The Hero - Black Falcon
4 Capítulo Quatro
Notas iniciais
“As memórias não são apenas sobre o passado, elas determinam o nosso futuro.”
–Estava esperando que fosse aparecer – diz ao invasor
–Então sabia que eu vinha? – pergunta o homem
–É claro que sim Oliver – diz para o homem alto e forte parado a sua frente completamente vestido de verde com um arco nas mãos.
–Pensei que tivesse morrido – diz o arqueiro se aproximando
–E eu pensei o mesmo de você, até a algum tempo. Escutei sobre um vigilante, um arqueiro que tomava conta das ruas de Starling e ai eu soube, só podia ser você
Alguns minutos se passam enquanto os dois ficam em silêncio se encarando.
–Fico feliz que tenha voltado pra casa – diz Oliver abraçando Emily
–Também estou – diz quando se separam
–O que vai fazer agora?- pergunta o homem franzindo a testa
–Sinceramente? Não sei, eu tinha planos pra voltar e talvez...Mas eu não sei – diz com incerteza
–Você não é de ficar parada e simplesmente deixar acontecer Emily – diz com certeza
–Não sou – concorda – Mas também não uma boa moça Ollie, quanto mais uma heroína
–Você podia tentar, seguir outro caminho, ajudar as pessoas.
–Posso? Não sei Oliver, não sei. O que nós fazemos, o que eu fiz...-sacode a cabeça em negação -Isso nos muda, me mudou. Eu nunca vou conseguir ser a mocinha por mais que eu tente. Eu perdi minha alma pra sobreviver. Estive tanto tempo no inferno e agora é impossível voltar.
~~FlashBack on~~
Horas tinham passado desde que Emily tinha começado a andar. A dor a atingia em cheio junto à sede e fome, mas sabia que tinha que procurar por alguém ou algo naquele maldito lugar. Caminhava, meio tropeçava, pelas árvores e arbustos, tentando manter algum senso de direção, o que era em vão. Estava completamente perdida.
Seus músculos doloridos com a queda reclamavam do esforço que tinha que fazer, mas Emily se forçava a caminhar. Um passo após o outro, não queria perder a esperança e sabia que se parasse em algum lugar era exatamente isso que ia acontecer.
Emily tentava desesperadamente descobrir onde estava, mas não fazia a mínima idéia. Seu melhor chute é que estava em uma floresta ou algo do tipo, as árvores eram altas, então provavelmente estava no meio da mata. Não fazia a mínima idéia de onde no inferno tinha caído. Tudo que podia fazer para não perder o juízo era ouvir o canto dos pássaros, e observar o lugar. Não se permitia pensar muito sobre seu estado. O corpo todo doía, a barriga estava com um corte feio, podia sentir sangue seco na testa e nos cabelos, que estavam grudados a sua cabeça junto ao suor que escorria de seu corpo. Água pensa Preciso de água. O problema era que não fazia idéia de como conseguir, a não ser bem, com chuva.
Caminhava sem olhar muito para os pés e pagou por aquilo. Porque um minuto depois sentiu o pé se enroscar em algo, seu corpo se desestabilizar e quando deu por si estava rolando pela floresta. Sua pele era arrastada e cortada pelos galhos e pedras, enquanto o mundo girava aos céus olhos. A primeira coisa que sentiu foi o impacto com algo duro, e o gosto metálico do sangue em seus lábios.
~~FlashBack off~~
–Você me salvou uma vez Emily, deixe-me ajudá-la agora
–Eu não acho que...
–Qual é, você esta aqui não é? Você voltou pra casa, conseguiu o que queria. Como eu, nós podemos ajudar as pessoas, salvar essa cidade, minha cidade, sua cidade.
–Uma batalha perdida. Quando você deixa a escuridão entrar, quando está tão impregnado assim não vai embora, nunca.
–Se você estivesse assim tão perdida, tão errada não voltaria para casa Emily. Mas você esta aqui. Sua família precisa de você, eu preciso da minha amiga – diz estendendo a mão novamente e sorrindo para encorajá-la.
Emily agarra a mão estendida de Oliver – Vou tentar- responde sorrindo – E agora o que nós fazemos? Andamos pelo arco Iris prendendo os caras maus? Ou ops...você provavelmente vai ter que me prender também Queen
–Você nunca muda Em
–Sarcasmo e humor negro são universais.
Oliver da um pequeno sorriso – Okay, vamos? – pergunta apontando para a janela.
–Pra onde exatamente? Quer saber esqueça. Só me diga se vamos precisar das minhas amiguinhas aqui? –aponta para onde as espadas estão guardadas.
–Hoje não, só quero te mostrar um lugar.
–Tudo bem, então vamos. Só me deixe tirar os saltos – diz já caminhando para o closet e pegando um par de tênis.
–Podemos ir – diz Emily – Já é tarde todos estão dormindo, vamos pela porta... a de trás, pra garantir.
Alguns minutos depois os dois estão subindo na moto de Oliver.
–Se segure- diz o arqueiro dando partida e de repente seu celular toca – Um momento – diz o arqueiro enquanto desce da moto para atender ao telefone.
Um minuto se passa até que Oliver vai em direção a Emily, seu rosto tinha mudado para um semblante sério que Emily muitas vezes encontrava em seu próprio rosto.
–Problemas? – pergunta levantando a sobrancelha
Oliver concorda – Assalto a um banco. Você vem? – pergunta com uma sobrancelha erguida, a voz dele tanto contestava quanto a provocava
–Bater em alguns caras? Só se for agora. Mas preciso me vestir antes.
Alguns minutos depois Emily encontrou com o arqueiro agora completamente vestido para matar, literalmente. Sua roupa se constituía em uma calça e uma blusa longa, tudo em couro preto. Tinha um cinto na mesma cor onde algumas coisas estavam guardadas, um pouco mais embaixo presa a uma bainha de coxa estava uma adaga. Nas suas costas estavam presas duas espadas.
Emily sem dizer nada simplesmente monta na moto e eles zarpam a toda velocidade pela noite escura. Alguns minutos depois o arqueiro levanta o vidro do capacete para falar com a mulher.
–Você cobre a parte da sacada e eu fico com o cofre, okay? – sua voz deixa claro que um plano já estava formado.
Quando chegam ao banco os dois se separam e Emily se prepara aguçando seus sentidos e se preparando para o ataque iminente. Cada parte do seu corpo está tenso e controlado, segurava uma das espadas em uma mão, completamente mortal. Anda por dois corredores quando ouve passos logo abaixo de si. Corre e pula da pequena sacada de seu andar caindo com a graça de um gato no chão. Dois homens andavam ali com malas lotadas de dinheiro nas mãos armados com uma submetralhadora cada um. Usando da surpresa deles, rapidamente ataca o mais próximo com uma rasteira o derrubando no chão e mandando sua arma para longe. O parceiro deste atira em sua direção e ela, já esperando por isso, se esconde atrás do balcão. Ouve o som de tiros contra o metal e no momento certo pula por cima dele derrubando o homem com um chute no rosto e ficando sua lamina no ombro do mesmo que grune de dor e desmaia. Nesses poucos minutos o primeiro homem esta de pé e a chuta, ele tinha algum treinamento percebeu. Não o suficiente. Ela desvia do chute e segura o pé do homem usando o peso do atacante contra ele mesmo o girando no chão.
O homem a surpreende levantando rápido e ficando de guarda, Emily sorri irônica. Um pouco de diversão pensa. O homem tenta acertá-la com um soco que ela é rápida em desviar e o acertar no rosto com o cabo da espada o desestabilizando. Rapidamente soca o homem de novo e de novo sentindo cada impacto com a carne dele como uma pequena sinfonia que já estava acostumada, quando o ele esta caído contra a parede sangrando puxa a segunda espada e se prepara para acabar com tudo aquilo.
–Emily –ouve a voz computadorizada do arqueiro a chamar – Não – diz firme.
A espadachim nem ao menos se virar e aperta um pouco mais a espada no peito do homem que grita em uma mescla de dor e pavor.
–Não faça- repete Oliver.
–Porque? – pergunta com a voz fria ainda de costas –Me de um motivo.
–Você quer mudar, isso é importante, outro caminho – diz alto –Podemos ajudar sem matar. Sem mais mortes
Emily resmunga contrariada e acerta o homem com um soco o fazendo desmaiar.
–Pronto – responde – Vamos – responde e sai do prédio assim que escuta as sirenes da policia.
Os dois caminham em silencio para a moto e saem dali o mais rápido possível.
Eles seguem pelas ruas já escuras e Emily reconhece o caminho.
–Verdant? Sério? – pergunta Emily irônica – Já estive aqui hoje
–Eu sei, fiquei sabendo. Todos só falavam da volta da grande Emily Danver, tão festeira quanto o próprio Oliver Queen.
–Dever cumprido então. Que coisa foi essa de “sem matar”? – pergunta irritada retirando a mascara.
–Isso é como eu vejo mudar, podemos fazer isso sem ter mais mortes nos ombros.
–Você não tinha esse problema há alguns anos.
–Não – Oliver para e olha para o ombro de Emily – Você foi atingida – diz.
Emily olha para o braço e só naquele momento repara o machucado, era sempre assim, no calor da luta mal sentia essas coisas e quando sentia ignorava. Agora que prestava atenção, o ombro latejava e a dor ocupava uma parte de sua mente.
–Não é nada demais.
O Oliver a leva até uma porta secreta que leva para baixo e Emily fica surpresa com o que vê
–QG e disfarce, esperto – diz enquanto desce as escadas.
–Oliver nada está acontecendo, ou melhor nada de relevante. Você quer que eu uma olhada nas... – a mulher para surpresa ao ver Emily.
Ele não trás muitas mulheres aqui pelo visto pensa.
A mulher é loira, tem olhos claros usava óculos e um vestido azul. Não tinha a aparência nada ameaçadora e até doce, Emily mesmo sem a conhecer diria que ela provavelmente era uma boa pessoa. Entretanto não se permitia baixar a guarda.
–Emily essa é Felicity Smoak, Felicity essa é Emily Danver.
Emily aperta a mão de Felicity
–Fico feliz que você esteja viva...Não que eu tenha te conhecido antes, eu vi no jornal. E pelo Oliver, eu...- a mulher se atrapalha
Emily quase ri, ela era fofa – Obrigado...Eu acho
–De nada. – diz a loira sentando-se na cadeira
Emily repara em todo o local, era grande e bem equipado. Oliver tinha sido tremendamente esperto quando o construiu.
–Oliver, Felicity eu... – um homem negro e alto entra no QG e para surpreso ao encontrar Emily lá. Ele por instinto, colocou a mão onde estaria sua arma.
–John – O arqueiro saúda –Essa é Emily Danver lembra? Emily esse é John Diggle, meu outro... sócio
–Olá – diz John, pelo seu tom e seu olhar ele ainda estava desconfiado de alguma coisa. O que era bastante compreensível, Emily não se sentia ofendida pelo contrario, se fosse ela no lugar dele também desconfiaria de si mesma.
–Vamos cuidar de seu ombro – diz Oliver a puxando para uma mesa e pegando um kit para ferimentos.
–Não foi nada demais- diz ignorando a dor.
–Mesmo assim – responde o arqueiro teimoso. –Vamos acabar logo com isso.
–Diabos, tudo bem – responde e puxa a parte de cima da “blusa”.
Oliver limpa o ferimento e em seguida sutura o machucado.
–Você nem se mexe – diz Felicity de repente. –Como se não sentisse a dor.
–Não é a primeira vez que levo um tiro...E esse foi de raspão. Você se acostuma com a dor depois de um tempo.
~~FlashBack on~~
Emily estava caminhando novamente pela floresta. Aquele era o terceira manha que estava ali, tinha achado algo que se parecia com uma caverna quando caiu no primeiro dia. Tinha sido uma sorte, porque a noite ali tinha esfriado. Chovera no segundo dia, então tinha conseguido apanhar água do melhor jeito que podia. O problema foi que acabou se molhando e que não tinha conseguido fazer a droga de uma fogueira. Tinha tentado demasiadamente, mas nada, nem uma única centelha. O estúpido acampamento de verão pensa de mau humor Se eu tivesse aprendido algo, se eu tivesse feito direito. Se eu não tivesse pego a droga daquele avião nada disso aconteceria.
Ela estava inquieta, não comia havia mais de três dias e seu corpo estava fraco. Sabia que provavelmente o mais inteligente a fazer era ficar onde estava quieta, sem gastar energia, mas ficar parada a enlouqueceria. Já era o final da tarde quando chegou a um ponto mais alto e percebeu que provavelmente estava em uma ilha, península ou algo parecido. Foi ai que ouviu passos ao longe, primeiro pensou que era algum animal. Mas depois ouviu vozes.
–Socorro – gritou tão alto quanto podia, até sentir a garganta arder.
Os passos se aproximavam. Finalmente pensou Alguém, eu vou para casa. Pra casa. Quis pular de alegria, olhou mais uma vez e reparou em dois homens ou mais. De repente sentiu um forte impacto no ombro que a levou abaixo, e depois veio a dor que queimava, ardia, era o pior tipo de dor que já sentira. Sentiu tudo isso antes de cair no chão onde perdeu a consciência. Tinha levado um tiro.
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