Notas iniciais
Freedan, Madison e Jonah, com a ajuda da baleia Nineveh, seguem seu caminho para as Ilhas Zefiglio.

[Cenário: Mares de Midgardia, a bordo do Black Prince]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=XXgQWaADRGk]

[Freedan, Madison e Jonah navegam pelo Black Prince em busca de Zefiglio Island. Com a ajuda da baleia Nineveh, o grupo viaja pelos mares.]

Freedan: Mais um dia navegando pelo mar.

Madison: De fato. Acho que não vou parar de me acostumar com essa bela visão do oceano.

Freedan: Nem eu.

[Freedan vai se encontrar com Jonah, que está no mastro observando o oceano.]

Jonah: Olá Freedan. Tudo bem com você?

Freedan: Tudo.

Jonah: Se quiser comer, tem laranja e acerola na cabine.

Freedan: Só isso?

Jonah: Também tem algumas frutas. Mas isso será essencial para uma viagem como esta. Não apenas segue para encher a barriga, como também segue para evitar doenças.

Freedan: (Me pergunto quantos serão necessários para a próxima viagem...)

[Madison chega para falar com Jonah.]

Madison: Jonah, quanto falta para a gente chegar até a Ilha Zefiglio?

[Jonah pega o seu telescópio e vai dar uma olhada.]

Jonah: Não muito, mas é só uma questão de tempo antes que a gente encare outro perigo.

Madison: Depois de lidarmos com os piratas do Perna-de-Pau, um monstro marinho não iria me impressionar tanto.

Freedan: Mesmo que ele tenha alguns tentáculos e afins?

[Freedan faz alguns gestos com as mãos para assustar Madison.]

Madison: Monstros marinhos, não tarados. Tch, porque você não tenta ser mais maduro?

Freedan: Eu sou maduro, só não gosto de ser formal.

Madison: Pra mim nem parece.

Freedan: Poxa, Madison! Tenta pelo menos relaxar.

Madison: Não enquanto a missão não estiver cumprida. Além disso, eu temo que aquele pirata pretende atacar a gente mais uma vez.

Freedan: Fala do Perna-de-Pau? Ele é uma piada.

Madison: Nós só tivemos sorte por causa da Nineveh. Na próxima, ele terá muito mais vantagem contra a gente.

Freedan: Isso não me parece ser bom...

Jonah: Temo que ela esteja certa. Perna-de-Pau está atrás do tesouro de Barba Dourada, e ele pretende fazer de tudo para conseguí-lo. Incluindo acabar com a gente.

Freedan: Hmph. A este ponto ele ainda deve estar correndo dos tubarões.

Jonah: Ou talvez ele já esteja planejando algo em terra firme.

Madison: Provavelmente isso.

Freedan: Nem um nem outro. Aposto que ele e seus capangas devem ter virado comida de tubarão. Podem ter certeza disso.

[Cenário: Em um bar qualquer.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=n8xHt1EoQlA]

[Em um bar onde quase tudo tem móveis feitos de madeira, um monte de pessoas estão comendo, bebendo e brigando. Entre eles temos Pegleg e boa parte de sua tripulação.]

Pirata 1: Tch, dos quarenta piratas que temos aqui, fomos reduzidos a sete. Isso é que eu chamo de baixa.

Pirata 2: Tudo por causa daqueles viajantes daquele navio de velas pretas.

Paulo: Gente, gente. O que importa é que estamos salvos. Mas tudo o que resta agora é arranjarmos um navio para procurar o tesouro do Barba Dourada.

Prometheus: Ele tem razão. Quanto mais rápido, melhor.

[Enquanto os piratas discutem, Pegleg fica zangado, frustado pela derrota que ele sofreu contra Freedan e seus amigos. O bartender traz pra ele uma cerveja.]

Bartender: Aqui está.

Pegleg: Vá se ferrar!

Bartender: Só porque você é um capitão não significa que você tem o direito de ser mal-educado!

Pegleg: Que se dane!

Bartender: Vish...

[O bartender se afasta de Pegleg.]

Bartender: Pelo menos o Barba Dourada tinha modos...

Pegleg: Aqueles três malditos...

[Pegleg se lembra de quando ele “lutou” contra Freedan e seus amigos nos mares de Midgardia. A batalha termina com seu navio sendo jogado contra o mar, cortesia de Nineveh. O flashback acaba.]

Pegleg: Eles vão pagar por isso. Eu nunca vou esquecer esta maldita humilhação...

Priscilla: Capitão, qual é o plano?

Paulo: É? Nós não temos mais barco ou uma tripulação completa...

Pegleg: Isso...

Priscilla: O quê?

Pegleg: Uma tripulação completa... É tudo o que eu preciso... É isso! Eu sou um gênio!

[Pegleg então coloca sua única perna saudável em cima do balcão de madeira.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=GJ683S_vMe4]

Pegleg: Pessoal, eu tenho um comunicado a fazer! Durante muito tempo, eu não era nada exceto uma pessoa que só sabia caminhar e beber. Mas agora os tempos são outros! Hoje eu pretendo retornar com os tempos da pirataria! Em algum lugar de Midgardia, existe um tesouro... O tesouro do lendário Barba Dourada, um dos piratas mais temidos de todos os tempos. E hoje, eu pretendo procurá-lo. Mas pra isso, eu vou precisar de ajuda! Meu nome é Vacilão Perna-de-Pau! Se vocês se juntarem a mim, eu prometo que irei dividir o tesouro com todos vocês! E então, vocês são homens, ou ratos?

[Os clientes do bar, ao ouvirem o que Pegleg disse, apontam seus punhos para o céu, deixando claro que eles vão se juntar a ele em sua empreitada.]

Clientes: Nós somos homens! Se vamos provar a nossa razão de viver, vamos procurar o tesouro! Estamos com você, Perna-de-Pau!

Paulo: Capitão... Todos estão com você.

Priscilla: Você realmente foi capaz de convencê-los.

Pegleg: Ganância, senhores. Ganância. Se eles querem o tesouro, é isso que eles vão ter. Seu... Eterno... Tesouro...

[Pegleg dá um sorriso malicioso.]

Paulo: Eu não gosto deste sorriso...

Priscilla: Você acha que ele está...

Paulo: Sim... Ele está manipulando as pessoas para que ele consiga o tesouro. No entanto, ele não pretende cumprir o resto da promessa.

Priscilla: Droga... O quão fundo ele quer chegar com isso?

Paulo: Eu não sei... Mas torço para que tudo dê certo e que ele consiga encontrar o tesouro.

Priscilla: Onde você acha que ele deve estar?

Paulo: Não faço ideia, mas julgando pelo navio que vimos naquele dia, eles devem estar indo para as Ilhas Zefiglio.

Priscilla: Considerando que o lugar se destaca pelas suas terras férteis, faz sentido. Barba Dourada é obcecado pelos melhores lugares de Midgardia...

Paulo: Só espero que aqueles três andarilhos estejam dizendo a verdade...

Priscilla: Me pergunto se eles estão mesmo atrás do tesouro...

[Paulo e Priscilla observam Pegleg, que não parece estar muito bem da cabeça.]

[Cenário: Black Prince]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=t63-Gu8kN1g]

[Enquanto isso, o Black Prince segue sua rota para as Ilhas Zefiglio. Freedan e seus amigos saem da cabine após comerem algumas frutas.]

Freedan: Nossa, essas frutas são deliciosas. Qual o segredo de todo este frescor?

Jonah: Bem, eu literalmente moro em uma floresta. Lá pego todo tipo de fruta. E as vezes vendo elas por um bom preço.

Madison: Talvez se você entrar na minha guilda, você pode se tornar um bom mercador.

Jonah: Bem... Não obrigado. Acho que sou melhor sendo navegante.

Madison: Que pena.

Freedan: Falando nisso, Madison, você não me falou que estava trabalhando em uma guilda.

Madison: Oh sim. Eu faço parte da guilda Monarca Violeta.

Freedan: Monarca Violeta? Nunca ouvi falar.

Madison: É uma guilda recente, mas que seus fundadores já fizeram parte de outras guildas. Eu sou a exceção, já que a Monarca Violeta é minha primeira.

Jonah: Ah, então você faz parte de uma guilda.

Freedan: Seu irmão trabalha na Carpa Bege.

Madison: Trabalhava. Fiquei sabendo que ele saiu.

Freedan: Eric saiu da guilda?

Madison: Foi o que eu ouvi. Recebi informações de que alguns membros da Carpa Bege estavam de saída, e Eric não é exceção.

Jonah: Ele deve ser uma pessoa problemática, esse seu irmão?

Freedan: Não não. O Eric é competente. Faz bem seu trabalho de clérigo. Talvez ele tenha outro motivo para sair da Carpa Bege.

Madison: Você tem um ponto, mas considerando que ele é um andarilho, a escolha do Eric não me surpreende tanto.

Freedan: Bem, eu torço para que ele não tenha se envolvido em algo imoral.

Madison: Concordo.

[O Black Prince continua seguindo viagem para as Ilhas Zefiglio. De repente, o navio para.]

Freedan: Ué, o navio parou.

Madison: O que está acontecendo?

Jonah: Será que estamos correndo perigo?

[Nineveh emerge e dá um esguicho.]

Freedan: Não não, é só a baleia tentando respirar. Você disse que baleias precisam respirar ar constantemente, certo?

Madison: Sim, é claro.

[Jonah pega seu telescópio e vai dar uma olhada no mar.]

Jonah: Ou talvez ela tenha outro um motivo para uma parada repentina.

Freedan: Qual?

[Jonah vê um pedaço de terra no oceano, provavelmente Zefiglio Island.]

Jonah: Parece que estamos perto das Ilhas Zefiglio.

Freedan: Legal.

Madison: Estamos perto de nossos objetivos. Faltam apenas alguns quilômetros para chegarmos a Zefiglio.

Jonah: Tesouro do Barba Dourada, lá vamos nós!

[Nineveh submerge mais uma vez e empurra o Black Prince rumo a Zefiglio Island.]

Jonah: Ótimo. A partir deste ponto é com a gente.

Freedan: Porque?

Madison: Nineveh é uma baleia. Ela pode até respirar pelos pulmões, mas é uma criatura marinha, como os peixes e as águas-vivas.

Freedan: Vamos ver se vai dar para a gente empurrar tudo isso para o mar.

[De repente, várias ondas chegam, empurrando o Black Prince para Zefiglio Island.]

Freedan: Ou talvez não.

Jonah: Temos sorte que as ondas estão nos empurrando para a direção certa.

Madison: Um problema a menos pra gente.

[As ondas empurram o Black Prince até a Zefigio Island.]

Freedan: Ilhas Zefiglio, lá vamos nós!

[Cenário: Zefiglio Island]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=SfOMjBivvvQ]

[A Black Prince chega a Zefiglio Island.]

Freedan: Ah... Terra firme. Nunca pensei que eu iria me encontrar em uma ilha. Esperem um instante...

[Freedan tira os seus sapatos e coloca seus pés descalços na areia.]

Madison: O que você está fazendo?

Freedan: Agora sim, me sinto melhor agora.

Johan: Ele quer sentir a areia do mar. Acho que essa é a primeira vez que ele pisa em um lugar como esse. Já sentiu essa situação?

Madison: Não. Não sou fã de praias.

Johan: Que pena. Está perdendo a diversão.

[Johan então se vira e vai falar com Nineveh.]

Johan: Nineveh, bom trabalho!

[A baleia esguicha água como forma de agradecimento e volta para os oceanos.]

Freedan: Você realmente gosta muito de sua amiga baleia.

Madison: Amiga dos animais que chamam?

Johan: Uhhh... Não tirem conclusões precipitadas.

Freedan: Em ambos os casos, vamos seguir caminho até o tesouro.

Madison: Onde vocês acham que ele deve estar?

Jonah: Bem... Eu não sei...

Freedan: Mas vamos encontra-lo. Aliás, é dever de um aventureiro explorar o local.

Madison: Ele tem razão. Eu tenho uma razão para ir para esta ilha, e não vou sair daqui até procurar a Erva da Lua.

Jonah: Bem, se é assim... Pessoal, vamos procurar pelo tesouro!

Freedan e Madison: Vamos!

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=cJgCo7e0EpQ]

[Jonah, Freedan e Madison seguem em busca do tesouro. Eles vão para vários e vários lugares da Zefiglio Island em busca do tesouro de Goldenbeard, mas nada. De repente começa a chover.]

Freedan: Grrr, tá de brincadeira...

Madison: Começou a chover. Melhor nos abrigarmos.

[Freedan, Madison e Jonah correm em busca de um lugar para se abrigar. Por sorte, eles encontram uma caverna.]

[Cenário: Ilhas Zefiglio, pequena caverna.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=soF2_iSNOZw]

[Dentro da caverna, Freedan e seus companheiros observam a chuva. Eles também não ficam felizes com as roupas molhadas.]

Freedan: Tch... Chegamos muito tarde.

Madison: Nossas roupas acabaram molhadas por causada chuva...

[Jonah fica muito apreensivo.]

Freedan: Algum problema Jonah?

Jonah: Não. Nada de especial... Fora os problemas com as roupas.

Madison: Odeio admitir, mas o único jeito da gente esperar as roupas secar é ficando do jeito em que chegamos ao mundo.

Freedan: Quer dizer...

[Madison balança a cabeça pra cima e pra baixo dizendo que sim.]

Jonah: Meleca!

Madison: Bem, vai ter que ser assim ou vamos acabar tomando um resfriado.

Freedan: É o melhor que podemos fazer a este ponto.

Jonah: Mas lá tá chovendo também! Se tirarmos nossas roupas, vamos ficar expostos ao vento e vamos morrer de frio.

Madison: Melhor do que ficarmos ensopados com nossas roupas.

Freedan: Concordo plenamente.

[Freedan então tira todas as suas roupas de clérigo e as coloca em algum lugar pra secar. Ele sai um pouco da caverna para pegar uma folha de palmeira. Ao voltar para a caverna, ele entra com um novo visual, surpreendendo a todos.]

Jonah: Você tá parecendo um nativo.

Madison: Parece, só que não muito.

Freedan: Eu precisava cobrir minha masculinidade.

Jonah: Agora é sua vez, Madison.

Madison: Tudo bem, mas só estou fazendo isso porque eu não quero morrer ensopada.

[Madison tira as suas roupas e as coloca em algum lugar pra sentar. Ela sai um pouco da caverna para pegar uma folha de palmeira e dois cocos. E tal como Freedan, ela entra com um novo visual.]

Freedan: Ô lá em casa...

Madison: Tch... Você está me fazendo passar vergonha.

Freedan: E daí? Você está linda.

Madison: E você é sujo, mesmo quando está limpo.

Freedan: Eu não posso ajudar.

Madison: Agora só falta mais um.

[Freedan e Madison olham para Jonah.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=6kGwrjM5-Qg]

Jonah: Não olhem pra mim.

Freedan: Olha, nós estamos tentando se salvar. Tire suas roupas agora.

Jonah: Mas eu não posso!

Madison: Se continuar vestido deste jeito, vai acabar esfriando.

Freedan: E isso não vai ser bom nem pra você nem pra gente.

Jonah: Eu não posso fazer isso?

Madison: Infelizmente vai ter que ser assim. Sinto muito.

Freedan: Só estamos tentando ajudar.

Jonah: Não, eu não quero!

[Jonah hesita em tirar as roupas, e Freedan e Madison não tem outra escolha exceto tirá-las a força. Os dois ficam surpresos quando eles descobrem uma coisa particular envolvendo Jonah.]

Freedan: O quê!?

Madison: Tá de brincadeira comigo, não tá?

Freedan: O Jonah é... O Jonah é...

[Jonah, cobrindo suas partes essenciais com um de seus braços, acaba sem querer revelando toda a verdade para seus amigos: Ele é uma mulher. Jonah não diz nada, provavelmente por vergonha.]

Freedan: Mas eu não entendo! Quatro horas atrás você estava...

Madison: Quero dizer... Como?

Jonah: Ah... Pelo visto eu vou ter que explicar tudo tintim por tintim...

Freedan: Ótimo.

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=9ZklBUdrd74]

Jonah: Bem, pra começo de conversa, meu nome verdadeiro é Irene Partgrafic. Durante muito tempo eu sonhei em ser uma navegante, como meu pai foi.

Freedan: Pai? Então ele não era cartógrafo?

Irene: Meu pai trabalha como pescador, como todos os mercadores da vila, e pra isso, ele viaja pelo mundo em busca do peixe mais delicioso. Consequentemente, eu não o via muito, e ele eventualmente tinha que se virar para sobreviver.

Madison: Você mentiu pra nós!

Freedan: E pensar que você era uma pessoa confiável... Você nos usou!

Irene: Não. Não é isso. Me deixem explicar!

Madison: Freedan, eu temo que há mais que o olho possa ver em relação a este homem... Digo mulher... Digo... Quer saber, melhor que ela explique tudo.

Irene: Certo.

Freedan: Então... Seu pai, que é um pescador, te deixou, certo?

Irene: Sim. Pelo fato de que ele não tinha tempo de me visitar, Meu pai me deixou com um amigo dele, o qual é um cartógrafo. Sua esposa é uma cozinheira e nós nos demos muito bem.

Madison: Mas eu não entendo uma coisa. Porque você se disfarçou de homem para fazer algo deste tipo?

Irene: Simples. A sociedade nunca vai aceitar uma mulher como navegante.

Freedan: Credo. Que antiquado.

Madison: Antiquado é pouco. Já vi várias mulheres em profissões inicialmente consideradas masculinas durante toda a minha vida. Tipo, profissões são unissexuais, não tem um gênero específico. Inclusive meu irmão mais novo trabalha como clérigo.

Marilyn: Vocês tem sorte de poder viver em lugares nos quais as pessoas são mais abertas.Na vila do Pôr-do-Sol, por outro lado, a sociedade tem mais orgulho de ver pessoas trabalhando em profissões dependentes de gênero. Não que isso seja ruim, isso ajuda na sobrevivência deles. Mas por outro lado...

Madison: Deixe-me adivinhar... Você deseja que todas as pessoas, independente do gênero, tenham os mesmos direitos de compartilhar a mesma profissão, certo?

Marilyn: Sim.

Freedan: Não é muito à frente de seu tempo, mas eu entendo o seu ponto.

Madison: Freedan!

Freedan: Quero dizer, não é culpa dela ela viver em uma vila onde as mulheres são tratadas como flores delicadas.

Madison: (Onde foi que eu me meti?)

Irene: Enfim, por influência da minha figura paterna, eu decidi me tornar uma navegante para um dia conseguir encontrar o meu pai.

Freedan: E é por isso que você está atrás do tesouro do Capitão Barba Dourada, certo?

Irene: Isso mesmo.

Madison: Pobre Irene... Incapaz de ser uma navegante nesta situação...

Freedan: A esse ponto ela decidiu se disfarçar de homem apenas para poder salvar seu pai... Me pergunto o que eu faria se eu estivesse em seu lugar...

Irene: Me desculpem por enganar vocês. Tudo o que eu queria é provar meu valor como navegante.

Madison: Tudo bem, todos cometem erros em suas historias...

Freedan: Mas é melhor não fazer isso de novo.

Irene: Como se isso fosse fácil.

[Madison se afasta de Freedan e Irene.]

Freedan: Aonde vai?

Madison: Pegar folhas de palmeira e um coco. Temos que cobrí-la de algum jeito.

Freedan: É. Mulheres tem mais lugares para se cobrir do que os homens.

Irene: Tch, você é chato...

Freedan: E então, o que você acha que deve ser o tesouro do Barba Dourada?

Irene: Ouro, prata... Enfim, tudo o que eu preciso para poder achar o meu pai.

Freedan: Em outras palavras, riqueza.

Irene: Isso mesmo.

[Madison chega com a folha de palmeira e o coco.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=soF2_iSNOZw]

Madison: Tudo pronto. Freedan, faça o favor de se virar.

Freedan: Certo.

[Freedan então vai dar uma olhada na chuva. Algumas horas depois, Irene aparece com um novo visual.]

Freedan: Uau! Você está linda!

Irene: Muito obrigada.

Freedan: Mais bonita do que com suas roupas de navegante.

Madison: Haha, muito engraçado.

[O tempo passa, e a chuva para. A esse ponto, a noite já tinha chegado.]

Freedan: Finalmente a chuva parou.

Madison: É, mas tá de noite.

Irene: Ótimo. Que tal aproveitarmos para olhar as estrelas?

Freedan: Legal.

[Cenário: Zefiglio Island, área florestal]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=2FV17_wWcuA]

[Freedan, Madison e Irene vão para uma área florestal olhar as estrelas.]

Freedan: Nossa, essas estrelas são lindas, não são?

Madison: Olhar as estrelas a céu aberto... Certamente é uma experiência que eu gostaria de fazer várias e várias vezes.

Irene: E não é apenas isso. Meu pai, ou melhor, minha figura paterna me disse que as constelações contam historias que aconteceram em Midgardia vários anos atrás.

Freedan: Constelações?

Madison: Um conjunto de estrelas, mais especificamente, aqueles que formam desenhos.

[Madison aponta para uma das constelações, que parece formar um bicho de quatro patas.]

Madison: Por exemplo, esta é a constelação Anta.

Irene: As antas são conhecidas por se alimentar dos sonhos das pessoas.

Freedan: Vish... Tomara que não tenha uma na nossa direção.

Madison: Bem, existem antas que se alimentam de pesadelos, então não seja tão medroso.

Freedan: Bem, não sei o que é mais esquisito, uma anta que come sonhos ou uma que come pesadelos.

[Irene e Madison riem.]

Irene: Esta aqui é uma das minhas favoritas.

[Irene aponta para uma constelação que forma um bicho de quatro patas, só que mais magro.]

Freedan: O que é isso?

Irene: Esta é a constelação de Tigre. Ela está sempre em conflito com os dragões, já que estes são considerados como os herdeiros do céu em uma antiga lenda.

Madison: Tigres... Já ouvi falar desta lenda. Nele, os tigres são associados a terra.

Freedan: Terra... Tipo, o mundo em que vivemos?

Irene: Dragão e Tigre. Céu e Terra. É uma simbologia bem conhecida, até mesmo para uma criança.

Freedan: Pois eu não ouvi falar.

Madison: Que pena. Você deveria um dia aprender a ser Astrônomo.

Freedan: Haha. Como se esta classe existisse.

[Freedan então aponta para uma constelação que parece muito com uma baleia.]

Freedan: Aliás, já que vocês querem brincar de apontar estrelas, esta constelação lembra muito uma baleia, não lembra?

Irene: É porque esta é a constelação de baleia.

Freedan: Uau, eu não sabia disso.

Irene: E se eu não estiver enganada, estes pontos em cima dela é o homem que a baleia engoliu.

Madison: Já tinha ouvido falar desta historia antes. Um homem foi destinado a mandar uma mensagem para as pessoas de uma cidade. No entanto, a cidade faz parte de um país inimigo, e o homem se recusou a enviar a mensagem.

Freedan: E o que aconteceu depois?

Madison: Ele foi engolido por uma baleia. Mas felizmente ele não morreu.

Freedan: Phew, ele realmente deve ter passado poucas e boas. Isso é que é sobrevivência.

Irene: Só que não.

Freedan: Como assim só que não?

Madison: Pelo que eu sei o mensageiro sobreviveu a baleia... Mas não ao que acontece depois.

Freedan: E o que acontece depois?

Irene: Bem, o mensageiro falou tudo o que estava escrito na cidade do país inimigo. O país aceitou com bravura, mas o homem ficou enfurecido, pois no fundo, no fundo mesmo, ele queria que a cidade morresse. Então ele se suicidou.

Freedan: Nossa, mas que perda humana sem sentido.

Madison: Nem toda historia tem um final feliz.

Irene: Que pena.

Freedan: Parece que essas constelações tem muitas historias. Vocês podem me contar mais?

Irene: É claro. Estou disposta pra tudo.

Madison: Pelo visto ele gostou muito das historias, não gostou?

Irene: Na vila do Pôr-do-Sol, uma vez que alguém fala sobre estrelas, ele nunca termina.

Madison: Então ele vi continuar ouvindo até pegar no sono?

Irene: Se ele tiver energia o suficiente...

Freedan: Oe! E as constelações? Quero que me contem mais!

Irene: Calma calma... Bem, vamos para a próxima constelação.

[Freedan, Madison e Irene falam mais sobre as constelações e o foco então vai para o céu estrelado.]

[Cenário: Mares de Midgardia]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=7ALHEZNt8NE]

[Enquanto o céu está a brilhar, um navio aparece, desta vez com velas vermelhas e uma harpia na proa. No topo, há uma bandeira preta com uma caveira em cima, o mesmo símbolo dos piratas.]

[Cenário: Navio Pirata]

[O navio pirata está acompanhado de uma figura familiar – Pegleg the Unpleasant, junto com seu papagaio Polly. E desta vez ele não está para brincadeiras.]

Pegleg: Olá, amiguinhos. Eu sou o capitão Vacilão Perna-de-Pau, infame pirata que irá tomar o tesouro do Capitão Barba Dourada!

Polly: Barba Dourada! Barba Dourada!

[Pegleg então exibe o navio para o leitor.]

Pegleg: Seja bem vindo a Harpia Sombria, meu mais novo navio pirata. Este navio tem uma capacidade de 50 passageiros, em outras palavras, eu posso ter uma tripulação de 50 pessoas se eu quiser.

[Pegleg então mostra mais do seu navio.]

[Cenário: Shadow Harpy, cabine do capitão]

[Pegleg mostra a cabine do capitão para o leitor.]

Pegleg: E esta é a cabine do capitão. É aqui onde eu planejo as coisas, e também relaxo e curto do bom e do melhor.

Polly: Bom e do melhor! Bom e do melhor!

[Cenário: Shadow Harpy]

[Pegleg sai da cabine e então vai para a proa.]

Pegleg: E agora, meu caro leitor... Você deve saber para onde estamos indo, certo? Sim. Estamos indo para as Ilhas Zefiglio. Terras férteis, cheia de várias plantas. Lugar esse que talvez seja onde o tesouro está escondido.

Polly: Tesouro! Tesouro!

Pegleg: Mas desta vez, eu não vou deixar que ninguém, nem mesmo meros viajantes possam impedir meu sonho de se tornar realidade. Eu, Vacilão Perna-de-Pau, irei me tornar o mais famoso pirata de todos os sete mares, e terei toda a fama e fortuna deste mundo!

Polly: Fortuna! Fortuna!

Pegleg: Guardem minhas palavras, o grande Perna-de-Pau terá seu desejo realizado!

[O capítulo acaba com uma visão do céu estrelado, e a lua então se transforma em uma caveira, formando então uma bandeira de pirata.]

[Continua no próximo capítulo.]

Notas finais
E então, vocês gostaram do capítulo de hoje? Vamos falar um pouco mais sobre o Jonah Não que todo mundo se importe, mas Jonah é um talentoso mestre dos disfarces. Uma vez ele já tapeou um bárbaro se disfarçando de um viking, roubando uma grande quantidade de dinheiro dele. Inclusive ele usou os ligs para comprar várias bebidas para um bar. Depois, ele tirou uma com dois ladrões se vestindo de dançarina. Embora considerando que Jonah é teoricamente uma mulher, digamos que ele se deu bem nisso. Resultado, ele acabou comprando vários vestidos para os seus próximos disfarces... Não que o seu pai saiba de algo sobre isso. Além disso, Jonah também faz bico como pombo correio, enviando várias mensagens para as pessoas de seu vilarejo. Que por sinal, são muitas. Imagina o cansaço. E o que é que ele pretende fazer mais? Bem, o que mais ele pretende? Procurar o tesouro de Barba Dourada e mandá-lo para seu vilarejo. E então convencer o ancião da vila a transformá-la em uma cidade portuária e eventuamente uma das mais importantes capitais de Midgardia. Isso é que eu chamo de sonhar grande. Bem grande. E terminamos aqui. Semana que vem (01/06) teremos o próximo capítulo: Em busca do tesouro. Não percam! Ué, mas já é junho?