The History Before History
3 Terceiro Capítulo.
Notas iniciais
enfim, espero que gostem do capítulo. bjo e queijos.
Dica de sobrevivência: não confie numa criança de sete anos para cuidar do seu “acampamento”.
Até agora não entendi como eu concordei em deixar Annabeth sozinha por alguns minutos enquanto eu ajudava Luke a saquear novamente o mercadinho da esquina. Ele resolveu fazer um bom estoque de suprimentos, já que nosso sátiro – se apresentou como Grover na mensagem de íris – estava por vir, então tive que ajuda-lo.
Annabeth jurou que ficaria atenta e quietinha, sem fazer nada que chamasse atenção. Mas, obviamente, isso não deve ter durado muito tempo.
- Thalia – Luke saiu da barraca apressadamente. Ele já teria desmontado-a, mas falamos para Annabeth esperar dentro dela – Onde está Annie?
- Dentro da barraca – respondi terminando de ajeitar os suprimentos dentro da mochila. Quando olhei para a expressão dele, botei a mochila nas costas e saí correndo para dentro da barraca. Onde estava Annabeth?
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“ANNABETH” “ANNIE”... Estávamos a quase uma hora procurando-a. Nada de pistas. Nada de qualquer coisa que poderia mostrar aonde ela poderia estar. Luke já mostrava começar a ficar desesperado. Muito desesperado.
Não que eu não estivesse também. Annabeth é como uma irmã mais nova pra mim. Mas o que Luke sentia era tão forte, que sim, eu sentia ciúmes. Não por agora, pois ela é muito nova, mas por depois. Daqui há alguns anos...
Luke chutou o ar, irritado.
- Não é possível que ela tenha...
- Sido raptada? Sim, é. Temos que continuar procurando, Luke.
- Eu sei.
Ele continuou a caminhar, quando ouvimos alguns passos se aproximarem. Luke ergueu sua espada e eu minha lança e meu escudo que roubamos de uma toca em que “visitamos”.
- Quem está ai?
Nenhum outro barulho. Luke deu um passo adiante, sendo atacado por não só um como dois cães infernais. Dois. Não tive tempo de raciocinar tão bem, principalmente com Luke sendo atacado de tal forma. Ergui meu escudo, fazendo com que os cães se afastassem um pouco.
Para quem não sabe, meu maravilhoso Aegis tinha o rosto da Medusa na frente, ela era tão bem desenhada e esculpida que todos se assustavam ao olha-la. Mas os monstros estavam irritados demais, baba escorria por suas bocas enquanto eles rosnavam e latiam.
Luke atacou, indo para um lado e eu indo para o outro. Com um rápido golpe ele conseguiu ferir o cão, enquanto o outro pulava em seu pescoço.
- EI, SEU BANDO DE TRANBOLHO INFERNAL! – gritei – EU SOU FEITA DE OSSO, SABIA? VENHA CÁ E TENTE PROVAR DA MINHA GOSTOSURA.
Bom, esse não é o tipo de frase heroica que eu gostaria de ser lembrada, mas foi a primeira coisa que me veio a cabeça. O cachorro uivou, e preparou-se para atacar. Suas patas empurraram meu peito, e eu cai sentada. A sorte foi que a lança estava em pé e perfurou-o antes mesmo que eu piscasse.
Tossi a poeira de monstro, tocando minha clavícula onde as garras do cão perfuraram e arranharam minha pele.
- LUKE! – gritei. Ele estava perdendo a briga. A espada estava na boca do outro monstro enquanto ele tentava desesperadamente se proteger. O cão largou a boca, e tentou pisar em Luke, que foi mais rápido e se virou. Com isso, eu apunhalei o monstro na costela e ele explodiu em um pó acinzentado.
- Deuses, você já foi melhor – sussurrei, agachando ao lado dele, pegando a mochila e jogando água no machucado dele.
- É, eu sei – ele retrucou. O olhar dele se suavizou quando viu os meus machucados — Você devia cuidar disso.
- Relaxa. – entreguei-o u curativo e cuidei dos meus machucados.
Ele puxou minha mão e sorriu. Com isso, Luke começou a cuidar dos meus machucados. O rosto dele estava tão próximo, as sobrancelhas franzidas, o olhar concentrado. Tudo fazia com que o meu coração batesse cada vez mais rápido e desesperado. Eu queria beijá-lo, fazer um round 2 da noite anterior. Queria sentir os lábios carnudos dele se encaixarem perfeitamente com os meus, me fazendo esquecer de todo os problemas que um semideus pode ter.
Mas ele se afastou, e eu me recordei de que Annabeth estava perdida por aí.
- Vamos continuar – ele disse, voltando a ficar com a expressão séria.
Já fazia quatro horas, e desespero era pouco para nos deescrever. Luke xingava cada vez mais, dizendo que tinha falhado, e que Annabeth não merecia nada do que estava acontecendo. Palavras não vinham em minha boca, então eu apenas ficava em silêncio tentando reorganizar meus pensamentos.
Luke chutou um galho e sentou no chão. Os ombros dele estavam inclinados para frente numa postura ótima para ele ficar corcunda. Ele passou as mãos pelos cabelos e olhou para mim.
- Onde essa criança pode estar, Thalia?
Encarei-o. Ele sabia que eu fazia tanta ideia quanto eu. Ouvimos passos no meio da floresta, e isso me deixou mais irritada do que assustada. Segui o som, e um momento depois estava em cima de um sátiro com a espada apertando seu pescoço.
- Bééh – ele disse – não me devore!
- QUEM É VOCÊ? – eu não estava raciocinando, as lágrimas encheram meus olhos, raiva e de tristeza.
- Eu... Me chamo Grover! – ele baliu, com os olhos brilhando – por favor, eu sou um simples sátiro atrás de semideuses!
- Thalia – Luke me chamou. Afastei-me de Grover, sentando-me no chão.
Grover apertou a garganta e suspirou, aliviado. Ele olhou para mim, e depois para Luke. Levantando-se, ele coçou a barba que começava a crescer e estendeu a mão para mim. Aceitei a ajuda.
- Desculpe, estamos... hm... passando por um momento meio complicado – falei. Ele concordou com a cabeça, mas parecia assustado e nervoso perto de mim – Eu sou Thalia, ele é o Luke. Provavelmente você deve ser o sátiro que chamamos do acampamento.
- Sim... Eu sou – Grover mexeu na gola da camisa – bom, hm... Podemos ir? Essa floresta não tem um cheiro muito... Agradável.
Falou o cara com cheiro de lã e de bode.
- Não dá – Grover me olhou assustado – Annabeth sumiu. Ela tem sete anos apenas, Grover.
- Annabeth... – Grover assentiu. Ele começou a tremer e mastigar o ar – bom, acho melhor começarmos a procurar.
- Continuarmos a procurar, você quis dizer.
- Sim, isso também.
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Depois de um tempo que eu não prestei muito atenção, Luke começou a andar mais rápido tão parecendo que sabia pra onde estávamos indo. Ele dizia que era instinto, e estávamos correndo sem nos importar com barulhos. Foi quando paramos em frente a uma entrada de uma casa toda acabada no meio de uma floresta. Escutamos gritos e um choro muito alto de uma criança. Seguimos o som, contornando a casa e encontrando Annabeth amarrada numa pedra.
E bem ao canto dela, estava um ciclope, com o seu único olho fixado em nós e com um sorriso ameaçador.
Notas finais
são os desenhos da viria contando algumas partes de herois do olimpo. tem um ou dois spoilers de casa de hades q provavelmente vcs já devem saber mas se n quiserem nao assistam.
obrigada por estar acompanhando a história!!!! Bjos!! nao esquecam os reviews!!
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