The Heart Never Lies

3 Colega de quarto


Notas iniciais
Hey pessoas. Então, quero agradecer a NataliaPinos por comentar, obg sua linda *u* Espero que gostem, desculpe qualquer coisinha ai, boa leitura.

O diretor me levou até a sala dele, disse que tinha uns recados para me dar. Já até sei. Enquanto seguimos até sua sala, percebi que o movimento na escola estava parado, ninguém nos corredores, nem em lugar nenhum. Estranho. Entramos na sala e que sala. Bem decorada, nada comparada com o que eu imaginava. Havia quadros espalhados por vários lugares, sofás que mais pareciam uma cama, tá ótimo para ser meu quarto.

Me sentei de frente pra ele o encarando. Dei um meio sorriso.

– Então... Pelo menos na sua frente eu posso ser eu mesma né? Não estou afim de ficar com esse boné o tempo todo – Puxei o boné.

– Claro, claro – Coçou o queixo. Mas que diabos esse homem tem? Eu ein.

– Sobre o que queria falar comigo? Se puder ser rápido eu agradeço, estou precisando de cama.

– Não é nada de importante, apenas aqueles avisos que seus pais já deram. Cuidado. Se descobrirem isso ferra não só com você, mas com sua família e comigo também. Você tá no quarto 104, bom uso – Sorriu e me entregou a chave. Levantei já indo em direção a porta – Espere – Parei. — Coloque o boné, os garotos daqui não tem cabelo cumprido. — Abaixei a cabeça e bufei. Sinto que vou acabar com esse disfarce todo em uma semana.

Tratei de colocar logo o boné e sair daquela sala. Assim que saio daquele corredor, indo em direção aos dormitórios, o sinal toca. Vejo várias pessoas saindo de salas e seguindo rumo a cantina, é, acho que estavam em aula. Vejo umas pessoas me encarando e dou de ombros. Começo a caminhar em alguma direção, para não ser atropelada pela multidão de seres que passavam por mim. Aproveito que não tenho nada para fazer, vou dar uma volta pela escola. Saio da cantina e logo estou no gramado da escola, sigo para a parte de trás e me surpreendo. Há um tipo de jardim, se assim pode dizer. Há umas árvores enormes, flores e uns bancos, uma praça eu diria. Na verdade, um verdadeiro paraíso para mim.

Ando devagar até uma árvore mais afastada e me sento encostada nela. Fecho os olhos e sorrio, respirando fundo. Jogo a mochila ali do lado e deito nela. Fecho os olhos novamente, pronta para dormir ali mesmo.

–.-

Ouço um sinal tocar e acordo assustada, sinto pontadas na cabeça. Olho para o céu e percebo que já está escurecendo. Levanto, cato minhas coisas e caminho de volta para a escola. Dormi tanto ali que perdi as aulas e a minha tarde. Para mim não foi perda nenhuma, foi até um alívio, porém não é tão bom dormir no chão, o que preciso agora é de uma boa cama. Entro na escola novamente e sigo a multidão, provavelmente eles estão indo para os dormitórios. Sigo alguns e logo no primeiro corredor avisto a placa “104” na terceira porta a direita. Espero que meu colega de quarto não esteja aqui, não quero contato com ninguém hoje.

Destranco a porta e entro, avalio o local e não encontro ninguém. Melhor assim. Bato a porta e me jogo na primeira cama que eu vejo, aproveito para avaliar o local. Até que é bem arrumado para um menino, sem roupas espalhadas no chão, sem toalha na cama, é, ele é arrumado. O quarto não é muito grande, tem duas camas, um armário enorme logo a frente e uma outra porta, que eu deduzo ser a do banheiro. Aproveito e vou até ele, entro com um certo receio, vai saber se é tudo sujo. Me surpreendo ao ver que é mais limpo que o próprio quarto. Tranco a porta e me encaro no espelho, faço careta ao me ver daquele jeito, sou um menino tão feio. Tiro o boné e solto meus cabelos, que alívio ficar sem esse troço na cabeça. Ouço batidas na porta

– Tem alguém ai? — Eita que voz grossa. Ai meu deus, o que eu faço?

– É... Tem... – engrossa a voz! — Tem sim, já tô saindo – Droga! Que diabo de voz foi essa? Respiro fundo e volto a prender o cabelo, coloco o boné e passo uma água no rosto. Fecho os olhos e suspiro antes de destrancar a porta. Abro-a com rapidez para não dar pinta e paraliso na hora. Mas que ser é esse aqui na frente? Desculpa Jonathan, mas tu vai virar gay por uns anos. O cara é alto do corpo bonito, só isso vocês precisam saber. Ele tá praticamente nu na minha frente, e eu nem tô secando ele, nem um pouco. Acho que tenho q falar algo... Não consigo. Calma Eliza, calma.

– Será que pode sair? Preciso entrar... — Franziu o cenho. Ah, claro, to barrando a entrada. Você não quer me levar com você não?

– Ah, claro, desculpa. — Tenho que lembrar de sempre engrossar essa voz. Sai da frente e deixei o gostosão entrar. Tenho que me controlar, parar até com esses pensamentos ou um dia eu pulo nele. Ok, chega.

Volto para o quarto e sento na cama, olho em volta e vejo minhas malas, é, horas de começar a arrumar as coisas. Enquanto vou tirando as roupas e jogo na cama, penso que talvez não seja tão ruim estudar aqui, contando que eu não estrague meu disfarce, o que eu acho que nessa semana já tá desvendando, do jeito que sou lerda. Ouço o barulho da porta sendo destrancada e prendo a respiração, é agora. O carinha sai de lá enrolado só numa toalha, assim não tem quem aguente né, por favor. Fingi que nem o vi e continuei tirando as coisas da mala. Aquele silêncio domina o quarto, até ele resolver quebra-lo.

– Vou ter que dividir o quarto com você agora? — Ele é chato, não gosto mais.

– É o que parece – Dei de ombros

– Me chamo Ryan – Veio até mim

– Jonathan – dei um leve aceno

– Já conheceu as gatinhas daqui? — Entrou no banheiro.

– Não, mal cheguei na escola cara – é, tem que começar a agir como garoto, mas como faz isso?

– Vou te apresentar. Vale lembrar que grande parte delas só quer te dar – Jonh iria amar esse lugar

– Normal, é sempre assim. — Saiu do banheiro, agora devidamente vestido.

– Cara, você é tão pequeno. Sua família é anã? — Riu. O que? Mas que filho de uma mãe boa.

– É, deve ser – Ri com sarcasmo. — Não idiota, estou em fase de crescimento ainda – Dei o dedo médio.

– Hm, vamos fingir que eu acreditei nisso tudo – Se jogou na outra cama. Sentei na minha de frente pra ele. — Mas então cara, o que te trouxe aqui? — O que eu falo? A verdade? Não, não posso.

– Ganhei uma bolsa. Que horas que é o rango aqui ein, tô numa fome – faço careta e ele ri

– Umas 20h, não vai demorar muito. — Me jogo na cama

– Estuda aqui desde quando? — Qual é? Tenho que conhecer meu colega -gostoso- de quanto.

– Entrei aqui há uns 2 anos. — percebi que ele ficou sério, acho que não gosta de falar disso. Belo começo ein Eliza

– Falou, eu vou tomar um banho. — Peguei qualquer roupa e entrei no banheiro. Suspirei aliviada por me salvar por um momento disso. Vai ser mais difícil do que eu pensava. Eu não faço ideia de como agir, me sinto pressionada, não consigo agir normalmente perto dele. Controle-se Eliza, primeiro dia e você já está tendo ataques de loucura. Respiro fundo e entro no chuveiro, um banho frio é o que preciso agora.

Após horas no banho, desligo o chuveiro e me seco o mais rápido possível, visto-me de qualquer jeito e junto os cabelos, mas pera, n vou dormir de boné. Tô falando que isso não vai dar certo... Eu acho que coloquei uma touca na mala, vai ter q ser o jeito. Saio do banheiro e vejo que o quarto está vazio, suspiro aliviada e me jogo na cama, tampando o rosto com o travesseiro para abafar meu grito

– Isso não vai dar certo! — Jogo longe o travesseiro.

Levanto e olho no relógio, a gororoba tá sendo servida. Credo, isso parece coisa de presídio. Saio do quarto e vou até a cantina, ou melhor, refeitório. Vejo vários alunos com seus amigos, jogando aquela gororoba pra lá e pra cá, eca. Vou até a tia e pego a minha, procuro uma mesa mais afastada, vazia de preferência. Sento-me e observo o local, vejo mais a frente uma mesa cheia de garotas cor de rosa, olhando pra mim, reviro os olhos e começo a comer. Vejo uma das cor de rosa se aproximando e finjo não notar nada.

– Oi lindinho, você é o Jonh, novato certo? — Concordo com a cabeça. — Eu sou a Cameron, passa no meu quarto mais tarde, 202, segundo corredor. — Não me deixou se quer responder, já saiu empinando aquele rabo dela. Bando de vulgar, vou sim no seu quarto, mas pra tacar fogo em você. Já não fui com a cara dela.

Nem terminei de comer a gororoba e sai do refeitório, perdi o apetite com aquela cena. Entrei no quarto e não encontrei Ryan, estranho, não o vi em lugar nenhum, não estava no refeitório, nem nos corredores, agora aqui também. Dei de ombros e peguei a touca no armário, tirei o boné e juntei os cabelos rápido, colocando a touca em seguida, joguei o boné em qualquer canto e me taquei na cama, pronta para dormir meu sono da beleza.

Notas finais
Tá bom? Eu sei q não '-' kkk Mandem reviews u.u Bjs no core.