The Heir - Choices

2 • CAPÍTULO DOIS - NO KISSES! •


Notas iniciais
Olá humanos :) Primeiramente, eu gostaria de agradecer à Bonnie e Susanne Raquel que comentaram no capítulo anterior. Muito obrigada, meninas, vocês me deixaram muito feliz ♥ Ao contrário do capítulo anterior (extremamente tenso e dramático), esse aqui está um pouco mais descontraído e engraçado, mas eu acho que vocês irão querer me matar no final. Hihihi, espero que gostem! Enjoy ♥

CAPÍTULO DOIS

EADLYN SCHREAVE

— Corta! — uma voz desconhecida ecoou pelo auditório, indicando o fim do Jornal Oficial de Illéa. Soltei todo o ar que estava preso em meus pulmões e relaxei os ombros. Eu havia acabado de anunciar minha elite. Meu pai havia reduzido sua elite para seis membros, ao contrário de dez e eu me permiti fazer o mesmo, devido às atuais circunstâncias.

Aquele era o primeiro Jornal Oficial que eu apresentava sozinha, e ainda estava absorvendo a situação. Havia sido mais difícil do que imaginei. Quando informei ao público sobre o estado de saúde da minha mãe, acabei me emocionando e deixando os sentimentos me levarem.

Ponto para você, Eadlyn. Agora todos saberão que você é fraca e não tem força suficiente para governar o país.

As câmeras pararam de rolar e me afastei do palco, sentando-me em um dos assentos que normalmente eram reservados para minha família. Sentia-me nauseada e teria que permanecer sentada por horas para recuperar a compostura se pensava que poderia lidar com tudo, mas havia muito a ser feito. A primeira coisa da lista era checar meus pais mais uma vez, e então partir para o trabalho. Em algum momento eu teria que me encontrar com a Elite, também.

Quando estava prestes a sair do estúdio, parei abruptamente, pois meu caminho havia sido bloqueado por Kile Woodwork. O loiro estava com os braços cruzados e tinha uma expressão séria no rosto, um misto de raiva e impaciência. Revirei os olhos e respirei fundo antes de voltar a caminhar, e acabei batendo contra seu peitoral.

Ele realmente não me deixaria passar.

Cambaleei para trás e quase fui ao chão, mas Kile passou seu braço ao redor da minha cintura e me segurou próxima ao seu corpo. O empurrei e afastei-me, colocando uma mexa de cabelo atrás da orelha.

— Você está fugindo de mim. — acusou e eu revirei os olhos. Por mais que aquilo fosse verdade, eu não podia dar esse gostinho à Kile. Quando as lembranças da noite passada me atingiram, tive vontade de correr, cavar um buraco no jardim e enfiar minha cabeça lá dentro pelo resto da minha vida. Eu havia sido fraca por deixar que ele me visse chorando. Eu não deveria demonstrar meus sentimentos assim tão facilmente, ainda mais para Kile. Por outro lado, ele havia sido extremamente fofo. Ele me fez caricias até o momento em que caí no sono, me sussurrou coisas doces e me permitiu chorar em seu ombro e dormir agarrada ao seu corpo.

E eu havia gostado.

Essa era a pior parte!

— Não. — revirei os olhos e cruzeis os braços. — Eu não estou!

Kile bufou e cruzou os braços novamente. Ele olhou em volta, certificando-se de que não havia mais ninguém no corredor além de nós dois.

— Você vai me desculpar por isso, Eadlyn. — o olhei sem entender, mas antes que eu pudesse argumentar, Kille abaixou-se na minha frente, passou os braços por trás das minhas pernas e me jogou em seu ombro. Um grito fino escapou pela minha boca. Comecei a esmurrar suas costas, mas ele parecia não sentir nada.

Gritei em protestos, mas ninguém me ouviu.

Kile passou por alguns corredores e virou à esquerda, entrando em um pequeno armário. Fui colocada no chão e Kile rapidamente fechou a porta atrás de si.

— Kile, se você não me deixar sair agora...

— Calada, Eadlyn! — mandou ríspido e eu encolhi os ombros. Kile nunca havia falado comigo dessa maneira, nem mesmo durante nossas discussões.

Suspirei e fitei Kile.

— Eu sou a futura rainha de Illéa, Kile. Você me deve respeito.

— Eu não ligo para isso, Eadlyn. — gritou, jogando as mãos para o alto. — O que diabos você quer de mim, Eady?

Sua pergunta me pegou de surpresa. Eu não sabia a resposta, e mesmo se soubesse, não conseguiria lhe falar.

— Por que você sempre foge? — ele perguntou em um tom de voz mais baixo e eu pude perceber que seu rosto estava extremamente próximo do meu. Nós estávamos em um pequeno armário de limpeza, nossos corpos quase se tocavam. — Eu não sei o que fazer, Eady. Você está bagunçando minha cabeça.

— Essa nunca foi a minha intenção.

— Então pare de fugir. — ele falou em um tom de súplica. Eu estava começando a ficar com medo de onde essa conversa iria dar. — Nossa relação é complicada, eu sei. Eu não estou pedindo para você me amar, e muito menos para me tornar seu marido. Eu só quero que pare de fugir, ou então me mande embora de uma vez.

Senti um aperto em meu peito. Há semanas, meus sentimentos por Kile estavam me consumindo. Por alguma razão desconhecida, ele não saia da minha cabeça. Ele estava presente em tudo, até mesmo nos meus sonhos. Sim, eu sonhei com aquele infeliz, e foi um sonho muito bom.

— Por quê faz isso, Kile? — perguntei de cabeça baixa, sem olhá-lo. Eu não queria correr o risco de olhar em seus olhos azuis, me perder naquela imensidão cristalina e acabar ficando sem fala.

— Eu fiz alguma coisa errada?

— Não, seu idiota! — gritei e bati em seu ombro. Kile afastou-se um pouco e eu levei minhas mãos até meu cabelo, bagunçando-o. — Você não fez nada errado e esse é o problema. Você faz tudo certo, você sempre faz tudo certo! — bufei, irritada e comecei a roer as unhas. — Eu estava bem te odiando, eu estava bem pensando que você era um idiota que não liga para higiene e só pensa em livros. Eu estava bem, pensando que você não tinha importância, mas acontece que você tem importância, Kile. Você é importante! E eu não posso simplesmente dormir na mesma cama que você, chorar em seu ombro e beijar seus lábios e fingir que nada aconteceu, porque aconteceu e eu me sinto uma estúpida por não conseguir domar os meus próprios sentimentos.

— Você não precisa domar seus sentimentos, Eadlyn. — ele acariciou a lateral do meu rosto com seu polegar e pousou sua mão delicadamente em minha face. — Você só precisa conhecê-los melhor.

Eu fechei os olhos, torcendo para que ele colasse seus lábios nos meus, mas ele não o fez.

— Eu faria qualquer coisa que você pedisse, Eadlyn. — ele aproximou seu rosto do meu, tocando nossos narizes. — Você só precisa pedir.

Mas eu não pedi. Eu não podia.

— Como você se sente... Em relação a mim?

Kile soltou uma risada nasalada.

— É complicado... Você é importante para mim, Eady. Eu gosto de estar perto de você, gosto de ver você sorrindo. — ele pausou e seu polegar percorreu uma linha reta da minha bochecha para meu lábio inferior. — É complicado, mas se não fosse complicado, não seria você.

— Bom... Isso não foi muito esclarecedor. — admiti, sem fazer contato visual.

— Eu não quero desanimá-la de qualquer modo, mas o sentimento é muito novo para chamar de amor.

— Absolutamente! — eu concordei. — É muito cedo, e isso é muito grande.

— Muito comprometido.

— Muito assustador.

— E agora...? — perguntou fitando meus lábios.

— Isso é algo que nos importa, e nós dois sabemos disso, e vamos observar e ver o que acontece.

Kile assentiu e movimentou seu rosto, fazendo com que nossos narizes roçassem um no outro. Fechei meus olhos, pois finalmente sentia que Kile iria me beijar, mas ele não o fez e isso foi extremamente frustrante.

— Você só tem que pedir, Eadlyn. — ele falou risonho, e eu o empurrei.

— Eu não vou pedir por um beijo seu, idiota. Ainda não cheguei a esse nível de loucura.

Kile riu

— Jura? — perguntou arqueando as sobrancelhas e cruzando os braços. — Bom... Você já pediu por um beijo meu, na verdade, você praticamente implorou.

— Isso é diferente, Kile. — o interrompi e apontei o dedo em sua direção. — Se você não quiser me beijar, vá embora, trouxa...

Kile gargalhou. Descruzou os braços e deu um passo para frente, colando nossos corpos.

— Acontece que, eu quero beijar você, Eadlyn. — ele acariciou minha face mais uma vez e fitou meus lábios com desejo. — Quero muito, mas se você não pedir, não poderei fazê-lo.

— Eu não vou pedir. — afirmei, mas já estava quase desistindo. Kile estava tão perto de mim e sua boca era extremamente chamativa. Minha vontade era agarrá-lo e beijá-lo até o ar dos meus pulmões acabarem, mas eu não podia fazer isso. Não deixaria Kile ganhar.

— Nesse caso... — Kile tirou sua mão da minha face e rodeou minha cintura com seus dois braços. Ele inclinou-se para frente e colocou seus lábios próximos ao meu ouvido. — Nada de beijos para a princesa!

Dito isso, ele me deu um beijo estalado na bochecha e saiu me deixando sozinha no armário, com uma imensa vontade de beijar seus lábios e emaranhar seu cabelo entre meus dedos.

XXX

CONTINUA...

Notas finais
É isso pessoal... Nosso casal favorito não vai mais se beijar até a Eadlyn entregar os pontos e pedir por um beijo. Rezemos para que isso não demore muito! Mas conhecendo a Eadlyn como nós conhecemos, talvez isso demore um pouco, não é mesmo? Será que o Kile vai conseguir se segurar?? Espero que tenham gostado e qualquer erro, por favor, me avisem. Não esqueçam de comentar, os reviews sempre me deixam mais motivada para escrever. P.S: Agora a fanfic também está sendo postada no Social Spirit. LINK: https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-a-selecao-the-heir--choices-5949761