The Heart Never Lies
29 Dois em um.
Notas iniciais
Dia seguinte chegou. Finalmente! E pra quem pensa que eu ainda estou em casa na cama, está enganada. Minha pessoa já está aqui, em frente a porta do hotel onde Ryan está hospedado, sim, não são nem 9 horas da manhã e eu já estou aqui. Isso que é vontade de trepar, opa, de conversar. Isso, conversar.
Mas agora eu estou naquela “bato ou não bato?”. Eu estou muito nervosa, eu posso sair dai sem minha virgindade, grávida e namorando. Ok, menos Eliza, você não precisa fazer nada que não queira, nem mesmo aceitar o pedido de namoro, isto é, se isso acontecer, né?! Estou me iludindo muito, duvido que isso vá acontecer. E se isso acontecer? O que eu devo dizer? É óbvio que sim, né Eliza! Depois de tudo que eu passei, dos dias sem ele, se eu responder não já saiu daqui direto pra me jogar da primeira ponte que eu achar. Todas as meninas daquele colégio faltavam chupar os dedos dos pés dele, porque eu iria recusar um pedido de namoro? Meu Deus! Eu to falando tanto disso que tô quase acreditando que vou desencalhar. Chega Eliza, tudo tem seu tempo, e agora você tem que bater nessa maldita porta que ainda está fechada. Provavelmente ele nem acordou ainda. Vou ter que fazer isso.
Toquei a campainha e esperei, esperei, esperei, esperei e esperei. Nada. Toquei de novo e nada. Resolvi bater e gritar, vai q da certo. Soquei a porta com toda força e berrei por Ryan. Provavelmente acordei todos os vizinhos, inclusive o meu amado.
Ryan abriu a porta bufando, parecia um boi com raiva. Estava com a cara toda amassada e cheia de remela, eca. Olhei mais pra baixo um pouco e ele praticamente nu! Somente com uma cueca preta e um volume bem grande dentro dela.
– Eu acabei de acordar, ok? Isso é normal – Apontou pro seu volume. Corei.
– Nem olhei pra isso – Abaixei o rosto.
– Vamos, entre. Desculpa a bagunça – Trancou a porta. Estou trancada com Ryan de cueca e ainda com volume. Hmmm. Para Eliza.
– Tudo bem – Me virei pra ele – Então... É... Pode ir se trocar, sei lá – Fiquei sem graça.
– Ah, claro. Só um minuto.
– Quantos quiser – Ryan entrou por uma porta que provavelmente deve ser o banheiro.
Fiquei ali morfando sentada na beirada da cama esperando a princesa chegar, demora mais que todas mulheres do mundo juntas. Deus me livre. Fiquei pensando e pensando no que falar e como falar, porque na verdade eu posso estar com esse fogo todo, mas eu na real só quero contar algumas coisas pro Ryan, sei lá, eu to confusa.
– Pronto – Dei um pulo com a voz de Ryan, eu nem estava prestando atenção mais.
– Ah, oi. — Sorri de lado – Desculpa aparecer assim, tão cedo – Entortei o nariz.
– Tudo bem. É, quer comer alguma coisa? — Ryan tá com vergonha, sei que tá. Tô quase beijando ele.
– Não, eu quero conversar na verdade – Balancei a cabeça.
– Eliza, olha, me desculpa por ontem, eu não quero mesmo apressar as coisas... — Do que ele está falando?
– Para – O interrompi – Não é sobre isso – Corei
– Não? Sobre o que é então? — Ryan me olhou confuso.
– Eu não sei... Sabe, você foi lá em casa e me entregou um envelope que vão tinha nada... Foi lá porque? — Fiquei de costas.
– Porque eu queria te ver, eu queria te encontrar, eu precisava te ver – Ryan falou baixinho, quase como um sussurro.
– Então... você foi por mim? — Sorri de leve.
– Sim. Eu não aguento mais ficar longe de quem eu amo – Ryan disse que me ama, que me ama. Eu to morta, isso não tá acontecendo.
– Então não fica – Me virei pra ele e sorri. Era isso que eu queria.
– Pode ter certeza que não vou – Ryan me abraçou e começou um beijo forte, cheio de desejo, dava pra sentir ali que dessa vez tudo ia da certo. Eu não quero que nada estrague o que está acontecendo agora.
Fui dando passos pra traz até encostar na cama. Ryan me condizia devagar até a cama sem cortar o beijo, encostando sua mão quente em minha cintura, me fazendo arrepiar de desejo. Eu o quero tanto. É tão impuro pensar assim, mas por um momento eu quero ser impura, quero pensar assim.
Passei a ponta dos dedos pelo braço de Ryan até chegar na ponta da sua camisa. Coloquei uma de minhas mãos por dentro da mesma e senti sua pele quente, era como levar um choque de prazer, meu corpo arrepiava a cada toque, os meus batimentos aceleravam e minha respiração falhava. Como sentir isso tudo é bom. Aos poucos fui levantando a camisa de Ryan, deslizando meus dedos por cada parte de seu corpo, parando o beijo só pra tira-la. O olhei nos olhos e havia desejo ali, assim como nos meus. Beijei a curva do seu pescoço.
Ryan voltou a me beijar e me deitou lentamente na cama, levantou uma de minhas pernas e a encaixou em sua cintura, fazendo com que eu sentisse sua ereção. Entrelacei meus dedos em seu cabelo e o trouxe pra mais perto de mim, eu o quero colado em mim. Seus dedos levantaram minha blusa sem pressa, me fazendo soltar pequenos gemidos. Arqueei as costas para ajuda-lo a tirar, fechei os olhos ao sentir uma de suas mãos abrindo meu sutiã e o tirando logo em seguida. Ryan colou seu corpo no meu e me beijou. Nossos corpos estavam quentes e nossa respiração acelerada, estávamos entregues ao prazer.
Senti sua mão abrindo o zíper da minha calça e logo puxando-a com pressa, me deixando quase nua. Deslizei meus dedos até o cós de sua calça e a abri, passando a mão de leve em sua ereção. Ryan se levantou e tirou sua calça junto da sua cueca com pressa, voltou a se posicionar por cima de mim e começou a distribuir beijos por meu pescoço, descendo pelo meu corpo. Arfei de prazer ao sentir seus lábios em meus seios descendo ainda mais. Fechei os olhos e mordi os lábios para tentar conter os gemidos que escapavam. Ryan dava leves beijos e mordidas, descendo devagar até minha intimidade. Deu um leve beijo ali por cima da calcinha que me fez arquear as costas. Isso tá acabando comigo, não aguento esperar tanto assim.
– Ryan... — Gemi seu nome. É impossível pensar em alguma coisa com Ryan beijando ali.
– Shh – Sussurrou – Não quero que fale nada – Como quiser.
Ryan tirou minha calcinha com a boca, deu um leve beijo ali e passou um de seus dedos, fazendo um leve vai e vem, passava sua língua quente em minha intimidade pressionando minha entrada. Respirei fundo e levei minhas mãos até a cabeça de Ryan, prendendo meus dedos em seu cabelo. Ryan sorriu ao ver minha reação. Voltou a me beijar e se encaixou entre minhas pernas, parando para me olhar como quem diz “tem certeza?”, eu apenas sorrio e volto a te beijar.
Nesse momento eu quero ser amada por ele.
Ryan foi me penetrando e um misto de dor e alívio me invadiu. É simplesmente ótimo sentir Ryan assim, somos dois em um só.
Começou a se mover devagar, fazendo um leve vai e vem, até que eu me acostumasse com tudo. Soltei alguns gemidos a cada estocada dele. Era um momento único, eu me sentia totalmente e exclusivamente do Ryan.
Entrelaçamos as mãos e nos beijamos com força, como se naquele momento tudo dependesse daquilo. O corpo quente de Ryan sobre o meu me fazia suar de prazer, era uma onda quente e prazerosa, parecíamos dois amantes do pecado, formando um só. Tudo em uma perfeita sintonia.
– Você é minha – Ryan sussurrou.
– Sempre – Sussurrei de volta.
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