The Hero

1 O Ancião


Notas iniciais
Olá! Você quer receber os capítulos primeiro que todo mundo ? Siga-Me no wattpad! Lá eu posto o capítulo dividido por episódios, enquanto eu ainda não terminei. E ainda tem alguns episódios extras que não estarão aqui :)

Há muito tempo atrás, num vasto deserto, caminhava um garoto de cabelos longos, usando uma calça bem comprida, blusa num tom de verde claro, esta com uma peculiar estampa, e uma preta de manga comprida por baixo. Esta blusa mais clara estava bem suja e rasgada. Ele também caminhava com um grande pedaço de madeira, que usava como apoio para que não caísse por conta do forte sol. Seu caminhar era lento, estava exausto, quase a desmaiar.

Até que avistou ao longe um ancião, que vestia um manto que era impossível ver qualquer parte de seu corpo se não o rosto. Caminhou bem devagar em direção a este, que também vinha ao seu encontro. O velho, chegando no menino, viu que estava destruído, mas estava com um pouco de receio de ser um ladrão.

Porém, ao ver a estampa no peito dele, arregalou os olhos, e o ofereceu o ombro para apoiar, para que não fosse ao chão. Caminhou até uma pequena moradia, que ficava ao lado de um pequeno lago. o ofereceu abrigo, é o garoto aceitou, é claro.

Ao chegarem, o garoto deixou o graveto ao canto da porta, O ancião perguntou o nome deste, mas sem resposta. Achou que este estava mal demais para responder. Ele se sentou em um banquinho, enquanto o ancião puxou uma cadeira para a frente deste. O ofereceu também água e comida, e novamente o jovem aceitou. Enquanto este comia, o dia caiu e chegou a noite. Deu-lhe lugar para dormir, e disse que tinham algo importante a conversar.

Após a noite cair, o ancião foi para sua cama e dormiu, enquanto garoto ficou a observar a casa. Era bem diferente do que já tinha cinto. O ancião possuía alguns escudos pendurados na parede, couro espalhado por toda a casa, lâminas sobre uma bigorna, e uma enorme estante cheia de livros.
Aproximou-se da restante para ver do que os livros se tratavam. Havia alguns livros sobre contos, infantis e adultos, outros sobre religiões, e mais alguns, em uma linguagem diferente, que este que o jovem nunca tinha ouvido falar. O mais estranho é que todos pareciam iguais, as capas eram as mesmas, somente o nome dos livros que mudavam. Depois disto, ele também foi até a cama que o velho o deu, e dormiu.
Na manhã seguinte, o garoto foi acordado por cutucadas no peito, com uma vara de pesca que o ancião também possuía. Disse novamente que queria conversar com ele. Deu o café da manhã para ele, e após disso se sentaram cada um em uma cama, e o velho começou a falar :

—- É incrível, eu te esperei por décadas, meu jovem! Minhas visões estavam corretas !

O menino estranhou por um momento, e ele continuou :

— Este desenho no seu peito... É como eu vi ! Você é o herói da minha visão!

A visão dizia que, quando alguém chegasse com este símbolo até ele, a Terra entraria em caos, e somente ele poderia salvá-lo.

O garoto espantou-se novamente. O ancião então implorou para que acreditasse neste. O jovem achou então que este fosse um lunático, e, por achar que teria comida e um teto com as maluquices deste, disse acreditar...

Após o menino aceitar sua proposta, o ancião abriu um sorriso no rosto de orelha a orelha, percebendo que sua visão se tornava realidade.

— Ótimo! Porém... Você precisará de armas... E minha madeira acabou. — Complementou o velho.

O garoto então apontou para o seu pedaço de madeira que ele carregava. O ancião foi até a porta, segurou a madeira, analisando. Após alguns segundos olhando, decidiu que era um ótimo pedaço para fazer uma arma para ele.

Foi então até a forja que este tinha atrás de um armário, e a arrastou até o centro da humilde casa. Pegou algumas barras de ferro, e colocou-as lá dentro para virar líquido. Depois de alguns minutos, este tirou o ferro derretido colocando diretamente numa forma de lâmina para machados, enquanto o garoto apenas observava, achando tudo aquilo maluquice dele, sem entender muito o que acontecia. Depois de aproximadamente meia hora dentro da forma, o velho colocou o ferro semi-solido num balde d'água, fazendo uma fumaça que tomou conta da casa toda, fazendo ele e o garoto tossirem. Após isso, pegou o pedaço de madeira, o cortando num tamanho médio com um pequeno facão, e fazendo um corte na parte superior do cabo, para encaixar a lâmina na madeira. Tirou o ferro do balde de água e o secou. E assim fez uma arma primária rapidamente. Pegou um fio de palha, de um dos chapéus que tinha na estante e amarrou a lâmina no cabo, para encaixar com mais força e a madeira não escapar com tanta facilidade. Lhe entregou o machado, e disse para ele sair para treinar, pois o velho já não conseguia por conta própria fazer isto, a idade já o abalava um pouco. O garoto negou primeiramente, mas o ancião insistiu bastante para que este fosse, e ele, num suspiro aceitou de cabeça baixa. Foi até a porta junto com o ancião, abrindo-a. Ali o velho o parou, tirando duas ampulhetas do bolso, levantando-as na altura do rosto, e as virou ao mesmo tempo.

— Quando a ampulheta chegar ao final de seu ciclo retorne, essa ampulheta em minha visão determinava o início da era que se aproximava, e não quero que se atrase. Não se preocupe, pode balançar ela à vontade. Não há problema se atrasar um pouco. É só para ter uma noção de quando voltar. — Disse o velho, enquanto o garoto olhava para elas.

Então o ancião amarrou uma das ampulhetas na cintura do garoto com outro fio de palha, colocando a outra sobre um armário ao lado da porta, enquanto o jovem ia atrás de algo para fazer, que não envolvesse lutas, por ainda não confiar nas palavras dele...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.