The Humans In Aaa

12 Another dimension


Notas iniciais
Bom, como prometido, não demoramos dessa vez, e não, eu não vou fazer um discurso nas notas :v
Boa leitura! ^u^

POV — May

– Cara, acorda. — Fionna me cutucava bruscamente — São duas horas da tarde, precisamos ir ao reino doce.

Abri meus olhos lentamente. A iluminação do quarto fez com que eu cobrisse novamente a cabeça.

– Acorda logo. — Fionna tirou o edredom, o qual eu me cobria, e jogou-o no chão.

– O que? Por que temos que ir ao reino doce? — Perguntei, levantando-me aos poucos.

– Gumball tem uma coisa para nos contar, ele descobriu algo sobre Ice Queen.

– Ah, certo. Nikoru já acordou? — Perguntei, procurando a menina de cabelos negros.

– Faz tempo. — Fionna deu de ombros — Ela e Cake resolveram esperar lá fora.

Caminhei lentamente até o guarda-roupa e vesti uma blusa preta sem estampa. Eu já estava de calça jeans então foi só necessário colocar meu all-star.

– Vamos May — Chamou Fionna.

Assim que chegamos no castelo, Gumball nos recebeu como sempre, mas por algum motivo ele estava um pouco mais frio comigo. Soltei um leve suspiro e tentei prestar atenção no que ele dizia.

– Eu consegui fazer contato com outra dimensão, que vocês chamam de mundo real, mas parece realmente muito longe. Eu preciso ter certeza que o portal está funcionando, por isso vou tentar teleportar alguma coisa de lá para o nosso mundo.

Gumball me encarava com uma expressão séria e desviava no mesmo instante. Eu estava confusa e ao mesmo tempo irritada, o que havia de errado com ele?

– E o que você vai tentar teleportar? — Perguntou Fionna pensando em coisas pequenas, talvez como um anel.

– Eu não sei, ele vai teleportar qualquer coisa que estiver à sua frente. — Gumball direcionou-se à máquina, já cobrindo seus olhos com a blusa. -Cubram os olhos também, o portal tem uma voltagem de luz muito alta, e pode até mesmo cegar.

Nós obedecemos o príncipe. Todos presentes no local cobriram seus olhos e esperaram que Gumball apertasse o botão e o portal pudesse teleportar tal objeto. Apesar de não conseguir enxergar, senti uma luz ofuscante em minhas pálpebras.

E então todo o comodo se desintegrou, o portal possuía uma força que fez com que todos fossem arremessados.

– Podem abrir os olhos agora. — Disse Gumball se aproximando do portal.

Assim fizemos, quando abri meus olhos não podia enxergar absolutamente nada, minha visão estava embaçada e escura. Mas logo a imagem foi se formando.

Algo caiu de impacto no chão, uma espécie de tiara cor de rosa, pela qual Nikoru foi ao encontro. Ela rapidamente reconheceu o pequeno objeto.

– É a minha tiara! — Ela disse em um misto de confusão e alegria.


POV — Nikoru



De súbito, coloquei a mesma em meus cabelos, puxando minha "quase franja" para trás.


– Que tal? — Sorri, enquanto fazia pose para meus amigos.

Todos riam da minha testa aparente, e das caretas que fazia.

– Não acredito que você usava isso. — Marshall surgiu misticamente, assuntando todos nós. — Que coisa de criança.

Observei o sorriso sarcástico da aparição, lembrando-me da noite do baile, quando aquelas longas presas tocaram meus lábios. E então, corei.

– Quando você chegou aqui? — Fionna, May e Gumball perguntaram, em uníssono.

– Ah, vocês sabem, eu estou sempre os espionando. — Marshall colocou a mão nos olhos, e depois tirou-as, mostrando um par de olhos demoníacos. — Então não foi difícil me misturar a "multidão" para chegar aqui. — O mesmo pairava no ar, com seus cabelos movendo-se de uma maneira engraçada.

– Bom... — Gumball interrompeu, tirando a tiara de meus cabelos. — Se isso conseguiu chegar até aqui, imagino que um de nós também consiga se teletransportar.

– Tem certeza? Não é muito arriscado? — Cortei a teoria com uma pergunta. — E se acontecer algum tipo de... Mutação?

– Por que você não tenta? — "Marsh" encostou sua cabeça na minha, com seu sorriso maléfico pregado em seu rosto. — Seria engraçado te ver com duas cabeças, ou quatro braços.

– Caham... — Gumball novamente interrompeu, dessa vez com a mão fechada nos lábios, fingindo uma tosse. — Nikoru, isso seria basicamente impossível.

Então o mesmo se dirigiu a uma espécie de gaiola, e tirou de lá um rato, que possuía um corpo parecido com as balas que eu costumava comer na minha dimensão.

Gumball colocou-o na plataforma, e o acariciou para tentar acalmá-lo.

– Pronto, Ciência? — O ratinho, que aparentemente chamava-se Ciência, respondeu, acenando com a cabeça.

Todos nós protegemos nossos olhos novamente. Era possível sentir a luz do aparelho através das mãos, e ouvir aquele barulho estranho.

Quando abrimos novamente, o rato havia sumido.

– Agora, vamos trazê-lo de volta. — O rosado explicou, fazendo com que automaticamente nós fechássemos os olhos.

O processo se repetiu, e quando vimos, lá estava ele. Intacto.

– Bom, como nada aconteceu, acho que posso tentar. — Disse, aproximando-me da máquina, que agora não parecia tão assustadora assim.

– Então eu também vou! — Virei-me para trás, esperando encontrar May com um sorriso, mas quem estava ali, era Fionna.

– Tudo bem, coloquem isso. — Gumball nos entregou um par de óculos, e nós os colocamos.

Demos as mãos, e juntas subimos na plataforma.

– Prontas?

– Sim! — Respondemos.

De súbito, uma luz branca tomou nossos corpos, e comecei a sentir uma sensação estranha.

Era como se a luz estivesse me levantando, separando assim, todas as partículas do meu corpo.



Notas finais
E então? O que acharam? Deixem reviews! c: