The Heart Never Lies

2 Cap. 2- Os garotos do Posto.


Cap. 2- Os garotos do Posto.

Fiquei observando de longe, notei uma movimentação, havia três carinhas lá, um deles estava sentado de frente a uma máquina de salgados, tentando visivelmente “roubar” um salgado de dentro, ele era muito bonito, tinha cabelos lisos, desordenados, castanhos com algumas luzes loiras, olhos pequenos, mas não dava pra ver a cor, pois eu estava um pouco longe, pele branca e rosto muito bonito, ele usava uma camiseta preta, uma calça jeans azul escura e algumas pulseiras no braço. Era divertido ver ele “apanhar” da máquina.

Em uma janela próxima a máquina havia outro garoto, cabelos loiros, lisos e caídos em um dos lados do rosto, rosto infantil, olhos pequenos, traços delicados e pele branca, ele usava uma camiseta vermelha, um short beije da altura do joelho e tênis, ele também lia uma revista sobre répteis.

Através do vidro da janela percebi outro garoto sentado dentro da lojinha, ele estava atrás do balcão, sentado em uma cadeira e com as pernas sobre o balcão, ele parecia estar dormindo, cabelos muito loiros, lisos e arrepiados, pele branca, bochechas fofinhas e rosadas, olhos aparentemente pequenos; ele vestia uma camiseta preta, um macacão de mecânico azul claro só até a cintura e um boné azul escuro torto na cabeça.

Fiquei observando-os por alguns minutos, era muito interessante ver o que eles faziam algo me chamou a atenção, vi na hora que o garoto que estava sentado na janela olhou em direção a lojinha, percebendo que o outro dormia, ele resolveu aprontar uma:

-TOM! ACORDA TOM!

O garoto que dormia, levou o maior susto e caiu da cadeira:

-CARALHO DOUGIE!-ele falou ficando de pé. -NÃO TEVE GRAÇA, POXA!

O garoto da janela ria descontroladamente:

-Claro que teve, é que você não viu sua cara.

-Engraçadinho!

Eu planejava ficar mais alguns minutos apenas observando, mas não pude, ao ficar de pé e se aproximar da janela na tentativa de se vingar, o garoto da lojinha me viu, ele ficou me olhando abobado, e alguns segundos depois, saiu da lojinha, arrumando o boné na cabeça e vindo em minha direção.

Eu fiquei observando-o passar entre os carros para chegar até mim, quando ele parou ao lado do meu jipe, eu pulei por cima da porta e parei de frente a ele:

-Boa tarde. -eu falei e ele ficou me olhando como se não acreditasse que eu estava ali. — Me chamo Elisabeth Backer, e você é?

-Tho- Thomas, Thomas Fletcher

-Olá Tho- Thomas!

Ele sorriu com a brincadeira:

-Em que posso ajudar?-ele perguntou me olhando.

O Thomas era ainda mais bonito de perto, olhos castanhos, sorriso fofo e sem falar nas bochechas que eram muito fofinhas e um detalhe, ele tinha uma covinha na esquerda.

-Queria lavar o carro, ta um nojo e se eu aparecer em casa com ele assim, meu padrasto come meu fígado!

Ele sorriu novamente:

-Pode deixar, eu e o resto dos perdedores podemos resolver isso! EI POVO!

Os outros dois garotos se adiantaram ao grito dele.

-Bom esses são Harry Judd e Douglas Poynter.

-Pode me chamar de Dougie!-o da janela falou sorrindo.

Os dois também eram mais lindos quando mais próximos Dougie e Harry tinham os olhos azuis, eram realmente perfeitos.

-Ok, então me chamem de Betty!

-Ta, e eu de Tom!- Thomas falou sorrindo. — Bem, já que as apresentações foram feitas, vem pessoal, precisamos trabalhar, temos que lavar esse carro!

- O pátio ao lado está vazio?-Harry perguntou.

-Nem sei, vou lá dar uma olhada, vocês dois, não assustem a Betty!

Assustar? Era mais fácil eu assustar eles!

-Então você é nova por aqui? Nunca te vi por essas bandas... -Harry começou, mas Dougie o interrompeu.

-Você ouviu o que o Tom falou nada de assustar a garota!

-Eu só estou perguntando, oras!

Eu comecei a rir, Dougie e Harry olharam na direção na qual Tom seguia, desviando dos carros.

-Aposto cinco que ele tropeça em alguma coisa!- Harry falou.

-Cara é o Tom, e não o Danny!

Danny? Seria esse o Daniel Jones que a Ashley estava falando? Seria possível ele ser mais bonito que qualquer um daqueles três?

-Danny? – eu perguntei olhando-os.

-É, mais um dos perdedores daqui, quer dizer, o pior de todos! –Dougie falou sorrindo.

-Olha, olha lá!

Antes que o Harry fechasse a boca, Tom tropeçou e caiu de cara no chão:

-Que estranho, o Tom não é de fazer isso! – Dougie falou admirado.

-TINHA QUE SER CARALHO DANNY!!!!

Nós escutamos o grito do Tom e corremos até lá, demorei um pouco para assimilar o que estava acontecendo ali, as coisas aconteceram tão depressa. Lá havia um carinha que ria descontroladamente, ele estava deitado em um daqueles carrinhos que os mecânicos usam para concertar debaixo dos carros, ele estava usando uma camiseta azul escura, o mesmo macacão de mecânico que o Tom, também vestido apenas da cintura para baixo, ele tinha cabelos castanhos, lisos e caídos sobre a testa, olhos grandes e muito azuis, com uma expressão doce e travessa ao mesmo tempo, pele branca, rosto perfeitamente desenhado, delicado, ele parecia uma criança muito fofa, uma boca perfeita e um sorriso cativante caramba ele era realmente perfeito, nem as manchas de graxa que ele tinha no rosto diziam o contrário, tinha também alguma coisa no olhar dele, algo que eu não sabia explicar, algo fascinante, eu não conseguia parar de olhá-lo, a perfeição existia, e estava ali, na minha frente.

-Haha, passa o dinheiro Dougie!

-Não vale Harry, você sabia que o Danny estava aí debaixo.

-Cara eu juro, não foi por querer, desculpe. — o carinha debaixo do carro repetia sorrindo.

- Eu sei, eu sei como toda a besteira que você faz, não é?- Tom o olhou se levantando do chão.

-Você está bem, Tom?- eu perguntei.

-Vou sobreviver, sobrevivo ao Danny há anos!

O garoto novo enfim me notou, eu paralisei quando ele me olhou, eu não sei o que aconteceu comigo naquele instante, eu só sei que eu senti algo que nunca senti em toda minha vida, era como se algo dentro de mim estivesse tentando me avisar que aquele momento mudaria minha vida para sempre, o garoto pareceu sentir o mesmo, pois ele apenas me olhava abobado.

-Danny, essa é a Elisabeth Backer! –Harry falou.

A reação dele me assustou, ele simplesmente deslizou de volta para debaixo do carro e gritou:

- DANIEL ALAN DAVID JONES!

-DANNY!- Tom o advertiu.

-É VOCÊ PODE ME CHAMAR ASSIM TAMBÉM. — ele gritou de debaixo do carro.

Era muito estranho falar com alguém que estava escondido debaixo de um carro:

-QUAL O SEU NOME MESMO?

-ELISABETH!

-POSSO TE CHAMAR DE LIZZY?

Lizzy? Ninguém nunca tinha me dado esse apelido antes, era muito legal, melhor que Betty.

-OU VOCÊ PREFERE ELISABETH? OU BETTY? OU BACKER? OU...

-DANNY JÁ CHEGA!- Tom o advertiu novamente. — VOCÊ VAI ASSUSTAR A GAROTA!

Nós escutamos um barulho debaixo do carro, Danny colocou a cabeça, só a cabeça para fora e me olhou visivelmente confuso:

-Te assustei?

Eu sorri quando vi a carinha fofa dele:

-Não, claro que não.

Ele sorriu e se escondeu novamente debaixo do carro:

-OK, LIZZY OU... — ele colocou a cabeça novamente para fora. — Eu te chamo de que?

-Lizzy é legal, ninguém nunca me chamou assim, valeu Danny.

Ele sorriu e se escondeu novamente:

-DENADA!

-DANNY! – Tom perguntou. – VOCÊ SABE SE O PÁTIO DE LAVAR OS CARROS ESTÁ VAZIO?

- POR QUÊ? O QUE VOCÊ QUER LAVAR LÁ?

-PROVAVELMENTE UM CARRO!

- AH EU ACHEI QUE FOSSE O DOUGIE, MAS HOJE NÃO É SÁBADO!

-CARA, CLARO QUE HOJE É SÁBADO!

-É?- ele falou e deu uma risada alta, o som da risada dele era muito engraçado. — É QUE EU TÔ SEM RELÓGIO, QUER DIZER, CALENDÁRIO.

Fiquei observando-o, Harry, Tom e Dougie me olharam:

-Não liga não, o Danny é assim mesmo. — Tom falou estendendo a mão para que eu o acompanhasse. — Vamos, vamos trabalhar pode me dar à chave do seu carro? Preciso levá-lo para o pátio ao lado.

-Está vazio?-Dougie perguntou.

-Vou arriscar!

Entreguei as chaves ao Tom e segui Harry e Dougie até um pátio ao lado, quando chegamos lá ele estava vazio, não demorou muito para o Tom aparecer com meu carro.

Dougie me estendeu um banquinho e eu fiquei ali sentada, olhando aqueles três trabalharem, quer dizer, se prepararem para começar, estranhei ao ver o Harry com mangueiras e baldes, já que lá era um lava rápido e havia aparelhos elétricos.

-Vamos fazer à moda antiga. –Tom falou se aproximando, parecia que ele havia lido minha mente. -Achamos mais divertido e garante um trabalho melhor.

Dougie se aproximou sorrindo e o abraçou pelos ombros:

- O que ele ta querendo realmente dizer é que quando a cliente é uma gata, a gente trata de fazer da maneira mais lenta, assim ela demora mais tempo aqui!

Dougie apenas fez o comentário e deixando o Tom com as bochechas vermelhas, saiu, quando achei que ele se explicaria, Tom apenas me olhou sorrindo:

-Bom isso também, na verdade o Dougie disse tudo!