The Hidden Face
8 Love Boat
— Está um lindo dia lá fora, Pen. – Luke arrumou um novo vaso de flores no quarto de Penelope. – Ensolarado, sem nuvens, uma brisa fresca soprando no ar.
Ele olhou para ela suspirando. Ele queria ouvir mais que bips de máquinas automáticas. Rossi havia conseguido transferir Penelope para o quarto montado em uma clina particular. Ele não havia sido autorizado a levar Penelope para sua casa.
Dave não entrou em detalhes de o porquê levar Penelope para lá. Emily viu no olhar do perfilador mais velho uma dor que nunca vira antes.
— Eu só queria que você acordasse. – Ele finalmente se sentou ao lado dela. – Abigail E Lucky sentem falta de você, assim como Roxy.
Abigail e lucky eram as duas gatinhas que Pen havia adotado um pouco antes do sequestro e coma. A cada minuto que podiam estava as três no quarto.
Abrindo os olhos lentamente, Penelope percebeu que as paredes não eram brancas, mas coloridas. Ela sabia que Luke estava com ela e ela fez esforço o suficiente para tentar chamar a atenção dele.
Luke virou-se no segundo em que os monitores de Penelope começaram a bipar mais rápido. Quase correndo para ela, Luke viu os olhos de Pen se abrindo lentamente. Seu coração disparou e ele apertou a campainha da enfermeira.
— Você consegue, Pen. – Luke passou as mãos pelo cabelo dela. – Eu sei que consegue.
A enfermeira e o médico correram para o quarto de Penelope. Luke estava olhando para o amor de sua vida. Ela não poderia falar por causa do tubo em sua boca. Mas o olhar confuso dela fez Luke querer beijar seus lábios.
— Senhor Alvez, preciso que se afaste. – O médico viu Luke se afastar. – Senhorita Garcia, meu nome é Doutor Mario Soza. Sou seu médico por aqui. Você não pode falar por causa do tubo em sua boca, mas prometo que você vai conseguir falar em algumas horas.
Penelope assentiu, sentido a falta do toque de Luke na mão dela. Luke percebeu e deu um passo à frente tocando a mão de Penelope e a fazendo soltar algumas lágrimas.
Pegando os dedos dele, ela fez o sinal de eu te amo com a mão.
— Eu também te amo, mi cariño. – Luke deu um beijo na testa de Penelope e a viu com os olhos pesados. – Por que não volta a dormir um pouco?
Ela apenas fechou os olhos e voltou a dormir. Luke saiu com o médico, ansioso para ligar para seus colegas Penelope estava finalmente acordada, depois de dois meses em coma.
Luke olhou para o homem que atualmente tinha as informações sobre Penelope em suas mãos.
— Bem, a senhorita Garcia parece bem. – Mario olhou para Luke. – Eu ainda não fiz alguns exames, mas pelo o que eu vi, Penelope se lembra de você. É um bom começo.
— E sobre, você sabe... – Luke hesitou em falar. – O bebê que ela perdeu.
— Bem, quanto quer que ela saiba? – Mario entregou o resumo de DNA feito. – Pelo que conseguimos encontrar era uma garotinha.
Luke sentiu um pequeno aperto no coração, sabendo que eles iriam ter uma filha juntos.
Rossi foi o primeiro a chegar. Um vaso de flores rosas estava em suas mãos e ele sorriu com todo o coração para a imagem de Penelope, sabendo que mesmo que ela ainda estava sob o poder do respirador, pelo menos até a medicação se dissolver.
— Ela acordou, mas voltou a dormir. – Luke ergueu a cabeça do livro sobre bebes que estava lendo. – O médico disse que quer que a medicação se desgaste e então, se ela conseguir respirar sozinha, eles vão retirar aquela coisa.
— Que bom. – Dave colocou um ursinho de pelúcia sobre a cama. – Esses dois meses foram difíceis. Ver ela dormir e não acordar.
— Posso perguntar algo? – Luke viu Rossi assentir com a cabeça. – Você é o pai de Penelope?
Antes que Rossi pudesse começar a encontrar uma desculpa, Hotch e Emily entraram no quarto com mais flores.
— Ela acordou? – Hotch perguntou curioso.
— Sim, mas os remédios a fizeram voltar a dormir. – Rossi disse e saiu antes que Luke pudesse fazer a pergunta novamente.
— Qual o problema dele? – Emily perguntou sobre o comportamento estranho de Rossi.
— Dê um desconto, querida. – Hotch beijou a esposa. – Todos ficamos afetados com o que aconteceu com Penelope.
Hotch sorriu, pegando Lily nos braços e indo em direção ao amigo.
— Certo, agora eu gostaria de uma explicação. – Hotch olhou para Rossi. – É sobre “aquele segredo”?
— Você prometeu nunca contar, Aaron. – Rossi virou a cabeça para ele. – Se Penelope descobrir que eu sou o pai dela e estive por perto todo esse tempo, ela vai me odiar.
— Não se tiver uma razão. – Hotch viu a equipe correr. – Calma, Spencer. Ela vai ficar bem.
Reid deu um sorriso e os dois homens entraram no quarto junto com o resto da equipe, cercando Penelope de carinho e atenção.
Christopher entrou na nave dos vingadores. Ele finalmente havia pedido demissão e voltava a ser Tony Stark. Ele encontrou Nick Fury sentado na sua cadeira de sempre. A expressão do homem mais sombrio a sua frente era de raiva.
— Bom dia, Nick. – Tony puxou uma cadeira.
— Bom dia? – Ele jogou uma pasta na frente de Tony. – Eu não diria que é um, Tony. Você usou recursos da S.H.I.E.L.D para vigiar uma civil no hospital. E nós descobrimos isso só agora.
— Ela não é apenas “uma civil”. – Tirando a carteira, Stark entregou uma foto dele e de uma jovem alegre e loira. – Ela é filha de um amigo dos meus pais e prometi a ele que seria um olho direto nela.
— Você fez tudo isso por causa de um amigo? – Fury não parecia convencido. – Tony, talvez seja a hora de dizer o que está escondendo.
— Ele meio que cuidou de mim depois da morte dos meus pais. – Tony olhou para a foto de Penelope. — Ela tinha só doze anos. Penelope estava na festa dela e um palhaço a assediou. Eu mandei ele para o hospital logo depois da festa.
— Você sempre a protegeu de longe. – Thor falou por trás dele. – Alguns tem irmãos perfeitos.
— Minha irmã não é uma super vilã. – Tony viu todos olharem para ele. – Eu sempre a chamei de irmã.
— Você deveria encontrar ela. – Fury falou com Tony. – Talvez você possa voltar a fazer parte da vida dela.
— Senhor Stark. – O agente Coulson entrou. – Isso chegou de Pepper para você.
Lendo o bilhete, Tony sentiu seu coração se encher de alegria. Ele se levantou, deixando o bilhete para o restante ver e foi para a clínica onde Penelope havia sido transferida.
Quando Penelope acordou, ela viu todo mundo que ela gostava ao seu redor no quarto. Luke estava deitado a centímetros dela, sempre cuidando de não mexer em nada. Ela sentiu falta de tocar seus cabelos e sentir ele dentro de si.
Ela achou que estava doida, pensando em sexo naquele segundo, mas de repente, ela conseguiu dar um suspiro profundo e sentiu que havia algo em seu corpo.
Como ela não conseguia falar ou tocar alguém, nem mesmo seu Luke, Penelope começou a arranhar os lençóis da cama.
Rossi acordou ouvindo os barulhos e viu Penelope em pânico. Seu instinto paterno tomou lugar e ele foi até ela.
— Penelope, fique calma. – Rossi disse apenas para ela. – Eu preciso de ajuda!
Todos acordaram e Luke se assustou quando viu o pânico que ela estava.
— Hey, eu estou aqui, ok? — Luke tocou as lágrimas de Pen. – Onde está o médico?
Hotch havia saído correndo para encontrar o médico e a enfermeira. Ele voltou e pegou a esposa e filha para deixar lugar para o médico ajudar Penelope.
— Senhorita Garcia, eu preciso que você respire devagar, ok? – Ele viu Penelope assentir. – Vou puxar em um, dois, três.
Penelope sentiu o aparelho intruso ser tirado de dentro de si e começou a tossir. Luke se sentou atrás dela e começou a massagear suas costas.
Derek olhou para a cena com um pouco de inveja, mas ele sabia que naquele momento Luke seria o único a conseguir consolar Penelope. Não queria dizer que ele deixaria de proteger Penelope, mas ele sabia que Luke sempre estaria lá por Penelope, assim como todos da equipe.
Uma máscara de oxigênio foi colocada sobre o rosto de Penelope e Luke saiu de trás dela e a deitou na cama. Pen agarrou a mão dele, claramente implorando que ele não a deixasse sozinha.
Ele sorriu e ficou perto dela, sabendo que ele finalmente a levaria para o altar, nem que fosse na capela simples do hospital.
Todos olharam para os dois, finalmente felizes pelos colegas que finalmente haviam parado de serem lerdos.
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