Notas iniciais
Fala galerinha tudo certo? Estou trazendo mais um capitulo pra vcs dessa historia fantastica, espero que gostem. Nos vemos la em baixo, não esqueçam de compartilhar com os amigos ok ? - Lover of letters.

POV SAMU

Após a conversa com a Cora, eu pensei bastante se era certo levar aquele sentimento para sempre comigo. Afinal, aprendi enquanto fugia do acampamento era que: tudo não precisava ser sempre lembrado. Mas o problema era esse. Eu sempre lembrava. Por vários dias, eu repousava minha cabeça no meu travesseiro e lembrava dos últimos minutos de Bella. Ela morrendo. Eu acordava durante a noite, e via alguns outros filhos de Poseidon me olhando com pesar. Sempre voltava a dormir, com algum deles me olhando como se o pesadelo fosse algo banal.

Alguns dias passaram desde a conversa. A apresentação da banda estava chegando, e a ansiedade também. Isa estava enlouquecendo, acertando tempo de músicas, mandando que afinássemos os instrumentos, essas coisas. Mas ela mal conseguia marcar ensaios conosco, e quanto mais próximo ficava da estreia, mais inquieta ela ficava. Quíron algumas vezes assistiu o nosso ensaio. Isa talvez nunca tenha visto, já que ela canta com os olhos fechados, sentindo a música. E sempre que eu segurava as baquetas da bateria, eu buscava esquecer um pouco da minha vida e me concentrar, por mais que algumas canções me lembrassem do passado.

Finalmente, quando o dia do show chegou, todos estavam entusiasmados. Luigi passou o dia conversando comigo, me fazendo esquecer de tudo, menos da apresentação. Assim que subimos no palco, o frio na barriga me fez esquecer até meu nome, mas sentir a confiança da Isa passou para todos. Começamos. Entrei no tempo certo e não errei. Deixei a música tocar-se sozinha por meio das minhas baquetas. Tudo corria bem. O show estava ótimo. Até que Cora olhou assustada para o lado e os outros conversando. Retirei o protetor do ouvido e ouvi o que eles estavam falando. Todos ali falavam de algo que estavam acontecendo na tomada. Não entendi logo de cara, mas percebi que Isa já havia feito os agradecimentos finais. Os microfones e caixas de som não funcionavam.

– Que porra é essa? – Indagou Cora.

Todos ali começaram a enlouquecer. Os semideuses que cuidavam da aparelhagem começaram a correr para todos os lados para tentar arrumar. A caixa de som começou a fazer um som ensurdecedor. Não consegui ouvi o que as pessoas perto de mim estavam falando, e acabei levando as mãos aos ouvidos na tentativa de abafar o som de estática. Berrei com a força dos meus pulmões, para que alguém conseguisse me ouvir:

– ALGUÉM FAZ ISSO PARAR, PELO AMOR DE POSEIDON.

Todos ao meu redor fizeram o mesmo, já que ficara alto demais para aguentar. A estática diminuiu aos poucos. Foi quando os jogos de luzes começaram a piscar, os circuitos de eletricidade faziam alguns zumbidos estranhos enquanto soltavam faíscas e a tomada do teclado entrou em curto. Com tanto fogo na minha frente, eu não tive outra escolha e vendo Mi gritando eu resolvi arriscar. Me concentrei nas águas que haviam ao redor do palco e com um movimento, trouxe elas para o palco. Não causei nenhum curto circuito pelo menos.

Mesmo estando de noite, o céu ficou claro como nunca. Um brilho muito forte surgiu, fazendo doer a vista, e mesmo de olhos fechados, doía. Algo caiu do lado direito, mas não parecia ter atingido nada nem ninguém. Quando o brilho diminuiu, fomos ver o que tinha acontecido. Isa se adiantou, levitando e correndo na direção de uma área em que a grama estava carbonizada.

Mal chegamos perto, quando Quíron se adiantou e trouxe Isa consigo.

– Todos vocês, para a Casa Grande. Agora. – O seguimos. Depois de alguns minutos, nos sentamos na mesa e esperamos. – Aquele que nunca deveria ter partido, retornou.

Nada daquilo fez sentido. Estava acontecendo tudo tão rápido e agora Quíron aparece com essa frase estranha? Eu só queria descansar, o dia já fora longo e trazer aquela água pra apagar o fogo me cansou. Isa, em choque, jogou um papel em cima da mesa, na frente do velho centauro.

– O que é isso? – Indagou ele. Ela simplesmente deu de ombros, como se o papel explicasse tudo.

– Leia. Em voz alta.

Quíron soltou um pigarro, e começou a leitura, meio desconfortável:

– “Há três anos eu fugi. Há três anos eu me rebelei. Há três anos eu reuni um exército. Há três anos eu uni meu corpo ao de um titã. Há três anos eu me tornei imortal. Há três anos eu iniciei uma guerra. Há três anos eu tinha a crença de que nada me impediria. Há três anos eu fracassei. Há três anos eu jurei me vingar. Durante três anos eu jurei vingança. Daqui a dias, eu irei voltar. Lembrai-se disso, filha de Zeus. Vosso pai será o primeiro a perecer diante de mim. ”

– Isa... Quando foi que você recebeu isso...? – Falou Michele, com os punhos cerrados.

– Alguns dias... – Ela respondeu gaguejando. Isa prendeu os cabelos por entre as mãos e os puxou, repreendendo a si mesma.

– E POR QUE RAIOS VOCÊ SÓ MOSTROU ISSO AGORA? – Bradou Myh.

– E teria como impedi-lo?! – Bradou ela de volta, com os cabelos ainda meio embaraçados por entre os dedos. Soltou-os e continuou. – Eu tentei sim, desgraça, mas eu não consegui! Por que acha que eu tava tentando marcar ensaios com vocês que nem uma doida?!

– O recado... — Ela desviou o olhar, mas assentiu. Com toda aquela conversa, percebi que os ânimos estavam exaltados e que qualquer coisa a mais poderia explodir todos ali

– Gabriel não morreu, isso significa que Urano também está entre nós e que o plano dos dois poderá ser executado. Temos que encontra-los e detê-los antes que seja tarde demais. – Continuou Quíron, cortando as duas.

– Quíron? – Olhamos para Luigi. — Eu tive um sonho. Acho que pode ter relação com isso. — O centauro assentiu para que ele continuasse — Bem, é assim: Meu sonho começou com uma escuridão total. Uma voz grave, monstruosa e metálica disse o nome da Isa. Uma luz branca se acendeu em um canto, revelando ela caída no chão, com o cabelo no rosto. – Isa deu uma risada irônica. — Outra luz ao lado de Isa, surgiu, mostrando outra silhueta, mas dessa vez masculina, também feita de sombras e escuridão. Dessa vez a de Samu. A luz que continha a silhueta de Mih se encontrava no centro de tudo o que eu via até agora. Depois a de Cora. Todos estavam estendidos no ar, como se crucificados. Eram quatro. Sobrava espaço para mais uma. – Ele tomou fôlego, como se não quisesse se lembrar daquilo. — A última luz se acendeu, ao soar da voz, que sorria sonoramente. Vi minha silhueta deitada no chão inexistente. Todos nós éramos escuridão, mas eu sentia que meus amigos estavam vivos menos... eu. As luzes se apagaram, voltando para a escuridão inicial de antes. Aí a voz disse “ E por fim… Eu. ” -Uma luz maior que as outras se acendeu no centro. Uma silhueta, acompanhada de outras quatro, três masculinas e uma feminina, prostrou-se a frente. Eles pairavam sobre um chão invisível, de frente para mim. Pude sentir seu olhar, mesmo sem ver. “Que comece... O show. ” E então eu acordei. – Estávamos todos de debruçados na mesa, quase em cima de Luigi. Pouco a pouco, nos sentamos normalmente de novo. Quíron refletiu durante um tempo e disse:

– Aparentemente tem mais haver com o show de vocês, mas é bom manter em nossas hipóteses. – Ele gesticulou no ar. — Vocês estão cansados. Vão para os vossos chalés e depois conversamos. Amanhã, as nove horas, quero vocês aqui. Conversaremos com Reyna.

Devagar, saímos da Casa Grande. Cora mergulhou nas sombras. Luigi foi para o chalé de Apolo. Isa ficou parada, olhando por nada, abraçando a si mesma. Se sentou ali no chão e ficou. Michele disse algo para ela e seguiu caminho. Enquanto todos estavam indo para seus locais de descanso, subi a colina meio-sangue e fui para de baixo da árvore de Thalia. Ao chegar, olhei por entre as raízes e vi uma garrafa de Vodka. A princípio não peguei, pois pensei ser alguma pegadinha, mas junto dela havia um bilhete escrito em papel azul. Atrás estava escrito algo que eu pensei que fosse Stefan me zoando pelo que aconteceu outro dia com Cora.

"Para: Sr. Luto Alcoólico."

Irritado, peguei a garrafa, quase quebrando o vidro e fui até o chalé de Hades. Caminhando a passos largos, cheguei em poucos minutos. Bati na porta. Nico a atendeu e chamou Cora. Ela se encostou na parede do lado de fora e ficou me fitando.

– Onde está Stefan? – Disse, mal controlando a raiva na voz.

– Não sei, não nasci colada nele. – Respondeu ela de imediato.

– Pois diga ao seu namoradinho que eu não estou gostei da brincadeira. Não quero nem ler o que tem na carta. Cora, como você teve coragem de contar para ele sobre nossa conversa? – Falei irritado.

– Espera um minuto, fruto do mar, eu não contei nada a ele! Não me acuse sem provas e afinal o que ele fez para te irritar?

– Ele entregou essa merda de garrafa – Falei jogando a garrafa no chão, molhando o piso escuro. – Com esse bilhetinho aqui. – Quase esfreguei o bilhete na cara dela. — Chega Cora isso passou dos limites. – Joguei o papel no chão. Me virei, e comecei a descer as escadas, mas o grito dela me fez parar.

– STEFAN ESTÁ FORA DESDE ANTES DO NOSSO SHOW! – Disse ela, apanhando o papel. — ELE DISSE QUE IA VER ALGUMA COISA SOBRE A JANE! E... Essa não é a letra dele.

– Jane? – Me aproximei de novo, parando no meio da escada. – Ela realmente voltou?

– Sim – Disse ela, cabisbaixa- Pensei em contar para o Quíron, mas achei que… Hey, espera um pouco, como você sabe que ela voltou?

– Eu a vi caminhando no dia da montagem do palco, mas achei que fosse só o nervosismo e deixei para lá. Até que eu a vi no meio da multidão no meio da confusão que houve no final da nossa apresentação. Ela estava batendo palmas e sorrindo.

– Samu — Disse ela, apreensiva.- Está enganado, ela não estava lá. Se não, Quiron a tinha visto. – Um chiado no chão fez com que ela desviasse a atenção. O piso de mármore chiava. Um buraco fumegante havia consumido metade da pedra. Cora se assustou, e soltou a carta, que pegou fogo assim que tocou o buraco.

– Rochas do submundo não são…

– Indestrutíveis? Sim, são. Samu, se alguém colocou isso na garrafa para você beber…

Ouvi alguém chamando Cora dentro do chalé, e aproveitei para voltar para o meu. Tentei pensar em todos que colocariam aquela garrafa ali para mim, mas ninguém me ocorreu.

No dia seguinte, depois de uma reunião com Quíron, decidimos que partiríamos em viagem depois de dois dias. À tarde, enquanto procurava alguma coisa para fazer, vi Michele espancando Isa na frente do chalé de Zeus. Era mesmo Michele? Estava muito longe para ver, mas vi alguns semideuses se aproximando. Isa deu um último chute na barriga de Michele, que foi puxada por Luigi, separando as duas. Quíron apareceu, me dizendo para seguir para a Casa Grande. Disse que precisava ajudar as duas que estavam brigando. Ao olhar na direção em que eu apontava, ele apenas disse que as duas estavam treinando espadas. Não sabia mais o que pensar.

Luigi apareceu do meu lado cansado e ofegante. Espera, ele não estava apartando a briga?

– Cora pediu pra você encontrar ela na árvore de Thalia.

– Por que está tão cansado?

– Porque eu estava indo conter as duas e Cora me puxou pela sombra, dizendo pra vir te encontrar e dar o recado.

– Tu ainda tem medo de viajar pela sombra?

– Medo? Ele tem pavor! – Disse Ítalo rindo e vindo em nossa direção — Mas enfim, por que elas estão brigando?

– Segundo o Quíron – Falei — Elas estão apenas treinando com as espadas.

– Legal, mas nunca nos ensinaram a colocar a mão no pescoço do adversário.

– Elas estão conversando um na frente da outra, Ítalo, e não estão pegando no pescoço, mas acho que apenas segurando uma no rosto da outra. – Disse Luigi.

– Estamos vendo coisas diferentes… — Disse.

Estava claro que eu e Ítalo víamos uma cena enquanto Luigi via outra. Não entendi o que estava acontecendo, nem acreditei que aquilo fosse possível. Quando menos espero, Cora aprece de trás de uma árvore e vem ao nosso encontro. Enquanto caminhava a passos largos, nos olhava severamente, fuzilando com os olhos tudo que cruzasse seu caminho. Parou, procurou algo no bolso da calça e falou com nada:

– Solte meus amigos. Saia do meu acampamento.

– Cora? Aqui tem três meninos, com quem você está falando?

– Jane, Samuel. Jane.

Enquanto Cora falava, Michele apareceu em outro ponto, vindo da Casa Grande, e ajudou Isa a se sentar na escadaria. Ao se certificar que tudo estava bem, a ajudou a se levantar e serviu de apoio até a enfermaria. Quando passaram por nós, tentei indagar o que diabos era aquilo, mas Isa me dispensou com um aceno.

Continuei sem entender, o que havia acontecido, por que Michele atacara Isa e depois a ajudara, e o que diabos significava o retorno de Jane.

Notas finais
heyta quem será essa pessoa misteriosa que apareceu? Iai alguem arrisca um palpite? Vamos esperar para ver. abraços e até o proximo.