The Hunger Olimpo School
61 Capítulo 61
Notas iniciais
POV Johanna Mason
Lá estava eu andando sem parar naquela casa do terror com um bando de garotos. Isso mesmo, eu fui a única garota do grupo que sobrou e isso significava aturar Peeta, Leo e Thresh. Dos três o que único que incomodava na verdade era o Leo.
– Parabéns Johanna, só você ficou aqui das meninas – Leo disse com aquele jeito meio debochado dele.
– Era de se esperar que a Johanna ficasse – Peeta falou e eu dei um sorrisinho de vitória para Valdez.
Então nós entramos em um salão que aparentava ser um circo. Nem precisou aparecer o medo de alguém para eu associar que algum deles tinha medo de palhaço, só podia ser. Eu nem precisei esperar muito tempo para eu saber se estava certa, pois naquele exato momento um palhaço assustador apareceu.
– Ah, não! Palhaço! – Leo gritou e tapou os olhos no mesmo instante em que o palhaço apareceu.
– Vamos nos divertir – Disse o palhaço.
Ótimo, os medos até agora não falavam, mas eu acho que à medida que as pessoas iam ficando para a final, eles pioravam a situação do medo. Concluindo, era voz do palhaço dava ainda mais medo e estava fazendo o Leo ficar ainda mais apavorado do que já estava.
– Alguém dá um soco na cara desse palhaço, por favor – Leo gritou.
– Nós seríamos eliminados se fizéssemos isso – Eu falei – Se quiser que ele leve um susto, você que vai ter que fazê-lo.
– Eu prefiro sair a chegar perto desse palhaço horrível – Leo disse mais dramático do que ele já era normalmente.
– Então infelizmente você vai ter que sair, pois esse é o único jeito, o palhaço não vai sair daqui enquanto você não sair também – Eu continuei a falar.
– Palhaços são horripilantes, eu não vou sair daqui – Leo gritou ainda com os olhos tampados desde a hora em que o palhaço entrou.
– Então infelizmente você vai ter que ficar aqui – Thresh concluiu.
Eu concordei com o Thresh e eu vi que um cronômetro apareceu na parede atrás do palhaço, marcando 20 segundos.
– Vamos sair – Eu gritei para eles.
Então eu corri para fora da sala, ignorando o palhaço que eu tive que passar do lado e saí da sala seguida por Thresh. Peeta olhou com pena para Leo e veio correndo até nós e então a porta se fechou e Leo ficou lá dentro.
– Coitado do Leo, ficou lá com o palhaço – Peeta disse.
– Eles o tiraram da sala no mesmo momento em que a porta se fechou, ele não teve que encarar o palhaço – Johanna falei.
– Bem, acho melhor a gente continuar logo com isso – Thresh falou – Peeta, eu sei que você é um dos que mais tem capacidade de nós três para entender o mapa, então tente estuda-lo, pois alguma surpresa desagradável pode estar nos aguardando e eu acho melhor descobrirmos e tentar evitar isso.
Peeta concordou, até porque ele não era burro para discordar e brigar com Thresh. Foi então que naquele momento nós começamos a caminhar mais devagar para Peeta tentar entender o mapa.
POV Katniss Everdeen
– Ih, Annabeth, olha lá quem está te aguardando – Luke falou rindo.
Nós havíamos chegado a um local grande, mas não tinha nada em especial, apenas uma porta trancada diante de nós e ao lado da porta estava o Jason com sua serra elétrica.
Annabeth revirou os olhos para Luke e ficou com uma cara séria.
– Nessa sala vocês entrarão em duplas – Jason começou, mas Annabeth interrompeu.
– E quem não tiver dupla? – Ela perguntou.
– Vai entrar sozinho – Ele respondeu ríspido – Que é o seu caso.
– Oi? – Ela falou meio brava.
– Exatamente o que você ouviu – Jason falou – Você sozinha, vocês dois e vocês dois também.
Ele tinha apontado para Luke e Gale e depois para eu e Frank.
– Nessa sala vocês terão um tempo para cumprir a tarefa que não é difícil – Jason falou – só deve ser difícil para aquele tem esse medo. Podem entrar os dois garotos primeiro.
Luke e Gale entraram e nós ficamos ali fora em um clima estranho. Todos nós ficamos quietos e eu e Frank apenas nos olhávamos tentando imaginar qual seria o desafio que teria naquela sala e de quem seria o medo.
– Os dois saíram, agora pode ir você – Falou Jason empurrando Annabeth.
Ela o olhou primeiro e entrou imediatamente. Annabeth foi mais rápida que Luke e Gale, ela saiu, ou desistiu, muito rápido.
– Agora podem ir – Jason falou e abriu a porta para a gente.
Eu e Frank entramos e estava tudo escuro. Foi então que a luz se acendeu e eu vi um bilhete na parede: “Procure isso como se sua vida dependesse desse objeto, você tem apenas cinco minutos para achar o que precisa para se salvar”. E ao lado tinha a figura de uma pequena madeira colorida e então eu me dei conta do que era a sala, era um local cheio de pequenos gravetos todos espalhados por todo o lugar, mas aqueles eram todos marrons e nós tínhamos que arranjar um graveto colorido.
Olhei para Frank e vi o nervosismo em seu rosto antes do cronômetro começar a tocar e eu falei:
– É esse seu medo, né? Perder algo que você depende para viver – Eu deduzi.
Ele concordou com a cabeça e o cronômetro apitou, fazendo nós dois procurarmos pela madeira colorida que nem loucos. Demorei um pouco para encontrar, só sobrava um minuto quando eu finalmente achei a madeira colorida, mas infelizmente Frank ainda não havia achado. Ele estava tão nervoso que nem conseguiu procurar direito, mas eu não tive nem tempo de falar um incentivo para ele, pois dois caras assim que viram que eu havia achado o graveto, me tiraram de lá.
Quando saí encontrei Luke, Gale e Annabeth sentados em um banco e eu ouvi um grande apito, o cronômetro se encerrou e Frank não havia conseguido.
– Esse era o medo dele, perder algo de que ele dependia para viver – Eu disse e comecei a andar sem olhar para os meus amigos.
Agora só havíamos sobrado nós quatro, eu, Annabeth, Luke e Gale no nosso grupo.
POV Thalia Grace
Estávamos eu, Reyna, Percy e Nico caminhando até um pouco devagar demais, só que o problema era que estávamos ficando cansados.
– Vamos tentar andar mais um pouco galera – Percy, sempre animado, falou.
Então ele saiu correndo para nos animar um pouco e quando chegou a um certo ponto gritou:
– Nossa!
– O que foi agora, Jackson? – Eu perguntei.
– Venham dar uma olhada nisso – Percy chamou.
Cheguei até o local onde o Percy estava e fiquei toda arrepiada quando eu vi o que era. Nós estávamos em uma montanha mega alta e o que havia lá embaixo só eram pedras.
– Nós estamos em uma altura normal, o local que está dando a aparência de ser tão profundo é subterrâneo, isso significa como eu disse antes, que estamos em uma altura normal – Reyna falou.
“Mas a sensação é a mesma de estar em uma montanha muito alta”, eu pensei.
– Annabeth ia ficar impressionada se visse isso – Ele falou e realmente não tinha como não se lembrar de Annabeth com uma arquitetura tão bem feita.
Mas assustadora também. Aquele era o meu medo, a altura.
– Como se encara isso? – Eu perguntei com um ar sombrio.
Percy apenas fez um gesto com a boca, obviamente ele conhecia esse meu medo por ser meu primo.
– É uma tirolesa – Nico anunciou.
Foi aí que eu notei que havia mesmo uma tirolesa ali e um homem todo de preto apareceu, ficando ao lado do negócio da tirolesa, para nos ajudar a descer. Eu nunca tinha andando em uma tirolesa, principalmente tão alta como essa. Eu tinha pavor de altura e isso me prejudicava em quesitos de aventuras radicais.
– Thalia, nós temos que ir – Percy falou e enquanto eu andava até o homem, já comecei a tremer.
– Quem será o primeiro? – O homem perguntou.
Ninguém falou, eu obviamente não seria a primeira, talvez eu nem fosse naquela tirolesa. Reyna se ofereceu e o homem ajustou bem a segurança nela e então Reyna se jogou na tirolesa.
– Próximo – O homem chamou.
Então Nico foi e enquanto ele ajustava a segurança e depois desci na tirolesa, Percy falou comigo:
– Thalia, você precisa ir, ok? – Ele falou – Enquanto eu desço na tirolesa eu grito para você ver como eu estou bem e como é bom ir à tirolesa, tudo bem?
– Percy, eu não... – Eu comecei, mas ele me interrompeu.
– Você vai sim. Você é uma das garotas mais corajosas que eu conheço, precisa enfrentar esse medo – Percy falou e começou a ajustar a segurança dele.
“Se eu conseguir ir à tirolesa, com certeza vou encarar qualquer coisa depois disso, a altura é o meu maior pavor”, eu pensei. E então eu ouvi Percy começar a gritar que nem um louco.
– Pode vir – O homem disse e enquanto ele ajustava a segurança eu comecei a tremer muito só de olhar de relance para a altura abaixo de mim.
Quando ele ajustou eu respirei bem fundo, contei uns dez segundos e nem pensei mais, me atirei no abismo, pois eu precisava enfrentar o meu medo. Durante todo o trajeto eu fiquei de olhos bem fechados para eu não ter o perigo de desmaiar olhando aquela altura.
Então finalmente eu cheguei onde estavam meus amigos e outro homem retirou os aparelhos de segurança de mim. Logo após isso o homem saiu e os meus amigos vieram me abraçar.
– Isso aí, Thalia – Nico disse.
– Parabéns – Reyna falou.
– Depois que você enfrentou esse medo qualquer coisa da casa vai ser fichinha para você – Percy disse e eu pensava a mesma coisa.
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