno apartamento.

-CHEGA! – gritei.

-Não conseguimos matar nenhum original e a culpa é sua, Sophia.

-MINHA?

-Você ficou se distraído com o estripador e se esqueceu da sua caça.

-Deixa de ser estúpido.

-Como disse? – ele disse usando seu tom assassino.

-Quer saber Mikael? Eu cansei de você, de suas regras, de tudo. Continue sua caçada sozinho. – disse e ele me olhou assustado.

Fui até ao meu quarto e peguei minhas malas. Fechei a porta na cara dele, mas não antes de dizer uma coisa:

-Não ouse me procurar.

Caminhei pelo corredor, desci um lance de escada e cheguei ao primeiro andar. Ouvi uma porta abrir e olhei para ela.

-Se mudando? – Stefan perguntou rindo.

-Briguei com um vampiro. – disse.

-Hm. – ele sussurrou e veio até mim. – Também estou de mudança.

-Para onde vai? – perguntei curiosa.

-Londres.

-Aceita companhia? – perguntei e ele sorriu.

-Quem não aceitaria sua companhia?- ri.

Ele pegou nossas malas e jogou dentro do carro. Entrei no carro ao seu lado e ele começou a dirigir até ao aeroporto. Depois de um tempo eu notei que não era o caminho.

-Para onde vamos?

-Primeiro caçar. – sorri com sua resposta.

Matamos cinco pessoas. Bebemos cada gota de sangue de cada corpo. Me sentia eufórica. O poder dentro de mim crescia. Enquanto Stefan limpava a nossa bagunça eu me limpava.

-Você é rápida. – ele disse aparecendo atrás de mim.

-Digo o mesmo de você. – ele riu. –Vamos?

-Espera. Você se esqueceu de limpar aqui. – ele olhou para a minha boca e selou nossos lábios num beijo digamos que selvagem.

-Agora esta limpo. – ri. – Quer saber acho melhor eu verificar tudo. – ele disse e em seguida selou nosso lábios novamente.

(...)

Acordei num quarto de hotel enrolada nos lençóis brancos. Ao meu lado Stefan dormia que nem um anjo. Arranhei de leve sua barriga sarada e ele acordou.

-Bom dia senhor Salvatore.

-Bom dia, Soph. – ele disse. -Vamos continuar nossa viagem?

-Sim, senhor. –disse me levantando da cama e caminhando até ao banheiro.

-Não sem mim. – ele disse ficando na minha frente.