The Hidden Truth

3 Wish You Were Here


Notas iniciais
Heey gentee, eu não aguentei esperar, então assim que terminei esse capitulo eu tive que postar. Se sintam honrados pois são 3:29 da manhã e em quanto eu não terminei esse capitulo eu não fiz nada! E eu tenho que acordar cedo hoje, vou viajar com meu pai o// e eu só poderei postar 'daqui a uma semana mais ou menos, por isso fiz um capitulo bem grandinho para vocês u.u Na minha opinião, esse capitulo é bem legal xD Espero que gostem Ah, antes que eu me esqueça, obrigada Micah por ter favoritado a fic!! e também obrigada à todos que comentaram!! xD

I can be tough, I can be strong

– Não acredito que você mandou a Drew catar coquinho – Uma garota bonita, de cabelos morenos e olhos azuis claros, ao olhar para eles me lembravam um céu de tarde ensolarada sem nenhuma nuvem a vista. Estava com um rabo alto e a franja caída para o lado. Ela estava sentada ao meu lado e estava se segurando para não começar a rir no meio da aula. Nem havia percebido que sentávamos em duplas.

– O nome dela é Drew? Que tipo de pessoa coloca esse nome na própria filha? E por que desse reboliço todo? Sorte dela que não falei coisa pior.

– Está brincando comigo? – neguei – Aquela menina é o demônio em pessoa, e acha que é melhor que todo mundo só por ser filha do diretor!

– Ela é filha do diretor? – Assentiu – E você quem é?

– Silena Beauregard, muito prazer, sou filha da sexóloga da escola, líder de torcida, namorada do Beckendorf, e infelizmente sou prima da Drew – ela disse tudo em um folego só.

– Ela é sua prima? – ela assentiu – Nossa, sinto muito. Sou Annabeth Chase, muito prazer – Ela me olhou com um misto de surpresa e confusão em seu olhar.

– Annabeth... Chase? – Ela me perguntou ainda olhando-me com cautela.

– Sim. Por quê?

– hm, nada – Disse balançando a cabeça como se estivesse acabado de sair de transe e voltamos a prestar atenção na aula.

Os dois horários passaram-se rápidos e logo já era o intervalo. Sai com Silena e fomos para o refeitório esperar por Thalia. Ainda não tive nenhuma aula com Thalia, o que deixava cada aula, uma mais frustrante que a outra. Encontramo-nos e eu apresentei Silena para Thalia e por incrível que pareça elas já se conheciam. Mundo pequeno não? Fomos pegar nossos lanches. Peguei apenas uns poucos brownies e um cappuccino. Já a Thalia, bom, ela pegou brownies, um suco, três cupcakes , dois sanduiches e três barras de chocolate. Silena só pegou uma salada, segundo ela, não poderia engordar por causa dos treinos de líder de torcida.

Enquanto eu comia, me lembrei da conversa que tive com Silena assim que cheguei na sala. Por que ela ficou daquele jeito depois que falei meu nome? Parecia que tinha visto um fantasma. Será que ela sabe de alguma coisa sobre os meus pais? Não, isso não seria possível, nem mesmo a policia e os melhores detetives de NY sabem, como uma adolescente do colégio vai saber, é impossível.

– Annabeth! – Thalia gritou no meu ouvido me fazendo dar um pulo da cadeira e chamando a atenção de alguns alunos ao nosso redor.

– Thalia qual o seu problema? Não sabe chamar a pessoa normalmente não? Não né, mas é claro que não, é a Thalia afinal. Não precisava gritar

– Claro que precisa, você estava aí no mundo da Lua e não me respondia. Estava te chamando a um tempão.

– Estava só pensando, desculpe. – Ela ia falar alguma coisa, mas aí um garoto que estava com o uniforme e um casaco do time sentou-se na mesa de frente para Thalia. Ele era alto magro, tinha cabelos negros e os olhos mais negros ainda, e era bonito, muito bonito.

– Oi Thalia, oi Silena e oi Annabeth.

– Como sabe meu nome?

– Thalia me disse na aula, faço dupla com ela na aula de química – Impressão minha ou Thalia corou?

– E quem é você?

– Nico, Nico Di Angelo.

– Nico, o que ‘ta fazendo aqui? – Thalia finalmente resolve entrar na conversa. Ergo uma sobrancelha para ela como se dissesse “Sério que essa foi sua melhor pergunta?”. Ela somente deu de ombros para mim.

– Primeiro: eu também estudo aqui Thalia – Nico diz logo depois dando uma risada. Thalia cora ainda mais, se é que é possível – E segundo: vai ter uma festa na casa de um amigo meu depois do jogo na sexta-feira e para comemorarmos a volta as aulas e se quiserem ir ‘ta aqui o endereço. – Ele falou entregando para Thalia um papelzinho com o endereço e o telefone dele. – Vejo vocês lá – Deu uma pescadinha para Thalia e voltou para a mesa dos seus amigos.

– Você vai Silena?

– Mas é claro que sim, vai ser a melhor festa do ano. Vocês irão certo?

– É logico, nós temos que sair dessa seca. Certo Annabeth? – Thalia disse olhando para mim com aquela cara safada e mordendo o lábio inferior.

– Não sei, você pelo menos já tem o seu boy, eu ainda tenho que arranjar o meu.

– Como se isso fosse difícil para você. – Revirei os olhos

– Vamos Annie, vai ser legal – Gelei com a menção do antigo apelido. Ninguém me chama de Annie desde que meus pais desapareceram, e desde então ninguém nunca mais me chamou de Annie.

Toda aquela insegurança que eu senti quando meus pais não voltaram do trabalho naquele dia voltou com tamanha força que eu senti que poderia desmaiar a qualquer momento, perder as forças e voltar ao passado. A única coisa que não deixou isso acontecer foi Thalia, que me puxou para um abraço e não falou simplesmente nada. Thalia segurou em minhas bochechas e me obrigou a olha-la.

– Você esta bem? – Apenas assenti com a cabeça e fui direto para o banheiro.

Ao andar ainda pude perceber Silena perguntando o que havia acabado de acontecer. Parecia culpada. Eu não a culpava, ela não sabia e gostei de Silena, ela me parecer ser diferente das outras lideres de torcida que vi. Era simpática, e não se achava, só um pouco obcecada por moda, mas isso é o de menos. Ela era legal.

Enquanto andava absorta em meus pensamentos, sem querer acabei batendo de ombros com alguém. Não deu para perceber muito quem era, eu estava praticamente correndo. Percebi apenas que era um garoto alto de cabelos pretos, e usava a blusa do time da escola, mais nada. Somente murmurei um “desculpe” e continuei meu trajeto. Ele falou alguma coisa comigo, mas já estava longe demais para ouvir.

Quando cheguei no banheiro e me olhei no espelho, quase tomei um susto com meu próprio reflexo. Eu estava em um estado deplorável. Soluços escapavam sem que eu percebesse, meus olhos ardiam, mas eu não estava chorando, meu cabelo estava todo bagunçado devido à pequena corrida. Joguei água no meu rosto e me olhei novamente no espelho.

– Eu não posso ser tão fraca – falei comigo mesma e comecei a me arrumar para tentar não parecer digna de pena. “Não quero ninguém perguntando o que aconteceu comigo, fingindo que se importam”. Soltei meus cabelos e os cachos caíram como cascatas, felizmente eles não ficaram tão marcados. Joguei água em meu rosto mais uma vez, sai do banheiro e fui direto da sala.

O resto do dia passou rápido e Thalia não fez nenhum comentário sobre o que aconteceu no refeitório hoje de manhã, ela me intendia e sabia que mesmo ela implorando eu não iria conversar com ela sobre o ocorrido.

Logo já era sexta-feira, o dia da tal festa. Não estava nem um pouco a fim de ir. Mas Silena conseguiu me convencer. Ela chegou aqui com três vestidos um mais bonito que o outro. O meu era um azul, de uma alça só colado do busto, e solto/ rodado a baixo dele até um palmo e meio acima do joelho, muito bonito. O de Thalia era preto com algumas poucas listras finas em dourado que ia até a metade da coxa. Meu tio quase teve um ataque quando a viu. Silena estava com um vestido rodado rosa claro de tirar o folego, cheio de babados e apertado no busto igual ao meu. Todas estávamos de salto, apesar de eu e Thalia reclamarmos e falávamos insistentemente que não íamos usar saltos, Silena nos obrigou. É, nossa amizade já esta nesse nível.

Eu estava com uma maquiagem bem pesada destacando meus olhos cinzas e Thalia também, destacando seus olhos azuis. Silena estava com uma maquiagem rosa que começava claro e terminava escuro e depois fez olhos de gatinho. E estávamos prontas.

– Vocês estão lindas! – Jason disse. – Então vamos?

– Vamos? – Thalia perguntou levantando uma sobrancelha – Você não vai a lugar nenhum com a gente.

– Vou sim, nosso pai me mandou levar vocês, aproveitar e vigiar você irmãzinha. Não que eu me incomode em ir a uma festa – falou a ultima parte em sussurro e com uma cara muito safada.

– A não, você só pode estar brincando. Pai, isso é sério?

– Seríssimo minha filha. – Zeus disse com um lendo seu livro no sofá e com um sorriso nos lábios, achando graça da filha. Thalia rolou os olhos.

– Deixa isso pra lá Thalia, quando chegarmos na festa nós te ajudamos a dar um sumiço no seu irmão pra você poder ficar com seu boy –sussurrei em seu ouvido e Silena deu uma risada concordando. Thalia ficou mais vermelha que um pimentão, bufou irritada e seguiu para o carro.

Chegando na festa logo perdemos Jason de vista, nem precisamos dar o perdido nele. Ele mesmo havia feito isso por nós.

Olhei para um lado e Thalia já havia sumido também. Passei os olhos pela festa e logo achei ela com Nico a puxando para a pista de dança improvisada na sala. Sobrou somente eu e Silena, mas um garoto que suponho ser seu namorado apareceu e Silena saiu com ele em seu encalço.

Em menos de cinco minutos em uma festa e eu já estava sozinha, é o meu recorde. Livrei-me desses pensamentos e logo já estava no bar. Peguei um copinho de vodka e o virei de uma vez só. Aquele gosto tão conhecido desceu rasgando minha garganta. Precisava me soltar mais e peguei mais um copinho, dois, três. Logo já estava com a garrafa na mão e quase terminando-a.

Fui para a pista de dança, a música eletrônica penetrou em meus ouvidos e quando eu menos percebi já estava dançando loucamente. Peguei um garoto loiro qualquer na pista e avancei os meus lábios contra os seus, beijamo-nos por um longo tempo, quando precisei de ar, me afastei dele e fugi para outro lado da pista. “Ual, que beijo babado”. Não foi um dos meus melhores beijos.

Observei um pouco mais a pista de dança e vi um garoto me observando de longe. O encarei, ele deu um sorrisinho desviou o olhar por alguns segundos, tirou sua jaqueta do time da escola e veio em minha direção, enquanto ele andava percebi melhor como ele era. Cabelos pretos, alto. Estava com uma blusa gola V que destacava seus músculos, calça jeans preta e um tênis All Star. Chegou a minha frente e nos encaramos, me hipnotizei com seus olhos, o verde mais bonito que já vi. Um Verde-mar maravilhoso.

Não falamos nada apenas nos encaramos e então, simplesmente nos beijamos, sem trocar uma palavra.

Seu beijo era bom, muito bom. Seus braços foram para minha cintura e apertaram ali. Soltei minha garrafa, ela se espatifou no chão, levei meus braços a sua nuca, arranhando ali e puxando um pouco seus cabelos. Nossas línguas travavam uma batalha gostosa, como se quisessem memorizar cada parte de nossas bocas.

Fomos andando até que eu ficasse prensada em uma parede. Em momento algum separamos nossos lábios. Quando precisamos de ar, seus lábios foram para meu pescoço e suas mãos passavam por toda a extensão da minha costa até chegar em minha bunda, onde hesitantemente ele apertou. Soltei um pequeno gemido, estava tentando ao máximo segura-los, não ia dar esse gostinho à ele. Mas o desgraçado ouviu e soltou uma pequena risada em meu pescoço fazendo-me arrepiar. Puxei seus cabelos e trouxe seus lábios de encontro aos meus novamente. Sua mão direita estava abaixando até minha coxa prestes a levanta-la então ele para, para de me beijar, me encara então murmura alguma coisa e tira o celular do bolso. Só aí eu percebo que estava tocando.

Nos separamos por completo, e sem falar nada novamente eu saio de perto dele e vou para fora da casa.

Chegando lá fora, vejo que o garoto loiro ainda estava me procurando. Tento voltar para dentro da casa novamente, mas ele me vê e com uma velocidade assustadora chega perto de mim e me pressiona contra a parede do lado de fora.

– Achou que ia fugir loirinha? – Ele estava claramente bêbado. – Você acha que pode chegar perto de mim, me beijar e depois sair como se nada tivesse acontecido?

– Sim, eu acho. A boca é minha e eu faço o que eu quiser com ela. Se você correspondeu ao beijo problema é seu – dei um sorriso debochado.

Ele avançou e me beijou a força, eu me debati, mas o desgraçado era forte e prendeu meus pulsos acima da minha cabeça, mas eu não cedo tão facilmente dei uma mordida tão forte em seu lábio inferior que senti o gosto do sangue em minha própria boca. Ele me olha com uma fúria estampada em seus olhas e com uma mão ele segura meus pulsos e a outra ele direcionou para o interior das minhas coxas. Mesmo com os lábios machucados ele voltou e me beijar. Fingi que estava cedendo, deixei que ele me beijasse e quando percebi que seu braço afrouxaou o aperto em meus pulsos, dei um chute esmagador bem no meio suas pernas. Ele se curvou de dor e caiu no chão gemendo de dor.

Corri o mais rápido que pude pra longe daquela festa, mandei uma mensagem para Thalia avisando que já estava indo pra casa.

Estava andando pelas ruas de Nova York, depois do ocorrido na festa eu não estava querendo ir para casa. Apenas andar em direção ao central park já me ajudaria bastante. Precisava esfriar a cabeça.

As ruas de Nova York estavam desertas, por incrível que pareça. E eu já estava a uma distancia boa da casa de Luke, o amigo de Nico que deu a festa. Aquele idiota loiro, como ele teve coragem de fazer aquilo?

Estava andando tranquilamente pela cidade até que ouço barulhos muito conhecidos por mim. Vou em direção ao barulho e entro em um beco escuro e deserto. É eu sei, eu sou uma estupida por entrar em um beco escuro e deserto, mas agora já estava feito e não iria voltar atrás. Continuo andando, o “tac tac” dos meus saltos ecoam pelo beco e aí eu vejo uma cena muito conhecida por mim. Um garoto, um não, “o” garoto loiro que tentou me pegar a força e acabou se dando mal.

Ele estava em um estado deplorável, bêbado e também parecia estar drogado, estava cambaleando e batia em tudo quanto é coisa que estava em seu caminho. Foi aí que percebi o quanto estava enganada.

– Para onde esta tentando fugir? Ninguém vai poder te ajudar. – Escutei uma voz vinda de traz do garoto, não reconheci a voz. Era um outro garoto, mais alto, mais esbelto e de cabelos pretos. A iluminação ruim não me deixou ver seu rosto por completo, mas distingui a blusa que ele estava usando e quando percebi qual era quase arfei em surpresa. Era a mesma do time da escola. Eles estavam vindo em minha direção, me escondi atrás de uma caçamba de lixo para observar o que aconteceria a seguir. Meu pior erro.

Parecia que o loiro já havia apanhado bastante, seu nariz sangrava e ele estava andando meio curvando numa tentativa fraca de estocar a dor e tentar correr.

– Cara, por quê você ‘ta fazendo isso? Acredita em mim por favor. Eu não quero morrer. Eu não fiz nada – O loiro disse com uma voz embargada e logo depois ele começou a tossir muito, não aguentou e caiu no chão. Ele havia apanhado muito, mal se aguentava em pé.

– Devia ter pensado nas consequências antes de fazer qualquer coisa. – O moreno disse tirando uma arma com um silenciador do cós na parte de traz da calça e apontando para a cabeça do loiro.

Eu tentei sair de onde estava e pelo menos tentar impedir que alguma coisa de muito ruim acontecesse como um assassinato por exemplo, mas eu congelei e já era tarde de mais. Não consegui dar um passo se quer, minha respiração acelerou e eu tapei meus lábios impedindo o grito sufocante de sair assim que ouvi o barulho do corpo caindo no chão. Acertou bem no meio da testa do loiro.

O moreno chutou o corpo para ter certeza se estava mesmo morto, o sangue já começava a se espalhar pelo chão. Deu mais uma olhada no beco para ter certeza de que não havia ninguém por perto. Ele não me viu e fez uma ligação.

– Ele já está apagado, não pode fazer mais nada. Não, ninguém viu. Usei o silenciador. Também não encontrei a garota, ela deve ter ido direto para casa. O trabalho já esta feito, vou para casa. Mande alguém para vir limpar essa bagunça. O idiota espalhou sangue pra todo lado. Não vou fazer mais nada, eu vou para a minha casa e pronto. Se vira com esse corpo. – E assim, ele foi embora. Como se nada tivesse acontecido.

Notas finais
E então? Como ficou? Ficou bom? O que acharam? Deem suas opiniões, aceito todas viu? Seja boa ou ruim xD Espero que tenham gostado e até o próximo capitulo!! Bjookas! Kaah