The House
2 2: A Aranha
Notas iniciais
The House
Start Game
Continue
Shutdown
O0o0o0o0o0o0o00o0o0o0O
Fita seus pés nus, não tem sequer um sapato, ainda na frente do espelho. Ao mirar-se de novo, repara em algo. Não há reflexo. Apenas uma imagem. Um corredor muito, muito longo. Escuro. Mas você o vê, mesmo assim. Você olha aquilo, e sente que deve tocar. O que pode acontecer?
Você não quer pensar nisso. Ou quer?
O0o0o0o0o0o0o00o0o0o0O
Tocar no espelho?
Sim
Não
O0o0o0o0o0o0o00o0o0o0O
Você o toca. Nada acontece. "Deve ser imaginação", pensa. E tenta tirar a mão. Ela não sai. Tenta uma, duas, três vezes, mas ela parece presa.
– O quê?
Você a puxa, e ela entra completamente no espelho, te levando junto. Você se sente sufocada, quase como se estivesse se afogando num rio de águas densas. Abre os olhos que nem reparara quando fechou. De nada adianta, está tudo escuro, mas você sabe que está no corredor. Algo respira pesadamente atrás de você, te fazendo virar. A parede com o espelho sumiu. No lugar, há algo que fica entre humano, animal... E monstro. Um amontoado de pele com uma cabeça, ou três juntas, com cabelo falho num tom entre preto, castanha, ruivo e loiro, com os braços e pernas contorcidos e com um rasgo na cabeça, onde deveria ficar a boca. Não possuía olhos, não onde eles deveriam ficar. Vinte olhos espalhadas desorganizadamente pelo corpo da criatura. Cada olho de uma cor, sendo impossível dizer qual é o par de qual.
– Aconteça o que acontecer... Não grite, menina. – Alguém diz atrás de você – Se afaste lentamente e vamos sair correndo antes que ele... Isso perceba. Venha, ande bem devagar para trás.
Você obedece. Vai lentamente para trás, nunca tirando os olhos da coisa, que não se move nem um centímetro. Parece simplesmente observar. Continua andando, até sentir alguém puxar seu braço. Uma mulher.
– Continue andando. Quando eu disser, corra. E segure minha mão o mais forte que puder. – Ela diz, andando lentamente para trás, até o fim do corredor, que dá em outro perpendicular ao primeiro.
Você sente a parede gelada. Dá mais um passo para trás e pisa em algo, que se quebra, fazendo barulho. A coisa desperta de seu torpor. Ela avança, a boca rasgada se escancara, mostrando inúmeros dentes. Dentes humanos. De vários tamanhos e vários tons de encardido. Os braços e pernas torcidos não impedem seu avanço.
– Corra! – A mulher grita, puxando sua mão.
Você corre. A coisa também, derrubando tudo o que estava no caminho. Em um tapete, você tropeça e quase cai. Quase, a mulher não deixa, mesmo sabendo que isso deixaria o monstro ainda mais perto de pegá-las. Ela te carrega nos braços, indo ainda mais rápido que você. Vocês entram em uma sala. Ela te coloca no chão.
– Você está bem, menina?
Você a observa melhor. Ela tem olhos muito negros e cabelos também muito negros, amarrados num rabo-de-cavalo. Uma marca de lágrima abaixo do olho esquerdo. Veste-se de negro. E tem um pingente vermelho numa corrente amarrada em volta do pescoço e do colarinho.
– Quem é você?
– Marla. E você?
–... Kurara...
– Você não parece ter certeza sobre isso. – Marla ergue uma sobrancelha – Oh, bem. Faz ideia do motivo de estarmos aqui?
– Eu... Só toquei no espelho.
– Vou levar isso como um não. – Você escuta o barulho de algo se mexendo. Olha por todos os lados, mas é uma sala vazia, exceto por algumas coisas brancas jogadas pelo chão. Você olha curiosa – São ossos.
– Ossos?
– São o que te mantém em pé. E acredite, só é bom encontrar ossos em dois lugares: O lixo da cozinha e o cemitério. – Marla para de repente e te empurra. Você cai no chão e percebe o fino fio que agora prendia um dos pulsos dela. Logo outro fio prende em seu outro pulso – Isso não pode ser bom... – Marla é puxada para cima lentamente. Você olha para o teto e vê uma grande aranha negra, pronta para arrancar a cabeça da mulher – Olha, melhor você correr. Tenho certeza que ela vai adorar ter uma sobremesa.
– Mas...! Você vai...! – Você olha para as duas portas, não se lembrando de tê-las visto. Você olha para a aranha e para Marla. E agora?
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O que fazer?
Tentar salvá-la
Ficar parada
Deixá-la
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