The Hunger Game Of Thrones
2 Everybody Wants To Rule The World
Notas iniciais
Help me to decide
Help me make the most of
Freedom and of pleasure
Nothing ever lasts forever
Everybody wants to rule the world
Asha
– Eu estaria mais qualificada a participar desses Jogos Vorazes do que da Seleção, tio, você sabe.
Rodrik ponderou sobre o assunto por um tempo. Os Homens de Ferro estavam a pouco tempo de realizar a Assembleia de Homens Livres, e Rodrik Harlaw era a pessoa mais sábia para Asha consultar sobre isso. Não esperava que ele desse conselhos muito significativos, e só o fato de ele tirar os olhos dos livros já era algo bom para ela.
– Euron e Victarion, obviamente, competirão nisso. Perder o governo sobre um reino e ganhar sobre sete, por quê não? Mas obviamente, um deles vai morrer. Olho de Corvo não é lá muito estrategista, e Victarion me parece capaz de ganhar, mas ainda não vimos seus oponentes. Prefere lutar contra dez ou mais cavaleiros e senhores ou contra apenas um, Asha?
Asha não respondeu, para não parecer nem insana, nem covarde.
– Querida, você vai para Porto Real, age como uma dama por menos que uma semana, e quando tiver seu campeão e rei, só precisará matar a ele.
Robb
– Papai, por favor, me deixe ir! É tudo que eu sempre quis!
Sansa estava quase dando pulinhos de alegria, e Arya apenas revirou os olhos e coçou a orelha de Nymeria. Bran e Rickon se perseguiam pelos corredores com seus lobos, pois não havia chance de participarem de nada. Robb estava sentado à mesa lendo e relendo a carta, e Jon havia se dirigido à Muralha três dias antes. Ned e Catelyn trocaram um olhar.
– Tem certeza, filha? — Catelyn perguntou. — Se for até lá, será difícil de ganhar...
– Não custa nada tentar! — Sansa sorriu abertamente. — E eu tenho grandes chances. Sei costurar, conheço muitas canções...
– Isso não é exatamente o que está sendo pedido no formulário – Robb lembrou-a.
– E o que é que está sendo pedido?
– Hum... querem saber o número de cavaleiros e homens de armas que poderão ser oferecidos com a aliança. Os pais. Sua idade e uma descrição da aparência e personalidade. E algumas outras perguntas um pouco mais... pessoais.
Sansa empalideceu, mas logo se recuperou.
– Bom, eu não vou – Arya resmungou, decidida.
– Você vai, sim! — Sansa declarou. — Vamos lá, Arya, você vai conhecer Porto Real. Se perder, a única coisa que acontecerá a você será voltar para cá. Não vai te custar nada, se não gostar poderá retornar em seguida...
– Por quê quer tanto que eu vá? Você me odeia. E eu também te odeio – Nymeria lambeu sua mão, e Arya riu.
Sansa bufou.
– Há uma possibilidade de eu não conseguir, e é bom a família ter uma segunda chance. Além de que eu não quero estar sozinha por lá. E eu não te odeio. Bem, não muito.
Ned sorriu diante da situação, e Robb logo também o fez. Ver as irmãs discutindo sobre o quanto se odiavam apenas para concorrerem ao posto de rainha era um tanto cômico.
– Sansa tem razão. Pode ser uma boa viagem para as duas – ele opinou. — E eu ficarei por lá durante uma semana, pelo que diz aqui.
– Como assim? Você vai competir? — Arya perguntou, alarmada. O sorriso de Ned deu lugar à preocupação.
– Você não pode! Isso é suicida! — Catelyn exclamou.
– O quê é suicida? — Rickon entrou correndo no quarto, sentando-se no colo dela, e Bran veio atrás dele, sendo seguido por Verão e Cão Felpudo.
– Isso não vale! — ele protestou, rindo.
– Seu irmão quer participar dos jogos da Coroa – Catelyn explicou. — Mas não vai.
– Mãe, eu sou o herdeiro do Norte, esperam isso de mim. Eu não tenho escolha.
– É claro que tem! Seu pai é o Senhor e Defensor Supremo do Nortee nem por isso participará desse massacre!
– Eu não sou defensor de nada, por enquanto. Não preciso defender ninguém. Posso... posso muito bem participar disso.
– Não pode! — ela insistiu.
– Está me dizendo que eu não tenho capacidade de vencer alguns cavaleiros dos Sete Reinos? — havia uma ameaça de lágrimas nos olhos de ambos, e a voz de Catelyn sugeria choro.
– Estou te dizendo que não tem capacidade de vencer homens como, por exemplo, Gregor Clegane!
– A Montanha participará disso?
– Aposto que sim. Se não, você é apenas um garoto... não pode fazer isso...
Robb estava prestes a retrucar que já era um homem-feito quando percebeu a expressão no rosto da mãe.
– Tudo bem, então – ele suspirou. — Eu fico por aqui.
Catelyn se sentiu tão aliviada que o abraçou.
– Quanto à vocês... — Ned quebrou o silêncio. — Se quiserem participar da competição de vocês, podem fazê-lo.
– Obrigada, obrigada, obrigada! Você é o melhor pai do mundo! Te amo! — Sansa inclinou para perto do pai e o beijou na bochecha.
– Só que seus lobos não serão aceitos por lá. Devem permanecer aqui.
Sansa hesitou, mas deu de ombros e saiu saltitante.
– Bom, eu não vou – Arya decidiu, se levantando e chamando Nymeria com um assobio. Ela saiu e fechou a porta, e parecia mais feliz consigo mesma do que quando entrou, quando achava que teria que ir.
– Melhor assim – Catelyn sorriu. — O lugar dos Starks é o Norte, não Porto Real.
– Ainda acho que Sansa poderá correr perigo por lá – Ned balançou a cabeça, pensativo.
– Enviarei um corvo à Petyr pedindo para vigiá-la. Acho que ainda nutre alguma amizade por mim.
Ned suspirou, mas concordou. Robb levantou-se e se despediu, então saiu. Mentir para os pais era algo a que ele não estava acostumado.
Daenerys
– Vamos precisar deixar você o mais bonita possível – Viserys relembrou, examinando a irmã com o olhar enquanto lia a carta.
Dany corou e olhou para o próprio corpo.
– Você... você não lutará, lutará?
– Lutarei – ele confirmou.
– Por quê? — ela o encarou.
– Ora, é óbvio o que eles estão fazendo. O povo os pressionou, sentem falta de um dragão no trono. Criaram isso para que eu tivesse uma chance. Você acha que eu não posso vencer?
Tenho certeza, ela respondeu, mentalmente. Não queria acordar o dragão.
– Não é isso... é que é muito... arriscado.
Viserys soltou uma gargalhada diante daquilo.
– Tão infantil, tão ingênua... o povo me ajudará quando eu estiver na corte. Eles me apoiarão, me mandarão coisas durante isso... eu vencerei, não tenha dúvidas.
Ygritte
– Você vai, Mance? — Ygritte perguntou, lendo a carta e soltando uma gargalhada. A devolveu ao rei-para-lá-da-Muralha. — Isso é estúpido.
– Eu vou — ele amassou a carta e jogou na fogueira.
– Ainda não entendi por quê. Nós somos o povo livre, eu não quero me juntar aos ajoelhadores.
– Não vou me ajoelhar perante eles.
– Então o que espera conseguir no Sul? Além de uma temperatura mais agradável, quero dizer.
– Que eles se ajoelhem perante mim.
Davos
– Eu participarei disso — Stannis confirmou ao seu conselho.
– Vossa Graça, isso é insano — Davos argumentou. — Não que você não tenha chances, Vossa Graça, mas esses jogos são um absurdo.
– Eu sei. Mas o povo precisa de um bom rei.
– Eu também irei — a Sacerdotisa Vermelha se pronunciou. — Vi nas chamas, meu rei. Sei que tenho poucas chances de vencer, mas preciso ir para apresentar à esse povo cego o verdadeiro deus, o Senhor da Luz.
– Se viu isso nas chamas, não a impedirei — Stannis disse o que Davos temia.
– Obrigada — Melisandre sorriu. — A luz de R'hllor o guiará nesses jogos, Sua Graça, tenha certeza.
Espero que essa luz a queime, Melisandre, Davos pensou.
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