Notas iniciais
Olá peoplesss, mais um cap feito com amorr ♥, esse tá maior hihi. Espero que gostem, e boa leitura. (Qualquer dúvida, só perguntar) :***

No dia seguinte, ainda estava caída no chão, só que eu apenas dormia, os oficiais foram suspensos de suas atividades na cela em que eu estava então somente os agentes me vigiavam. Quando acordei, vi que haviam deixado o almoço no mesmo lugar de sempre, mas era uma comida diferente, tinha um ótimo cheiro, o sabor também devia ser bom. Eu nunca tinha visto algo do tipo, já que havia passado a infância presa, em um lugar que era vigiado 24 horas por dia, na verdade eu não sabia como era o mundo lá fora.

Peguei a bandeja e a levei até a mesa como de costume, mas dessa vez eu estava mais animada para comer. No prato tinha uma porção de macarrão, e por cima um molho apimentado, junto de um suco de laranja. Dei a primeira garfada, e deixei escapar um sorriso de aprovação continuando a comer, era como se fosse a melhor coisa que eu já tinha provado no mundo. Bem, na verdade era.

— Isso, é o que chamamos de Espaguete – disse um homem do outro lado da cela, ele usava roupas pretas, um enorme casaco de couro, e um tapa olho no lado esquerdo. Ele digitou alguns códigos na porta, e entrou na cela, alguns agentes trouxeram uma cadeira, e a colocaram na minha frente. Ele me olhava como se eu fosse uma idiota ou coisa do tipo. – Coma devagar, ou poderá se engasgar.

— O que não seria tão ruim assim, para vocês, não é? – disse sarcástica. – O que você quer?

— Que modos são esses? – ele disse se sentando – Soube que você, causou um tumulto ontem à tarde.

— Bem, eu não me lembro muito bem, mas espero que tenha causado um bom estrago – sorri largando o prato de lado – Nunca vi você aqui antes.

— Bom você matou dois oficiais... Eu sou Nicholas Fury – ele disse se aconchegando na cadeira, e cruzando as pernas – Mas você pode me chamar de Fury, ou Nick, o que achar melhor. Não costumo frequentar este lugar, onde eu trabalho é lá em cima.

— Entendi então você é o chefão – disse me apoiando na mesa com os braços cruzados – Eu sou Alice, mas você já deve saber.

O homem riu do comentário, e se levantou fazendo sinal para um dos agentes que esperava lá fora, ele era baixo, tinha olhos claros, usava um terno típicos dos agentes, e tinha um microfone no ouvido. Ele entrou com uma pasta de arquivos na mão, nela tinha uma etiqueta onde estava escrito meu nome, Alice Hartwig, olhei para o homem com curiosidade, mas o mesmo não prestou atenção em mim, ignorando o meu olhar.

— Este é o Agente Coulson, ele trabalha comigo há um bom tempo – ele disse pondo a mão no ombro do homem, e dando uma leve sacudida nele, para mostras que eram parceiros – Ele trouxe alguns arquivos que eu gostaria de lhe mostrar.

— Suponho que sejam coisas ao meu respeito – disse apontando pra etiqueta na pasta. – Minha ficha criminal? – falei rindo.

— Não, senhorita – o agente Coulson sorriu abrindo a pasta, e a colocou na minha frente – Parece que há algo que você tem que tem chamado à atenção de certas pessoas.

Ele me entregou a pasta, e quando vi, tinha várias fotos e arquivos relatando sobre a pedra que eu carregava. Tratava-se de uma pedra diferente das outras, que só poderia ser despertada por alguém que fosse um tanto especial. Tinha algumas imagens, de criaturas bem esquisitas, provavelmente não eram humanos, ou então a terra foi colonizada por outra espécie além de nós, afinal já estou tanto tempo presa que nem sei mais de nada. Isso tudo me deixava maluca. O mesmo sentimento de antes, no mesmo instante voltou para me atormentar. Soltei uma risada, e me levantei, a pedra pendurada em meu pescoço começou a brilhar, o agente Coulson se afastou sacando uma arma neutralizadora, mas Fury fez sinal para que ele abaixasse a arma.

— Alice, a pedra reage segundo suas emoções – ele falou apontando pra pedra – Se você fica irritada isso é um mau sinal.

Eu o encarei por alguns momentos, e me acalmei, a pedra então parou de brilhar, me aproximei da mesa e peguei os papéis, folheando algumas páginas.

— Aqui fala que eu estou fundida á ela – disse mostrando a página – O que quer dizer?

— Quer dizer que se forem separadas, certamente você morrerá – ele me encarou sério.

— Nossa você fala com uma naturalidade incrível, tem família? Filhos? Provavelmente não – disse olhando pra ele com uma expressão de desgosto. Mas logo desviei o olhar, pegando na pedra – Isso pulsa quando as emoções me fazem perder o controle, como um coração.

— Sim, e existe alguém que está atrás dela, e fará de tudo para tê-la – ele se aproximou – Por isso tem que se manter segura.

— Vou continuar presa aqui? – suspirei derrotada.

— Eu disse que você tem que se manter segura, e não que eu a manteria – ele sorriu – Vamos ensiná-la a se defender senhorita.

Fury fez sinal para o agente Coulson, que saiu da sala. Ele me explicou como seria o treinamento, e que eu seria treinada por dois agentes especiais, durante um mês inteiro, sem descanso provavelmente, só de pensar nisso, já me dava calafrios e o sentimento de desistência já tomava conta de mim. “Seja forte Alice, seja forte”. É isso ai pensamentos positivos.

O agente Coulson não demorou a voltar, ele carregava um traje branco, que parecia ser bem apertado, um par de botas e de luvas pretas, olhei com desgosto pro traje, sabia que iria ficar super desconfortável. Fury olhou pra minha expressão e arqueou uma sobrancelha.

— Você se acostuma – ele disse se referindo ao traje após notar o meu olhar, que não tinha sido nem um pouco disfarçado. – Escolhi uma cor bem a sua cara – brincou.

— Ótimo – revirei os olhos pegando o traje com Coulton – Piada sem graça sobre celas hein?

— Sério? – ele falou decepcionado. – Achei que gostaria.

Como eu pensei, ele ficou muito apertado, mas me enganei sobre ser desconfortável, até que era bem confortável, eu não gostava muito de preto, mas não me preocupei de usar as luvas, e as botas pretas, afinal, eu não iria usar o tempo todo. Bem, pelo menos foi o que eu achei.

Quando terminei de me vestir, Fury e os agentes me esperavam do lado de fora, foi uma sensação muito estranha finalmente sair de dentro daquele lugar, mas ao mesmo tempo muito satisfatório afinal foram 20 anos presa ali dentro, sempre imaginei como seria o mundo lá fora. Mas as únicas lembranças que eu tinha de lá, não eram das melhores. Sacudi-me tentando me desvencilhar dos pensamentos do passado, parecendo uma tola, o agente Coulson me encarou, balançando a cabeça negativamente, como se eu fosse uma doida. Talvez eu fosse, mas eu preferia que isso ficasse só comigo.

Fury me levou até uma enorme sala, onde tinham alguns equipamentos de luta, e algumas pessoas treinavam lá, fiquei admirada com tudo aquilo, e até mesmo ansiosa. Uma mulher muito bonita se aproximou da gente, ela era ruiva, não como eu, era um ruivo mais chamativo, tinha olhos azuis, e um corpo invejável. Fury a cumprimentou, e fez sinal para que eu me aproximasse.

— Alice, essa é Natasha Romanoff, ela ficará responsável de seu treinamento. – ele disse sorrindo – E este é Clin... – ele olhou para o lado, mas só a mulher estava lá.

— Ah... Senhor desculpe, não o avisamos, mas o agente Barton teve que sair em uma missão de urgência – ela disse fazendo uma careta.

— Tudo bem, há problema se você cuidar dela sozinha? – ele perguntou.

— Não senhor. – ela sorriu pra mim.

Fury deu um tapinha nas minhas costas como se eu fosse uma de seus parceiros, e foi embora. Natasha fez sinal com a mão para que eu a seguisse, e pelo caminho ela me mostrou cada aparelho e para que eles funcionavam, eram incríveis, e diferentes do que eu esperava. Tinha algumas pessoas treinando lá, e pude ver como eles funcionavam mais ou menos, parecia bem cansativo, alguns agentes já estavam nas ultimas, mas eles não pareciam se importar, e continuavam a treinar. Natasha olhou para mim, e disse que depois de um tempo, eles se acostumam, e o cansaço já não se torna mais um inimigo nos treinos. Que doidice.

No meio do caminho ela recebeu uma chamada de urgência e precisou sair me explicou o caminho para ir a uma sala, onde estariam alguns outros agentes, e alguns alunos esperando, ela disse que talvez pudesse ficar fora por um dia e uma noite, mas que voltaria para que nós iniciássemos as tarefas. Na sala eu poderia falar com algum agente que me indicaria um lugar para passar a noite até que ela voltasse.

Então parti para procurar a tal sala. Depois de algum tempo, andando em volta do mesmo lugar percebi que estava completamente perdida, e que tão cedo eu encontraria a sala, já estava ficando irritada, mas lembrei da pedra então resolvi me acalmar e raciocinar. Resolvi então pegar o elevador, e fui até o ultimo andar, já havia me esquecido de todas as instruções que Natasha me dera, então fui em busca de um rosto conhecido, Fury.

Quando o elevador abriu deu pra uma enorme sala, dentro havia um homem ele tinha cabelos curtos e bem penteados e uma barba bem feita, ele parecia está construindo alguma coisa, havia várias peças mecânicas, e robôs espalhados pela sala, e ele ouvia e dançava uma musica estranha, enquanto parecia vestir o robô. Fiquei intacta na porta olhando, não era a primeira vez que via robôs e coisa do tipo, quando era pequena, o meu pai adotivo, costumava construir coisas, e eu sempre o apoiava, dando uma ajudinha, e aprendendo algo novo. Fiquei mais uma vez nos devaneios do passado, até que meus pensamentos foram cortados por uma voz que surgiu do além.

— Senhor, parece que está sendo observado – disse a voz. O homem se virou pra mim, e ficou me encarando por um bom tempo. Até largar as tralhas e vim na minha direção.

— Quem é você? – ele disse me avaliando.

— Alice – respondi me afastando dele, ele estava muito perto.

— Doce, que nome doce – ele falou andando para o outro lado – Você me lembra alguém.

—É mesmo? – respondi entrando e fuçando em algumas ferramentas. – Espero que não seja algo de metal.

— Minha namorada – ele sorriu – Pepper, conhece?

— Não – falei encaixando as peças umas as outras – Não conheço muita gente.

— Não sabe quem eu sou? – ele me encarou perplexo.

— Não – falei encaixando a ultima peça, dando vida a um pequeno robô.

— Você é boa. – ele falou avaliando o robozinho – Tony.

— O que? – olhei pra ele confusa.

— Tony, meu nome – ele riu – Você é de onde?

— Não lembro – falei vendo o robozinho se movimentando – Eu estava presa.

— Entendo – ele se levantou e pegou um objeto pontudo na mesa, ignorando completamente o fato de eu ter sido uma prisioneira, se abaixou onde eu estava dando o que parecia ser últimos reparos no robozinho, o que fez ele se movimentar melhor – Pode dar um nome.

— Pro robô? – sorri.

— Não pra mim – ele me encarou, sorrindo de lado igual um malandro. – É.

— Tony. – falei

— O que? – ele disse sem ligar muito

— É o nome do robô – falei.

— Que honra. – ele disse alegre.

— E... Babacão – falei apontando pra ele – É o seu nome.

— Gostei de você, mini Pepper – ele falou, até alguém bater na porta, quebrando o clima de descontração. – Mas isso foi maldoso.

Quando olhei pra porta, um homem usando uma calça jeans e uma blusa azul entrou na sala, um visual bem descontraído, já que os agentes usavam ternos, tirando Tony, que parecia mais um mecânico do que um agente. Ele era alto, loiro, tinha olhos azuis cintilantes, e era bem forte. Ele olhou pra Tony com uma cara de desaprovação, e ficou de pé na porta até perceber que eu estava lá. E que saúde hein...

— Você – ele disse se aproximando. – Não era pra estar aqui.

— Quem é você? – perguntei me afastando. Qual é bonitão, vai bancar o idiota agora que me encantei?

— Ah... Esse ai é o chato do Capitão – Tony falou se sentando.

— Não sou chato, eu só não sou descuidado como você – ele disse se virando pra Tony.

— Aham – Tony suspirou balançando a mão como se não estivesse nem ai. E parecia não estar mesmo. Babaca sim, mas um babaca maneiro.

O Capitão se aproximou de Tony e começou a falar um monte de coisa sobre responsabilidade e não sei mais o que o que iniciou uma briga entre eles, eu não estava entendendo nada, chamei a atenção deles, algumas vezes mais eles só ficavam discutindo, até que eu peguei uma das ferramentas e joguei no loiro, a mesma bateu na cabeça dele, fazendo um pequeno corte, mas só depois de alguns minutos ele se virou e não parecia muito satisfeito.

— Eu ainda estou aqui – falei dando de ombros. Ele respirou fundo e cruzou os braços. – Será que podem continuar a briga de casal depois?

— O que? – ele se aproximou como quem iria começar uma discussão, mais eu virei à cara fazendo ouvido de mercador.

— Comigo não bonitinho, já aconteceu muita coisa pra um dia só, deixa o blábláblá pra depois – falei fazendo o mesmo gesto e expressão de Tony.

— A Natasha teve que partir em uma missão perigosa, porque você veio parar aqui para nos trazer mais problemas, então eu espero que você seja boazinha e me acompanhe – ele falou se aproximando. Olhei pra ele confusa.

— O que quer dizer? A Natasha não vai mais voltar? – suspirei desapontada. Tudo bem ele era um gato, mas também era um idiota certinho. – E o Tony?

— Eu hein, não me envolve nisso não mini Pepper, já tenho trabalho demais – ele falou dando as costas. Cretino.

— Por favor, não complique as coisas, só estou fazendo um favor para um amigo, e para a sociedade. – o loiro disse suspirando.

— Então você é um desocupado? – sorri – Certo senhor herói, vamos lá.

O loiro me deu as costas indo em direção a porta, acenei para Tony que me mandou um beijo em resposta, sorri da gracinha dele. Então o loiro me levou até uma sala onde não tinha absolutamente nada, isso mesmo nada. Olhei ao redor na esperança de ter pelo menos uma cadeira, mas não tinha nada.

— É sério isso? Vamos fazer o que? Meditação? – falei me sentando no chão o encarando.

— Engraçadinha... – ele se virou para um painel que havia ao lado da porta e apertou em um botão, do outro lado da sala, o teto se abriu e de lá um saco de areia desceu. – É isso.

Encarei o saco com uma cara de decepção, o loiro sorriu de canto e foi em direção a ele. Era sério isso, íamos bater no saco ótimo, mas e as outras coisas e a ação? Cadê a emoção? Quero sangue, violência, quero descobrir coisas que eu não sei, quero ver o mundo lá fora. Mas quem sabe esse fosse só o primeiro passo, para muitos que eu ainda poderia dar, não é verdade? Certo vida me surpreenda.

— A propósito... – ele me encarou – Eu sou Steve.

— Alice – sorri.

Notas finais
Bom queridoss, o que acharam? Vejo vcs nos próximos caps, hihi :***
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.