The Host Club
1 Oneshot
Dois conceitos são importantes no Colégio Particular Ouran. Primeiro, o prestigio da família, e, segundo, o dinheiro. O Host Club é uma magnífica diversão, onde seis belos, ricos e desocupados rapazes e um jovem plebeu, que foi obrigado a acompanhá-los para quitar sua divida, cortejam as alunas, de forma elegante, todos os dias.
Pequenas pétalas de flor de cerejeira caiam suavemente, enquanto os grandes portões se abriam, mostrando um belo jardim, com grandes e belas arvores, floridas pela primavera, a mesa decorada, com maravilhosos bolos e belas peças de xícaras de chá. Mas tudo isso, aos olhares daquelas maravilhadas e talvez apaixonadas garotas, nem ao menos juntos, chegavam aos pés da enorme beleza daqueles sete rapazes reunidos, alguns fantasiados e garçons e outros com simples, mas belos, kimonos. Todos eles sorrindo docemente, um sorriso que fazia a qualquer um suspirar, tamanha a beleza de todos.
Individualmente cada um tinha seu jeito, ou sua qualidade talvez se encaixe melhor, e sua grande beleza. Os únicos que eram idênticos, claro, eram os gêmeos, Kwang e Young, que na verdade eram os mais ‘demoníacos’ de todos, apesar de suas aparências levemente angelicais. E ambos, neste exato momento estavam tendo de atender duas jovens garotas, servindo chá às mesmas, enquanto conversavam distraidamente com as mesmas.
- Já estive em Covent Garden, na Inglaterra? – dizia, sorridente, Young Min, à bela e tímida garota a sua frente, a quem servia o chá.
— O único mercado de antiguidades que freqüentei foi em Portobello. – respondeu, sorridente.
— É um local bem interessante. A maioria dos nossos objetos vitorianos veio de lá. – falou de repente o irmão, surgindo com um prato com alguns doces.
Todos estavam extremamente distraídos na conversa, inclusive o loiro, que ainda derramava devagar o chá na bela xícara, mas logo a mesma transbordou, fazendo o chá quente queimar seu dedo e fazê-lo soltar um gemido baixo de dor e derrubar a xícara no chão.
— Young! — Kwang assustou-se, agarrando a mão onde havia o dedo machucado do irmão, levando-o para perto de seus lábios e logo dando um suave beijo na parte que estava começando a ficar avermelhada – Tome mais cuidado... Isso aconteceu porque você foi desatento, se distraindo com as outras coisas, olhando pros lados. Basta apenas que você olhe apenas para mim, esta bem?
- Hyung... – sussurrou apenas, levemente corado, sentindo a mão suave do irmão sobre sua boxexa, acariciando-a com o dedão levemente, enquanto olhava-o nos olhos e sorria brevemente.
— Venha, vamos pra enfermaria, depressa, como seu irmão mais velho tenho de me assegurar que você esta mesmo bem!
— Já estou melhor, seu amor me curou, hyung... – disse, ambos sorriam, o mais velho apenas se impulsionou um pouco para frente e deu um leve beijo em sua testa, logo após em sua bochecha e quase roçando levemente seus lábios juntos, mas não chegaram a se tocarem, pois um estava abraçado ao outros, abraçando suas cinturas, e escondendo seus rostos nos pescoços um do outro. Sorriam, ao ouvir os gritos abafados e suspiros das duas garotas perto deles.
— Não agüento mais... É maravilhoso demais! – disse a de cabelos longos e castanhos, virando de costas, com a mão sobre seu coração.
— Mas é um desperdício deixar de ver isto! É uma cena rara entre eles dois! – disse a de cabelos curtos e negros, afobada e corada pela cena presenciada.
— A senhorita este absolutamente certa. – disse mais um, dos sete anfitriões, se aproximando das garotas – A beleza é tão efêmera como estas flores de cerejeira. Não há como ver esta mesma beleza em um outro dia. – disse, sorrindo, observando as belas flores, mas logo voltando seu olhar para as duas em sua frente – Por isso, resolvi fazer este álbum de fotos para guardar toda essa beleza que se altera a cada dia. Alias, há versões individuais e de todos os integrantes do clube reunidas, se quiserem podem tratar disso comigo, e se levarem à coleção completa ganharão um desconto especial.
- Vamos comprar! Queremos a coleção completa! – gritavam, ainda mais afobadas. Os outros dois já deixando de se abraçar se perguntavam quando que SeungRi havia tirado essas fotos.
Não muito longe dali, mas três anfitriões se encontravam, em uma típica cerimônia do chá, o belo maknae Taemin, o veterano Key, e outras duas garotas apenas observavam JogHyun, este apesar de sua aparência jovem e sua altura também era um veterano, e na verdade era um ano mais velho do que Key. Ele misturarve o chá, e apesar de não estar tendo muito sucesso com isso, o maknae e as garotas o olhavam apreensivos, não tinham certeza se o avisavam ou não.
— Jong... Você esta derramando tudo... – disse o maior, olhando para a tigela, que agora estava com apenas um restinho de chá que havia sobrado, e logo os olhos do menos se encheram de lagrimas, estava preste a chorar.
— Ah! Nós vamos tomar oppa! Parece mesmo uma delicia! – disse uma delas, animada, tentando fazê-lo se sentir melhor.
— Verdade mesmo? – olhou pra garota, com seus grandes, infantis e brilhantes olhos castanhos, parecendo realmente feliz.
- Sim! Eu queria justamente tomar essa quantidade de chá! Como foi que você adivinhou? – Falava rápido, extremamente nervosa em deixar o pequeno feliz.
— Com licença, vou ao toalete. – disse, Taemin, baixo, com uma expressão entediada em seu belo rosto.
Foi em direção à parte mais isolada do parque, ver as flores e tentar relaxar um pouco, encostou-se a uma arvore e fechou seus olhos, suspirando longamente. Mas logo após uns minutos sentiu uma presença, alguém, em sua frente e abriu devagar os olhos e logo não pode deixar de sorrir, afinal, como podia não sorrir ao ver aquele enorme e belo idiota, com aquele sorriso doce em seus lábios.
— Não devia estar trabalhando, Minho hyung? Afinal, como rei você tem de cuidar bem das belas garotas certo? – o menor sorria cinicamente, e talvez, com um pouco que ciúmes.
— O SeungRi cuida de tudo por lá, afinal, ele é um ótimo substituto, em horas que eu preciso sair um pouco. E eu também queria ficar um tempo a sós com você, pequeno. – disse, sorrindo, apoiando seu braço na arvore, acima da cabeça de Taemin e com o outro braço envolvendo a cintura do mesmo, aproximando seus corpos.
- Sua proposta é tentadora, mas quem não me garante que é apenas uma cantada igual as que você da pras meninas, Romeu? – falou suavemente, colocando suas mãos sobre o peitoral de Minho, afastando-o minimamente.
— Ah, meu pequeno, você sabe que para você essas propostas são verdadeiras, certo? Afinal, eu gosto mesmo de você. – tinha um sorriso largo em seu rosto, e aproximou seus rostos e beijou o canto dos lábios do menor, fazendo-o estremecer.
— Mas como podemos ficar em paz sozinhos, com essas garotas correndo atrás de mim e principalmente, atrás de você – E sem perceber deixou que, levemente, forma-se um bico em seus lábios.
— Oh, será que isso foi ciúme de mim? – brincou, vendo o outro ficar realmente emburrado – Não se preocupe, eu conheço esse pequeno parque e sei de um lugar isolado, que é extremamente belo, como você, pequeno maknae? – sorriu, beijando-lhe a bochecha demoradamente.
O mais velho descolou seus corpos e pegou na mão do outro, puxando-o para entre as arvores, andavam rápido, rindo do quão idiotas pareciam. Logo chegaram em um lugar meio fechado pelas arvores, e um pouco a frente um pequeno riacho, a água num tom azul e cristalino, e ainda caiam pétalas de cerejeira, dando ao ambiente um ar agradável e romântico. Minho sentou-se na grama e Taemin entre suas pernas, e este logo sentiu braços rodearem sua cintura, colou suas costas no peitoral do maior.
— Hyung... Eu estava pensando esses dias... Logo eu quito minha divida, se meu numero de clientes continuar desse jeito, então... Eu terei de deixar o clube, certo? – comentou, em um tom triste, entrelaçando seus dedos com os do mais velho.
- Claro que não! A não ser que você queira deixar de participar do clube... E isso você não quer, certo? – sussurrou em seu ouvido, e em seguida distribuindo beijos leves pelo pescoço do outro.
— Bem... Pra ser sincero eu tenho duvidas às vezes hyung... – mordeu fortemente seu lábio inferior, pensativo.
— Como assim, Minnie? – questionou, totalmente sério.
— Bem, eu queria ter mais tempo pra estudar sabe?
— Mas... O Clube de Anfitriões é o único motivo de eu poder ver você todos os dias... E acho que se isso deixasse de acontecer, tudo se tornaria tão mais... Vazio, e monótono... E, além disso, os únicos que poderiam ver você sempre seriam os gêmeos, e eu não gosto disso...
- Ah, parece que alguém ficou com ciúmes? – Sorriu largamente, virando-se para de frente a Minho para poder encará-lo emburrado – É apenas uma brincadeira, afinal, o que eu faria se não pudesse te ver todos os dias e ficar com você? – Colocou suas mãos em cada lado do rosto do outro delicadamente, e foi aproximando seus rostos, fechando devagar seus olhos, deixando suas bocas a milímetros de distancia, e logo selando seus lábios suavemente, logo sua língua entrou timidamente na boca do outro e logo as duas se encontraram, entrelaçando-se, beijavam-se com calma e paixão, as mãos do maior da cintura do menor e este com os braços rodeando o pescoço do seu parceiro. Separaram-se do beijo, ainda trocando leves selinhos, sorriram um para o outro e ficaram se encarando com algum tempo, apenas ao som leve do riacho.
— Você jura que não vai mesmo abandonar o clube, né? – perguntou o mais velho, parecendo preocupado.
— Claro que não, afinal, já me acostumei a te beijar todos os dias, e se eu ficasse sem isso, talvez ficasse ate mesmo doente sabe?
— Como assim doente Minnie?
— Ah, doente por falta de seus beijos, seu carinho e seu amor... – respondeu, sorridente.
— Mas como você é bobo – sorriu, selando seus lábios novamente, num curto selinho.
— Sim, e você ama esse bobo, admita.
— Bem... Deixe-me pensar... – Aproximou seus rostos novamente, e voltou a beijar seus lábios, mas agora com mais carinho, e em um beijo mais lento, apertando levemente a cintura do loiro. Separou-os da mesma forma que antes e sorriu – é... Eu te amo sim, meu pequeno CDF. Te amo mais que qualquer outra coisa, e que sempre estar ao seu lado, ate o dia em que eu morrer de tanto comer bolinhos!
- Idiota... – respondeu, tentando não sorrir do quão perfeito Minho era com ele.
— Idiota de amor por você, só se for.
Ambos riram, e voltaram a se beijar, afinal, tinham muito tempo ainda ate que os outros sentissem a faltas dos dois.
Mas, apesar de tudo, apenas o tempo dirá, se eles realmente ficarão juntos ate a morte, ou se teria algo para atrapalhá-los no caminho. Ninguém sabe o que o futuro pode nos aguardar. Se for um final feliz, cheio de amor e paixão, ou um final triste, cheio de magoas e tristezas.
FIM
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